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eu quero uma vida lazer, por gabi felipe

por   /  23/07/2010  /  9:17

Gabi Felipe explica: O menino da foto chama-se Caio. Mora à beira de um rio do interior de São Paulo. E, pra mim, ele mostra que um momento de lazer, tão gostoso quanto esse, não precisa de muita coisa…

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Mais uma série no Don’t Touch: Eu Quero uma Vida Lazer, com imagens que traduzam essa vontade! Tem sugestões? Me manda > dani@donttouchmymoleskine.com

fratura exposta, por cristiane b.

por   /  22/07/2010  /  10:25

Fratura exposta da insustentável paraibamasculinaness do ser, por Cristiane B.

Pois eu gostava. Gostava mesmo da minha fratura exposta, curtia muito futucar a dita. Ô dor boa, minha gente. Carregava com o maior orgulho. Tô aqui, tô guerreira, tô estóica. Me fudi grandão mas tô dando conta, que nunca fui frouxa; olha bem aqui o osso rasgando a coxa, tás vendo? Já percebeste? Não vou ficar te mostrando, não, que isso é feio. Tens que prestar atenção nela, repara se quiser.

Se quiser assim bem médio, né? Porque bom mesmo é quando ficava evidente que nóis sofre mas nós goza dessa dor tão sofridinha. E haja dedo na ferida. Feito aquele dia quando a gente se encontrou na esquina da padaria, eu subindo a rua com uma sacola cheia de cerveja, tu me vendo depois de sei lá quanto tempo, que sou ruim com tempos absolutos e relativos (parecia uns quinze anos, quinze anos de coração vomitando initerruptamente, parava nada lá, tudo batia e voltava, uaaargh). Pendurei a sacola no ganchinho de osso da fratura exposta ela mesma (“aprenda a conviver com as dores”, li numa seção auto-ajuda de revista para mulheres e simpatizantes) enquanto abria uma cerveja.

– Eita que tá sumida!

– Né?

– Por onde andas?

– Rapaz, por aí, né? Pela vida…

– E essa questão aí, aquela questão lá, dona moça? Ainda não marcou Ortopedista? Num vai arrumar isso nunca?

– Menino, ainda não tive tempo? Trabalhando demais, né. Mas tô pra marcar qualquer hora dessas. Tô, tô sim.

– Marca logo… Não tem necessidade disso. You think you deserve that pain, but you don’t. Lembra?

Lembrava. Era daquele filme do sujeito que, desesperado depois de um fim, ateia fogo à própria mão. Ôpa, esse filme aí tá pra mim, pensei.

– Óóóóquêêêi. Vou indo, que acho que chove nos próximos 5 minutos. Vai que a gente adoece, né? Num pode.

– Adoece nada, você nunca adoece, seu sistema imunológico é uma máquina!

– …

– Me liga, vamo marcar pra jogar conversa fora, tô com saudade!

– Vamo, vamo sim.

– Mas vamo mesmo, hein? Tô falando sério!

– Ôpa, mas como não…

(pra nunca mais)

Nessas eu já tinha bebido bem umas quatro, virei a esquina com o restinho de força que tinha e ali fiquei, fiquei, fiquei, espantando as moscas da ferida, jogando cerveja na danada, que nem deve servir como antisséptico, mas vai que serve. Vai que. Ortopedista, onde já se viu. Tenho tutano, rapaz! Pensa que tá lidando com qualquer maria mijona? Cada uma… Olha só como lido perfeitamente bem com o rastro de sangue no chão, com as muletas (faço até dancinhas!), com o gemidinho quase silencioso na hora de dormir (é mantra, é mantra!). Nutri todo um carinho por aquele fêmur fodido, toda uma admiração pela dor, pela fortaleza da pessoa sertaneja, famosa fortaleza sertaneja rima rica que todo mundo sabe vir antes de todas as coisas.

[agora que estamos seguros posso dizer que bem chorei quando nalgum momento da adolescência lia Vidas Secas e Baleia morreu, mas chorei escondida e não contei a ninguém, né, eu nem gosto de cachorro, todo mundo sabe que nem gosto de cachorro, tenho medo de cachorro, por que danado tô chorando? oxe, oxe, oxe.]

Demorou, demorou pracacete. Aí chegou aquele dia quando começou a gangrenar, pessoal começou a me olhar esquisito. Tava me segregando do convívio com a juventude. E com a velhitude também, não vou mentir. E comigo mesma até, que nem eu aguentava mais a fedentina imorredoura. Comecei a achar que não precisava de tanta macheza. E parece que quando a gente pra pensar que talvez exista um plano B, aí é que a gangrena toma conta mesmo.

Um dia passei em frente ao hospital, assim como quem vai à banca da calçada em frente, totalmente de bobeira e sem segundas intenções, com o intuito exclusivo de comprar o jornal do dia, tchururu… Dirigi um mínimo rabo de olho à porta de entrada. Hummm. Vai, pior que isso é difícil que fique. Custa nada. Na verdade até custa, né, e nem é pouco, mas não pensa, não pensa, não pensa, nãopensanãopensanãopensa oi, queria marcar uma hora? Será que dá pra ser uma hora agora? Se não der pra ser eu espero até quando for possível ser, porque tenho medo de nunca mais voltar, será que dá pra ser agora?

Vou te dizer que cicatriz ficou, né? E tenho uma perna menor que a outra. Fiquei meio manca, foi, mas tem problema não, que eu mando fazer sapato bonito, vermelho com florzinha no lugar da fivela pra amarrar no tornozelo, o menos viril possível, que já me bastou tanta macheza. Choro até com comercial das Casas Bahia. Máquina de lavar em 36 vezes no crediário e eu lá, às lágrimas. Aí rio ao mesmo tempo e pareço maluca, mas nem sou. Não mais.

No mesmo filme do moço com a mão em chamas, o mesmo moço até, depois de um tanto ele diz assim: “I don’t want to have to do this living. I just walk around. I want to be swept off my feet, you know? I want my children to have magical powers. I am prepared for amazing things to happen. I can handle it.”

Tô contigo, moço. Simbora.

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A foto é de Annette Pehrsson

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Fratura Exposta é uma seção colaborativa do Don’t Touch. Então, se você quer escrever sobre as coisas do coração, manda um e-mail pra mim! > dani@donttouchmymoleskine.com

fratura exposta, por mariana santos

por   /  21/07/2010  /  9:13

Se, por Mariana Santos

E aí se pensa que poderia ter feito um bando de coisas de maneiras diferentes:

Amado menos do que amou, desejado uma quantidade menor de filhos, um casamento com 200 convidados a menos, não ter arrancado uma página da revista de noivas da mãe porque não queria que “ninguém se casasse com o vestido que entraria em uma pequena capela no campo, às nove da manhã, fresca e doce para dizer que o amaria eternamente, ao som daquela música que tinha guardado só para ele”.

Provavelmente também não teria escrito o discurso que faria na hora do brinde, em que diria a ele como todas as vezes que iniciou a ladainha de que “não queria família, filhos ou casamento” fora uma reles tentativa de mentir para ela mesma sobre a necessidade que tinha dele e que, “ali, na frente de todas as pessoas que gostava e com quem se importava, ela queria dizer que fora só quando o vira pela primeira vez que começara a pensar que poderia ser forte o suficiente para dividir-se e entregar-se a alguém de verdade”.

Poderia ter feito menos planos, escrito uma quantidade menor de cartas que não deveriam ser entregues até completarem 50 anos de relacionamento, para que se mantivessem impecáveis até lá, estavam sendo guardadas em uma pasta, junto com as fotos roubadas e que ilustravam o dia-a-dia daquele amor.

Provavelmente teria se submetido menos aos seus caprichos e não teria deixado de ser a “Senhorita-sem-coração” propagada por alguns para se tornar, gradualmente, só mais uma garota apaixonada perdidamente por alguém considerado médio por todos. Alguém que ganhava vida quando ela abria a boca para contar todas as maravilhas que ele a fazia enxergar, um momento em que ele se tornava, então, um príncipe dono de um Fusca azul-calcinha e com um sorriso, que, de tão secreto, só ela conhecia.

Teria deixado também de não odiar cachorros só por que ele gostava, de aceitar assistir filmes infantis, de ação, dublados ou qualquer idiotice do tipo, mesmo tendo batido o pé desde os 14 anos para não mais assistir essas bobagens que ele considerava necessárias para que um filme fosse assistível.

Teria aceitado um número menor de ofensas da sua família e da família dele, teria virado as costas de maneira imperiosa e para sempre após o dia em que ele gritara com ela e não teria, nunca, N-U-N-C-A teria aceitado assistir um filme da Disney, dublado e com personagens idiotas, só para poder segurar a mão dele, ignorar completamente o que passava na tela para passar 1 hora e 45 minutos repetindo mentalmente a mesma ladainha de que “Por favor, meu Deus, que dessa vez a gente dê certo, que eu seja menos ciumenta, que ele seja menos possessivo, que eu saiba dividir o meu tempo para que eu sempre possa vê-lo sorrindo, que eu não pense nunca que ele é bobo porque chora na minha frente, que ele nunca pense que eu sou feia, que ele nunca se apaixone por outra pessoa, porque se nós nos separarmos eu não terei mais nada a dar pra qualquer outro, porque todos os meus desejos, planos e todo o amor que eu tenho, tudo isso é dele, que ele nunca repita de ano na faculdade, que eu nunca levante a voz pra ele, que a gente nunca mais brigue, que todos os dias possam ser perfeitos e que nós resolvamos qualquer desentendimento muito rápido para que eu possa pular no abraço dele e dar um beijo de reconciliação porque é quando nos reconciliamos que ele sorri com os olhos daquele jeito que ele faz e que faz com que eu acredite que ele é tudo que eu quis pra mim, que a gente dê certo, que eu seja menos ciumenta e blábláblá”.

Não teria adquirido o hábito de entrar na capela da faculdade só para ajoelhar e falar, meio sem jeito e todos os dias, para o Deus que deveria estar ali que, “por favor, sempre os mantivesse juntos porque ela não suportaria não saber se ele estava se alimentando bem, dirigindo sempre sóbrio e usando roupa de frio quando o inverno chegasse, que estivesse escovando os dentes, cuidando das unhas e comendo menos manteiga, por que ela sabia que ele ia acabar tendo um infarto de tanta fritura”.

Não estaria esperando o Dia dos Namorados para comprar um par de sapatos novos porque os dele estavam verdes ao invés de pretos e que o inverno chegasse logo para que comprasse um outro tricô, afinal, ele havia perdido o lindo suéter que custara todo o vale do dia 1º e ele não tinha muitas roupas de frio.

Deixaria de pensar que em 20 anos estaria morando numa casa com jardim, em que passaria os dias escrevendo e traduzindo poesia para que pudesse cuidar da casa grande e cheia de crianças na qual ele chegaria todos os dias e faria o jantar para toda aquela gente.

Não imaginaria que sorrindo colocariam as crianças para dormir o mais rápido possível para que pudessem arrancar as roupas para se entregar àquele amor desenfreado e desajeitado que sempre causava acidentes físicos e que, caindo da cama e escorregando pela parede em que ele insistia para que ela se apoiasse, explodissem um tampando a boca do outro para que as crianças não ouvissem o quão felizes eles poderiam ser mesmo depois de tanto tempo juntos.

Se não tivesse feito isso, talvez não estivesse catando os pedaços do que sobrou quando o conto de fadas chegou ao fim, entre choro de um e alívio de outro, através de uma tristeza que, dessa vez, por mais que os planos fossem extremamente específicos quanto a essa questão, não poderiam mais ser divididos com ele, como todo o resto.

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A foto é do Yosigo

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hoje tem festa!

por   /  20/07/2010  /  13:35

É hoje que rola a terceira festinha do Don’t Touch no Alberta (Av. São Luís, 272), a partir das 22h!

Desta vez, os DJs convidados são Monstro e Cris Naumovs. Eles se definem: DJ Monstro é tecladista, toca com Lulina e vários outros artistas paulistanos. Nas pickups, alterna músicas nacionais e internacionais num buruçu cremoso e dançante. Cris Naumovs toca músicas que você sabe cantar e tem apego. Roquinhos e afins. Brasileiras e afins. Essas coisas.

Quem fez esse cartaz LINDO foi minha querida amiga Silvia Rodrigues, que sabe bem o valor que tem um like na vida real > http://silviarodrigues.com/

A festa vai ser demais, espero vocês lá! Para incluir nomes na lista de desconto, mandem e-mail para dani@donttouchmymoleskine.com

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fratura exposta, por chico felitti

por   /  20/07/2010  /  8:40

O amor muda as pessoas. As pessoas mudam por amor. Às vezes, elas voltam, por Chico Felitti

Ele foi comprar cigarros e nunca mais voltou. Como ele não fumava, ele só nunca mais voltou. Desde a mudança para o Brasil, avisou que ia para o casamento da prima, em Santiago, duas semanas depois. Coisa rápida, bate e volta para a nova vida conjugal. Bateu, não voltou, e o impacto quebrou cada andar da minha coluna vertebral.

O amor sobreviveu à distância por um ano e vá lá. Mas não à presença de um mês. Foi morte de bebê. Súbita e sem traumatismo. Nenhuma desilusão, nenhuma briga, nenhum fonema. Nem um telefonema. Nada. Faltou tutano para os dois. O medo fez do tecido poroso e quebradiço. Rebentou sem chance de reparo.

Doeu na osteína, tipo cárie, só que nos 206 dentes encarnados que sustentam o corpo. Em um holofote de tristeza, você se acha o João do Pulo, e que a fratura vai acabar com a carreira do coração.  Mas todo o mundo tem fraturas . O mundo, inclusive, é chacoalhado pelas fraturas do que já foi, se ralando uma na outra. Você não é o único moleque da rua Conrado Offa a se lambuzar de gesso. Seu esqueleto é igual ao do vizinho e ao do cara que te trocou pelo nada. Radiografado, todo amor é igual. Pelo menos, há amor.

E há tempo. Com ele, a geléia de mocotó calcifica em ossobuco. Um dia você está por aí, ereto de novo. Ou quase: aquele punhal de marfim continua para fora. É bom polir pra que não vire um exoesqueleto. Um chifre de narval que machuca quem chega perto. Mas também é bom deixar ele na junta dele,  sem muita atenção ao ligamento, para não virar o garoto dos ossos de vidro, numa bolha. Colocando o amor em vitrine, com preço impagável. Não é assim que tem de ser. Fratura faz anticorpo de coração.

Há seis meses a gente voltou a se falar, depois que ato-falhei na internet e caí no blog dele, então aberto há dois dias. Lá, ele ensina a cozinhar como cozinhava para mim: berinjela às cegas, pão de milho, parrilhada. A última receita que li por lá chamava “Cheescake rápido y chico”. Era do meu doce preferido. Só que o Chico não era eu.

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A foto é do Rouge Rouge

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Fratura Exposta é uma seção colaborativa do Don’t Touch. Então, se você quer escrever sobre as coisas do coração, manda um e-mail pra mim! > dani@donttouchmymoleskine.com

eu quero uma vida lazer, por chico barney

por   /  20/07/2010  /  8:30

O digníssimo Chico Barney, um dos maiores da internet brasileira, mandou sua contribuição: achei esta imagem na INTERNET e achei COERENTE com o briefing da seção QUERO UMA VIDA LAZER.

Gênio!

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Mais uma série no Don’t Touch: Eu Quero uma Vida Lazer, com imagens que traduzam essa vontade! Tem sugestões? Me manda > dani@donttouchmymoleskine.com

ouvindo a internet

por   /  20/07/2010  /  8:25

Charlotte Gainsbourg fala, na Wired, sobre as músicas que marcaram a sua vida

Pilooski faz um podcast para a XLR8R: Pilooski delves into his usual bag of tricks, combining rare slices of pop, disco, house, and other re-arranged musical selections into an oddly dark and psychedelic affair. He also intersperses the whole thing with bizarre sound clips of seemingly wholesome people talking about drugs, sex, and violence. It’s certainly a potent recipe.

Marildinha fez uma mixtape deliciosa, chamada Solzinho, com Velvet, Doors, Temptations, Beach House e muito mais!

Bruna Beber criou duas mixtapes maravilhosas, intituladas “Músicas do Parque”: Cresci ouvindo uma denominação que até hoje não sei se minha família criou ou se era uma expressão comum aos jovens que frequentavam os mesmos lugares que meus pais e tios na época: música do parque. Durante muito tempo imaginei que o que qualificava uma música como do parque era o fato dessa música já ter tocado algumas vezes no parque, mesmo sem entender muito bem em que circunstâncias se ouvia música no parque. A cada ano que passava eu recebia um novo detalhe que dava à expressão mais clareza: antigamente, nos subúrbios e interiores, era comum ir ao parque. De diversões, precisamente. Aquele com roda gigante, maçã do amor e bola de meia. Nunca mais vi. (continua no blog dela, onde você baixa os dois volumes)

– Rodrigo Levino fez uma linda seleção intitulada “Falando ao coração”, com Fábio Jr., Guilherme Arantes, Tim Maia etc

etc

lendo a internet

por   /  20/07/2010  /  8:20

Gergana Plummer dá um sábio conselho com esse pôster aí acima!

Índigo descreve a surpresa que uma vitrola causa em adolescentes de 13 anos: Fim de semana psicodélico

Sábado à noite, marido abre a vitrola e coloca um disco para tocar. No meio da sala dois meninos de 13 anos jogam baralho. Param o jogo.

–  Nossa! Isso é um leitor de vinil!

– Que leitor de vinil, menino?! É uma vitrola.

– Que louco isso! Posso ver?

Eles acham bem louco. Super orgânico. Abrir a tampa, manipular uma alavanca com agulha, ter de acertar o risquinho no começo da faixa. Virar o disco manualmente quando termina o lado A. Aliás, ser possível virar o disco como se fosse uma folha de livro. Louco. Então eu boto o disco do “Saltimbancos” e vou cantando junto. Au-au-au, ia-i-ó, miau-miau-miau, co-co-ro-có… Outro choque.

– Uau! Isso aí é total psicodélico.

Hehe. Eles não viram nada ainda.

49 minutes with Al Pacino

Juliana Cunha afirma que Todo blog tem trinta leitores: Porque eu tenho uma teoria de que qualquer blog tem pelo menos trinta leitores. Daí você me diz “Mentira, o Google Analytics me disse que meu blog passou dias sem um só acesso”. Calma, eu disse que você tinha trinta leitores, não que tinha trinta leitores que entravam todo dia, muito menos trinta pessoas que entravam diretamente no seu site, te dando um pageview e um location de graça. Fato é: existem trinta pessoas que sabem o que está acontecendo no seu blog, então, pare com essa lamúria de “caso algum dos meus três leitores não saiba” etc etc porque essa definitivamente é uma frase que integra o Top 100 de Sentenças Mais Chatas e Repetidas da Internet. (…) Essas trinta pessoas abençoadas são: sua mãe, todos os seus ex-namorados e as meninas (ou meninos) que não gostavam de você na escola (o que pode evoluir para cursinho, faculdade, trabalho, INSS). (…) Fazer um blog é um ato de amor ao próximo. Quando você faz um blog dá a essas trinta pessoas uma função social, coisa de que elas muito careciam. O sujeito deixa de ser seu ex-namorado e vira seu leitor. O leitor é o novo ex-namorado.

etc