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cof cof é o caralho

por   /  05/07/2008  /  15:42

se eu fosse atriz, seria joão gilberto. pediria para que pessoas gripadas, com tosse intermitente, se retirassem do local, ou engolissem a vontade até explodir _fora da sala de espetáculo, é claro. na verdade, avisaria na bilheteria: pessoas com problemas de tosse recorrente, assistam à peça por streaming, em um computador mais próximo de você. se, mesmo assim, um gaiato ou outro insistisse, avisaria antes de a peça começar: senhores que abafam a tosse para soltá-la no mínimo intervalo entre os atos, desapareçam daqui. não há concentração que resista a tantos problemas de saúde. não há bons atores que sustentem atenção exclusiva em uma sinfonia de tuberculosos.

* e peter brook não tocou meu coração, mesmo

telesexo

por   /  04/07/2008  /  5:22

sempre me impressiono quando as pessoas pegam uma coisa da vida comum e transformam em arte. philip toledano fez isso com “phonesex”, livro com fotos e textos curtos sobre operadores de telesexo. a minha preferida é a senhora aí de cima, que desfaz qualquer clichê do tipo “faço por necessidade, pra dar de comer aos meus filhos”

There is a contract that exists between phonesex operators and the people who call. It is a contract of self-delusion. The caller agrees to pretend that he (or she) is calling a young, beautiful girl, and the phonesex operator willingly plays the part. Phonesex reveals the truth. It pulls back the veil to reveal the expected, and the unexpected, all at once, disse toledano

no site do livro, dá para ver vários trechos: phonesexthebook.com

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