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escolhas

por   /  22/06/2010  /  13:49

é mesmo preciso ter cuidado com o que se deseja. geralmente, não no tempo em que a gente quer, mas no tempo próprio que as coisas têm pra acontecer, esses desejos acontecem. e por baixo de tudo, de meus desejos e sonhos e desafios, de meus medos, lembro do dilema que conheci lá no comecinho dessa jornada, no próprio seio daquilo cujo pavor absoluto me trouxe até aqui: “de que vale ao homem ganhar o mundo e perder a sua alma”?

Aline Arroxelas, amiga querida, escreve em seu blog sobre “O pão com o suor do teu rosto”

mixtape sertaneja

por   /  16/06/2010  /  22:45

A Eva me convidou pra participar de um especial da Trip sobre música sertaneja, ao lado de Marcelos Tas e Alexandre Inagaki, outros fãs do gênero. Gostei demais de falar um pouco sobre meu amor por Zezé e afins. Aproveitei e fiz uma mixtape temática, só com aquelas músicas que a gente ouve desde que se entende por gente, mas que a gente só compreende (e se emociona) de verdade depois que sofre por amor pela primeira vez… Espero que vocês curtam a seleção! ♥

Da Trip: O sertanejo nunca deixa de fazer barulho, isso é fato. Shows das novas duplas estão sempre lotados, rádios tocam novos sucessos o tempo todo, reportagens na TV, jornais e revistas – inclusive na Trip – comprovam, de um jeito ou de outro, o poder e a força do jeito caipira de falar de amor. Mas o sucesso não traz ao sertanejo a aceitação de brinde. Por estas paragens urbanas, quem gosta de esquentar o coração com vibratos vigorosos é invariavelmente visto como alguém de mau-gosto; ou pior, não é levado a sério. O máximo de concessão é feita ao sertanejo ‘de raiz’, à ‘música caipira’ de Tonico & Tinoco, Pena Branca & Xavantinho, Tião Carreiro & Pardinho. Mas, se as referências de suas toadas ficaram em um distante passado bucólico, o mesmo não se pode dizer das duplas que deixaram o campo meio de lado e cantam a velha mas sempre atual dor-de-cotovelo.

Conversamos com três jornalistas e blogueiros que não tem vergonha de assumir que são verdadeiros fãs de música sertaneja. Descobrimos que seus namorados e namoradas os reprovam e amigos desacreditam quando eles dizem que gostam de verdade de Chitãozinho & Xororó e Zezé di Camargo & Luciano; que choraram vendo Dois Filhos de Francisco e que na maioria das vezes precisam ouvir suas músicas favoritas na solidão. Ainda assim, o consenso é de que o sertanejo tem o talento incontestável de traduzir as dores do amor como poucos gêneros. Nem Beatles, nem Stones: na hora da fossa ninguém entende melhor os dolorosos caminhos do coração.

Para ler: Música boa de doer

Para baixar a mixtape, cliquem aqui

A foto é de Anderson Silva

amor  ·  especial don't touch  ·  mixtapes  ·  música

enquanto ama

por   /  14/06/2010  /  12:13

o amor é um destes lugares da imaginação em que recriamos a ilusão de não estarmos sós. não falo da relação concreta que envolve o amor, com suas grandes maravilhas e seus pequenos desastres (ou, às vezes, pequenas maravilhas e grandes desastres). falo do sentimento que nunca pode ser inteiramente expressado porque é de uma riqueza inacessível para o outro. o amor é um daqueles lugares do indizível, porque não há palavra, imagem ou gesto suficientemente preciso para representá-lo. não há vocabulário ou acervo capaz de fazer o outro compreender o quanto de amor há ali. é por isso que repetimos tanto e de tantos modos diversos, tentando cercar o outro de uma soma constante do nosso amor.

no entanto, por mais que exista um outro a quem amar, e que ele seja merecedor do nosso cuidado e do nosso tempo, a maior façanha do amor é esta ondulação interna que ele provoca. esta sensação de estar pleno de sentimentos fortes, intensos, reais. a sensação de estar vivendo. na expressão do amor, podemos ser mais ou menos generosos, mais ou menos dedicados, mais ou menos criativos. não importa. o que importa é esta qualidade que nos conferimos ao amar alguém. quando digo “você é especial” – por palavras, gestos ou olhares silenciosos -, estou dizendo “você é especial para mim, sou eu que te faço assim”. e, se sou capaz de te fazer especial, é porque tenho esta riqueza interna inigualável (“caso você ainda não tenha percebido o quanto sou único”). (…)

as relações raramente acabam junto com o amor que sentimos. acabam antes, acabam depois. quando uma relação acaba, sofremos porque temos que enfrentar um processo longo de reacomodação. mas o que nos deixa perplexos, de fato, é quando percebemos que o amor que sentíamos acabou. quando olhamos uma pessoa e buscamos acessar aqueles velhos arquivos que nos faziam vivos pelo simples fato de estarmos os dois ali. não reconhecemos mais os conteúdos desses arquivos, eles agora parecem inadequados. não acompanhamos mais o andar singular daquela pessoa pelo corredor, ou entre as mesas de um restaurante, porque já não importa muito vê-la caminhar e importa menos ainda saber para quem ela está olhando. é neste momento que percebemos que algo do nosso interior já não está mais lá, onde costumava ficar.

neste momento, de uma estranha epifania, você finalmente sabe que o único mundo em que você pode navegar é o de suas emoções. você pode se guiar por metas, objetivos e planos. mas são as emoções que te fazem vivo. ao final o amor é esta capacidade interna de se sentir único. você quer ser ser vital, necessário, quer fazer a diferença (para alguém). o que você ama, em suma, é aquilo no qual você se torna enquanto ama.

Belo texto de Marcia Benetti (para ler inteiro, acessem o blog dela, o Patifaria > http://marciabenetti.blogspot.com/). A foto que escolhi para acompanhar o post é de Lauryn Holmquist

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festa do don’t touch, segunda edição

por   /  14/06/2010  /  12:02

Marquem aí na agenda: terça que vem, dia 22, acontece a segunda edição da festa do Don’t Touch, no Alberta #3!

Desta vez, divido a discotecagem com Daigo Oliva e Kátia Mello. Para ilustrar o momento, a querida Dani Hasse fez esse cartaz LINDO!

Espero vocês por lá, hein?   =)

E pra relembrar como foi a primeira festa, vejam as fotos aqui!

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lendo a internet

por   /  11/06/2010  /  12:43

Aproveitando o início da Copa do Mundo, o Lendo a Internet de hoje é temático!

– Uma trilha sonora maravilhosa! Fast Foward – The World Cup Goes Indie – For this you’ll get 32 songs, the striking original artwork by Alan Barrett and a digital World Cup scrapbook containing lyrics and facts about the compilation. As with every Indiecater release you can listen to this album before you buy it. We’ve set out the tracklisting below based on the World Cup groupings so you can take it all in over several visits if you wish. This compilation has somewhat healed the scars of Ireland not qualifying and will hopefully enhance your enjoyment of what is sure to be a fantastic tournament (via @maritramontina)

– Um joguinho pertinente: Cala a Boca, Galvão! (via @brunacabanne)

– Outro exemplar de diversão: Bingo do Galvão (via @antoniobob)

Xico Sá comenta a abertura da Copa: Fosse só um clipe ou um vídeo padrão do YouTube, a cerimônia longa-metragem da abertura da Copa seria um sucesso. Não nos daria a honra de umas pescadas. Bastava o incrível rebolation da Shakira, Fergie indagando onde está o amor e, sem esquecer a “real politik”, Desmond Tutu em tabelinha com imagens de Mandela. Homenagearia a globalização da Democracia Corintiana, com a imagem do doutor Sócrates, que estava no palco para fazer a campanha bom de bola/bom de escola. O sensacional dessas cerimônias é que temos consciência de que elas serão modorrentas e, mesmo assim, corremos para a frente da TV ou do computador (continua na Folha, para assinantes)

etc

youpix

por   /  10/06/2010  /  20:06

Querem uma sugestão de programa pra noite de sexta-feira? YouPix! Vou participar do debate Mulher.com, ao lado da querida Renata Simões, Nina Lemos, Lia Camargo e Renata Leão.

O evento acontece no MIS (av. Europa, 158), às 19h. Depois, a gente ainda vai discutir com os “Homens.com”: Ian Black, Ricardo Lombardi, Gustavo Giglio, Guilherme Valadares e André Forastieri.

Para saber mais sobre o YouPix, acessem: http://mypix.com.br/youpix-melhores-da-websfera-2010/

etc

as polaroids de tarkovsky

por   /  10/06/2010  /  12:07

Sabia que Andrey Tarkovsky também se arriscava como fotógrafo? Descobri no Poemas del río Wang

No es muy conocido que Tarkovsky, cuyas películas parecen estar compuestas a veces por un montaje de fotografías estáticas, se dedicó durante algún tiempo, efectivamente, a tomar fotos con una Polaroid. Estas fotos, a pesar de sus imperfecciones técnicas, atestiguan la misma forma de mirar y el mismo mundo visual de sus grandes films.

Mais em: http://www.diphotos.net/JJ/Tarkovskij/Web/li.htm

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