Favoritos

por   /  29/11/2007  /  17:33

Segunda leitura: o protagonista descobre que a mulher ao seu lado é a própria ilha desconhecida que ele procurava e que a verdadeira viagem é o encontro com um outro amado. Faz todo sentido, pois o amor e a viagem, em princípio, têm isto em comum: ambos nos fazem descobrir em nós algo que não estava lá antes. O outro amado nos transforma. Tanto quanto a chegada numa terra incógnita, ele nos revela algo inesperado em nós.

Por isso, aliás, o viajante e o amante podem esbarrar em problemas análogos: às vezes, ao sermos transformados pela viagem ou pelo amor, não gostamos do que encontramos, não gostamos dos efeitos em nós do amor ou da viagem. Essa é, em geral, a única razão séria para se separar ou para voltar da viagem.

Moral dessa coluna (e talvez da fábula de Saramago): os outros não são nenhum inferno, são uma viagem. Agora, para amar, como para viajar, é preciso ter determinação e coragem.

ele

4 Comentários Deixe seu Comentário

  • Juie • 30.11.2007 @ 12:15 responder

    De fato.
    =*

  • thata • 30.11.2007 @ 14:23 responder

    há! eu ia postar isso! ahahah
    bj!

  • daniarrais • 5.12.2007 @ 22:19 responder

    ele é deus!

    opa! posta tb! os blogs espalhando a palavra de cc!
    hhahah

    coragem, saco, paciência.. de tudo um pouco, né?

    =*

Deixe seu comentário