Favoritos

Miley Cyrus + Flaming Lips

por   /  01/09/2015  /  8:00

Miley

Status: ouvindo Miley Cyrus e gostando (muito)! Ou frases que jamais achei que falaria, haha

O disco “Miley Cyrus & Her Dead Petz” é uma colaboração com o Flaming Lips e tem participação de nomes como Ariel Pink. “Eu posso fazer só o que eu quero fazer e fazer a música que eu quero fazer”, ela disse ao @nytimes. O lançamento, em streaming e de graça, foi feito durante o #VMAs.

Ouçam: soundcloud.com/mileycyrus

Quais as fotos preferidas dos fotógrafos? Ilana Lichtenstein responde

por   /  25/08/2015  /  12:00

Lieko Shiga Irana

Quais são as fotos preferidas dos fotógrafos? Ilana Lichtenstein (@ilanalichtenstein) responde!

A primeira é “Irana”, de Lieko Shiga. “Gosto da sensação nítida de que no universo que a #LiekoShiga desenvolve não há limitação. Acho que os limites são todos mentais e ela vai vertiginosamente longe, para dentro e para o alto, no desenho da luz. Além de tudo, essa foto específica se chama Irana, não faço ideia do porque. Mas é como se pronuncia o meu nome em japonês e, por uma linda ironia que cada vez faz mais sentido para mim, esse nome soa sempre muito próximo, e toda vez que pronuncio se confunde com a palavra japonesa ‘iranai’: desnecessário.”

Gabriel Orozco My hands are my heart

A segunda foto escolhida pela @ilanalichtenstein é “My hands are my heart”, de Gabriel Orozco. . “As mãos e o coração são os elementos do corpo que mais me guiam na fotografia e, junto com a pele, três das palavras que mais voltavam, circularmente, quando tinha o costume de escrever. Esse artista #GabrielOrozco coleciona uma simplicidade que espanta muito. Da primeira vez que vi alguma coisa sua, sem conhecer nada, a exposição extensa não se anunciava de início, começava por uma sala quase vazia com só quatro potes de iogurte e depois uma caixa de sapato.. Não exibia toda a variedade e força de suas tramas de cara. E no percurso, também por uma frase que estava na parede bem mais adiante, fui saber que ele mesmo contava: dizia achar importante decepcionar o espectador. Pois só assim, depois de decepcionado, pode se abrir verdadeiramente para um encontro, limpo. Penso na frase da Clarice Lispector, dentro de ‘A Hora da Estrela’: ‘Que ninguém se engane, só consigo a simplicidade através de muito trabalho’. Acho que é um trabalho de limpeza, esse de se livrar de tudo o que dispersa. E, por fim, essa coisa das mãos, do barro e do coração, uma junção tão simples, ficam para mim como uma imagem-presente de um poema de Manoel de Barros.”

amor  ·  arte  ·  entrevistas  ·  especial don't touch  ·  fotografia

Paulo Fehlauer e a fotografia guiada por sensações

por   /  24/08/2015  /  17:00

PF1

Paulo Fehlauer fotografa guiado por sensações. Ao menos quando tenta fazer um trabalho mais autoral, dissociado do Coletivo Garapa, que integra com Leo Caobelli e Rodrigo Marcondes.

Neste post, ele mostra as fotografias que nasceram no intervalo entre um trabalho e outro. E conta também da sua formação e de seu processo.

Antes, ele conta sua minibio: “Eu cresci em Palotina, no interior do Paraná. Depois passei por Curitiba, Campinas, São Paulo, Nova York e de novo São Paulo; comecei e larguei a engenharia de computação, fui pro jornalismo, pra fotografia, pro vídeo e agora também pra literatura. Trabalhei como repórter fotográfico na Folha, saí da máquina, criei o Coletivo Garapa e a Casa da Cultura Digital, moro na Barra Funda há seis anos e hoje divido uma casa com dois amigos, dois gatos, muitos livros e uma marcenaria”.

Mais em > garapa.org + redemunho.tumblr.com

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

A maior parte do meu trabalho fotográfico é criada dentro do Coletivo Garapa, que tem uma pesquisa narrativa muito forte, que tensiona as fronteiras do documentário, da representação. Já as fotos que mostro aqui nascem no meio do caminho, nos intervalos, e se elas têm um traço em comum acho que é essa vertigem, esse espaço meio indefinido, em suspensão.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAPF4

Nesse meio do caminho eu me deixo levar sem muito foco, fotografo o que me chama a atenção, às vezes por motivos nada aparentes, guiado por sensações. Aí coloco tudo no catálogo e deixo decantar, às vezes por anos. Depois vou editando séries, inventando conexões entre as imagens. É um processo bem espontâneo, que serve até como um contraponto ao foco que nós temos no trabalho na Garapa.

PF5 PF6

Eu comecei a fotografar durante o curso de jornalismo, por pura curiosidade. Eu gostava mesmo de escrever, mas esse interesse pela fotografia foi crescendo na medida em que eu descobria o potencial narrativo da imagem. A fotografia me colocava em contato com pessoas e lugares, e isso fez com que eu me envolvesse cada vez mais. Depois morei dois anos em Nova York explorando esse mundo, montando um repertório de referências, conhecendo muita gente, muitos trabalhos. Quando voltei ao Brasil em 2007 meu objetivo já era o de extrapolar as fronteiras, trabalhar com vídeo, texto, foto, web… Aí começamos o Coletivo Garapa, e desde então vivemos um processo intenso de pesquisa e criação. O curioso é que, hoje, depois de tanto tempo lidando com a imagem, eu começo a me voltar de novo para o texto, num projeto pessoal que vai resultar num romance. E aí é a fotografia que passa a influenciar a literatura.

PF7 PF8

Eu penso que a expressão é uma forma de lidar com o tempo, com o absurdo e a repetição da vida cotidiana. É uma forma de deixar traços, não esquecer nem ser esquecido, de tomar conta da vida enquanto ela escapa por entre os dedos. E eu acho que isso só se dá a partir do encontro, que pode acontecer de muitas formas, entre elas por meio da expressão, da arte, da fotografia. Acho que é isso que eu espero, que as imagens ressoem de alguma forma, porque só assim o círculo se completa.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA OLYMPUS DIGITAL CAMERA