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porque te vas

por   /  18/12/2007  /  21:37

cría cuervos é um dos filmes da minha vida. e esta cena é uma das mais bonitas da história do cinema. e a música? perfeita.

hoy en mi ventana brilla el sol
y el corazón se pone triste
contemplando la ciudad
porque te vas

como cada noche desperté
pensando en ti
y en mi reloj todas las horas vi pensar
porque te vas

toda las promessas de mi amor
se irán contigo
me olvidarás, me olvidarás
junto a la estación lloraré,
igual que un niño

porque te vas, porque te vas,
porque te vas, porque te vas

bajo la penumbra de un farol
se dormirán
todas las cosas que quedaron por decir
se dormirán
junto a las manillas de un reloj despejarán
todas las horas que quedaron por vivir
esperarán

etc  ·  música

frases úteis

por   /  18/12/2007  /  21:21

Thank you. We’re all refreshed and challenged by your unique point of view.
The fact that no one understands you doesn’t mean you’re an artist.
I don’t know what your problem is, but I’ll bet it’s hard to pronounce.
Any connection between your reality and mine is purely coincidental.
I have plenty of talent and vision. I just don’t care.
I like you. You remind me of when I was young and stupid.
What am I? Flypaper for freaks!?
I’m not being rude. You’re just insignificant.
I’m already visualizing the duct tape over your mouth.
I will always cherish the initial misconceptions I had about you.
It’s a thankless job, but I’ve got a lot of Karma to burn off.
Yes, I am an agent of Satan, but my duties are largely ceremonial.
No, my powers can only be used for good.
How about never? Is never good for you?
I’m really easy to get along with once you people learn to worship me.
You sound reasonable…Time to up my medication.
I’ll try being nicer if you’ll try being smarter.
I’m out of my mind, but feel free to leave a message…
I don’t work here. I’m a consultant.
Who me? I just wander from room to room.
My toys! My toys! I can’t do this job without my toys!
It might look like I’m doing nothing, but at the cellular level I’m really quite busy.
At least I have a positive attitude about my destructive habits.
You are validating my inherent mistrust of strangers.
I see you’ve set aside this special time to humiliate yourself in public.
Someday, we’ll look back on this, laugh nervously and change the subject.

roubei do useful and condescending phrases 

Sem categoria

quero!

por   /  17/12/2007  /  21:43

uma prateleira pra você organizar as coisas de acordo com suas prioridades. o que fica entre parênteses é o mais importante _em um dia pode ser um livro, em outro, uma flor. e ainda, ó, o vazio. quero muito uma dessas na minha parede! a idéia de gênio é do pessoal do estudio breder.

folk this town

por   /  14/12/2007  /  16:15

Domingo é dia de estréia da Folk This Town, festinha pra quem, como eu, quer ouvir boa música _de preferência, sentado. Gonzo é um dos envolvidos no projeto. Aproveitei pra fazer uma entrevistazinha com ele. Vejam aí e apareçam no domingo, vai ser foda!

- Como surgiu a idéia pro Folk This Town?
- Um dia eu recebi um e-mail falando de uma festa temática, acho que era sobre anos 90. Pô, o revival dos anos 80 nem esfriou e a galera já está se jogando na década de 90? Aí eu fiquei pensando como tem festa pra tudo em São Paulo, que eu poderia pegar uma semana qualquer e achar uma festa que fosse exatamente do jeito que eu queria ir. O que não é verdade, “pô, São Paulo, a maior cidade da América do Sul (uia!), não tem uma festa folk”. Aí eu coloquei no meu MSN e no Gchat, uma mensagem escrita “simbora montar uma balada de folk em são paulo?” – e choveram amigos topando a idéia.

- Qual é a proposta da náitchi?
- O nome “folk” é uma idéia genérica de um tipo de som mais calmo, que pode ser tanto Woody Guthrie quanto Cat Power, Smog ou Big Star – algo que não cabe em nenhum tipo de pista de dança, mas ainda assim é orgânico. Por isso que o projeto acontece no Santa Augusta Bar, um lugar com uma estrutura muito bacana, com mesinhas e cadeiras. A Folk This Town não é uma festa pro requebro, pro molejo ou pra bater cabelo – a não ser que Nick Drake te empolgue a esse ponto…

- Quais são os critérios para a escolha de quem vai tocar?
Acho que o primeiro ponto é: sem bateria. A não ser que o instrumentista seja muito habilidoso e saiba levar as coisas na manha, bateria costuma deixar tudo mais barulhento. Mas, a partir disso, rola muita coisa: pode ser cover de Johnny Cash, releitura caipira de indie rock e nomes consagrados como Blue Afternoon (curtiu, Gui?). Acho que os dois artistas que fazem a estréia da festa são um bom exemplo: o Edson, com seu som minimalista de um lado, e a Lulina, com uma proposta diferente da banda “oficial” dela, fazendo um álbum na íntegra.

- Que público vocês querem atingir?
Ah, a gente não quer atingir ninguém, vai que machuca… (Tá, não resisiti a oportunidade de fazer um piada TOTALMENTE sem graça). Nós queremos atingir um público que já existe, mas que não tem esse espaço – todas as pessoas que gostam de voz, violão, melodias delicadas, sons tranquilos e orgânicos. Eu adoro pista, adoro música pra dançar, adoro show pesado e barulhento, mas também curto ficar ouvindo um bom dedilhado – a idéia é que eu não sou o único, que existe mais gente procurando isso, e que a partir de agora esse espaço vai existir, num domingo, depois do almoço na casa da mãe, com todo o sossego do mundo.

Folk This Town
Santa Augusta Bar
Rua Augusta, 976
Dia 16/12 (domingo)
A partir das 18h
Entrada: R$ 7,00 com nome na lista
Bônus Folk: consumindo R$ 12,00 ou mais, a entrada fica isenta.
Lista: folkthistown@gmail.com
Shows de Edson (http://www.myspace.com/edsonblossoms) e Lulina e convidados (http://tramavirtual.uol.com.br/lulina)

baby, it´s cold outside

por   /  14/12/2007  /  1:01

i simply must go – baby, it’s cold outside
the answer is no – ooh baby, it’s cold outside
this welcome has been – i’m lucky that you dropped in
so nice and warm – look out the window at that storm
my sister will be suspicious – man, your lips look so delicious
my brother will be there at the door – waves upon a tropical shore
my maiden aunt’s mind is vicious – gosh your lips look delicious
well maybe just a half a drink more – never such a blizzard before



notebooks

por   /  12/12/2007  /  18:01

- laptop de natal

- confira dicas para escolher seu notebook

- nova série do sony vaio tem monitor em alta definição

- controle remoto transforma macbook em eletrodoméstico

- com bom custo/benefício, positivo peca em gráficos

- teclado do lançamento da philips atrapalha navegação

- placa de tv e controle remoto são diferenciais do pr2000

- wi-fi e bluetooth permitem conexão sem fios à internet

- pouca memória prejudica performance do compaq c730

- com uso correto, bateria dura mais

- cuidados ajudam a aumentar segurança

classe

por   /  12/12/2007  /  16:29

1 – Meu filme é um far-west sobre o III Mundo. Isto é, fusão e mixagem de vários gêneros. Fiz um filme-soma; um far-west mas também musical, documentário, policial, comédia (ou chanchada?) e ficção científica. Do documentário, a sinceridade (Rossellini); do policial, a violência (Fuller); da comédia, o ritmo anárquico (Sennett, Keaton); do western, a simplificação brutal dos conflitos (Mann).

2 – O Bandido da Luz Vermelha persegue, ele, a polícia enquanto os tiras fazem reflexões metafísicas, meditando sobre a solidão e a incomunicabilidade. Quando um personagem não pode fazer nada, ele avacalha.

3 – Orson Welles me ensinou a não separar a política do crime.

4 – Jean-Luc Godard me ensinou a filmar tudo pela metade do preço.

5 – Em Glauber Rocha conheci o cinema de guerrilha feito à base de planos gerais.

6 – Fuller foi quem me mostrou como desmontar o cinema tradicional através da montagem.

7 – Cineasta do excesso e do crime, José Mojica Marins me apontou a poesia furiosa dos atores do Brás, das cortinas e ruínas cafajestes e dos seus diálogos aparentemente banais. Mojica e o cinema japonês me ensinaram a saber ser livre e – ao mesmo tempo – acadêmico.

8 – O solitário Murnau me ensinou a amar o plano fixo acima de todos os travellings.

9 – É preciso descobrir o segredo do cinema de Luís poeta e agitador Buñuel, anjo exterminador.

10 – Nunca se esquecendo de Hitchcock, Eisenstein e Nicholas Ray.

11 – Porque o que eu queira mesmo era fazer um filme mágico e cafajeste cujos personagens fossem sublimes e boçais, onde a estupidez – acima de tudo – revelasse as leis secretas da alma e do corpo subdesenvolvido. Quis fazer um painel sobre a sociedade delirante, ameaçada por um criminoso solitário. Quis dar esse salto porque entendi que tinha que filmar o possível e o impossível num país subdesenvolvido. Meus personagens são, todos eles, inutilmente boçais – aliás como 80% do cinema brasileiro; desde a estupidez trágica do Corisco à bobagem de Boca de Ouro, passando por Zé do Caixão e pelos párias de Barravento.

12 – Estou filmando a vida do Bandido da Luz Vermelha como poderia estar contando os milagres de São João Batista, a juventude de Marx ou as aventuras de Chateaubriand. É um bom pretexto para refletir sobre o Brasil da década de 60. Nesse painel, a política e o crime identificam personagens do alto e do baixo mundo.

13 – Tive de fazer cinema fora da lei aqui em São Paulo porque quis dar um esforço total em direção ao filme brasileiro liberador, revolucionário também nas panorâmicas, na câmara fixa e nos cortes secos. O ponto de partida de nossos filmes deve ser a instabilidade do cinema – como também da nossa sociedade, da nossa estética, dos nossos amores e do nosso sono. Por isso, a câmara é indecisa; o som fugidio; os personagens medrosos. Nesse País tudo é possível e por isso o filme pode explodir a qualquer momento.

Manifesto de Rogério Sganzerla

etc

conexões

por   /  12/12/2007  /  16:17

quando comecei a ouvir mais esse tipo de música que eu ouço hoje, gui e mateus me mostraram sean lennon. ontem, no ônibus, voltando pra minha casa que agora é tão longe deles, me lembrei como achava legal saber que o filho de jonh e yoko namorava a menina do cibo matto. engraçado é que depois o ipod escolheu “evolution”, de chan, e depois alguma do smog que eu esqueci o nome. smog, banda do bill callahan, ex da chan e talvez atual da joanna newson, que eu nem tenho no meu ipod porque acho bem chata. depois, elvis costello começou a cantar “alison”. ele, um mestre que meu pai deve conhecer como “o marido de diana krall“. se ela fizesse um tributo ao marido, aí sim eu curtiria, mesmo sem heineken no parque num domingo de manhã em que eu preferi dormir.