Favoritos

razão e felicidade

por   /  28/04/2011  /  12:35

Sobre estar certo e ser feliz, por Camilla Costa

Já não me lembro mais quem primeiro me fez (ou citou) a pergunta  “você quer ser feliz ou quer estar certo?”, mas não é novidade que a memória sempre nos falha na hora dos créditos.

Escolher ser feliz é algo novo e desafiador para mim, que sempre dediquei meus esforços a estar certa. Pensando, remoendo, formulando hipóteses, tentando entender, saber, confirmar.

Ter razão é uma embriaguez. Um “bem que eu disse” eterno que, mesmo que você não diga ao alvo da sua certeza, ecoa durante bastante tempo na sua cabeça, tempo demais na minha.

Só depois de bastante tempo descobri o paradoxo de que ter a razão me recompensa, mas também me persegue. E também perde a graça.

A vontade da certeza é, aliás, um paradoxo em si mesma. Em muitos momentos, o gozo da confirmação da nossa razão é ofuscado pela dor de saber que o que você imaginava que seria verdade é mesmo.

Muitas vezes, estar certo significa saber antes de descobrir, para o bem ou para o mal. A busca por ter razão nos coloca diante do momento em que sabemos que algo acontecerá e que nos fará sofrer. E esse algo acontece. E sofremos. Ter razão não salva ninguém.

Só quando me disseram esta frase (“Você quer ser feliz ou quer estar certo?”) me dei conta da obviedade de que estar certo e ser feliz não são opostos, mas também não são sinônimos. E percebi que direcionei meus esforços para o caminho errado.

Tomar decisões também é algo muito difícil para mim – isso veremos em outro capítulo – mas dessa vez, me contardocalligarizei. Resolvi que minha escolha nesta terrível encruzilhada é ser feliz.

Escolher ser feliz é mais difícil do que eu imaginei, confesso. Envolve muito respirar fundo, muito eleger prioridades e muita paciência. É um esforço mudar a chave que me condiciona a querer estar certa.

Mas apesar das dificuldades, já posso dizer que a vida é melhor do lado de cá. Há, por exemplo, um mundo mágico das brigas conjugais que se resolvem mais facilmente, porque estamos menos preocupados em ter a razão do que em entender o outro e superar a briga.

Quando estou otimista, muito otimista mesmo, chego até a achar que grandes conflitos mundiais poderiam ser resolvidos partindo desta mesma escolha.

_________________________________________________________________________________________

Acompanhem O Purgatório! > http://ilpurgatorio.wordpress.com/

A foto é de Mariam Sitchinava

amor  ·  fotografia  ·  literatura

o negócio é dividir

por   /  28/04/2011  /  11:16

Reportagem que fiz pra Revista Galileu!

O negócio é dividir

Daniela Arrais

Enquanto planejava as férias em Nova York com o namorado, Haydee Uekubo, 29 anos, tinha tudo, menos o endereço. “Dentro do valor que a gente estava disposto a pagar, os hotéis ficavam em lugares bizarros”, diz a diretora de arte de São Paulo. Foi então que achou um site de aluguel de imóveis bem localizados e com decoração tão atraente quanto o preço. Bem diferente dos meios de hospedagem tradicionais, o site faz uma pré-seleção e só oferece lugares bacanas. Haydee usou o AirBnb (airbnb.com), criado em 2007 por um grupo de designers de São Francisco, Califórnia, quando uma conferência na cidade lotou os hotéis e eles alugaram quartos em suas casas para os participantes se acomodarem. Deu tão certo que, daí, surgiu um negócio.

O AirBnb funciona como um espaço de troca de propriedades: se você vai viajar e quer alugar temporariamente seu apartamento, basta postar fotos e informações dele e esperar o contato de um hóspede temporário pretendente. Também é possível alugar apenas quartos ou aquela casa de veraneio que fica vazia. Em suas buscas, Haydee encontrou um pequeno apartamento na vizinhança moderninha do Lower East Side, em Manhattan, por US$ 90 a noite. Fez contato e foi aceita pela proprietária. “Mesmo pagando, a pessoa precisa ir com a sua cara”, diz Haydee, que teve dez dias de experiência autêntica do cotidiano nova-iorquino, com direito a compras no supermercado, jantar na “própria” cozinha, wifi privativo e roupas penduradas no varal. “Muita gente me perguntou: ‘Mas vocês não foram fazer compras em lojas ou comer no restaurante do Gordon Ramsay?’ Fizemos programas de turista, mas também cozinhávamos em casa”, diz, citando o famoso e temido chef de cozinha do reality show Hell’s Kitchen.

Assim como Haydee, no ano passado, viajantes de mais de 160 lugares fizeram reservas de hospedagem em 89 países via AirBnb. De futons no Brooklyn por US$ 10 a noite a um iate em Bora Bora por US$ 1.732 a diária. A movimentação representou um crescimento de 800% no site em relação ao ano anterior. Um dos bem-sucedidos exemplos dessa nova concepção de consumo, que substitui a ideia de ter pela de usar. Assim, não é necessário ser dono de uma coisa — como uma casa, um carro ou uma joia — para usufruir dela. “A posse tradicional implica um nível maior de custo, responsabilidade e compromisso. Os consumidores que procuram praticidade e desejam ter o maior número possível de experiências não querem nenhuma dessas coisas”, afirma Henry Madson, da empresa global de pesquisas Trendwatching, que aponta como uma das 11 tendências para 2011 o ownerless (sem-dono), termo para definir esse novo hábito que prioriza o acesso em vez da propriedade.

Junto com esse paradigma surgem negócios de troca e aluguel como os reunidos na comunidade online criada pela norte-americana Lisa Gansky, autora do livro Mesh — Porque o Futuro dos Negócios é Compartilhar, que chega ao Brasil pela Alta Books.

No meshing.it, é possível encontrar produtos e serviços de 3.500 empresas e comunidades de mais de 40 países. Há quem queira partilhar receitas, roupas e até babás. O site NeighborGoods (neighborgoods.net) surgiu ano passado, quando a americana Micki Krimmel precisou de uma mala grande para uma viagem. Não conseguiu emprestada entre amigos e acabou gastando US$ 250 em um item que usaria apenas uma vez. Acabou por criar a comunidade online, em que os usuários, moradores de uma mesma região, listam o que têm para emprestar e o que gostariam de pegar emprestado, de bolsas a caiaques, passando por um carrinho de mão. Inicialmente de Los Angeles, o site tem hoje mais de 15 mil usuários nos Estados Unidos. Mas a intenção é atuar sempre localmente. “Queremos construir bairros mais fortes por meio da partilha. Nossa missão é fazer as pessoas se conectarem.”

Nesse sentido, mesmo para quem mora no mesmo bairro, a tecnologia pode ajudar. A internet trouxe a possibilidade de dividir coisas com quem você nem conhece. Recuperou, assim, antigas formas de confiança, vínculos estreitos antes formados por meio de trocas pessoais em aldeias e vilas. Porém em uma escala muito maior. “O consumo colaborativo permite que as pessoas façam amigos e se tornem cidadãos ativos novamente. Além, claro, de economizar dinheiro, espaço e tempo”, diz Rachel Botsman, americana autora do livro O Que é Meu é Seu, que chega agora ao Brasil pela Bookman.

TRABALHO EM EQUIPE

Em vez de alugar uma sala comercial exclusiva, comprar mesa, cadeira, telefone e pagar a internet sozinho, o publicitário Júlio Andrade, 41 anos, e seu sócio, Paulo Pereira, 40 anos, resolveram compartilhar tudo isso em um escritório coletivo, o Pto de Contato, que tem duas unidades em São Paulo, nos bairros de Pinheiros e dos Jardins, e soma 60 frequentadores.

Você se cadastra, recebe um cartão de acesso e começa a frequentar o espaço. A taxa mensal de R$ 1.500 paga pela dupla permite usar o escritório das 9h às 21h, e os serviços de motoboy e impressão — além de dar direito a um lanchinho no meio da tarde. Melhor que isso é a possibilidade de fazer novos contatos. “Você cria um vínculo com as pessoas por conta do convívio e faz um networking natural. Acabamos conseguindo mais clientes, inclusive colegas daqui”, afirma Júlio. Ele também reconhece vantagens como não ter que se preocupar com limpeza, cafezinho ou manutenção do ar-condicionado. Além de pagar menos do que gastaria somente com um aluguel de um escritório na mesma região, a escolha ainda é mais prática. “As pessoas vão deixar de querer ter algo só para si quando isso for mais conveniente, mais barato ou mais fácil”, diz Madson.

LUXO COMPARTILHADO

O consumo colaborativo pode promover acesso a coisas que, de outra forma, não se teria. Pois paga-se proporcionalmente ao quanto se usa. E o custo total de um produto ou serviço é dividido entre mais de uma pessoa. Para Letícia Malta, sócia da agência de pesquisa Mindset, de São Paulo, quem poderia aderir facilmente à ideia são os representantes da classe C. “Eles estão sedentos pelo consumo, mas nem sempre têm dinheiro”, afirma.

Em paralelo, quem está no topo da pirâmide econômica também tiraria seu proveito. “Entre as vantagens está a possibilidade de maximizar o número e a variedade de experiências e ter acesso a formas de luxo sem gastar grandes somas”, diz Madson. A teoria se confirma em serviços como o Adorn (adorn.com), que aluga por US$ 520 colares de diamante que custam US$ 26 mil para compra. No ExboyfriendJewelry (exboyfriendjewelry.com) é possível comprar, vender, trocar e postar fotos de peças dadas por ex-maridos e namorados que já se quer esquecer. Para as fanáticas por bolsas, o Handbag Hire HQ (handbaghirehq.co.uk) oferece modelos de marcas como Louis Vuitton, Balenciaga, Dior e Fendi. Mas exclusividade mesmo têm os alemães, até agora os únicos do mundo a ter o DriveNow, serviço de compartilhamento de carros de luxo da BMW. Assim, você não precisa ter dinheiro para comprar um carro de luxo para viver, que seja uma vez na vida, a experiência que ele proporciona. Tampouco precisa arcar com o trabalho de manter um objeto que demanda tempo e atenção como um automóvel de luxo.

CARRO USÁVEL

BMW ou carro popular não importa, você não vai precisar mais ter um veículo só para você. É um jeito de se livrar de pagar o seguro, IPVA, gasolina e estacionamento, não ter que levar ao mecânico e nem ao lava-rápido — mas ainda assim usufruir da praticidade de usar um carro para sair à noite ou viajar no final de semana, por exemplo. Essa ideia explica a recente popularização do chamado car sharing, ou serviços de carros compartilhados.

Estima-se que, em 2015, quase 10 milhões de pessoas na América do Norte e Europa vão usar sistemas como o Zipcar, hoje líder no setor, presente em 14 áreas metropolitanas e em campos de universidades dos Estados Unidos, Canadá e Europa. O usuário se cadastra no site e recebe um cartão que funciona como a chave dos veículos. Quando quer usar um, reserva por telefone ou internet e vai retirá-lo em um dos estacionamentos cadastrados. As taxas começam em US$ 8,50 por hora e US$ 66 por dia e incluem combustível, seguro e estacionamento. O ZipCar tem hoje 8 mil veículos compartilhados por 560 mil usuários. Uma média de um carro para cada 70 pessoas. Enquanto isso, no horário de pico do trânsito paulistano, cada veículo carrega, em média, um mísero passageiro.

O administrador de empresas Felipe Barroso, 32 anos, viu uma possibilidade de mudar essa realidade. Em 2008, em uma visita a Washington, EUA, onde sua mulher fazia doutorado, usou um carro compartilhado da ZipCar para fazer compras em uma loja de móveis. “Foi tão legal a experiência que resolvi abrir uma empresa que oferecesse o serviço aqui no Brasil”, afirma. Surgia, assim, o ZazCar (zazcar.com). O negócio ainda é pequeno: 13 carros distribuídos ao longo da avenida Paulista e dos bairros de Moema, Vila Olímpia e Pinheiros, em São Paulo, e 300 clientes cadastrados. As horas custam a partir de R$ 8,90. “Atendemos quem precisa de carro para coisas pontuais, como uma ida a uma reunião ou ao médico”, afirma Felipe. “À medida que as pessoas usam o serviço, percebem que não precisam de um veículo em tempo integral e tendem a dirigir bem menos do que antes.”

O acesso a produtos, em vez da posse, aumenta conforme o consumo tradicional passa a ser visto como algo insustentável para o ambiente e pouco eficiente ou prático. “Vale mais a liberdade de ter o que eu quero, na hora em que eu quero”, diz Lisa. Em tempos em que o hábito de compartilhar só foi fortalecido pela internet — subir fotos no Flickr, vídeos no Youtube e comentários no Facebook, nada mais é que dividi-los com outras pessoas —, fazer o mesmo no mundo dos objetos físicos parece apenas uma consequência. “Estamos no início de uma transformação de nossos valores sobre propriedade e troca”, afirma Lisa. “Creio que nossa forma de medir riqueza, crescimento e felicidade será redefinida.”

escreve escreve  ·  especial don't touch  ·  fotografia  ·  internet  ·  jornalismo

moleskine ainda é melhor no papel

por   /  28/04/2011  /  11:12

Escrevi sobre o aplicativo Moleskine para o caderno Tec, da Folha de S.Paulo!

Moleskine ainda é melhor no papel

Daniela Arrais

Moleskine é o mais tradicional caderninho de bolso que se tem notícias. Diz a história da marca italiana que pintores como Van Gogh e Pablo Picasso e escritores como Ernest Hemingway usavam as folhas bem cortadas e estruturadas para esboçar suas pinturas e seus escritos. Há quem ande por aí com esses cadernos no bolso na esperança de um dia ter seu conteúdo revirado por historiadores. A grande parte da população que adora artigos de papelaria enxerga na qualidade e na beleza do produto o suporte ideal para anotar as coisas do dia a dia.

Há pouco mais de uma semana, a Moleskine resolveu levar seus “lendários cadernos” para o mundo dos aplicativos. Mas, ao contrário dos cadernos, que têm na simplicidade o seu maior trunfo, a app é confusa e complicada de usar. Pelo menos é de graça (enquanto os cadernos têm um precinho salgado) e pode ser baixada na AppStore ou na iTunesStore, servindo para iPhone, iPad e iPod Touch com sistema operacional a partir do iOS 4.2.

Para começar a usar o MoleskineApp, clique no ícone. O que aparece na tela é uma reprodução da capa do caderno, na vertical. Se você tenta virar para a horizontal, não consegue.

Para acessar as notas, toque na tela. Você verá  uma lista intitulada myThoughts (meus pensamentos). Para criar um novo, clique no sinal de mais localizado no canto superior direito da tela e dê um nome ao seu pensamento. Em seguida, você vai ver uma tela com três botões: categoria, novo e atribuir. E aí já começa a primeira falha do aplicativo: afinal, você acabou de criar um nota e é perguntando, em seguida, se quer criar uma nova. Quando você clica em New, no entanto, o que aparece é a possibilidade de criar uma categoria para aquele pensamento…

Clicando em categorias, você encontra o Label, que permite que você escolha um ícone para identificar seus pensamentos. Pode ser uma televisão, um relógio, uma cadeira daquelas de set de cinema, um lápis, uma mão com polegar para cima. Até agora ainda não escrevemos, certo? Volte ao índice e clique sobre alguma das notas que você criou. Ops, nada acontece. Clicando duas vezes, finalmente você tem acesso ao teclado! E pode começar a escrever o que tiver na cabeça.

Na parte de cima, o ícone do canto esquerdo permite que você escolha entre os estilos de papel, que variam entre liso, quadriculado e com linhas. Você tem, também, a opção de mapear seus pensamentos, clicando em Mapmythoughts. O aplicativo indaga se pode usar sua localização atual, você confirma e, então, aparece um mapa. Você consegue adicionar uma geotag _e, em seguida, ver as notas que foram marcadas assim. A idéia é que você tenha um mapa de suas memórias. Dá, ainda, para você compartilhar suas notas por e-mail, Twitter e Facebook.

No canto inferior direito, uma canetinha faz as vezes de editora do texto, permitindo escolher o tamanho e a cor da fonte, a espessura da linha se você for desenhar e uma imagem.

Uma das coisas legais do aplicativo é que ele permite usar fotos no meio das notas ou dos desenhos. Você pode usar imagens da sua galeria de fotos, ícones do próprio aplicativo e, ainda, fazer uma foto na hora com sua câmera. Usando os dedos em formato de pinça, você consegue alterar o tamanho da imagem _e para movê-la de um lado para o outro, basta arrastar os dedos. Em seguida, você recorta a imagem e faz sua inserção na nota.Fácil até, mas não o suficiente para esconder as dificuldades gerais do aplicativo.

Resumindo: o aplicativo Moleskine é muito confuso. Parece que toda a simplicidade que é característica da marca não foi transposta para o mundo digital. Uma pena, já que, nesse tempo de urgências, bastam alguns cliques além do necessário para que a gente deixe um aplicativo no limbo. Por enquanto, fico com meus Moleskines reais, com suas cores, estilos e tamanhos variados que trabalham a favor da inspiração.

missão

por   /  28/04/2011  /  11:10

Coisa mais linda!

Life is not a reality show; it is not a competition. Though we may differ, there is always overlap. At this intersection we find warmth, laughter, and friendship.

What started as an experiment in the studio turned into one of our most colorful shirts to date. Our new cyan, magenta, and yellow inks mix together like a dream in this 3 color print on a soft, fitted, white t-shirt. And like every shirt at Wire & Twine, we print these ourselves by hand.

À venda na Wire & Twine

Obrigada, amada Luiza Voll, por compartilhar isso!

amor  ·  arte  ·  design

don’t touch my tv #6: bruna surfistinha

por   /  26/04/2011  /  11:50

O Don’t Touch My Moleskine orgulhosamente apresenta uma entrevista com Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha!

Numa manhã de março fomos à Praça do Pôr-do-Sol, em Pinheiros, São Paulo, para conversar sobre tudo: sexo, amor, o filme estrelado por Deborah Secco, as alegrias e os terrores da prostituição… Uma conversa de horas, que me deixou com a sensação de que conhecia Raquel há tempos e de que suas angústias e seus desejos são parecidíssimos com os meus, com os das minhas melhores amigas.

O resultado vocês vêem a seguir! A direção é de Romero Cavalcanti, e a finalização e a trilha sonora, de Leonardo Barbalho, amigos talentosíssimos que me deixam com um sorriso enorme estampado no rosto ao ver tanto capricho, tanto esmero na realização deste vídeo! Espero que vocês gostem tanto quanto a gente! ♥

A partir de agora, as entrevistas em vídeo deixam de se chamar Cafofo Sessions e passam a ter a alcunha de Don’t Touch My TV! Primeiro porque as entrevistas passam a ser feitas em qualquer lugar, e não apenas lá em casa, e segundo porque já temos Don’t Touch My Mixtape, Touch My Camera… Buscamos mais coerência nos nomes das seções… =)

amor  ·  cinema  ·  don't touch my tv  ·  especial don't touch  ·  fotografia