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as mina

por   /  02/09/2010  /  0:06

O MoMa tem uma variada coleção de zines, como os que foram feitos por mulheres desde os anos 1970.

Made by a wide variety of artists beginning in the 1970s, zines—short for magazines—are low-budget, mass-produced publications. Women were at the forefront of the zine movement, using them as artistic and, often, political platforms. In many ways zines fall within the tradition, dating back to the French revolution, of political pamphlets: inexpensive, mass-produced publications about current issues and events. In addition to visual artists, musicians, writers, fashion designers, and filmmakers have all been active in the zine movement, which in recent years has moved online.

Mais em > Riot on the Page: Thirty Years of Zines by Women

Via 90’s Woman

arte  ·  design  ·  etc

fratura exposta, por ariana couto

por   /  01/09/2010  /  0:16

Nossa música, por Ariana Couto

Eu que vivia cansada de sempre gostar das músicas mais estranhas e longas… Que não tinham voz e duravam 15 minutos ou mais… Sempre assim, todo mundo reclamava: “Não vai começar a cantar não?” E eu me sentindo perdida e esperando um dia encontrar uma pessoa que gostasse exatamente daquilo… De ficar a noite inteira só ouvindo, sem falar, sem se mover…

E aí que você me aparece sem ser convidado, porque eu não te conhecia, na “festa” da minha casa… E vai direto ver meus discos, fala mal de uns e fica impressionado com outros: “Essa Juliana Hatfield, é legal? Nunca ouvi…”. E eu querendo criar
um pequeno vinculo, disse: “Leva emprestado”.

Ele não só gostava das mesmas músicas longas como podia viver de Toddynho, Fandagos e pizza de calabresa. E torcia pelo Sport, como eu.

Depois de um pequeno tempo a gente descobriu que ia ter nossa própria música, a mais longa de todas, a que não dura minutos, mas a vida inteira. Ela tem os olhos dele, mas a minha sobrancelha, o meu nariz e a minha boca, mas os dentes dele… O cabelo como o dele, mas com a cor do meu… A música mais linda de todas que toca todos os dias, em todos os momentos e nunca no repeat.

Nesse dia, no momento de desespero, ele percebeu que o pequeno vínculo que eu tinha criado com um CD tinha se transformado em “agora a gente tá ligado pra sempre”. Pra sempre se tornou um tempo muito pequeno… Te pedi tanto pra não fazer aquilo… Conversei, tentei, mas você fez.

Depois disso eu me tornei um monstro inseguro, medroso, raivoso e sedento de vingança. Nunca deixei que essa música tocasse mais alto que as outras, nunca me vinguei. Mas disco arranhado não toca do mesmo jeito, pula, volta, repete…

Agora eu percebo que você que foi o diferente, o incomum… Eu nasci pra ouvir as músicas longas sozinhas, pra não ter com quem comentar o disco novo do Silver Mt. Zion ou planejar ver o GY!BE tocando ao vivo em Paris.

Foram só 19,23% da vida dividindo tudo isso com você, e isso com o tempo só vai diminuir até se tornar tão pequeno quanto insignificante. A única ligação agora é de direitos autorais…

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A foto é de Stefany Alves

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Fratura Exposta é uma seção colaborativa do Don’t Touch. Então, se você quer escrever sobre as coisas do coração, manda um e-mail pra mim! > dani@donttouchmymoleskine.com