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o preço a pagar

por   /  31/01/2010  /  12:58

Estamos cansados de saber que é preciso comer com moderação, beber com moderação, ser sensata ao passar por uma vitrine, não tomar sol demais, não beber demais, não ler demais, para não cansar a vista, não rir demais -muito riso, pouco siso-, não amar demais para não cair do cavalo, não acreditar demais no ser humano para não se decepcionar, mas também não ser totalmente descrente, pois sem acreditar, a vida não tem sentido. Por sensatez, compreenda-se: o mundo quer que se viva de maneira média -e quando se fala em mundo, fala-se dos pais, dos irmãos mais velhos, das leis, das pessoas com juízo; crianças médias não ameaçam a estabilidade da família, esposas com desejos médios não põem em risco o casamento, cidadãos médios são mais fáceis de ser governados. Mas é possível ser sensata e feliz? É possível ficar na praia olhando o relógio para ver se já são 10h, já que a partir daí não se pode mais tomar sol?
Não, não é; viver medindo tudo, para não ser nem de menos nem de mais, ser equilibrada o tempo todo, a vida inteira, não dá. Às vezes é preciso ser radical, em qualquer dos sentidos, e escolher: ou come tudo que tiver vontade ou passa fome; ou bebe tudo que tiver vontade ou toma água. Água, essa coisa tão sem graça, não só pode, como deve.

danuza leão, sempre maravilhosa. leiam o texto completo na folha: o preço a pagar

a separação de brad e angelina

por   /  30/01/2010  /  21:32

vou ter que comentar a separação de brad e angelina - brangelina para os íntimos.

acho que alguns concordam que nunca foi um encontro de almas e sim de egos: o maior galã e a top bombshell de hollywood não resistiram um ao outro. nem à perspectiva de formarem o casal mais arrasador do cinema, monopolizando atenções nos red carpets da vida.

penso que angie forçou muito no quesito children. talvez tenha sido demais para brad – não sabemos. criar tanto filho não era um plano dele; era, sim, dela, e ele encarou. para todos os efeitos, brad está sendo honrado e estabeleceu a guarda compartilhada da criançada.

nunca senti muita firmeza na dobradinha brangelina. pra mim sempre ficou claro que tinha muito mais a ver com a beleza recíproca, angie vendo a aliança na mão esquerda de brad (então casado com jennifer aniston) como um desafio, ele larga a mulher por ela (no melhor estilo romance hollywoodiano), faz-se um pequeno escândalo, os flashes, as revistas, as fofocas – enfim, exercícios de poder. tão excitante como a mais aguda das paixonites, mas ainda um exercício de poder. tava demorandíssimo pra desmoronar.

jojo arrasando, como sempre. leiam o texto completo no narghee-la: the break-up

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passarinho

por   /  29/01/2010  /  1:09

tem coisas que soam familiares na primeira vez que você que as encontra. tipo brown bird, essa banda americana que faz folk e country e tem à frente david lamb, dono de uma voz perfeita pra embalar uma madrugada nem quente nem fria. beleza pura!

ouçam: http://www.myspace.com/brownbird

a dor de um ex-amigo

por   /  29/01/2010  /  0:32

amigo é uma coisa que a gente perde ao longo da vida. encontramos vários, nos apegamos a alguns e, a certa altura, somos forçados a colocar o prefixo ex antes do nome daquele que enchia nosso coração de carinho e de certeza.

perder um amigo para a vida, e não por uma fatalidade, é uma dor dilacerante. a gente pensa que amizade é pra sempre, que, quando a gente for velhinho e lembrar de tudo que aconteceu, estarão perto de nós aqueles que a gente escolheu como a família do coração.

mas a vida tem dessas decepções. uma hora é você que sai de cena. em outra, a vontade é daquele que te dava toda certeza do mundo de que era ficaria ali no matter what.

a primeira vez em que eu tive que tornar um amigo ex-amigo, senti uma dor que acabou comigo. fiquei sem entender, chorei, chorei. por um tempo, foi difícil acreditar de novo na beleza, na simplicidade e nas diversas nuances de uma amizade.

optei por deixar a amargura de lado e seguir em frente, ainda com esperança de que aquela dor eu não sentiria mais. novas amizades vieram, as que importavam de verdade permaneceram. e não senti aquela dor de novo, não daquele jeito. mas outras dores apareceram pra mostrar que a vida é assim mesmo, por mais que a gente se pergunte se já não teve a nossa cota.

o bom é que dor ensina. e depois que a gente sente uma que parte o coração em mil pedacinhos, aprende a relativizar as outras. e, melhor ainda, renova o olhar diante dos amigos de sempre, aqueles por quem a gente sente todo o amor do mundo e em quem temos a sorte de encontrar reciprocidade.

* a foto é de andrei mitroshin

amor  ·  analyze this  ·  escreve escreve  ·  fotografia

grrrr

por   /  28/01/2010  /  16:32

tenho vários posts pra vocês, mas simplesmente não consigo publicar nenhum. subo uma foto, ela demora horas pra aparecer e depois não carrega. escrevo alguma coisa, clico em publicar e perco tudo. alguém sabe o que diabos está acontecendo com o wordpress? obrigada!