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o mundo dos que olham e não vêem

por   /  30/11/2009  /  12:00

El mundo está lleno de gente ciega. Gente que mira sin mirar. Voltean y posan sus ojos sobre ti pero no te ven. Se quedan ahí, pensando en otra cosa o no pensando nada. Con los ojos dirigidos hacia ti, completamente vacíos, muertos. Esa gente dejó de ver hace mucho tiempo. Y realmente no les interesa volver a hacerlo. Estoy convencida que ni siquiera lo notan. Van como autómatas ciegos y sordos. Vacíos por dentro. Llenos de órganos y sangre y huesos pero vacíos. Ven pero no miran. Oyen pero no escuchan. Comen sólo para seguir con sus vidas planas haciendo lo mismo un día tras otro, un minuto tras otro. Comen para cagar. Para comer otra vez. Y no piensan ni sienten ni les interesa comenzar a hacerlo. La superficialidad ha alcanzado un nuevo nivel. Son todos cascarones ambulantes. Cascarones huecos, o en el mejor de los casos, de huevos podridos.
Cuando algo lindo pasa no lo registran. Cuando alguien dice algo valioso no significa nada.
Tan mecánicos. Tan poco humanos.
Tengo tantas ganas de ver los colores, de oír cada nota, de cambiarme de planeta.
por carolina, do esto no es un blog
amor  ·  analyze this

o grito congelado

por   /  30/11/2009  /  8:08

um dia tainá azevedo pensou “por que a fotografia não grita?”. e daí surgiu um projeto super interessante:

A intervenção urbana fotográfica “Por que a fotografia não grita?” é composta por fotografias em preto e branco em alto contraste que retratam gritos congelados de diversas pessoas que moram ou transitam pelas grandes cidades. Dispostas por meio de cartazes lambe-lambe nas grandes avenidas e lugares movimentados ou ruidosos – como canteiros de obra, construções ou estações centrais de metrô e ônibus – as imagens têm o intuito de representar o grito da própria cidade para seus habitantes e passantes.

O desejo de escuta é representado através do grito mudo dessas pessoas, que pode ser ouvido através somente de imagens nas paredes. O trabalho é uma tentativa de extravasar os limites do meio fotográfico, transportando sons através de imagens para lugares públicos.

vejam mais: http://www.fresta.art.br/grita/

arte  ·  fotografia

golpe de ar

por   /  30/11/2009  /  0:20

Você senta para ler o jornal e come medialunas. Você está sozinho porque não sente necessidade de dividir esse momento com ninguém. Você pensa em todo mundo que faz parte da sua vida e nos que deixaram de fazer, e entende que ainda falta encontrar tantas pessoas e que você também vai se afastar por conta própria de muitas delas, porque é assim que as coisas são e não há nada de mau nisso, pelo contrário, você está contente de ter descoberto as regras do jogo e não se sente tão especial.

Fabrício Corsaletti em “Golpe de Ar” _aliás, leiam esse livro! sabe aquela alegria que você sente quando está com um determinado livro nas mãos? o primeiro romance do corsaletti tem essa capacidade de deixar a gente com um sorriso (muitas vezes melancólico) no rosto =)