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norah jones de pertinho

por   /  10/11/2010  /  19:06

A Norah Jones faz show no próximo domingo, no Parque da Independência, em São Paulo. Vi e ouvi a cantora no ano passado, no keynote da Apple, e achei a coisa mais fofa do mundo! Aliás, tem uns videozinhos aqui e aqui =)

Quem promove o evento é a Stella Artois, que me deu um par de convites para sortear pra vocês! O show é gratuito, mas a Stella terá um espaço VIP  por lá.

Querem ver o show de pertinho? Então digam aí nos comentários: o que a Norah diria para a série “o que é o amor pra você hoje?”. A resposta mais legal leva os convites!

Ah, o negócio é rápido: vocês têm até amanhã, às 10h, pra participar. E a promoção é pra maiores de 18 anos.

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A foto é de Carrie Stern

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As respostas de vocês foram lindas, super obrigada!

Quem leva o par de convite é a Thais Villela: “Eu diria que eu ‘dont know why’ vc não me liga, que a vida é ‘more than this’ que vc anda querendo. O problema é que vc vai ser sempre ‘the prettiest thing’ e eu quero estar do seu lado a cada ‘sunrise’ pra ouvir todas as ‘those sweet words’.”

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o show da minha vida

por   /  10/11/2010  /  15:55

O Diego Maia criou um Tumblr genial pra reunir depoimentos de amigos sobre seus shows inesquecíveis. Eu escrevi sobre o meu, que foi o do Belle and Sebastian no Free Jazz de 2001

Vão lá! Os shows da vida > http://showsdavida.tumblr.com/

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O show da minha vida

Eu tinha de uns 17 pra 18 anos. Nem tinha entrado na faculdade, não tinha bolsa de estágio, mas já gostava de gastar como se não tivesse que pedir a segunda via do Visa Electron _ah, ainda não tinha esse negócio de preservar o meio ambiente. Para ver o show que eu mais queria naquele momento da vida, precisaria de um passaporte da alegria: uma viagem bancada pela minha tia.

Cheguei pra ela e disse:

– Tu se lembra de quando tu era adolescente?
– Lembro.
– E tu se lembra do quanto tu amava os Beatles? Agora imagina se os Beatles viessem ao Brasil, tu num faria tudo pra ver o show deles?, falei num fôlego só.
– Eu sempre gostei mais de Rolling Stones.
– Haha. Tá, Rolling Stones. Tu num ia querer ver Mick Jagger ao vivo?
– Ia.
– Então é isso. O Belle and Sebastian vai fazer show no Brasil e eu preciso muito ir! Consigo um lugar pra ficar, me viro. Mas tu compra a passagem pra mim?
– A gente vê, Dani, a gente vê.

Titia me deu a passagem e lá fui eu para o Rio de Janeiro, com toda a ansiedade de fã que ouvia os discos TODOS os dias, acabando com a paciência dos amigos e dos mais tolerantes membros da família. Chegou o dia do show, fui lá pra frente, ficar esmagada na grade. Umas semanas antes, eu tinha lido que em todo show o Stuart chamava uma galera da platéia pra dançar no palco. Eu contei isso pros meus amigos queridos, que logo disseram: “Anham! Sabe o que vai acontecer? Ele vai apontar pra platéia, tu vai achar que é pra tu e vai levar uma sobrada”.

Na grade, gritando com minha desafinação todas as músicas de todos os discos, eu senti a alegria, a euforia, a satisfação de ver a banda do meu coração no auge da minha paixão. Já estava bom demais, eu era a tradução da felicidade.

Mas eis que Stuart Murdoch protagoniza o momento que eu tinha lido a respeito. E APONTA PRA MIM. E EU FAÇO UMA CARA DE “É COMIGO MESMO?”. E era! Subo no palco, desnorteada, morta de vergonha e de alegria, outras pessoas sobem também, a gente dança “The wrong girl”, “She’s my shoo shoo” e mais uma que não lembro agora. Foi o auge. Tudo divino maravilhoso.

A aparição rendeu tirações de onda por aaaaanos. História pra contar, né? Ainda mais porque eu me achava a maior fã do Belle do mundo inteiro. Até que conheci Lulina e Gabi, tão fãs quanto eu. Com a primeira, dividi milhões de conversas e um momento olhos cheios d’água ao ver o vinil do “If you’re feeling sinister” (xinguem a gente de indie, de emo). Com a segunda, emails e mais emails sobre o assunto, até que ela anunciou, anos depois, o casamento com o Murray, que tocava no Belle!

Hoje em dia, nem sei se alguma de nós três vai ao show que os escoceses fazem em São Paulo hoje. Fico na dúvida: será que paixão antiga sempre mexe com a gente?

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mixtape #44: guilherme de paula

por   /  10/11/2010  /  14:37

Gui adora música e festa. E fez uma mixtape deliciosa pra gente ouvir no intervalo entre uma farra e outra!

“Optei por uma neo-disco, pra começar a semana mais leve. Acho que combina bem. No período entre os finais de semana tão barulhentos e caóticos que a gente tem, é bom ouvir algo que dê pra remexer sem te fazer perder a cabeça. Tomei como inspiração a leitura de um post sobre o estilo no blog de uns queridos (blckdmnds)”, diz.

Stars – The ghost of genova heights
Vinnie Who – Accident or will
Miami Horror – I look to you
Azari & III – Reckless with your love (Midnight Magic remix)
Chromeo – Don’t turn the lights on (Aeroplane remix)
Yacht – Psychic city (Rory Phillips remix)
The Golden Filter – Hide me
Cut Copy – Hearts on fire (Aeroplane Pop mix)
Fan Death – Veronica’s veil (12” original mix)
Jamie Lidell – I wanna be your telephone
Juvelen – Don’t mess

Para ouvir a mixtape, cliquem aqui. Ou ouçam em streaming > http://soundcloud.com/notindenial2/sets/dont-touch-my-neo-disco

A foto é do Super Bomba

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sonho com você

por   /  04/11/2010  /  16:03

Gente bonita, vocês sabem que a linha de pesquisa desse blog é o amor, né? E agora falar desse tema pode levar vocês a Paris!

A Sonho de Valsa criou um portal de conteúdo para os apaixonados, o Sonho.com.vc. Por lá vocês acham dicas de filmes, músicas, roteiros a dois e muito mais. E vocês também podem abastecer o portal com dicas e concorrer a uma viagem (com acompanhante, é claro) para Paris.

Para participar, vocês devem fazer cadastro no site e, a cada quinzena, escrever dicas românticas a partir dos temas sugeridos _o de agora, por exemplo, é filme. O autor da melhor sugestão, escolhida por uma comissão, ganha uma cesta de Sonho de Valsa e vai para a final. Um júri de românticos vai escolher a melhor dica entre os finalistas, e o autor vai ganhar uma viagem a Paris.

Vejam aqui os detalhes > http://www.sonhodevalsa.com.br/como-participar

E onde eu entro nessa história? Faço parte, ao lado do escritor Fabrício Carpinejar e da Gabrieli Chanas, do Noiva.com, do Júri dos Românticos. Juntos, vamos escolher quem fez a melhor participação. Espero muito encontrar vocês por lá!

Participem > http://www.sonhodevalsa.com.br/

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A foto é do Will Sterns

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sem loção em são paulo

por   /  04/11/2010  /  8:30

Sabe qual é a melhor coisa de São Paulo no momento? As festas de Recife estão vindo pra cá! A Sem Loção é uma das melhores que acontece por lá e já vai para sua terceira edição na capital paulistana. Lala K, Original DJ Copy e Rebel K garantem música boa até de manhã, misturando rock, disco, funk, eletrônica e muito mais! Desta vez, eles dividem a discotecagem com o DJ Chernobyl.

A festa acontece no sábado, a partir das 23h, num galpão no Bixiga.

Para acompanhar os preparativos, dêem um like na página do Face! > Sem Loção SP

FFFesta Sem Loção São Paulo
Data: 6 de novembro
Horário: 23h
Endereço: rua 13 de maio, 409, Bixiga
Preço: R$ 20 de entrada (pagamento da entrada só em dinheiro; pagamento de bebidas em dinheiro, Redeshop e Visa Electron)

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mixtape #43: patricia palumbo

por   /  03/11/2010  /  22:13

A Pat Palumbo respira música o tempo inteiro. Ela faz programas de rádio como o Vozes do Brasil e a Hora do Rush. Bom gosto é o que não falta nas suas playlists! A que ela fez pro Don’t Touch tem Nina Becker, Leonard Cohen, Pato Fu e muitos mais!

Tá uma delícia, vamos ouvir?  =)

Para baixar a mixtape #43, cliquem aqui

A foto é do Greekpunk

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uma mulher

por   /  03/11/2010  /  20:14

O amor é um negócio muito doido. Numa hora a gente ama, na outra, odeia, e no meio tempo sente toda a insegurança do mundo. O escritor húngaro Péter Esterházy traduz perfeitamente os mil estados desse sentimento tão desejado e complicado em seu livro “Uma mulher”, em que ele fala não sobre uma só mulher, e sim sobre 97… Ou sobre uma só, vai saber…

O livro saiu recentemente pela Cosac Naify, com capa feita pela Cia de Foto. Foi minha companhia certa por duas noites seguidas. Então fica a sugestão de leitura! A seguir, uns trechos que selecionei pra vocês =)

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Uma mulher (22)

Há uma mulher. Sente por mim o que eu sinto por ela, me odeia, me ama. Quando ela me odeia eu a amo, quando ela me ama, eu a odeio. Não existe outra possibilidade.

Uma mulher (24)

Há uma mulher. Na verdade ela me ama, mas talvez fosse melhor se também me odiasse, a ligação seria mais forte. Pois seria terrível se num belo dia ela me dispensasse! Se me entregasse uma carta de demissão. Por isso preciso acorrentá-la a mim, seja como for, e bem firme. Se fosse preciso eu a humilharia. Ou ela a mim. Eu me pergunto o que seria melhor. Ela não me dá uma resposta inteligível. Seha como for jogamos bingo juntos.

Uma palavra vale por cem: sei que amar ela me ama, imagino que na mesma medida em que me odeia, mas eu precisaria saber se ela está cheia de mim. Se está nauseada. Se está até a tampa. Se não aguenta mais. Se não estiver – se gosta de mim ou não, se me odeia ou não – tanto faz, tudo segue adiante, vou com ela para a cama, enfio a cabeça no meio das coxas dela, sento com ela na cozinha, bebericamos vinho, assistimos a tevê juntos (domingo à tarde, o Zorro), leio pra ela em voz alta (esquetas humorísticos de Karinthy, mais recentemente trechos de O pato selvagem, de Ibsen), para passear eu não tenho disposição, mas ajudo a educar as crianças, sou uma voz masculina na casa, entrego o dinheiro que ganho, porém, em caso afirmativo, se ela estiver cheia de mim, até a tampa, preciso, imediatamente, tomar providências. Dinheiro e suborno. Imposição insistente: eu em cima dela. (“Se uma brisa me ajudasse, nem uma tempestade me arrancaria de cima dela”). A humilhação e a subserviência já foram discutidas. Seja como for, só importa que ela fique. Nem assim posso cruzar os braços no colo, se esse for o colo dela. Vou acabar me conformando. (É claro que depois das muitas traições não existe mais ela nem eu, apenas a permanência. Mas era isso que eu queria, que ela ficasse, que houvesse permanência.)

Uma mulher (29)

Há uma mulher. Eu a amo. Ela é do tamanho de um armário. De um prédio. De uma montanha. De um búfalo. Se me desse um tapa eu voaria pela janela, mas por que ela faria isso? Decide coisas o tempo todo, telefona, providencia, manda faxes, funda empresas, ou coisa parecida, e tem também algo a ver com os impostos sobre a circulação de mercadorias. Sua cama é a cabine de comando de onde ela dá as ordens. Não usa calcinha. Telefona deitada de barriga pra cima, sobe uma das coxas, com isso a saia desliza, e nessas horas aparece a sombra escura. Sombra, é como a chamo. Quando estou bem-humorado, eu grito: é pela sombra que se respeita a velha árvore! Por exemplo, digo: é aqui que você se esconde, sombra? Ou que enquanto o homem projetar sombras sempre haverá desgraças! A visão me faz sonhar. Ela aperta o telefone com a cabeça contra o ombro para que as mãos fiquem livres, mulher de negócios experiente. Tem o raciocínio rápido, é loira, me ama. Pergunta se eu a amo; enquanto isso, naturalmente, toma notas. O que posso responder? Hein, carinha? Seu vocabulário lembra o de um hooligan os anos sessenta. Eu te desejo, respondo, constrangido. Olha pra mim como quem não entende o que eu disse. Meu pau levanta, explico. Ela se põe numa posição visivelmente expectante. Enquanto você telefona, e na verdade você telefona quase o tempo todo, eu te desejo. Está tudo certo no registro de imóveis?, resmunga no bocal, e para mim faz um gesto para que eu venha, vamos, “me amassa”. Além disso também gosto de conversar com você. Mais, mais. As duas coisas já bastam, não? Desejar e conversar, isso já seria o famoso eu te amo, não? Faz um gesto delicado como um armário na minha direção, e enquanto eu saio pela janela – vejo que vou despencar justamente sobre um congestionamento de trânsito, imagino a situação desagradável – ainda a ouço convencendo alguém a tomar um empréstimo.

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A foto é de Anna Kaminska

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Obrigada, João e Emilio, da Cosac, por terem me mandado o livro. Adorei!

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festa do don’t touch #5

por   /  03/11/2010  /  8:58

Depois de uma pausa nos meses de setembro e outubro, a festa do Don’t Touch volta ao Alberta #3 na terça 16/11 quinta 18/11 (sim, mudamos a data!!)

Quem fez esse cartaz MARAVILHOSO pra comemorar foi Daniel Edmundson, da Mooz > http://mooz.com.br/

No som, repetimos a dose, com Léo Monstro e Cris Naumovs. Eles se definem: DJ Monstro é tecladista, toca com Lulina e vários outros artistas paulistanos. Nas pickups, alterna músicas nacionais e internacionais num buruçu cremoso e dançante. Cris Naumovs toca músicas que você sabe cantar e tem apego. Roquinhos e afins. Brasileiras e afins. Essas coisas.

Só pra lembrar, eles deixaram o Alberta ON FIRE na festa de julho! Eu, sendo vocês, não perdia por nada nesse mundo! =)

Espero vocês lá, hein? Para incluir nomes na lista de desconto, mandem e-mail para dani@donttouchmymoleskine.com

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