Favoritos

atração e repulsão

por   /  03/06/2010  /  20:07

– Se a Jude achava a sinuca vulgar – disse, retomando a conversa -, por que se casou com você?

– Eu tinha dinheiro e influência, e ela ainda podia desdenhar da minha ocupação. O melhor de dois mundos, não é?

– Ela não achava bacana você aparecer na televisão, pelo menos no começo?

– Sim, não tenha dúvida. Mas é engraçado como aquilo que nos atrai numa pessoa é o mesmo que passamos a desprezar nela.

Lionel Shriver em um trecho de “O Mundo Pós-Aniversário”. Depois de ler “Precisamos Falar sobre o Kevin” e esse aí, entendi que ela já é uma das minhas autoras preferidas.

O livro fala sobre um tipo de escolha difícil: pra quem entregar o coração. Irina é casada com Lawrance, e eles têm um amigo jogador de sinuca chamado Ramsey, com quem encontram esporadicamente. Em um certo aniversário de Ramsey, Irina sente vontade de beijá-lo. E o livro se desenrola a partir disso, em duas frentes: uma em que ela segue seu desejo, trai o marido, conhece a paixão, deixa uma vida pra trás e embarca noutra completamente diferente. E outra, em que Irina resolve se manter fiel e lida com as alegrias e frustrações do seu papel.

Quantas vezes a gente invoca o “e se…” para pensar nas escolhas que a gente faz ao longo da vida, né? O livro não deixa margem pra esse tipo de dúvida, porque a partir do beijar ou não beijar Ramsey, a escritora desenvolve as duas possibilidades, de maneira arrebatadora.

A foto é de Paperpilot

lendo a internet

por   /  03/06/2010  /  19:32

Still dancing, her way, from the soul: Alicia Alonso, the longtime director of the National Ballet of Cuba, no longer dances with her feet, which, on Monday afternoon at a hotel near Lincoln Center, were daintily crossed at the ankle in a pair of ladylike slingbacks. She is also virtually blind. But when she talks about ballet, her hands, coppery and weathered, flutter near her face as slender fingers, flashing rings and pale pink nails spin and leap through delicate choreographic feats. “I dance with the hands,” she agreed, quietly smiling. “I do. I dance with my heart actually more. So it comes through my body. I can’t help it.” (…) As for her legacy, she said: “I don’t want to be remembered. I just don’t want to be forgotten.” Ms. Alonso’s mantra clearly has much to do with being young at heart. If she should ever step down as director of the Cuban company, she might find work as a life coach. “If a person keeps thinking, ‘How old am I going to be?’ and thinking about the age” — she raised her voice — “that’s the worst thing you can do. You don’t have to think about how old you are. You have to think about how many things you want to do and how to do it and keep on doing it.” She clapped her hands and added: “Otherwise, you know what I think? I am going to live to be 200 years old. So I hope all of you do have the same fortune. I would hate to be alone.”

Paul McCartney vai à Casa Branca e dispara: “After the last eight years, it’s great to have a president who knows what a library is.”

Blissful – Leelee Sobieski, Tribeca mom, likes to watch: Leelee Sobieski doesn’t want to talk about sex, which is a bit of a surprise: After all, she was only 13 when she acted a pervy scene with two old Asian men in wigs and underwear in Eyes Wide Shut, and her latest movie is Finding Bliss, where she plays an uptight NYU film grad who edits porn flicks as her day job. “The majority of things that turn people on deal so much with degradation, and that’s a weird reflection of humanity to me,” she says. “But it doesn’t turn me on. It’s more, like, fascinating.” She remembers that, trying to be helpful while filming with Stanley Kubrick, she suggested whispering something in Tom Cruise’s ear much dirtier than what the script called for. (She won’t say what she actually whispered.) “And Stanley was like, ‘No, don’t talk like that!’ He was very protective over me. He wanted me to remain innocent.”

E mais:

Are you ready for Paz?, pergunta a NyMag

– Vá Pelo Cara, um blog cuja definição é “porque Chico Buarque mimou vocês demais”: http://vapelocara.tumblr.com/

etc

o futebol como moda

por   /  03/06/2010  /  19:21

Vocês já imaginaram onde fica guardado o troféu da Copa do Mundo? Eu não! (E considerem que meu interesse por futebol sofreu um hiato de 1998 a 2010). Acabo de ver que é em uma maleta chiquérrima da Louis Vuitton.

Commissioned by FIFA, the special order case, handmade by a single master craftsman in Louis Vuitton’s historic Asnières workshop near Paris, has been meticulously designed to accommodate the celebrated Trophy, which measures 36 cm in height, weighs 6.175 kg and is made of solid 18-carat gold with a base of semi-precious malachite. Covered in Louis Vuitton’s iconic Monogram canvas, the travel case is fitted with the company’s signature brass lock and corners, and has a dark brown lining that complements the Trophy’s rich gold.

Dá para ver mais detalhes no Highsnobiety

etc

a poesia como futebol

por   /  03/06/2010  /  19:14

No “New York Times”, um belo texto sobre a poesia russa de outrora: When Poetry Rocked Russia’s Stadiums

Russians did not fall in love with their poets only because they attended to their country’s political realities, however. Far from it. As Vladimir Nabokov pointed out in his “Lectures on Russian Literature,” “Literature belongs not to the department of general ideas but to the department of specific words and images.” Delight and close observation can have a liberating moral force of their own. Here is a taste of Tsvetaeva’s charming antilove love poem, “I like the fact that you’re not mad about me,” from 1915, translated by Andrey Kneller:

I like the fact that you’re not mad about me,
I like the fact that I’m not mad for you,
And that the globe of planet earth is grounded
And will not drift away beneath our shoes.
I like the fact that I can laugh here loudly,
Not play with words, feel unashamed and loose
And never flush with stifling waves above me
When we brush sleeves, and not need an excuse.

o que é o amor pra você hoje? por marina silva

por   /  01/06/2010  /  13:57

Marina Silva, pré-candidata à Presidência, convidou gente que curte internet para um debate ontem à noite, na Vila Madalena. A conversa foi legal, mas acabou sendo ofuscada pelas declarações que ela fez hoje ao UOL: Marina se diz “não favorável” ao casamento gay e propõe plebiscito sobre maconha

No entanto, fica aqui a pergunta clássica do Don’t Touch:

lendo a internet

por   /  01/06/2010  /  13:46

Os Gêmeos em Lisboa

– Sabe aqueles momentos de felicidade pura? Eles podem vir em forma de música quando Tulipa e Jeneci cantam juntos ♥

E mais:

– Elogio ao torresminho: Para cultura anoréxica de nosso tempo, comer carne de porco tornou-se um prazer excessivo e pecaminoso (via Ricardo Lombardi)

A Frase, por Veríssimo: Você precisa entender que quem escreve para a publicidade está sempre atrás da frase definitiva. Não importa se for sobre uísque de luxo ou uma liquidação de varejo, importa é a frase. Ela precisa dizer tudo o que há pra dizer sobre qualquer coisa, num decassílabo ou menos. Tão perfeita que nada pode segui-la, salvo o silêncio e a reclusão. Você atingiu seu próprio pico. (via @arnaldobranco)

– Faxina urbana: Com um pano na mão e uma idéia na cabeça, o artista plástico Alexandre Órion transformou um túnel de São Paulo em um alerta sobre a poluição _e uma catacumba urbana_ usando como arma um pano úmido

Eike Batista compra ilha de Lost: Ainda com olheiras, Eike Batista anunciou que ocupará a recém-abandonada ilha de Lost. O empresário passou a madrugada contectado à internet, aguardando o fim do download do último episódio da série. Em entrevista coletiva a bordo de seu barco Pink Fleet, atracado na ilha, o megaempresário anunciou a construção de um hotel e de um parque temático relacionados à série de TV. Questionado se não haveria problemas de acesso a uma ilha cuja localização ninguém conhece e que se notabilizou por um acidente aéreo, Eike informou que Protógenes Queiroz já havia grampeado os roteiristas da série e que divulgaria, em breve, as coordenadas geográficas à nação.

etc