Favoritos

Tributo a Nina Simone

por   /  06/07/2015  /  15:00

103961-Nina_Simone_617_409

I hope the day comes when I will be able to sing more love songs, when the need is not quite so urgent to sing protest songs. But for now, I don’t mind.

“Nina Revisited… a tribute to Nina Simone” é um tributo a uma das mais impressionantes cantoras da história. Traz interpretações de Mary J. Blige, User, Grace, Lauryn Hill (maravilhosa) e mais gente. É  bem bonito, umas horas é fiel às versões da própria Nina, em outras vai para lugares completamente diferentes.

Para ouvir (e ler sobre) > First listen: Nina Revisited, na NPR

Adendo: tinha adorado o documentário “What happened, Miss Simone?”, até esbarrar nesse texto e atentar para um dos óbvios argumentos, de que não se pode dar voz ao agressor confesso de uma mulher. Leiam em The irresponsability of ‘What happened, Miss Simone?’.

amor  ·  cinema  ·  fotografia  ·  música  ·  vida

A vida amorosa da Chloë Sevigny

por   /  03/07/2015  /  18:00

 

Chloe1

A atriz Chloë Sevigny fez um zine que é uma coleção de seus amores, do pai ao primeiro, passando pelas paixonites. Tão bonitinho!

Well, it’s titled No Time For Love. It’s a collection of photos of me with the boys/men I’ve loved through my life. From my father to my first true love to my biggest crush, etc. There’s also a small sampling of gossip about me that’s appeared on page six in the New York Post.

Mais em > Chloë Sevigny shares her love life in a new zine

Chloe2 Chloe3

amor  ·  cinema  ·  fotografia  ·  literatura

Patti Smith falando de religião

por   /  03/07/2015  /  16:00

dalailama-pattismith-855x581

Patti Smith, que já cantou “Jesus died  for somebody’s sins, but not mine”, fala da sua relação com religião em um podcast do Huffington Post. Tão bom de ouvir!

I look at these things as the beauty of man’s imagination. However, no matter how many times it’s said or simplistic it sounds, everything stems from love. If someone wanted to understand Christ’s teachings for instance, it’s based on love and to love one another. Everything else could fall away: the dogma, the art, the churches, everything. It’s basically to love one’s self, to love one another, to love the earth. But the imagination and the mind of man is so interesting and captivating. So I am attracted to religious arts from all faiths, from the poetry that comes from it. I’m attracted to the prayers and the vestments that people where, but I don’t mistake these things for the absolute principle.

 

amor  ·  despertar  ·  fotografia  ·  música  ·  vida

Fragmentos de Susan Sontag

por   /  03/07/2015  /  15:00

sontag

Pedimos tudo do amor. Pedimos que seja anárquico. Pedimos que seja o elo que une a família, que permite que a sociedade seja ordenada, que permite que todos os tipos de processos materiais sejam transmitidos de uma geração para a outra. Mas acredito que a conexão entre amor e sexo é muito misteriosa. Parte da ideologia moderna do amor consiste em assumir que amor e sexo andam sempre juntos. Acho que eles podem andar juntos, mas acredito mais numa coisa em detrimento da outra. Talvez o maior problema dos seres humanos seja o fato de as duas coisas simplesmente não caminharem juntas. E por que as pessoas querem se apaixonar? Isso é muito interessante. Em parte, as pessoas querem se apaixonar da mesma maneira como voltam a uma montanha-russa -mesmo sabendo que seu coração vai se partir.

O que quero é estar totalmente presente na minha vida -ser quem você realmente é, contemporânea de si mesma na sua vida, dando plena atenção ao mundo, que inclui você. Você não é o mundo, o mundo não é idêntico a você, mas você está nele e presta atenção nele. O escritor faz isso -presta atenção no mundo. Sou contra essa ideia solipsista de que está tudo na nossa cabeça. Mentira, há um mundo lá fora quer você esteja nele ou não.

Ler é minha diversão, minha distração, meu consolo, meu pequeno suicídio. Quando não consigo suportar o mundo, me enrosco a um livro, e é como se uma nave espacial me afastasse de tudo. Mas minha leitura não é nada sistemática. Tenho muita sorte de conseguir ler rápido, acho que, comparada à maioria das pessoas, sou uma leitora veloz, o que me dá uma vantagem grande de poder ler bastante, mas também tem suas desvantagens porque não me envolvo muito com aquilo, apenas absorvo e deixo digerindo em algum lugar. Sou muito mais ignorante do que as pessoas pensam. Se você me perguntar o que significa estruturalismo ou semiologia, não saberei dizer. Sou capaz de me lembrar de uma imagem numa frase de Barthes e ter uma ideia geral daquilo, mas não entender muito bem.

Meu desejo era ter diversas vidas, e é muito difícil ter diversas vidas quando temos um marido -pelo menos no tipo de casamento que eu tinha, algo inacreditavelmente intenso. [...] Por isso digo que, em algum momento da nossa trajetória, precisamos escolher entre a Vida e o Projeto.

Eu amo fotografias. Não tiro fotos, mas observo, gosto, coleciono, sou fascinada por elas… é um interesse antigo e muito apaixonado. Comecei a ter vontade de escrever sobre fotografia quando percebi que essa atividade central refletia todos os equívocos, contradições e complexidades da nossa sociedade. Esses equívocos, contradições ou complexidades definem a fotografia, a maneira como pensamos. E considero interessante que essa atividade, que para mim envolve tirar fotografias e também observá-las, encapsula todas essas contradições -não consigo pensar em outra atividade em que todos esses equívocos e contradições estejam tão incorporados.

As pessoas dizem o tempo todo: “Ah, não posso fazer isso. Tenho 60 anos, estou velha demais”. Ou: “Não posso fazer isso, tenho 20 anos. Sou nova demais”. Por quê? Por que dizer isso? Na vida você quer manter o máximo possível de opções abertas, mas é claro que quer poder ser livre para fazer escolhas verdadeiras. Quer dizer, não acho que você possa ter tudo, e é preciso fazer escolhas. Os americanos tendem a pensar que tudo é possível, e eu gosto disso nos americanos [rindo]; nesse sentido me sinto muito americana.

Legal demais o texto da Ilustríssima do último domingo com trechos de uma entrevista que o jornalista Jonathan Cott fez com a Susan Sontag para a revista Rolling Stone. A íntegra sai em breve no Brasil.

Leiam mais > Encontros com Susan – Fragmentos de uma entrevista de 1978

amor  ·  fotografia  ·  literatura  ·  vida

Para ouvir: Papooz

por   /  03/07/2015  /  12:00

Papooz

Adoro quando amigos me apresentam a bandas novas! Sino fez isso me mostrando Papooz, uma dupla francesa que faz músicas bem gostosas de ouvir. Eles se definem como tropical garage, têm um vídeo dirigido pela Soko e pontuam super bem no quesito vibe. Trilha delícia para essa sexta chuvosa!

Ouçam > https://soundcloud.com/papooz

amor  ·  música

Mary Ellen Mark

por   /  03/07/2015  /  11:00

mary-ellen-mark-001_custom-3cbb1d504b3bfbbf9a47464e69d9744251b3a8ed-s1600-c85

O que aconteceu com a menina de 9 anos fumando na foto clássica de Mary Ellen Mark?

In 1990, Mark had been sent to rural North Carolina by Life magazine to cover a school for “problem children.” Ellison was one of those children. “She’s my favourite,” Mark told British Vogue in 1993. “She was so bad she was wonderful, she had a really vulgar mouth, she was brilliant.”

Mark added: “I was something of a problem kid. I was emotional, wild, rebellious at school. I’m very touched by kids who don’t have advantages; they are much more interesting than kids who have everything. They have a lot of passion and emotion, such a strong will.”

Ellison openly concedes she was a “wild” child, but she says she was just emulating the adults in her life, all of whom by her memory were drug-addicted, residing in a low-income housing complex nicknamed “Sin City.” It was around that time that she began to smoke.

“If I couldn’t get [cigarettes], if somebody wouldn’t give them to me, yes, I’d steal a pack of cigarettes and be gone,” she says. “I’d sit in the woods and smoke ’til they were gone.”

amor  ·  arte  ·  fotografia