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david, uma vida inesperada

por   /  31/05/2011  /  0:10

He was hired by Andy Warhol. He fired Madonna. He photographed Pamela Anderson and Lady Gaga and also Hillary Clinton, and made a star of the transgender apparition Amanda Lepore.

He earned millions and spent much of that on a self-financed film about an urban dance form created in the rough neighborhoods of South Central Los Angeles. When the film, “Rize,” failed to find a large audience, and with David LaChapelle weary after 20 years of 14-hour days, he packed up a career that any commercial photographer might envy, and he disappeared.

“It was 2006, and the money was rolling in and I thought I was going to die,” Mr. LaChapelle, the 48-year-old photographer, said last week. He was making a brief touchdown in Manhattan on the way from Los Angeles, where he keeps a residence, to Hong Kong for an exhibition of his work. It was not just the pressure of a high-flying international career or even a tendency to recreational excesses that spooked him, Mr. LaChapelle said. It was a long-held conviction that he had AIDS.

“I never got tested, and for 15 years I just assumed I was going to die,” Mr. LaChapelle said, looking weary, his face puffed and his mood distracted as he sat for an interview at a gallery on the Upper East Side. While his doomful assertion smacked of melodrama, there was a kind of skewed logic in it, given that the artist came of age in Manhattan when the pandemic was decimating the creative community out of which he emerged.

He did not have H.I.V., as he learned when he finally was tested. (“It’s the luck of the draw, really,” he said. “I was 15 back then and in New York and having sex.”) Both that reality and a desire to restore to memory a period in the early ’80s before downtown life was tinctured by tragedy motivated him to return to the art he made when, as a high school dropout from suburban Connecticut, he first blew into town.

Mais no New York Times > David LaChapelle: An Unexpected Life

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prevendo o futuro da tecnologia

por   /  31/05/2011  /  0:08

O querido e talentoso Michell Zappa fez um mapa sobre o futuro da tecnologia.

Ele explica: “The map started out as a outline of technologies, grouped by areas of similarity. When I realized that I wanted to convey more dimensions of data (such as relation, likely importance and how far in the future they’re due), I figured a visualization was the best approach. It hopefully proves how individual technologies are part of bigger trends, as well as makes the different scenarios easier to comprehend. Furthermore, I wanted the map to provoke thought in those who read it and stimulate engaging debates about the nature of technology”.

Mais em > Building a Smarter Planet

design  ·  etc  ·  internet

demonstrações públicas de amor

por   /  30/05/2011  /  23:57

A Bárbara Carneiro foi viajar por aí e acabou encontrando um monte de amor! ♥

Ela explica: “Em fevereiro desse ano, fui para a Argentina, passar 15 dias em Buenos Aires. Mania que tenho de não caber em mim, resolvi conhecer outras cidades e passei um dia em Tigre e outro em Montevidéu. A única coisa que encontrei em comum nos três lugares – além do espanhol e da erva-mate – foram as demonstrações públicas de amor pelas ruas”.

Aqui, o blog dela > http://hugberries.blogspot.com/

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o amor nos dias de hoje

por   /  30/05/2011  /  11:52

O Don’t Touch fala tanto de amor que um dia minha querida amiga Caren Nakashima me convidou para escrever sobre o tema na revista Conhecer, versão brasileira da Knowledge, da BBC.

O resultado vocês lêem no site da revista > O amor nos dias de hoje

Igor queria passar adiante um conselho por uma vida com mais amor. Mark, de tanto ver a mesma frase de Ygor pichada nos muros da cidade, inspirou-se e decidiu falar do sentimento na internet. Beta estava em Roma, sua cidade preferida no mundo, quando percebeu que os italianos gostam muito de fazer declarações românticas. Daniela tinha passado por um fim de namoro daqueles que deixam a gente sem chão e precisava descobrir  com os outros, como
lidar com aquela montanha-russa de sentimentos.

Na quadrilha do mundo, Ygor, Mark, Beta e Daniela (a autora que  vos escreve) acharam sua linha de pesquisa. Nas pichações de Ygor, no site criado por Mark (e alimentado por mais de 20 amigos), nas fotografias de Beta e nos vídeos de Daniela, todos parecem querer entender as nuances de um único tema: o amor, esse sentimento tão vasto e intenso que tira a gente do eixo. Na busca por essa compreensão, acabaram disseminando o objeto de estudo. E não foram os únicos.

Pela internet, principalmente, muitos outros passaram a transmitir mensagens dizendo que o amor é importante, e fazem isso por meio de fotografias, citações, canções… É como se, atualmente, muita gente quisesse resgatar o romantismo, declarar seus amores e até seus desamores, e também mostrar que o mundo pode ser um lugar mais feliz, menos caótico. Para mostrar isso, surgem campanhas como a Free Hugs, que propõe que você abrace um estranho, simplesmente para alegrar tanto a vida dele quanto a sua. Quer atitude mais cheia de amor do que essa? Aqui você vai conhecer algumas.

Tema universal

“Na verdade, os temas da sexualidade e do amor são fundamentais ao ser humano. Desde que existe a cultura, eles são pauta obrigatória do diálogo humano, sob as mais diversas formas e matizes. Com a web, o sujeito comum tem a possibilidade de assumir canais de comunicação
e troca de ideias sem que o crivo da mídia estatal ou os interesses econômicos regulem os caminhos públicos entre enunciado e recepção, entre meio e mensagem”, afirmam Arlete e Luís Carlos Petry, companheiros na vida amorosa (são casados há 23 anos) e na profissional. Ela
é doutora em semiótica pela PUC-SP, mestre em educação e psicóloga com formação em psicanálise e psicopedagogia. Ele também é doutor em comunicação e semiótica pela PUC-SP, além de artista digital e filósofo.

Mas os pesquisadores afirmam: é preciso sempre lembrar que dizer é diferente de ouvir. “Podemos fazer sites com o que pensamos sobre o amor, mas a questão é se o outro nos lê e dialoga conosco. O homem sempre falou de amor, muitas vezes sendo amordaçado. Mas hoje, com a web, ele pode tomar a iniciativa individual de falar sobre o amor publicamente, resguardado pela revolução sexual das décadas de 1960/70. A rede potencializa e pulveriza o discurso.”

Nos muros da cidade

Ygor Marotta tem apenas 24 anos e todo o sentimento do mundo. E é com suas duas mãos que ele escreve pelos muros de São Paulo a frase “Mais amor, por favor”. “É uma frase feita para que as pessoas passem para frente. Uso o picho como suporte,
mas também cartazes e vídeos”, diz o garoto, que trabalha com criatividade em artes visuais, música e vídeo. O projeto surgiu despretensiosamente do nada, em 2009.

“Nunca veio uma ideia na sua cabeça e você a anotou em algum lugar?”, pergunta.  “A frase veio da necessidade de ter mais amor, ver mais amor nesta sociedade em que vivemos, na qual os valores são outros, muito ligados a dinheiro”, diz Marotta.
“É um pedido, uma imploração (mas com educação) em meio a toda agressividade, indiferença e velocidade de uma metrópole como São Paulo. É uma proposta que tenta fazer com que o observador se surpreenda com o conteúdo da frase inserida no âmbito urbano e reflita por um tempo, ou pelo menos abra um sorriso no momento da leitura.” Como o amor pede delicadeza, Marotta escolheu fazer grafite com letra cursiva, menos caótica e agressiva do que as que costumamos ver pelas ruas.

A resposta que Ygor recebe dos habitantes da cidade é constante, tanto nas ruas quanto na internet. Pesquisando a frase no Google, a gente encontra centenas de fotos, desenhos, etc., tanto do grafite quanto de pessoas tirando fotos em frente a elas,
fazendo releituras em outros suportes. “Parece que o amor é uma necessidade coletiva; 90% das pessoas aprovam a frase, e é bom que tenha os outros 10% para abrir a discussão. Meu dia a dia ganhou mais amor e mais “por favor”. Já presenciei estranhos abrindo um sorriso no rosto ao parar o carro ao lado de um muro. Conheci pessoas que colecionam fotos da frase, que se tatuaram. Algumas me ligam contentes ao presenciar um novo muro e outras agradecem por lembrá-las de algo tão simples, mas tão fundamental.” Ygor acredita que “Mais amor, por favor” não é apenas uma frase vazia. “Creio no poder transformador do amor. E tento seguir esse conceito à risca, passando para as pessoas com que convivo e para outras que sequer conheço.”

Quase um portal sobre amor

Perto de onde trabalhava, o publicitário Mark Cardoso, 27, via todos os dias o escrito “Mais amor, por favor”. Certa vez, tirou uma foto e a compartilhou na internet. “Foi aí que pensei em criar um Tumblr para falar de amor. Seja o que se sente pelo ídolo, pela mulher, pelo marido, pela filha, pelo cachorrinho. E em todas as suas manifestações: uma frase, uma música, uma citação”, lembra.

Surgia, assim, o Luvluvluv (www.luvluvluv.tumblr.com), destino certo para românticos e apaixonados _e até para quem acabou de levar um fora. São fotos, vídeos, trechos de músicas e de livros que falam ao coração. “Conceitualmente, a intenção é fazer com que as pessoas que usam a internet o tempo todo lembrem como o amor é importante.”

Ele ressalta o caráter de entretenimento da internet, que muitas vezes é usada para falar mal de diversos assuntos. “Pelo menos no começo, a ideia foi falar de amor porque eu via as pessoas desdenhando dele.”

O publicitário não sabe se o amor está no ar cada vez mais na internet ou se isso é uma questão pessoal, de olhar. “Acredito muito naquela tese de que, quando uma pessoa está grávida, vê um monte de grávidas ao redor; quando quebra a perna, vê um monte de gente com gesso; quando você foca em alguma coisa, acaba vendo essa coisa por aí. Talvez seja tendencioso dizer que as pessoas estão falando mais de amor, pois simplesmente posso estar vendo e sentindo mais amor por aí.”

O amor em vídeo

Era uma sexta-feira à noite de maio de 2009, dessas que você passa no bar com os amigos porque ficar em casa depois de um fim de namoro ainda não é uma opção. Estávamos quase todos desgostosos, descrentes no amor, falando sobre como é difícil fazer dar certo uma relação entre dois seres humanos geralmente tão diferentes.

Juscelino, garçom do bar Balcão, nos Jardins, bairro de São Paulo, aproximou-se para perguntar se a gente queria mais um chope. Queríamos, mas eu também queria saber o que ele achava do amor. Com uma câmera de vídeo, fiz a pergunta: “O que é o amor para você hoje?”. E fui surpreendida por uma resposta que veio diretamente do coração: “Hoje? [Silêncio] O amor é sempre. O amor é o momento. Até hoje eu sou apaixonado pela minha mulher, o sorriso, a sinceridade, é isso que faz eu amá-la tanto, há 24 anos. Quando se ama, nada é difícil. Quem tem ciúme não ama, tem uma paixão repentina. Quem ama não tem ciúme _é confiança total. Me apaixonei com 17 anos e dura até hoje. Ao encontrar seu verdadeiro amor, você sente, você sabe que é aquela pessoa”.

A resposta tão grande, tão cheia de sentimento, deixou-me obcecada por descobrir o que mais gente achava sobre o amor. Fiz o recorte do hoje porque sei o quanto oscilamos quando amamos: se está tudo bem, a gente pensa “será que vai ser assim para sempre?”; e haja angústia. Se está tudo mal, a gente deseja nunca mais sentir algo de forma tão grandiosa. O hoje, portanto, funcionaria como uma tentativa de simplificação.

E foi assim que saí perguntando para mais de 60 pessoas, desde então, o que é o amor. Anônimos nas ruas de São Paulo, Recife, Havana, São Francisco, Porto Alegre… Famosos como a candidata à Presidência Marina Silva, a ex-prostituta Raquel Pacheco, conhecida como Bruna Surfistinha, o cantor Anderson Leonardo, do grupo Molejo, o psicanalista Contardo Calligaris. Tanta gente, de universos tão diferentes. E todos com a mesma surpresa ao serem perguntados sobre um tema que é tão presente no nosso dia a dia, mas que nunca deixa a gente com a resposta na ponta da língua.

Com essa série, que faço para o meu blog, o Don’t touch My Moleskine (www. donttouchmymoleskine.com), prendo a cada vez que pergunto o que é o amor. Ainda não cheguei a conclusão alguma, e isso é bom, pois me lembra que “no balanço das horas, tudo pode mudar”.

Amor em Roma

A artista plástica Beta Maya, 30, queria capturar de sua querida Roma “mais do que os grandes monumentos, os seus pequenos detalhes, como o piso de Sanpietrini, os Nasoni, que são aqueles bebedouros espalhados por toda a cidade, e as paredes dos prédios e suas texturas e cores”. Foi olhando uma dessas construções que Beta encontrou uma mensagem de amor que dizia: “Eu te amo desde aqui… Até o fim do mundo… De novo aqui… Até o infinito”. A frase a emocionou, e ela percebeu que queria investigar a relação dos italianos com o sentimento.

A artista andou pela cidade, fotografou esses achados românticos e criou o site Roma Amo Roma (www.romamoroma.tumblr.com). “Fui encontrando mais e mais coisas, mesmo em lugares onde já tinha passado antes sem nada perceber. E virou um programa: eu saía de casa com a câmera numa espécie de caça ao tesouro, já pensando _quantas vou encontrar hoje?_, quais serão as declarações?. Eu programava caminhadas, que me ajudaram a conhecer a cidade ainda melhor.”

Quando comentou com uma amiga o quanto achava lindo encontrar essas manifestações de amor pelas ruas, ouviu, entre risos, que “são todas falsas”. “Falsas ou não, não é isso que importa. Acho o gesto tão bonito… É uma exposição, uma declaração pública de amor, difícil de apagar. Vai estar lá durante anos para quem quiser ver. Com cada declaração, eu ficava pensando, tentando imaginar quem tinha escrito e para quem, se eles ainda estão juntos…” Beta percebeu, também, que as declarações de amor pichadas fazem tão parte da cultura da cidade que são tema até de cartões postais. “Acho que é um lance histórico. Na Roma antiga as pessoas já escreviam recados e declarações. Sei que tem muita gente que não curte pichação, mas em Roma mesmo as não românticas acabam combinando com a cidade. Eu li um fotógrafo sueco uma vez reclamar que Roma é coberta de grafite e como isso atrapalhava, mas, estranhamente, eu acho até bonito.”

Depois de começar a postar as fotos na internet, a artista recebeu respostas de gente encantada com as mensagens. “Notei que meus amigos brasileiros ficaram muito mais impressionados e curiosos com o projeto do que os romanos. Que gostaram também, mas acho que para eles isso é uma coisa comum, não é nenhuma surpresa.”

Usando a internet para propagar o amor, Beta ainda passa por momentos em que se questiona. Para ela, a rede ajuda a criar gerações com a cabeça mais aberta, mas, em contrapartida, todo esse tempo gasto na frente do computador tira um pouco o prazer e a espontaneidade das coisas. “Não consegui entender até agora se a internet estimula ou inibe a criatividade. Não sei se um garoto que gasta a vida no Facebook e no Twitter teria a motivação de pichar o chão na frente da casa da menina que ele idolatra, sabe? Mas, ao mesmo tempo, ver uma ideia bonita, que você nunca acessaria sem a internet, pode lhe motivar, ajudar a enxergar e a fazer uma coisa que você nunca teria feito antes.” E, assim, surge mais inspiração para que a criatividade se direcione para o amor.

Encontro dos mundos

Para os pesquisadores Arlete e Luís Carlos Petry, os universos real e virtual são um só. “Tenho amigos que conheço há anos, e o Facebook permite que me atualize sobre a vida deles. Meus ex-alunos me adicionam como amigo na rede social. Eles não são reais? Pergunto: não poderíamos nos corresponder por cartas escritas à mão, enviadas pela EBCT? Isso você consideraria real, porque é papel entregue pelo carteiro?”, diz Luís Carlos.

Eles acrescentam que a internet potencializa as possibilidades discursivas. “Com isso, a web permite que falemos de amor mesmo quando nosso amor não está aqui. O amor começa de um modo e termina sempre com a sua efetivação ou com a sua dissolução. Eu posso dizer que você é linda por e-mail, por exemplo. Mas isso pode ser apenas um ato de reconhecimento da beleza que vive em você. Mas, se tenho a sua idade, posso evoluir para uma abordagem amorosa, e, a partir daí, o jogo da vida e as disposições dos envolvidos é que decidem os caminhos da história”, afirma. “Também podemos falar de filosofia do amor, ao modo de um discurso de Schopenhauer ou Freud (com o seu maravilhoso Eros). Nem sempre podemos falar em praça pública ou nos pubs, tomando café. Às vezes o melhor é fazer literatura do homem ordinário na web e servir de elo de ligação ou de identificação com o outro”, completa o casal, encorajando todos aqueles que, ao passar horas navegando em perfis alheios no Facebook, esperam virar protagonistas do real filme romântico de suas vidas.

E esse elo ou identificação proporcionada pela internet vai além do próprio umbigo, servindo também para impulsionar aqueles que enchem a cidade com mensagens e gestos de amor e aqueles que passam os exemplos adiante, em uma corrente do bem. Na individualidade e na coletividade, todos parecem querer fazer do mundo um lugar melhor, mais feliz, em que as pessoas se abraçam, compreendem-se, toleram-se e sorriem umas para as outras quando encontram alegria e poesia no dia a dia.

Para ver a matéria no site > O amor nos dias de hoje

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mixtape #57: manoella valadares

por   /  26/05/2011  /  13:15

Quer ouvir uma seleção de rasgar o coração? ♥

Então baixa aí a mixtape que Manoella Valadares fez!

Ela explica: “Eu fiz pra Tom e Felipa, meus filhos. É sobre vida: dor, amor, leveza, riso. É um apanhado das fadistas mulheres da nova geração: Mariza, Cristina Branco, Ana Moura, Deolinda e Donna Maria _estas duas últimas bandas q tem mulheres como vocalistas. Pra coroar, a eterna Amália. Essa é única, a tradução de Elis Regina em Portugal. No final, a gente enxuga as lágrimas e se alegra com Vinícius.”

Para ouvir a lindíssima mixtape, cliquem aqui

A foto é de Valeria Lazareva

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