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No brilho do Carnaval

por   /  04/02/2016  /  14:03

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Não sei vocês, mas eu só penso em Carnaval! Convidei a Vânia Goy, amiga querida, musa do make, editora de beleza da Cosmopolitan e do Belezinha, pra compartilhar com a gente algumas maquiagens incríveis para a folia.

Pra começar:

. David Bowie

The one and only, David Bowie e seus looks já eram lenda antes mesmo da sua morte, em janeiro deste ano. Claro, adoro Ziggy Stardust e o raio clássico cruzando o seu rosto, e também coleciono imagens de editoriais de moda e desfiles que homenagearam outros makes marcantes do cantor. Entre eles: o clique de Brian Adams para a Vogue alemã e Kate Moss na capa da Vogue Paris, ambas de 2012; e o desfile irresistível de verão 2013 de Jean Paul Gaultier — dá vontade de usar sombra azul na hora!

. Kate Moss

Essa é do time que sabe se divertir até o sol raiar. E eu amo o look que ela preparou para comemorar 34 anos, em 2008: vestido cheio de estrelas, cabelo cacheado bem 70′s, e uma estrela dourada meio em um dos olhos!

. Galliano para a Dior

Pense em sombra colorida, batom, glitter, postiços, strass e paetê. Pois era isso que tinha na mala da (gênia) Pat MacGrath, uma das maiores maquiadoras do mundo. Ela fazia verdadeiros bordados no rosto das modelos que desfilavam as coleções de John Galliano, quando o estilista estava no comando da Dior.

. Falando em Pat MacGrath

Nem só de colaborações malucas com John Galliano ela vive. Adoro os makes recentes feitos para as passarelas da Louis Vuitton (acho uma coisa meio Hans Donner!) e Martin Margiela (surrealista!). De estrelas, cabelo cacheado bem 70s e uma estrela dourada meio em um dos olhos!

. Frida Gustavson na Vogue UK

Esse editorial de beleza é uma das minhas referências frequentes quando quero fazer algo dramático e leve, feminino. Não dá para resisitir às estrelas brilhantes! As fotos de Lachlan Baile foram publicadas na Vogue inglesa em 2010.

. Malgosia Bela na Self Service

As fotos do Mario Sorrenti são uma loucura completa. Mas eu não canso de ver o rosto da modelo Malgosia Bela co-ber-to de glitter prateado.

—Para fazer em casa—

Gloss transparente e cola de cílios postiços são o segredo para manter as partículas de brilho no lugar. Técnicas testadas e aprovadas em dezenas de horas de carnaval, sol e suor.

. Rockstars da Daquared2

Lápis preto, gloss transparente e glitter da papelaria dão conta do recado. Vale usar produtos à prova d’água para não ficar completamente borrada.

. Gatinhas da Chanel

Para quem gosta de ficar sempre na estica e tem habilidade no trato com o delineador: passe a cola de cílios postiços com um pincel fino, como se você fosse fazer o seu delineador preto favorito, e deposite glitter por cima com a ajuda de um pincel chato. Sucesso absoluto, nunca sai do lugar.

. Minimalistas de Giambattista Valli

Coisa linda essa marcação sobre a pálpebra que vi no último desfile do estilista Giambattista Valli. O segredo é fazer o desenho com a ajuda de um lápis colorido, cobrir com cola de cílios e glitter — para iniciados.

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Bowie, muito obrigada por tudo

por   /  11/01/2016  /  10:10

David Bowie

Ele apareceu pela primeira vez na minha vida em “Christiane F.” – e ficou no repeat, de tanto que eu assistia ao filme e sonhava em ter aquela jaqueta que a Natja Brunckhorst usava pra ir ao show na Berlim dos anos 1980.

Depois veio em vários CDs-R que Tomaz gravou pra mim, imprimiu a capinha colorida e me entregou no curso de inglês. Mal existia internet, e desbravar aqueles mundos era abrir milhões de possibilidades, era buscar as referências dele, era querer entender tudo, ouvir tudo, porque o portal já tinha sido aberto, e não tinha mais volta.

Em um aniversário meu, há uns dois anos, por uma dessas coisas de sincronicidade, revi na fila da inesquecível exposição do MIS o mesmo Tomaz que tinha sido meu Rdio antes de o Napster existir.

Na primeira vez que fui a Berlim, cheguei morrendo de tristeza e, quando estava fazendo as malas pra ir embora, coloquei o “Low”, o “Heroes” e o “Lodger” pra tocar. Chorei de felicidade, querendo ficar mais, entendendo tanto de mim, da vida, da impermanência e das transformações.

Bowie, você é Deus na minha religião. Muito obrigada por tudo.

Vai lá encontrar o Lou. Aproveita e manda um beijo, tá? 

A foto é de Lynn Goldsmith e foi tirada em 1973

Pra ficar ouvindo ele o dia inteiro: BBC 6

Não dá pra imaginar um mundo sem David Bowie, texto lindo do Alexandre Matias

David Bowie’s life and career – in pictures

Bowie in quotes: ‘I wouldn’t like to make singing a full-time occupation’

David Bowie Answers the Famous Proust Questionnaire

Babydoll de nylon com Bowie e Mick Jagger

David Bowie dead: long-serving producer Tony Visconti discusses the ‘parting gift’ that was Blackstar

David Bowie’s 7 Sexiest Music Videos Celebrate His 69th Birthday

David Bowie’s must-read books revealed

David Bowie: five essential films

How David Bowie told us he was dying in the ‘Lazarus’ video

My David Bowie, alive forever

Bowie e Paul by Linda 1985

“Very sad news to wake up to on this raining morning. David was a great star and I treasure the moments we had together. His music played a very strong part in British musical history and I’m proud to think of the huge influence he has had on people all around the world. I send my deepest sympathies to his family and will always remember the great laughs we had through the years. His star will shine in the sky forever.” Paul McCartney

“David’s death came as a complete surprise, as did nearly everything else about him. I feel a huge gap now. We knew each other for over 40 years, in a friendship that was always tinged by echoes of [comic characters] Pete and Dud. Over the last few years – with him living in New York and me in London – our connection was by email,” Eno continued. “We signed off with invented names: some of his were mr showbiz, milton keynes, rhoda borrocks and the duke of ear. I received an email from him seven days ago. It was as funny as always, and as surreal, looping through word games and allusions and all the usual stuff we did. It ended with this sentence: ‘Thank you for our good times, brian. they will never rot’. And it was signed ‘Dawn’. I realise now he was saying goodbye.” Brian Eno

“Dearest David, wherever you are now, I miss you. Not only do I miss you but my heart is broken. You were my idol, then you became my mentor and my friend. I learnt so much from you, just by being in your presence, the conversations we had and, of course, watching you perform. You always had time for me. My band and I were tiny when we first met. Nonetheless , you took us under your wing. You believed in us and gifted us with so many fantastic opportunities. Without you, your tutelage and your wisdom, I don’t think I would be where I am today, as an artist but also as a person. For that I will be eternally grateful. Float around the ether, David. Bounce gracefully off planets light-years away as you become one with the Universe, as you dive into the Great Unknown. My sincere and heartfelt condolences to Iman, Lexi and Duncan, whose hearts I know are far more broken than mine. As for me, I will treasure every memory of every moment we spent together. Dear David, beautiful man and force of nature, you are immortal. You live beyond the veil of the big sleep. Ong Namo Guru Dev Namo. Namaste.” Brian Molko

John and David respected each other. They were well matched in intellect and talent. As John and I had very few friends we felt David was as close as family. After John died, David was always there for Sean and me. When Sean was at boarding school in Switzerland, David would pick him up and take him on trips to museums and let Sean hang out at his recording studio in Geneva. For Sean this is losing another father figure. It will be hard for him, I know. But we have some sweet memories which will stay with us forever. Yoko Ono

“david bowie começou pelo futuro. de algum modo, o seu tempo ainda não chegou. talvez, por isso mesmo, nos aguarde mais adiante. nem que seja apenas para o abraçarmos e dizer-lhe: muito, muito obrigado.” Valter Hugo Mãe

“David’s friendship was the light of my life. I never met such a brilliant person. He was the best there is.” Iggy Pop

“It feels like we lost something elemental, as if an entire color is gone.” Carrie Brownstein

I’m devastated.
David Bowie changed the course of my life forever. I never felt like I fit in growing up in Michigan. Like an oddball or a freak. I went to see him in concert at Cobo Arena in Detroit. It was the first concert I’d ever been too. I snuck out of the house with my girlfriend wearing a cape.
We got caught after and I was grounded for the summer. I didn’t care.
I already had many of his records and was so inspired by the way he played with gender confusion .
Was both masculine and feminine.
Funny and serious.
Clever and wise.
His lyrics were witty ironic and mysterious.
At the time he was the thin white Duke and he had mime artists on stage with him and very specific choreography
And I saw how he created a persona and used different art forms within the arena of rock and Roll to create entertainment.
I found him so inspiring and innovative.
Unique and provocative. A real Genius.
his music was always inspiring but seeing him live set me off on a journey that for me I hope will never end.
His photographs are hanging all over my house today.
He was so chic and beautiful and elegant.
So ahead of his time.
Thank you David Bowie.
I owe you a lot. .
The world will miss you.
Love
Madonna

“No caso dessas duas entidades, uma despedida apenas física, porque cada música é uma lembrança de que continuam vivos e consigo sentir ainda mais forte a presença deles, como se agora fossem o espaço ao redor, o ar que sustenta a propagação do som. A tristeza então cede lugar ao agradecimento, admiração e inspiração. Ontem quase levei pra cama o livrão que eu tenho do Bowie, mas que é tão grande e pesado que desisti, já estava tarde também, precisava acordar cedo. Até as últimas horas de ontem eu não queria largá-lo. Hoje, a notícia. Conexões que só a música explica.” Lulina

“David was always an inspiration to me and a true original. He was wonderfully shameless in his work. We had so many good times together. He was my friend, I will never forget him.” Mick Jagger

mick

berlin

Duncan Jones

“Very sorry and sad to say it’s true. I’ll be offline for a while. Love to all.” Duncan Jones

30 gifs do David Bowie para assistir ininterruptamente

“Dos vivos, o mais genial. Dos mortos, o mais inesquecível”, diz Rita Lee sobre Bowie

What David Bowie meant to me and multiple generations

One Of The Real Major Toms Even Covered David Bowie From Space

David Bowie é flagrado entrando em disco voador para voltar à sua terra natal

David Bowie Helden, German version of Heroes

Tilda Swinton on David Bowie: He ‘Looked Like Someone From the Same Planet as I Did’

David Bowie: share your memories

Cosas que debemos contar a nuestros hijos sobre David Bowie

Radio Soulwax: Our homage to the man whose ability to change whilst remaining himself has been a massive influence on us. There are many legends in the music industry but for us, there is no greater than the mighty Dave. We’ve included all things Bowie, whether that is original songs, covers, backing vocals, production work or reworks we made, to attempt to give you the full scope of the man’s genius.

Chris Clarke para o The Guardian via @anabean

Arte do Chris Clarke (via @anabeanjean)

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Dancing out in space. As the world remembers musician David Bowie, a mile-wide space rock named in his honor orbits serenely in the main asteroid belt between the orbits of Mars and Jupiter. NASA (via Manu Colla)

David Bowie Dies at 69; He Transcended Music, Art and Fashion

É difícil entender que não tenho mais 20 anos, disse Bowie sobre envelhecer

Arquivo aberto: o esmalte de David Bowie

David Bowie Dead at 69

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De Benjamin Schwartz para a New Yorker

“Though they had exchanged only a few words, Bowie asked for her phone number and then called her that night at exactly 3:00 a.m. “He said, ‘The first thing I want you to know is that you’re not crazy—don’t let anybody tell you you’re crazy, because where you’re coming from, there are very few of us out there.’ For a month, he called her every night and they would talk for hours. Finally, he paid a visit”.

De Bowie para Nina Simone, qdo ela tava numa bad.

“He’s got more sense than anybody I’ve ever known,” she said. “It’s not human—David ain’t from here.

Nina Simone sobre Bowie. (via Vivi Whitman)

David Bowie: the man who thrilled the world

Beat Godfather Meets Glitter Mainman

Na América do Sul, ricos e pobres não se ajudam, afirmou Bowie à Folha

Worldwide tributes to David Bowie: ‘His death was a work of art’

50 David Bowie moments

Brian May tells how David Bowie and Queen wrote the legendary track Under Pressure

As faces de David Bowie

David Bowie se foi. Aqui estão frases que ilustram seu legado

Exit Bowie, discreetly: ‘He thought it honourable to become invisible’

David Bowie: He wrote his own requiem – he was always a lap ahead

bw

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#galeriadonttouch: Adelaide Ivánova

por   /  07/12/2015  /  17:00

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Quais são as fotos preferidas dos fotógrafos? Adelaide Ivánova responde para a #galeriadonttouch!

Adelaide Ivánova é uma escritora, poeta, jornalista e fotógrafa brasileira, nascida no Recife, Pernambuco, em 1982. Lançou os livros “autotomy (…)” (São Paulo: Pingado-Prés, 2014), “Polaróides” (Recife: Cesárea, 2014) e em fevereiro lança “O bom animal” (Lisboa: Douda Correria, no prelo). Tem trabalhos fotográficos publicados por diversas revistas internacionais, como i-D (UK), Colors (Itália), The Huffington Post (EUA), Der Greif (Alemanha), Vogue Brasil e Vogue RG (Brasil), Ojo de Pez (Espanha) e Vision (China), entre outras. Faz parte das coleções do DKW Museum (Alemanha) e do Museu de Belas Artes da Bretanha (França). Vive e trabalha entre Colônia e Berlim, na Alemanha.

Escolher uma foto de um/a autor/a, dentre todas as suas outras, esvazia a própria foto de sentido. Por outro lado, pensar que uma foto só funciona no contexto de uma série também reduz o que essa foto pode comunicar. Que dilema. Fiquei nessa encruzilhada entre escolher fotos preferidas e escolher fotos de projetos que marcaram minha formação fotográfica (e, com o perdão da pieguice, minha formação humana), mas elas tinham que “sobreviver” sozinhas e isso não é fácil. Então fiquei com a segunda opção, por não me sentir confortável com a primeira. Essa lista não é a pequena lista dos melhores trabalhos do mundo, é apenas um lembrete dos trabalhos mais importantes na minha formação. Claro, todo recorte traz também limitações e aponta exatamente para as falhas de quem fez a seleção. E a minha falha nesse caso é: ela é composta quase que exclusivamente de mulheres norte-americanas brancas – e exclui artistas que mais tarde se tornaram referências fundamentais para mim, como Thabiso Segkala (África do Sul, 1981-2014), Rena Effendi (Azerbaijão, 1977), Zanele Muholi (África do Sul, 1972), Ute Mahler (Alemanha, 1949), Barbara Wagner (Brasil, 1980), Roger Ballen (EUA/África do Sul, 1950) e Inge Morath (Áustria, 1923).

Pra começar, com a foto acima:

Alessandra Sanguinetti (EUA, 1968). Alessandra me devolveu o prazer de fazer fotos bonitas. Não dá pra fazer isso sempre, com todo tema, mas às vezes é importante poder ser leve. Os temas dela não são sempre conflituosos, mas nem por isso pouco complexos. E ela usa lindamente o formato 6×6. Essa foto é da série “The adventures of Guille and Belinda”.

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Chauncey Hare (EUA, 1934), do livro “Protest photographs”. O livro já começa com o seguinte aviso, em letras garrafais: “DEDICADO PARA TODOS OS TRABALHADORES – Essas fotografias foram feitas por Chauncey Hare para protestar e alertar contra a crescente dominação da classe trabalhadora, por parte das multinacionais e seus donos e administradores, membros da elite”. Outro exemplo de projeto fotográfico que contém alto nível de engajamento pessoal. Por conta do contato com os fotografados, Chauncey acabou abandonando a fotografia (antes, tinha abandonado um cargo de alto engenheiro na indústria automobilística para virar fotógrafo), doou todo seu acervo para a Universidade da Califórnia para se dedicar à militância e virar terapeuta de trabalhadores. O que eu mais gosto dessa foto é o teor Diane-Arbus dela, de mostrar algo spooky dentro da normalidade, algo que você não sabe exatamente porque, mas incomoda.

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Cindy Sherman (EUA, 1954). O que me atrai no trabalho de Cindy é a coerência e exatidão da pesquisa dela, ao longo de todos esses anos, em relação à representação do feminino; por isso escolhi essa foto, que é da série Untitled Film Stills.

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Gerda Taro (Alemanha, 1910-1937). Fotógrafa de guerra que morreu durante a Guerra Civil Espanhola, aos 26 anos. Ela tinha um nível de engajamento pessoal com a luta anti-fascista que ia além do seu trabalho de fotógrafa. O Partido Comunista francês bancou seu funeral, com grandes honrarias. Eu gosto da elegância e da ousadia dela, de encenar fotografias num contexto super conservador, que é o da fotografia documental e de guerra. Só tenho uma coisa a dizer: que foto!

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Mimi Chakarova (Bulgária, não sei quando ela nasceu, arrisco anos 70) – “The price of sex” é uma documentação sobre tráfico de mulheres na Moldávia. O que me marcou e ainda me comove, toda vez que re-olho essa série, é a profundidade e empatia com a qual Mimi abordou o tema – quase como militância (o projeto virou depois um documentário), sem perder de vista nem as pessoas que ela entrevistou/fotografou, nem a si própria enquanto autora. Eu gosto particularmente de que todas as fotos são tortas, desfocadas, mal enquadradas , granuladas, escuras ou super expostas – tudo “errado”, tudo que meus professores de fotografia teriam um treco ao ver. Mas é um trabalho e uma história que você não esquece nunca mais. Escolhi a foto mais “errada” de todas.

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Nan Goldin (EUA, 1953). “The ballad of sexual dependency” fez 40 anos esse ano e continua fresco, imbatível, insuperável. Se sexo não for política, e não for suficiente para uma pesquisa da vida inteira, eu já não sei mais de nada. Ninguém fez isso nem foi tão fundo como Nan Goldin, e é uma perda de tempo tentar fazer projetos sobre o assunto da mesma maneira como ela fez. Escolhi essa foto, que é a capa do livro homônimo, porque sim.

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Robert Mapplethorpe (EUA, 1946-1989). Outro artista importante pela exatidão da sua pesquisa em relação à gênero, representação de gênero e sexualidade. Esse é um dos seus auto-retratos.

Já passaram pela #galeriadonttouch:

Toni Pires

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Ilana Lichtenstein

Ninguém é de ninguém, de Rogério Reis

por   /  07/12/2015  /  9:00

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Verão chegando, e eu não canso de olhar para o meu exemplar de “Ninguém é de ninguém”, do fotógrafo Rogério Reis.

Publicado pela editora Olhavê, de Alexandre Belém e Georgia Quintas, com projeto gráfico de Yana Parente, o livro é uma celebração da praia como espaço mais democrático que existe. Espaço para todos os corpos, todas as cores. Um desbunde!

Mais sobre o livro:

Ninguém é de ninguém reúne pela primeira vez em livro o mais recente trabalho de Rogério Reis, um dos fotógrafos brasileiros mais destacados no país e exterior. Com beleza e ironia as fotografias captadas nas praias do Rio de Janeiro querem fazer refletir sobre a dualidade público e privado. Ao utilizar tarjas sobres os rostos de seus personagens, flagrados da forma mais espontânea, Rogério Reis lança um olhar crítico sobre a criação da propriedade de imagem no espaço público em contraponto ao caráter documental da fotografia. Nesse jogo de crítica, humor e imagem, Rogério apresenta, junto às cerca de 40 fotografias reunidas, a “Cartilha para tirar fotos espontâneas na praia”, em que está presente a oportuna frase do artista urbano inglês Banksy: “É sempre mais fácil conseguir perdão do que permissão”.

Para comprar > loja.olhave.com.br

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#vitrinedonttouch: 100 lugares para dançar

por   /  03/12/2015  /  9:00

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100 lugares para dançar é uma cartografia dançada de cidades imaginadas, sonhas e esquecidas. Quem nos conta é Marina Guzzo, uma das dançarinas do projeto. Ao lado de Vinícius Terra, ela explorou cidades como Santos, São Paulo e Rio de Janeiro, criando 100 minivídeos que podem ser vistos em 100lugaresparadancar.org.

Eles explicam:

Trata-se de um estudo de improvisação, no qual a superfície do corpo – feita das roupas, das cores e dos cabelos – contornam a dança que é concebida no instante da sua execução. É do encontro com as pessoas, prédios, muros, barcos, containers, bares, escadas, águas, ruínas e sonhos que essa dança
desvenda a cidade. São detalhes, informações, experiências, memórias e civilidades que comunicam  a sensação de morar/dançar em  Santos, em seus não-lugares, cheios de danças instantâneas e efêmeras. Lugares onde o corpo (des)especula, vira um espectro, sorve, sucumbe e se dissolve entre a memória do futuro e o risco do passado. Como artistas encontramos a possibilidade de dar visibilidade a contradição da falta de espaços e possibilidades culturais da cidade, em oposição à pujança econômica e especulativa do mercado. Talvez porque somos estrangeiros, talvez porque ainda há muito que conhecer, talvez porque a dança tem espaços impensáveis. Vamos atrás deles, com a câmera e o corpo na mão.

A Marina completa:

Eu me apaixonei por Santos. Mas não foi logo de cara. Foi uma paixão construída aos poucos, devagar.  Cheguei como estrangeira, com o olhar de viajante aprendido ao longo da vida. Foram vários encontros, espaçados, desapercebidos, estranhos. Mas quando encontrei o porto pela primeira vez, senti os ventos do mundo. E como foi bonito perceber, de repente, que eu estava apaixonada, e que tudo já não era como antes. Mudou o jeito de chegar na cidade, de trabalhar aqui, de viver, de desejar estar mais perto, de entender e olhar as pessoas. Mudou o jeito que eu penso e faço arte. Mudou também o jeito que eu falo ou escrevo sobre arte. E principalmente para que serve a arte. Para mim, a arte serve para inventar coisas que não existem, para pensar diferente, para sentir diferente. Em cidades que são, ao mesmo tempo lindas e horríveis. Cheias de ilusões e ruínas (dessas mesmas ilusões). Dançar nesses 100 lugares, para tantas pessoas, com as pessoas, me fez ser menos estrangeira, mais humana. A paixão ajuda a mudança acontecer. Embora seja um trabalho sobre lugares, foram nas relações humanas os espaços de maior crescimento. Trabalhei com gente que eu amo, que admiro, que respeito. Como é difícil misturar amor e trabalho. Não devia ser fácil? Mas foi difícil… E muito lindo. Porque juntar gente diferente, interessante, de opinião, com potência e orquestrar tudo isso num período de tempo curto não é tarefa simples. Eu faria tudo de novo, se fosse me dada a chance. Porque a paixão não nos deixa escolhas. Destrói e constrói tudo em seu páthos e faz a vida ter mais sentido.

O projeto é de 2011 e, desde então, saiu de Santos, ganhou São Paulo, Rio e até Frankfurt, em 2013, quando foi encenado na Feira do Livro. Na internet, sempre atemporal, a gente se perde por horas assistindo aos vídeos.

Divirtam-se! > 100lugaresparadancar.org

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#galeriadonttouch: Toni Pires

por   /  02/12/2015  /  9:00

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Quais são as fotos preferidas dos fotógrafos? Toni Pires responde para a #galeriadonttouch!

Toni é fotojornalista e atuou nos principais veículos no Brasil. Foi editor de fotografia na Folha de S.Paulo e atualmente vive em Beijing fotografando para o Los Angeles Times e desenvolvendo projeto autoral no interior da China. Ele diz:

As fotografias que mais gosto embaralharam minha mente. Vem e vão e as troco no pensamento de acordo com o meu café da manhã. O humor e o desejo fazem as memórias revirarem e o gostar se transformar. E, assim, me inspiro em fotógrafos que despertam em mim uma onda de emoções, são invasores de minh’alma, os vejo como olhos mágicos que explodem em luz, transgressão e forma. Aqui, transito com nomes da história e jovens profissionais que me fazem acreditar que existem pessoas especiais, capazes de captar o mais íntimo dos sentimentos… Neste caleidoscópio de oito olhares me entrego ao infinito sonhar de imagens.

Sobre a foto que abre o post: Chien-Chi Chang um taiwanês que faz parte do quadro dos mestres da Magnum Photos e retrata entre outras partes do mundo, a Ásia, com um olhar despido de clichês e atrevido para os padrões da região.

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Minha inspiração maior, Dan Weiner, um fotojornalista americano que soube retratar pessoas, lugares e situações com elegante parcimônia e maestria.

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Elena Sariñena, a espanhola de delicadeza máxima para retratar o universo feminino com elegância e sensualidade, sem escorregar em clichês.

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Jacksparrow Apinchai foi o responsável por me levar aos campos de arroz do sudeste Chinês, depois que vi seu trabalho sobre as terraças de arroz na Ásia.

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Como minha escola é o fotojornalismo, James Nachtwey me perturba a mente com seus personagens e suas histórias.

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A alemã Eva Creel me encanta com seu olhar submerso nas águas e me inspira sempre que a água aparece em minhas retinas.

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Na era do selfie, ninguém menos que a fotógrafa disfarçada de babá, Vivian Dorothy Maier, me inspira e se apresenta como a mais crítica no momento “auto-selfie narciso” que vivemos.

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O clássico e metódico construtor de imagens, Christian Coigny, me ensina sempre que o domínio da técnica é fundamental, mesmo que seja para desconstrui-la.

Já passaram pela #galeriadonttouch:

Cassiana der Haroutiounian

Filipe Redondo

Daigo Oliva

Ilana Lichtenstein

O que fazer quando uma ideia dá errado – ou chega ao fim

por   /  01/12/2015  /  18:05

comomatar

Vocês viram o especial de conteúdo que fizemos recentemente na Contente? Como matar um projeto.

Falar do que deu errado é um assunto que rende tanto que começamos a entrevistar algumas pessoas que admiramos para criarmos a versão YouTube do especial. O primeiro convidado é o Facundo Guerra, empresário argentino radicado no Brasil. Com seu trabalho, ele muda a rotina de São Paulo, seja com seu recente Mirante 9 de Julho, seja com o Cine Joia. Na trajetória de sucesso, ele não esconde os momentos em que tudo deu errado. Vejam abaixo.

E leiam! > www.comomatarumprojeto.com.br

contente  ·  especial don't touch  ·  internet  ·  trabalho

Calendário Pirelli 2016

por   /  30/11/2015  /  17:00

Pirelli Calendar 2016 - November - PATTI SMITH

A cantora Patti Smith, a tenista Serena Williams e a atriz Amy Schumer são algumas das estrelas do Calendário Pirelli 2016. Elas foram fotografadas por Annie Leibovitz. Girl power é isso aí!

Pirelli Calendar 2016 - April - SERENA WILLIAMS PirelliPirelli Calendar 2016 - December - AMY SCHUMER

Abaixo, os vídeos dos bastidores: