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like na vida real

por   /  29/07/2010  /  16:39

Like na Vida Real é um movimento pra todo mundo que curte dar um joinha por aí!

O estúdio Nation tem até carimbos que ajudam a espalhar a palavra > http://shop.wearenation.co.uk/

Da minha parte, saio fotografando os amigos fazendo like na vida real. Um belo dia, encontrei o príncipe Ronnie Von, que prontamente aderiu à campanha  =)

Quem me mostrou o carimbo foi @danielmooz. Brigada! =)

fratura exposta, por rodrigo levino

por   /  28/07/2010  /  21:32

Bruna, por Rodrigo Levino

Ser o mais alto da classe aos oito anos de idade significa que você é desengonçado. Bruna era desengonçada e meio boba, ria alto e por qualquer coisa, embora à época eu achasse isso muito próximo do que fui saber anos depois tratar-se de imponência. O seu andar molengo e a voz estridente ornavam com o perfeito caimento dos cabelos loiros.

Eu estava saindo de um caso complicado de se entender, a paixão pela professora de português que se tornou dolorosa quando percebi que dificilmente poderíamos levar o meu plano – que envolvia casamento e filhos – adiante por tratar-se de uma mulher muito velha e que certamente não iria querer brincar comigo quando eu cansasse de beijá-la. Bruna tornou-se com o passar dos dias, e um olhar mais atento, uma outra paixão possível.

Mantive-me em silêncio, embora publicamente abobalhado com o que ela dizia, fazia, o jeito que sorria tentando esconder os dentes meio tortos e como desengonçava tudo ao redor com seus braços maiores que o tronco e as pernas cambaleantes. Na hora do recreio eu sentava na escada do pátio e a observava de longe abrindo a lancheira cor-de-rosa da Barbie com o cuidado que têm as donas-de-casa e as mães e reiterava o meu desejo, outrora relacionado à professora, de casar, ter filhos e brincar de casinha, médico e esconde-esconde. Tudo junto.

Sem nenhum traquejo para revelar o sentimento, enxerguei no último dia de aula a chance inescapável de fazer saber ao mundo tanto amor. No sorteio do amigo oculto da turma, uma semana antes do fim das aulas e início do limbo de três meses de férias que nos afastaria até o recomeço do ano letivo, o coração veio à boca quando as letras desenharam o nome no papel dobrado, retirado de um copinho de plástico. B R U N A, Bruna, eu repetia, “BRU-NA”.

“Você gosta dela, né?”, perguntou minha mãe à queima-roupa numa das oito vezes num só dia em que eu tentava convencê-la de que o limite de alguns poucos cruzeiros era baixo demais para tudo que Bruna merecia, que o presente deveria ser grande e que ela era linda. ‘”Linda” desencadeou a inquirição da qual não pude fugir. Eu disse sim e a coragem de admitir levou minha mãe, compadecida, a bater perna comigo nas lojas do centro da cidade em busca do presente perfeito que se revelou no terceiro dia um urso de pelúcia enorme e perfumado ao custo dos olhos da cara e de acordo com o que eu julgava justo.

Por sorteio, eu fui o primeiro e entregar o presente e entendi isso como um inexorável sinal divino. Nosso destino foi traçado na sala de aula. Pronunciei o nome enquanto andava em sua direção, ” Bruna”, ao que ela riu, pegou, desembrulhou, gritou de felicidade um “ai, que lindo!” e abraçou o urso como deveria fazer comigo, que embasbacado mal ouvi a classe inteira fazer coro de alguma coisa que impingia em nós a condição de amantes. “Eu também tirei você!”.

Teria sido melhor não. Um Resta Um fuleiro, de plástico azul, que eu recebi acabrunhado e medindo ali tudo que eu valia para ela; o limite do preço estabelecido pela professora, o tamanho do amor que ela dedicava. Correr e chorar me pareceram as únicas atitudes possíveis e foi o que fiz, antes de encerrar a questão jogando o regalo no lixo.

Entramos em férias e nunca mais vi Bruna. Até hoje espero o recomeço das aulas, um pedido de desculpa, a chance de dizer que “tudo bem, a gente pode ser feliz mesmo assim, esquece o que passou, me dá um beijo e vamos para o pátio lanchar juntos”, qualquer coisa que cure a fratura exposta, à mostra, à vista como o choro, o tabuleiro azul do Resta Um, os pinos vermelhos e todo amor do mundo, do tamanho de um urso enorme e perfumado.

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A foto é de Mary Robinson

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Fratura Exposta é uma seção colaborativa do Don’t Touch. Então, se você quer escrever sobre as coisas do coração, manda um e-mail pra mim! > dani@donttouchmymoleskine.com

from the 80s

por   /  28/07/2010  /  21:06

Adorei uma entrevista que li na Vice com Brix Smith > A garota do The Fall

Como é uma relação amorosa criativa?
É mágica. Você se sente sexy, sua pele fica sensível, você sabe que é algo muito especial. De certa maneira tenho isso com o meu marido atual, mas de uma forma muito mais voltada para os negócios. Aquilo foi muito espiritual. Foi intenso. Agora é muito mais frio.

O que o seu marido acha disso?
Temos uma relação saudável que vai durar. Com o Mark era completamente diferente, era um drama, uma montanha russa. Durou até não dar mais. Por mais maravilhoso que tenha sido, tiveram coisas horríveis. Me divorciei dele porque ele me traía continuamente. Ele fugiu com a filha adolescente do seu melhor amigo e me largou. Depois disso toda uma lata de merda foi aberta. Isso tudo estava acontecendo pelas minhas costas. Sou feliz pelo que tivemos e sou feliz pelo que não temos agora.
.

Ele queria você de volta na banda?
Não sei. Algumas pessoas dizem que tudo o que ele fazia era ficar sentado em casa com os olhos fixos em fotos minhas. A mulher atual dele não deixa ele chegar nem perto de mim. Então talvez seja verdade. Amo o que tivemos e sou agradecida pelo que criamos. Mas ele é complicado. É péssimo quando você ama alguém e você vê a pessoa se destruindo.

amor  ·  fotografia  ·  música

eu quero uma vida lazer, por nathalia pires souto

por   /  27/07/2010  /  11:03

Maria Bonita e Lampião, por Nathalia Pires Souto

Hoje faz 35 anos que meus pais começaram a namorar. Eles são um casal muito especial, meio “Eduardo e Mônica” – são as duas pessoas mais diferentes que conheço, e dão tão certo juntos. Claro que brigam (muito feio), mas se amam também (muito lindo). Esta foto para mim representa tudo que uma vida lazer tem que ter: joie de vivre. Eles estavam visitando amigos no Rio, recém-casados, e parecem tão felizes…

Eu e meu irmão embarcamos para uma aventura além-mar, há três meses, e todo mundo perguntava “e seus pais, o que vão fazer sem vocês?”. E eu brincava que “agora ou casa ou separa”, já que, sendo apenas os dois, ou iriam brigar sem parar ou juntar de vez. E acho que a segunda opção venceu: há duas semanas eles foram passar as férias no nordeste, pela primeira vez. Nos mandaram um monte de fotos, lindas, com o sorriso mais bonito que já vi. A uma delas minha mãe deu esse mesmo título deste texto, só porque ela estava com um chapéu diferente, :)

Bom humor, muito amor, companheirismo, cumplicidade. Minha receita de sucesso e de uma vida lazer: uma vida amor.

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Mais uma série no Don’t Touch: Eu Quero uma Vida Lazer, com imagens que traduzam essa vontade! Tem sugestões? Me manda > dani@donttouchmymoleskine.com

tipos de beijo

por   /  27/07/2010  /  10:34

Some women let you kiss them, while some kissed you back but *just*. Others kissed with enthusiasm but you felt it was the same kind of enthusiasm they felt for a good meal, a Bette Davis film, or a lovely present they’d just received. She was different; she was hungry. Hungry to kiss you, hungry to hear what you said and hungry to tell you what was on her mind. This abiding hunger defined her. It was the greatest compliment he had ever received from a woman and he never tired of it.

Jonathan Carroll (via @mariagranola)

amor  ·  literatura

eu quero uma vida lazer, por vivi rodrigues

por   /  27/07/2010  /  10:31

Vivi Rodrigues explica: quando vi a proposta, lembrei de cara de uma foto que fiz, na Lapa, Rio de Janeiro. Domingão, sambinha rolando e o meu olhar de turista, boemia e curiosa, super excitada com esse life style carioca. Se não era real, pelo menos na minha cabeça sempre havia um samba ou bossa-nova ao fundo. Sim, fotografei na memória e depois registrei o que me fez pensar que eu realmente só quero mesmo é ter uma vida lazer.

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Mais uma série no Don’t Touch: Eu Quero uma Vida Lazer, com imagens que traduzam essa vontade! Tem sugestões? Me manda > dani@donttouchmymoleskine.com