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imundjinho

por   /  17/01/2008  /  19:07

Fashion Truque, no Ego

Certa vez eu resolvi ser um jornalista de moda. Achava que poderia ser divertido participar de Fashion Weeks e afins e que, melhor ainda, meu chefe do jornal, ao saber que eu ‘gostava de moda’, não iria me mandar apurar buraco de aslfalto em subúrbio tampouco chacina em favela – sim, porque fui ensinado assim: quando ainda metade da redação usava máquina de datilografar, isso lá pela primeira metade dos anos 90, nem faz tanto tempo, meus chefes achavam que jornalista tinha que aprender com a miséria, subir morro e perguntar à mulher que perdeu tudo na enchente: “Como você está se sentindo?”. Bem, metades dos meus colegas que acreditaram nisso, hoje, são excelentes repórteres. De enchentes e chacinas.

Enfim, vamos voltar ao assunto moda, até porque está para começar mais um São Paulo Borges Fashion Show. Em 2001, resolvi ser jornalista de moda. E fui credenciado pelo meu veículo para cobrir (vocês sabem o que significa ‘cobrir’ no universo jornalístico, pois não?) a semana do Rio e de São Paulo. Credencial nas mãos, convites entre os dedos. Oh, não me colocaram na primeira fila. O que será da minha reputação fashion? Ih, olha lá os assistentes da Érika Palomino segurando lugar na fila A para ela. Nossa, cadê a imprensa internacional já que há 10 lugares reservados para eles?

E vai começar o desfile! Reinaldo Lourenço chega com o filho, os dois estão de óculos escuros Dior, modelo feminino, e sentam nas cadeiras destinadas à imprensa estrangeira. – Nunca vem ninguém mesmo, disse a jornalista ao lado. As luzes se apagam, surge na passarela a modelo vestida de tendência. A primeira fila olha, mas faz cara de quem não vê. Um gesto tênue entre o desatento e o desavisado, não sei.

E a fila B (eu estava na C) anotando tudo, como se um vestido resumisse a coleção, a estação, toda uma geração. Ao meu lado, a jornalista estranha meu bloquinho todo em branco, com apenas um telefone anotado. Pois eu não sabia que era preciso analisar o que estava sendo apresentado, digo, assim, com afinco. E entra a segunda, a terceira, a quinta modelo. Para mim, para o bem ou para o mal, as roupas todas pareciam iguais. A jornalista me olha e diz: “este desfile tem unidade”. Ah, tá. Pronto.

Acaba o desfile. E eu não cheguei à conclusão alguma. Vejo os jornalistas correndo para o mesmo lado (correndo mesmo, como se alguma tia loira estivesse distribuindo saquinhos de Cosme e Damião em alhures) e resolvo aderir ao movimento. Fomos todos parar na sala de imprensa, onde computadores enfileirados esperavam para ser ocupados. Sentei em um deles, abri um documento de word em branco. E o que escrever? Como começar? Falar sobre o quê? Para que tipo de público? Desespero total, o tempo passando, o próximo desfile prestes a começar.

– Alô, Bruno?
– Fala mané.
– Preciso escrever sobre um desfile que acabei de ver.
– E…?
– E sei lá, é para falar de quê?
– Do que você viu, ora.
– Mas eu não vi nada de inspirador.
– Faz o seguinte: pega o release que te entregaram, tira dali umas palavras-chave, mistura com uns termos em inglês, algumas gírias, leia a crítica de Érika para ver quais são os chavões que ela está usando agora, tipo absurdinho e avonts, mistura tudo e pronto.
– Ok. Abs.
– Depois manda e-mail com o texto para eu rir também.
– Tá.

Dez minutos depois sai meu primeiro texto de moda. Modéstia à parte, ficou incrível. Nada fazia sentido, cada frase era de uma pretensão atroz. O texto passou, entrou na primeira página, muita gente veio comentar depois que minha crítica estava excelente, realista e bem ‘amarrada’. Cheio de marra, com uma auto-confiança jamais vista (nem com fluoxetina e sessões intensivas análise consegui me sentir daquela forma), parti para os desfiles seguintes. Conclusões aquelas, críticas e reflexões. Todo mundo acreditou. Posei de jornalista de moda e por uma temporada fui levado a sério. Caíram no conto do hype, vejam só.

Foi a primeira vez que me diverti enquanto trabalhava, e minha última como jornalista de moda. Um exercício livre de deboche e, como diz a letra, “ironia a toda prova”. E aquela gente, ao se levar tão a sério, sequer percebeu que minhas linhas não queriam significar coisa alguma. E que, independente do Fause Haten apostar no preto ou Alexandre Herchcovitch “flertar com o perfume retrô sessentinha”, nada daquilo tinha a menor importância. E não tem, jamais terá. Serviu para rir, de tudo e de todos. Que sarro.

Sem categoria

vamo lá, galera!

por   /  15/01/2008  /  17:32

Grande Festa de Reabertura e Um Ano de Astronete
Pra comemorar a volta da casa mais comentada e bem freqüentada de São Paulo em 2007, o Astronete promove na próxima quarta, dia 16 (quase exatamente um ano depois de sua estréia), uma grande festa de arromba, de graça e com os melhores DJs do mundo para seu deleite. No som, só celebridades: Carlos Farinha, Pacolli, Dani Arrais, Maurício F.  e Ronaldo Evangelista. Todo mundo tocando suas músicas favoritas, sem regras e com muita diversão. Pra completar, ainda, no telão, exibição do filme Mondo Trasho (1969), do rei John Waters. E já comentamos que a entrada é free? Não tem desculpa pra não ir.
 
Festa de Reabertura do Astronete
Quarta-feira, dia 16 de Janeiro de 2008. 22h.
DJs: Farinha, Pacolli, Dani Arrais, Mauricio F. e Evan.
Rua Matias Aires 183B. Fone: 11/ 3151 4568.
De graça!

imelda

por   /  14/01/2008  /  21:38

nunca curti natureza morta. sempre passo direto quando vou a museus. mas se o objeto em questão for um sapato… gasto meus minutinhos com todo prazer!

o trabalho é de chelsea james

festa de hoje

por   /  11/01/2008  /  17:28

hoje tem show do waiters, banda formada por léo monstro e matt love, amigo de lulina. ela já considera o encontro um dos mais good vibe de todos os tempos. segue o convite:

Como alguns já sabem, eu tenho esse meu amigo virtual americano, o Matt Love. Este ano, pela primeira vez ele veio ao Brasil, para nos conhecermos pessoalmente. Este show é a celebração desse encontro. Em todos esses anos de amizade, ele acabou ficando amigo também dos meus amigos. The Waiters é o nome do projeto dele com Leo, em homenagem ao fato de eu nunca ter tempo para participar das gravações. Daí que teremos um repertório basicamente de músicas compostas por eles dois, algumas músicas do Nublada em Surto que o Matt colocou letras, várias músicas do próprio Matt e, claro, as músicas que eu e ele fizemos juntos, que foi onde toda essa brincadeira começou, como Christmas Lights e Watermelon Sugar.

Para esse show, o Matt terá como banda de apoio os causadores (e eu serei, dessa vez, uma das causadoras), além de outros convidados que se tornaram grandes amigos dele, ao longe desses anos se correspondendo com brasileiros fãs de boa música. Se você gosta de Beat Happening, por exemplo, esse é o primeiro show imperdível do ano.

Espero que alguns possam ir comemorar essa amizade com a gente. O show vai ser no Bar B, dia 11 (essa sexta já), pontualmente às 22h (não é possível começar o show depois disso, ordens do bar, por isso cheguem cedo, se quiserem realmente ver o show).