Favoritos

vendo a internet

por   /  19/07/2010  /  21:06

The title, like Nicole Holofcener’s Please Give, is one that trails you out of the theater and gives you something to brood on. (It has nothing to do with the Who—who spelled all rightwrong anyway.) I think Cholodenko wants you to see that, despite the gaps and uncertainties in the pioneer family life of Nic and Jules, Joni and Laser have enough of a foundation, enough love, to grope their way to all-rightness. That this idea might be viewed as radical or degenerate is part of the larger tragicomedy of American life. But the self-satire of The Kids Are All Right is so knowing, so rich, so hilarious, so damn healthy that it blows all thoughts of degeneracy out of your head.

The New Normal – The Kid’s Are All Right’s portrait of gay parenting is fearless enough to be hugely entertaining; e, no YouTube, o trailer

“The Social Network” é o filme que conta a história de Mark Zuckerberg, criador do Facebook. No trailer, um coral de criancinhas canta “Creep”, o que foi suficiente pra me deixar emocionada e, em seguida, me fazer pensar: que nerd! =p Aí vai o trailer (e aqui uma entrevista que fiz com o Zuckerberg no ano passado > Facebook cresce no Brasil e estimula desenvolvedores)

etc

karaoke summer camp

por   /  19/07/2010  /  20:08

That karaoke night eventually led to Rapkin’s book, Theater Geek. It’s a portrait of a haven (albeit an intimidating and intense haven) where living for musical theater doesn’t mean social exile; it makes you popular. Kids here put on professionalized shows as tough as Sweeney Todd. “It’s really crazy how hard they work. Rehearsing from morning to night—I was exhausted,” say Rapkin, who spent a chunk of a summer there reporting.

Jazz Hands, Everyone! – The story of Stagedoor Manor, where Robert Downey Jr. and Lea Michele honed their chops

etc  ·  fotografia  ·  música

eu quero uma vida lazer, por luanda gazoni

por   /  19/07/2010  /  19:44

Adoro foto em estrada!

Luanda Gazoni diz: lazer é ter tempo e liberdade de fazer o que se tem vontade e, pra mim, isso se resume a ESTRADA.

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Mais uma série no Don’t Touch: Eu Quero uma Vida Lazer, com imagens que traduzam essa vontade! Tem sugestões? Me manda > dani@donttouchmymoleskine.com

saudade é não saber

por   /  19/07/2010  /  9:22

Quando leu os textos do Fratura Exposta, Deborah lembrou das palavras de Martha Medeiros

A dor que dói mais, por Martha Medeiros

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

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A foto é de Andrés V.

amor  ·  fotografia  ·  literatura

fratura exposta, por eduardo baszczyn

por   /  19/07/2010  /  9:02

Para uma separação, por Eduardo Baszczyn

Não, não precisa se levantar, não. Você pode ouvir tudo isso aí mesmo, do sofá. E pode fechar também esse sorriso. Eu não estou de volta. Está ouvindo? Eu dirigi até aqui, passei pelo seu porteiro curioso, subi por esse seu elevador cheirando a mofo, pra lhe dizer exatamente que eu não estou de volta. Que você pode ficar com tudo. Com seu livros empilhados, com seus discos mal guardados, com suas plantas quase-mortas, por não serem mais regadas. Com tudo. Com seu vaso de flores amarelas de plástico, empoeiradas pelo que vem da janela sempre entreaberta para o cinza da cidade imunda. Com seu apartamento minúsculo como uma caixa de fósforos no décimo andar. Não quero nada. E só achei que você deveria saber que pode ficar com tudo. Com meus beijos e meus apertos, inclusive. Com meus carinhos feitos quando ainda acreditava que você era o que precisava. Só achei que deveria saber que esta é a última vez que me viu pelo olho-mágico da porta, antes de me espiar por ele, de costas, indo embora, de uma vez por todas, por seu corredor com marcas de mãos pretas pelas paredes. Só achei que você deveria saber que esta é a última vez que piso em seu carpete desfiado. Que olho para todo este caos que um dia chegamos a chamar de paraíso. Não, não precisa se levantar, não. Você pode ouvir tudo isso daí, com a bunda grudada no sofá. Eu só passei mesmo pra dizer que não quero nada de volta. Nem aqueles beijos todos. Poderia fazer com que cuspisse um por um, agora mesmo, de joelhos sobre o tapete. Mas eles não vão me fazer falta. E tenho pressa. Só passei mesmo por aqui pra lhe dizer que não, eu não estou de volta. E que agora é comigo. Porque, da próxima vez, abandono esse papel de santa. Nada de coração, sentimento ou paixão. Nada dessas palavras que a gente encontra em versos e poesias de cartão mal escrito. Da próxima vez, você vai se divertir em outro lugar. Vai torcer contra mim sentado em outra arquibancada. Rir de outra piada. Agora é comigo. Eu não choro mais de madrugada; não me chamo mais de tonta em frente ao espelho; não borro mais com a mão o meu batom vermelho. Não puxo os meus cabelos. Não brigo mais. Nada de gritos e palavrões. Nada de portas batidas rachando as paredes aos poucos. Nada de perseguições. A partir de hoje, não acredito mais em bonecos de noivos em cima de bolo cheio de creme. Em fatia cortada de baixo pra cima. Em goles de bebida em copos cruzados. Não me derreto mais com flores no meio do dia. Não acredito mais em frases quase dentro da orelha. Em lambidas no pescoço. Em telefonemas. Não me impressiono mais com laços grandes em caixa de presente. Não sou mais a boazinha, a paciente. A partir de hoje, pedra no lugar do coração. Nada de sofrimento, dor, envolvimento. A partir de hoje, abandono de vez o papel de santa. Serei puta. A partir de hoje, nem beijo na boca.

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A foto é de Daniele

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Fratura Exposta é uma seção colaborativa do Don’t Touch. Então, se você quer escrever sobre as coisas do coração, manda um e-mail pra mim! > dani@donttouchmymoleskine.com

moleskine nights #14: festa do don’t touch, segunda edição

por   /  18/07/2010  /  21:31

Nesta terça rola mais uma festinha do Don’t Touch no Alberta! Já viram o cartaz lindo que a Silvis fez? Aqui, ó: http://donttouchmymoleskine.com/festa-do-dont-touch-terceira-edicao/

Mais atrasada do que nunca, mostro as fotos da segunda edição da festa, que aconteceu em junho. E fico esperando vocês na terça, hein?  =)

eu quero uma vida lazer, por carolina palazzo

por   /  18/07/2010  /  18:42

Vida lazer é dançar Ramones em casa, com meu irmão, há 5 anos, diz Carolina  =)

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Mais uma série no Don’t Touch: Eu Quero uma Vida Lazer, com imagens que traduzam essa vontade! Tem sugestões? Me manda > dani@donttouchmymoleskine.com

fratura exposta, por bibiana haygert

por   /  18/07/2010  /  18:35

Cicatrizando, por Bibiana Haygert

Uma fratura exposta dói não só no dia em que se abre, mas cada vez que o vento decide trazer alguma poeira daquilo que com o corte se perdeu.

A poeira pode ser pequena e causar pontadas de dor, ou grande, trazendo toda a sujeira de uma cidade, causando explosões. Pode-se passar álcool todo o final de semana para desinfetar, mas a proteção invisível evapora no dia seguinte, deixando a poeira entrar.

O que esquecemos é que a fratura só continua exposta por opção. Uma sutura é sempre possível e recomendada.

A previsão da dor da agulha entrando na carne é o que nos paraliza. Costurar dói tanto quanto fraturar.

Seja por raiva, desespero ou puro masoquismo, um dia a coragem chega. E uma vez costurada, a porta se fecha para a poeira, a dor passa e dá lugar a coceira. Uma coceira que não grita como a dor, mas que sussurra constantemente ao pé do ouvido.

Até que, um a um, os pontos começam a cair, por cada rasgo que um dia fez doer. Dando lugar a cicatriz, uma linha torta em um corpo, agora, fechado.

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A foto é de Anne Garrity

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pequeno glossário de pessoas insuportáveis, por nina lemos

por   /  18/07/2010  /  18:21

A Nina Lemos tem publicado no 02Neurônio uma série de definições sobre gente muito, mas muito chata!

Pequeno Glossário das Pessoas Insuportáveis, por Nina Lemos

O alegre demais

Pessoa sempre feliz e animada. Esse tipo de gente acha que é G.O do mundo, que na verdade é um clube med. Eles interagem demais com as pessoas, muitas vezes para falar: “se anima!”. Pior é quando ele/ela encosta em você e tenta te fazer dançar no seu dia de mais mau humor. Definitivamente, não dá para ser alegre o tempo todo. E a vida não é uma aula de spinning.

O rei do bulling

O bulling não tem idade. Esse tipo de pessoa pode ter 20, 30, 40, 50 anos. Mas seu passatempo predileto é humilhar pessoas. Tipo inteligente, que faz sucesso em rodas fazendo piada sobre os outros, que são sempre uns seres ridículos. Claro, quando você não está perto, a piada é sobre você. Por isso, não ria das piadas dessa pessoa. Isso não é piada. É maldade. Pessoa diagnosticada como perversa.

O preciso te dar um toque

Tipo de gente mais encontrada no gênero feminino. Ele/ela sempre tem um conselho amigo para te dar. “Você precisa cortar o cabelo”. “Você precisa trocar de namorado”. “Você precisa arrumar um namorado”. Você precisa. Precisa nada. Precisa é trocar de amigo. Afinal, você perguntou alguma coisa?

O todo mundo é afim de mim

Também mais comum entre as mulheres. Também conhecidas como histéricos. Pessoas que seduzem a humanidade e depois falam coisas do tipo: “que loucura o fulano (fulana) querer ficar comigo”. Companhia perigosa para dias em que você não está se achando lá essas coisas.

A “e eu”?

A pessoa está lá, contando a história triste de sua tia com leucemia. E o narcisista louco responde. “E eu, que tive uma conjuntivite semana passada horrível etc”. Ela sempre passou por coisas piores. Teve uma infância difícil e se lamenta disso até hoje, com 45 anos. Também conhecido como narcisista crônico. E, escuta, existe infância que não é difícil?

A dropping names

Amiga íntima de intelectuais, artistas e qualquer pessoa que tenha um sobrenome. Cormo se todas não tivessem! Costuma se referir aos seus “amigos” famosos pelo primeiro nome. Ex. Fui ao show da marisa (que é a monte)”. “Conversei sobre isso com a Fernanda (a montenegro). Claro, na real ela não é íntima de nenhurma dessas pessoas. E o pior não é isso! Ela te ofende cada vez que fala um nome desses, pois deixa claro que a sua companhia não vale tanto. Tarmbém conhecida como pessoa perdida e coitada.

A “eu conheço tudo”

Entidade competitiva. Ela volta de uma viagem para algum lugar que você arma e resolve fazer uma competição sobre quer é mais descolado na cidade. “Cormo, você não foi ao bar hipster?” Ela conhece tudo antes. Se você conheceu um lugar novo na cidade, esqueça, ela já foi a esse lugar 15 vezes. Algumas pessoas são ao mesmo tempo “conheço tudo” e “dropping narmes”, cuidado.

E a lista (ainda) continua.

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A foto é do Fleur Lux