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today, de jonathan harris

por   /  15/04/2011  /  15:18

Quando fez 30 anos, Jonathan Harris decidiu que iria tirar uma foto por dia. Ele queria entender melhor o tempo, como as coisas acontecem e como elas passam. Queria entender, também, um pouco mais sobre a própria vida, ter mais memória sobre as coisas. Ele se diz obcecado pela memória, em não esquecer as coisas, em não ser esquecido… E conta no vídeo ‘Today’ o processo de passar um ano documentando tudo isso! ♥

Mais em > http://number27.org/today.php

amor  ·  arte  ·  fotografia

existe amor em sp?

por   /  15/04/2011  /  14:22

Existe amor em SP?, pergunta Xico Sá

Para M.,que soprou

“O amor é importante, porra”, gritou o primeiro grafitti nos muros de Pompeia, zona oeste, no que foi seguido por um apelo mais delicado: “Mais amor, por favor”, no mesmo bairro onde nasceu Mutantes e o rock´n´roll paulistano. A derradeira inscrição, além dos rabiscos na parede, ganhou também lambe-lambes.

Aí veio o Criolo, ex Criolo Doido, e mandou, no seu rap-seresteiro, um hino genial sobre a cidade: “Não existe amor em SP”. Russo, suburbano, Maiakovski da quebrada esse menino que junta porrada & lirismo na mesma fita cassete. Fez um discaço para o qual me falta um vocábulo no meu embornal de adjetivos.

Cara feia, olhos marejados, eis o rap do novo milênio –já chegou? Quando é isso mesmo?,só acho bonito dizer novo milênio- na área. Sai o naturalismo realista e entra a força do inconsciente coletivo delirante, combustível que move os trens e os anjos dos arrabaldes. Redemoinho no chorume do terreno baldio com urubus saindo do quadro.

“Aqui ninguém vai pro céu”, manda Kleber Gomes, 35 janeiros de história, batismo Criolo. No que me leva, de algum jeito, a outro hino punk das antigas: “O Pânico em SP” dos Inocentes, anos 1980.

Ouviram do Ipiranga e de todas as beiradas de Piratining. Mas e daí, você acha que existe amor em SP?¿ Você pratica além da conjunção bíblica da carne? Como é que fica?

No que lembro, aqui na cascata do cerebelo, o Bussunda. Perguntaram: qual o lugar mais estranho que você fez amor? O carioca gozou na resposta: São Paulo.

E ai, como é que fica, falta amor na babilônia? Escute o subúrbio-soul do Criolo e medite essa bronca pesada. “Na orelha” é o nome do disco do cara. A produça é de bamba: Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral. Não vai sair mais da minha vitrola vermelha.

Sim, e aquela versão de “Cálice”, pai,  by Criolo? Quanta violência, quanta ternura, como bafeja aqui no cangote o espírito do Mário Faustino.

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metrophones

por   /  15/04/2011  /  14:15

O Metrophones é um projeto MUITO legal! A idéia de Daniel Babalin e Rebecca Raia é analisar a relação entre as pessoas e as músicas que elas ouvem. Pra isso, eles abordam pessoas no metrô, na rua, perguntam o que elas estão ouvindo, fazem uma foto, contam a historinha no post e colocam a música pra gente ouvir.

Conheçam! > http://metrophones.tumblr.com/

E eles avisam que vão participar da Virada Cultural:

Na Virada Cultural, os visitantes serão convidados a deixar depoimentos em vídeo ou texto sobre música e a presença deste elemento em suas vidas. Assim, poderemos entender como o ritmo de São Paulo é influenciado e regido de acordo com as notas e melodias que permeiam nossos dias.

Quando?

16 de abril, sábado, das 16h às 3h
17 de abril, domingo, das 11h às 20h30

Onde?
Casa das Rosas (av. Paulista, 37)

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