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fratura exposta, por camila cantoni coutinho

por   /  11/11/2010  /  20:21

Queime depois de ler, por Camila Cantoni Coutinho

Acordei com muita saudade de você. Uma maneira incrível que arrumei de não sucumbir à sua falta é te ter sempre ao meu lado de alguma forma.

Então ouço U2. Nada mais você do que U2. Ouço Kite na versão que você me mandou (pra ouvir sua voz) e na versão original.

Não apaguei as nossas fotos digitais. E também não te tirei do álbum do Ian. Você faz parte da minha história e da história dele.

Daí, em momentos como os de hoje, ouço a música e revejo as fotos.

Estranho que não me reconheço nelas. É bom ver você. Mas aquela que está ali não sou eu.

Concordo com você que não temos jeito. Não vou tentar nem esmiuçar detalhes e culpas, só concordar.

Olho pra trás e parece que ficou um filme. É como se eu estivesse deixando uma cidade em que amei muito estar. É como uma daquelas nossas despedidas no aeroporto em que eu não queria voltar pra São Paulo, mas tinha que voltar. É como aquele abraço que dei no seu filho sabendo que ia ser o último.

As lágrimas surgem ao pensar nisso. Foi difícil demais largar o osso porque todo dia surgia um fio de esperança. Mas eu precisava deixar de ser eu e você precisava deixar de ser você para sermos nós dois. E a essência do ser humano não muda. A gente nunca ia mudar.

A vida parece, finalmente, deixar a largada. Parei de patinar a dois para largar sozinha. Acredito que com você tenha acontecido o mesmo. Ainda que você não tenha necessariamente largado sozinho.

Hoje ouço “I know that this is not goodbye” e meu coração não bate mais forte. Eu sei que foi.

A vida segue.

Preciso te dizer que não repeti o mesmo erro. Segurei minha onda e tenho segurado sem dar passos pra trás. Por mais que, às vezes, a carência bata forte e a oferta seja tentadora, não voltei. Acho isso bom. Achei que fosse me render ao cômodo. Mas não. Nunca fui disso, lembra? Nunca fui de ficar acomodada em coisa nenhuma por muito tempo. Tampar buraco quadrado com rolha redonda não funciona.

Você foi um grande amor na minha vida. O maior que já tive. E se não surgir ninguém novo, vai ser O grande amor. E eu vou ficar feliz por ter sido. Como hoje sou.

Ter e não ter você foi uma das melhores coisas que já me aconteceram.

Tê-lo me inspirou muitos sonhos. Não tê-lo me mostrou que tenho força e capacidade para realizar todos. Sozinha. Obrigada.

Hoje posso dizer que te amo da melhor maneira que se pode amar alguém: tranquilamente. Sem mágoa, sem insegurança, sem medo. Amo o cara que tenho dentro de mim e que vou ter sempre em forma de lembrança e saudade. Que são coisas que ninguém pode me tomar. Mas que ocupam um lugar bem mais gostoso e menor que a dor e o ressentimento.

Um beijo, um abraço apertado… Bom dia…

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A foto é de Krysta F.

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Fratura Exposta é uma seção colaborativa do Don’t Touch. Então, se você quer escrever sobre as coisas do coração, manda um e-mail pra mim! > dani@donttouchmymoleskine.com

mixtape #45: thiago guimarães

por   /  11/11/2010  /  19:39

Thiago Guimarães faz um dos melhores perfis do Twitter, o @oraporra

Acostumado a arrasar nas pistas por aí, ele fez uma mixtape com New Young Pony Club, Sam Sparro, Crystal Castles, Kids of 88, Janelle Monáe e muito mais! “Tentei fazer uma mini-coletânea das coisas que mais ouvi esse ano, uma coisa bem clichê mesmo, acabou que ficou bem ‘intimista’ hahaahah (sério). Tá meio bizarra a ~~combinação de ritmos~~ mas quem sacar qual é vai entender que lá no fundo tem todo um sentido :)”

Para ouvir a mixtape #45, cliquem aqui

A foto é do Stomach Aches

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we all want to be young

por   /  11/11/2010  /  19:28

A Box 1824 fez um vídeo maravilhoso sobre o que é ser jovem hoje. Aquele lance de geração Y, millennials etc. Vale a pena dedicar dez minutos do seu dia pra assistir ao vídeo, que é cheio de ótimas referências de música, cinema, internet  =)


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festa do don’t touch #5, nova data!

por   /  11/11/2010  /  15:52

Gente, mudamos a data da festa do Don’t Touch! Será na próxima quinta-feira (18/11), no Alberta!

Quem fez esse cartaz MARAVILHOSO pra comemorar foi Daniel Edmundson, da Mooz >http://mooz.com.br/

No som, repetimos a dose, com Léo Monstro e Cris Naumovs. Eles se definem: DJ Monstro é tecladista, toca com Lulina e vários outros artistas paulistanos. Nas pickups, alterna músicas nacionais e internacionais num buruçu cremoso e dançante. Cris Naumovs toca músicas que você sabe cantar e tem apego. Roquinhos e afins. Brasileiras e afins. Essas coisas.

Só pra lembrar, eles deixaram o Alberta ON FIRE na festa de julho! Eu, sendo vocês, não perdia por nada nesse mundo! =)

Espero vocês lá, hein? Para incluir nomes na lista de desconto, mandem e-mail para dani@donttouchmymoleskine.com

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