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mixtape #38: marcelo benevides

por   /  16/08/2010  /  9:22

Tarta começou um blog só de coletâneas, o Ferro Extra. Aqui, ele mostra uma seleção de baladinhas deliciosas pra todo mundo sair dançando de rostinho coladinho! Na foto, Nancy Sinatra e Lee Hazlewood

Para ouvir a mixtape, cliquem aqui. Também dá pra ouvir direto no Grooveshark

1 – Love – Always see my face
2 –  Kinks – Johnny Thunder
3 – Jefferson Airplane – Today
4 – Tim Hardin – If i were a carpenter
5 – Zombies – Girl help me
6 –  Tim Buckley – Strange street affair under blue
7 – The Mamas & The Papas – Trip, stumble & fall
8 – Cat Stevens – Miles from nowhere
9 – Troggs – I want you to come into my life
10 – Them – It’s all over now, baby blue
11 – Fred Neil – The dolphins
12 – Fairport Convention – Crazy man Michael
13 – Donovan – Hurdy gurdy man
14 – Turtles – The walking song
15 – Lee Hazlewood – For one moment

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volta

por   /  13/08/2010  /  15:10

voltar significa completar o giro. gira a terra em torno do sol, em torno de si mesma e giramos nos por sobre ela e a nossa propria volta. voltar nao quer dizer dar as costas para onde se esteve, mas somente olhar para ele de um ponto mais distante do circulo. como o sol vai brilhando sobre a terra em horarios diferentes, assim tambem a terra brilha sobre nos, que vamos andando por ela. amanha ela vai brilhar para mim de volta ao pais dos teclados com acentos. levo comigo a escrita da direita para a esquerda e as vogais marcadas por pontinhos sob as consoantes. ate ja, crase!

Noemi Jaffe, em Volta

A foto é de Tori Steffen

fratura exposta, por túlio pires bragança

por   /  13/08/2010  /  14:38

Foi o momento, por Túlio Pires Bragança

A primeira vez que te vi, a primeira conversa que tivemos, nossa primeira noite e nosso primeiro beijo. Nunca vou esquecer aquela sensação de querer contar pra todo mundo, gritando e dançando que eu finalmente tinha te beijado. Nunca vou esquecer como podíamos ficar horas conversando num bar, no telefone, no Skype ou na cama sobre qualquer coisa ou simplesmente nem tendo muito o que dizer. Bastava saber que estávamos ali, um do lado do outro. Conversávamos, chorávamos, ríamos e andávamos sem destino naquela cidade que não era nossa. Não precisávamos de muita coisa. Era a vida. Você era vida. Nunca vou esquecer.

E nunca vou esquecer de como eu errei. Errei em planejar o momento de dizer “Eu te amo”. Errei em não dizer isso na hora em que sentia que te amava e preferir esperar um outro momento, por medo ou sei lá o quê. Foi num quarto de hotel barato em Montevidéu, quando resolvi fazer um Censo de todas suas pintas e descobrir a exata quantidade de manchinhas que você tinha no seu corpo que percebi que te amava. Foi aí que errei em não te dizer nesse exato momento “Eu amo você, corazón”.

Planejei a última viagem para te ver e planejei que diria “Eu te amo”. Só não sabia exatamente quando. Talvez quando dormíssemos juntos de “cucharita” ou olhando nos seus olhos quando chegasse na sua casa. Não sei. Mas o plano não deu certo. Uma semana antes você ligou dizendo que expectativas e pressões estavam atrapalhando tudo, que devíamos terminar ali mesmo e eu sem saber o que fazer disse que te amava. Meu “Eu te amo” poderia ter sido feliz, apaixonado e esperançoso, mas acabou saindo desesperado. Eu sei que errei.

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A foto é do próprio Túlio

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Fratura Exposta é uma seção colaborativa do Don’t Touch. Então, se você quer escrever sobre as coisas do coração, manda um e-mail pra mim! > dani@donttouchmymoleskine.com