Favoritos

escolha

por   /  10/06/2010  /  9:34

Quando eu conversava com Giorgio (esse era o nome do rapaz) e escutava suas ideias confusas, parecia-me que suas escolhas eram ditadas por uma única razão: ele não conseguia achar graça na vida como ela é. Não sabia trocar duas palavras com o vizinho ou ficar parado para não incomodar o passarinho que pousa na mesa do restaurante. Não cantarolava no banho. Não sabia o que era a alegria de esbarrar num quadro, num desenho, num edifício que nos comove; não sabia nada de beleza. Para que a vida tivesse graça, era como se ele precisasse brincar com fogo.

Contardo Calligaris, em “O Conto do Amor”, resgatado pela querida @yanaparente

amor  ·  literatura

lendo a internet

por   /  08/06/2010  /  21:41

Does the Internet Make You Smarter? We are living through a similar explosion of publishing capability today, where digital media link over a billion people into the same network. This linking together in turn lets us tap our cognitive surplus, the trillion hours a year of free time the educated population of the planet has to spend doing things they care about. In the 20th century, the bulk of that time was spent watching television, but our cognitive surplus is so enormous that diverting even a tiny fraction of time from consumption to participation can create enormous positive effects. (…) That always happens too. In the history of print, we got erotic novels 100 years before we got scientific journals, and complaints about distraction have been rampant; no less a beneficiary of the printing press than Martin Luther complained, “The multitude of books is a great evil. There is no measure of limit to this fever for writing.” Edgar Allan Poe, writing during another surge in publishing, concluded, “The enormous multiplication of books in every branch of knowledge is one of the greatest evils of this age; since it presents one of the most serious obstacles to the acquisition of correct information.” (via Ricardo Lombardi)

“O silêncio não pode ficar nos guetos das religiões”, diz George Prochnik, no caderno Equilíbrio, da Folha (para assinantes): O silêncio real, para mim, é o equilíbrio entre som e silêncio que nos permite estar abertos ao mundo. Se as pessoas pudessem usufruir de momentos mais quietos, seria mais fácil se abrir e se identificar com o mundo.

Abuso de aparelhos eletrônicos provoca conflito cerebral (também na Folha, para assinantes): Cientistas dizem que fazer malabarismo com e-mail, celular e outras fontes de informação muda a maneira como as pessoas pensam. Nossa concentração está sendo prejudicada pelo fluxo intenso de informação. Esse fluxo causa um impulso primitivo de resposta a oportunidades ou ameaças imediatas. O estímulo provoca excitação -liberação de dopamina- que vicia. Na sua ausência, vem o tédio.

Pra descontrair, Alex Larenty, o massagista de leões

– E, pra ouvir, uma música que eu amo: “Into Your Arms”, do Lemonheads

etc