Favoritos

por   /  29/11/2007  /  17:33

Segunda leitura: o protagonista descobre que a mulher ao seu lado é a própria ilha desconhecida que ele procurava e que a verdadeira viagem é o encontro com um outro amado. Faz todo sentido, pois o amor e a viagem, em princípio, têm isto em comum: ambos nos fazem descobrir em nós algo que não estava lá antes. O outro amado nos transforma. Tanto quanto a chegada numa terra incógnita, ele nos revela algo inesperado em nós.

Por isso, aliás, o viajante e o amante podem esbarrar em problemas análogos: às vezes, ao sermos transformados pela viagem ou pelo amor, não gostamos do que encontramos, não gostamos dos efeitos em nós do amor ou da viagem. Essa é, em geral, a única razão séria para se separar ou para voltar da viagem.

Moral dessa coluna (e talvez da fábula de Saramago): os outros não são nenhum inferno, são uma viagem. Agora, para amar, como para viajar, é preciso ter determinação e coragem.

ele

amor  ·  analyze this

sms

por   /  27/11/2007  /  17:11

 

- porra, eu quero um amor com rotina.

- isso não existe, menina. relacionamento com rotina, aí é outra coisa. amor é tipo loucura, ninguém entende nada.

apareçam!

por   /  26/11/2007  /  17:46

é de graça. como bruna explicou, a festa é pra comemorar:

1. o encerramento do
PRIMEIRO POPULAR SESC-SP DE RUÍDO & LITERATURA
projeto itinerante do Paulo que fecha com

dia 28: Paulo Scott (RS) & Daniel Galera (SP);
Frank Jorge (RS) & Mauro Dahmer (SP);
Sérgio Mello (SP) & Marcello Amalfi (SP);
Marcelo Montenegro (SP) & Fábio Brum (SP);
Rodrigo Penna (RJ) & Luciana Pessanha (RJ).

Grátis, 19h30,SESC Consolação

2. a estréia da peça “O Natimorto”, do Lourenço Mutarelli
Adaptação e Direção do Mário e Assistência da Fernanda
Elenco: Maria Manoela, Nilton Bicudo e Martha Nowill

Sesc Consolação – Ter. a qui.: 21h
Até 20/12. 80 min. 14 anos.
Ingr.: R$ 5 a R$ 20.

do cinema

por   /  26/11/2007  /  2:50

saiu de “viagem a darjeeling” com uma música na cabeça? é “where do you do to (my lovely)?”, de peter sarstedt.  ficou querendo mais natalie portman?

If you go down to the multiplex today, to see director Wes Anderson’s The Darjeeling Limited, you’re sure of a big surprise. Not from the film – three bickering American brothers (Jason Schwartzman, Adrien Brody, Owen Wilson) travel across India by train – which is Merchant Ivory by way of Jackass. No, the remarkable thing is Hotel Chevalier, Anderson’s 10-minute short that appears before the main feature. It’s remarkable because it’s so much better than the two-hour film that follows. And because in it Natalie Portman disrobes and acts out a sex scene.

‘I think it’s beautiful and I think it’s tastefully done and I love the short,’ says Portman. ‘And it still wasn’t like full nudity.’

então lê na revista do observer.

dadadadadadelíííícia!

por   /  22/11/2007  /  23:43

conheçam a melhor atriz de 2007 e futuro oscar 2017! é bel, do mothern. aposto que ela fez essa propaganda em dois takes. coisa mais linda! queria pra minha filha.

roubei de bruna

atualizando: bel se chama klara castanho e tem fãs na venezuela.

e aqui a colega de bel, lá dos states.

Sem categoria

porra, contardo

por   /  22/11/2007  /  22:17

Problema: em geral, o modelo do amor graças ao qual seríamos “alguém” (que sempre significa “alguém muito especial”) é o momento em que, pendurados ao peito materno, ou melhor, com a mãe pendurada aos nossos lábios, estaríamos ao centro de um mundo controlado por nós: basta chamar, chorar etc. para que ela apareça e nos faça felizes.

Logicamente, com esse sonho narcisista encravado no nosso âmago, torna-se difícil lidar com separações, frustrações etc. E, infelizmente, o mundo é um pouco mais cruel do que a mãe-padrão e sempre muito mais cruel do que a mãe mítica e escrava que gostaríamos de ter tido.

À força de brincar com cobertores e chupetas, a gente deveria aprender a 1) dispensar cobertores e chupetas, 2) lidar com a precariedade da presença e do amor dos outros. Mas não é tão simples assim, até porque, nessa tarefa, o mundo não nos ajuda.

a coluna inteira aqui ó!

amor  ·  analyze this

vampiresa

por   /  20/11/2007  /  18:45


escúchame, un momento o dos, y confesaré, a vosotros, no puedo evitar mirando las mujeres siniestras,

tengo que reconocer, voy a notar la vampiresa mujer.
no es la máscara, ni la falda ajustada, sino el temor causada por su fría mirada.

vampiresada, vampiresa mujer, vampiresada, vampiresa mujer. vampiresada, vampiresa mujer, estoy impresionada cuando se ven vampiresada.

toma el vino, toma mescal, hace sacrificio ritual. está feliz, está normal,
trabaja por la industria sexual.