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música do dia: macaé

por   /  18/11/2011  /  13:00

E a música do dia é de autoria de Clarice Falcão!

Se eu tiver coragem de dizer que eu meio gosto de você
Você vai fugir a pé?
E se eu falar que você é tudo que eu sempre quis pra ser feliz
Você vai pro lado oposto ao que eu estiver?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia.

Ei, vai pegar mal se eu contar que eu imprimi todo o seu mapa astral?
Você corre assim que der, quando souber?
E se eu falar que eu decorei seu RG só pra se precisar
Você vai pra um chalé em Macaé?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia.

Se eu disser foi por amor que eu invadi o seu computador
Você pega um avião?
Se eu contar de uma só vez como eu achei sua senha do cartão
Você foge pro Japão, esse verão?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia.

E se eu contar como é que eu me senti ao grampear seu celular
Você vai numa DP?
E se eu mostrar o cianureto que eu comprei pra gente se matar
Você manda me prender no amanhecer?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia

amor  ·  música

balões do butão

por   /  18/11/2011  /  12:00

Jonathan Harris fez mais um projeto lindo. Desta vez, ele foi ao Butão para falar com os moradores de lá sobre felicidade.

It involved handing out balloons to 117 people, talking to them about happiness, asking them to make a wish, and then stringing up the wishes in a mountain pass.

O resultado é o site Ballons of Buthan > http://balloonsofbhutan.org/

amor  ·  arte  ·  fotografia

caderninhos beija-flor

por   /  18/11/2011  /  11:50

Dá pra saber pelo nome deste blog que eu adoro caderninhos, né?

Adorei conhecer os modelos da Beija-Flor, uma marca de Portugal. Susana Gomes e Raquel Graça se inspiram nos famosos azulejos portugueses para fazer as capinhas dos cadernos, que são costurados à mão e recheados com papel reciclado.

Uma fofura, né?

E elas entregam no Brasil!

Há outros modelos, também, como o Moscas e o Miocárdio, que são igualmente lindos:

Mais em > https://www.facebook.com/beijaflor.2011

Abaixo, um vídeo que mostra uma passo a passo da criação dos caderninhos da Beija-Flor:

música do dia: canção que não morre no ar

por   /  17/11/2011  /  13:00

Música linda de China > http://chinaman.com.br/

Sintonize o seu rádio
Procure em alguma estação
Se eu entrar nos seus ouvidos
Acelero seu coração

Mas não esqueça de mim
Agora eu corro com o vento
Você não pode me ver
Me guarde no pensamento

Minha voz vai se espalhar no ar
Cada verso que eu cantar
Os falantes te lembrarão
Minha voz é canção que não morre no ar

Nunca mais vou te deixar
Pois agora sou uma canção

amor  ·  música

as grandes perguntas que formam um guru

por   /  17/11/2011  /  12:15

Escrevi sobre o Deepak Chopra para o delicioso Suplemento Pernambuco! > http://www.suplementope.com.br/

As grandes perguntas que formam um guru

Daniela Arrais

Em uma rápida pesquisa sobre Deepak Chopra na internet, o usuário Fidodido lança a pergunta em um fórum: “O que acham de Deepak Chopra? Gênio ou charlatão?” As respostas surgem rapidamente. Alguém que escolheu o apelido de Kracman diz que o guru é “um Paulo Coelho sofisticado”. Ao que Sai.ram retruca dizendo que ele “sabe das coisas”. Tabacof sobe o tom: “Alguém que propaga uma ideia completamente retardada como a da cura quântica perde toda a credibilidade”.

Deepak Chopra, o guru indiano que fez fama e fortuna ao exaltar a meditação como passaporte para uma vida melhor, é tudo, menos uma unanimidade. Para quem lê seus livros e segue seus ensinamentos, ele é responsável por mudanças no rumo da vida. Para quem faz um raio-x de sua atuação, que vai de palestras pelo mundo à música feita em parceria com Madonna (Bittersweet), ele é o retrato da autoajuda travestida de religião.

Alguns números talvez sirvam para que Deepak flutue acima de qualquer questionamento. Desde 1998, ele já vendeu mais de 30 milhões de livros, segundo a revista Forbes. Seu império engloba da venda de chás a programas de perda de peso. As 40 palestras que costuma dar a cada ano rendiam, em 2007, mais de US$ 2 milhões. Em um programa de TV de comédia, ele chegou a brincar, dizendo que não era um “profeta”, mas um “lucro” – a piada faz sentido em inglês, em que as palavras “prophet” e “profit” têm pronúncia semelhante.

Mas, como bom guru espiritual, Deepak Chopra paira acima dessa questão tão mundana que é o dinheiro. Em uma entrevista ao The Guardian, relativizou o alcance de sua fortuna. “Eu cheguei aos Estados Unidos, vindo da Índia, com 22 anos e US$ 8. Tenho 61 anos agora [2008] e, obviamente, conquistei um monte. Mas as pessoas superestimam minha riqueza.” E continua: “Eu não a acumulei em um sentido tradicional. Mas me considero extremamente rico porque isso é um estado de consciência. Se você tem bilhões de dólares mas está sempre pensando em dinheiro, você não é um homem rico.” Ponto para ele, que consegue ser rico nos planos material e espiritual.

O que importa aqui, no entanto, não é riqueza de conta bancária, mas aquela que você alcança quando encara os problemas da vida com serenidade – e, logicamente, consegue resolvê-los. Desta vez, mais uma vez, Deepak Chopra tem o que ensinar, baseando-se em sua própria trajetória. “Na minha vida, nada dá errado. Quando as coisas parecem não atender às minhas expectativas, eu as deixo ir, como acho que elas devem ser. É uma questão de não ter apego a qualquer resultado fixo.”

Talvez seja por isso que seus livros vendam tanto. Para aqueles que já tentaram algumas sessões de análise, outras tantas idas a igrejas, mais algum aconselhamento espiritual, livros de autoajuda funcionam como mais uma tentativa. Afinal, a questão é não ter apego a qualquer resultado fixo. Vale tentar de tudo para ser alguém melhor, para ter uma vida mais feliz.

Para mostrar como o desapego é uma palavra que surgiu cedo em sua vida, Deepak Chopra deixou de lado a carreira de médico para se dedicar à cura dos males da mente e do espírito. Quando encontrou um manual de meditação transcendental em um sebo em Boston, nos idos dos anos 1980, viu sua vida se transformar: largou a rotina de chefe de equipe em um grande hospital e foi se conectar ao mundo transcendental. Descobriu um filão e tanto.

Hoje, é dono de um império. Ao The New York Times definiu sua atuação: “Eu fui treinado como médico. Eu fui à escola médica porque queria fazer as grandes perguntas. Nós temos uma alma? Deus existe? O que acontece depois da morte?”.

Foi em busca de resposta a essas e a outras questões da humanidade, que Márcia de Luca, 59, foi visitar a Índia pela primeira vez, há 27 anos. Foi ali que a hoje professora de ioga começou a entrar em contato com a ayurveda, o sistema de medicina indiana criado há mais de seis mil anos. “Andando pela cidade, via muitos livros do Deepak e sobre a ayurveda. Fui estudando com ele”, lembra.

Depois de assistir a uma reportagem no Fantástico sobre o guru, decidiu visitar o centro que ele tem em La Roya, na Califórnia. Lá, os problemas da mente e do espírito ganham tratamento cinco estrelas. Marcia passou três anos estudando com Deepak Chopra, na ponte aérea Califórnia-São Paulo. “Foi maravilhoso. Eu estudava, fazia lição de casa, não só com ele, mas com vários outros mestres. Descobri a paixão da minha vida”, conta ela.

Naquela época, há quase 30 anos, a turma era formada por cerca de dez pessoas. “Ele ainda dava alguma formação. O que aprendi foi diretamente com ele, que era uma pessoa acessível, mas que já estava começando a ficar ocupado.” Hoje, Márcia comanda o Espaço Marcia de Luca, em São Paulo, onde aplica técnicas milenares de ioga, ayurveda e meditação.


SOM PRIMORDIAL

O empresário Luciano Gosuen, 43, ainda não leu livros de Deepak Chopra, mas já pratica seus métodos – em especial, o som primordial. “Não faz muito tempo, mas veio em um momento em que procuro ampliar minha consciência na busca de autoconhecimento e compreensão na minha relação com a divindade que existe dentro de cada um.”

Bom aluno que é, Luciano dá mais detalhes sobre a técnica: “Com o som primordial, partimos do pressuposto que, no seu nível mais básico, tudo no universo é som e vibração. Para podermos promover a união entre ambiente, corpo, mente, alma e espírito (propósito do ioga), utilizamos o som primordial como mantra e veículo para nos levar para dentro dessa jornada. O mantra é individual para cada praticante e identificado, segundo antigos conhecimentos da Índia, pelo som primordial em que o universo vibrava no momento de nosso nascimento.”

A economista e escritora Jhanayna Siqueira, 37, também dá os primeiros passos – ou uivos – para alcançar o som primordial. “A gente aprende que o som que vibrava no universo no momento de nossos nascimentos está diretamente conectado com nossa mente e que estabelecer essa conexão é essencial para atingirmos a paz interior”, diz.


Foi por buscar silêncio que a cineasta Bruna Granucci, 26, conheceu Deepak Chopra. Ela ganhou de presente de um amigo o best-seller As sete leis espirituais do sucesso e dedicou um tempo a pensar sobre a necessidade de ausência de ruído em sua vida. “Não somente o silêncio interior, que nos transporta para um estado de limpeza e calmaria mental, mas a prática do silêncio durante as situações que a gente vive”, explica.

Com Chopra, Bruna aprendeu que a quantidade de energia que alguém perde tentando convencer alguém de uma opinião poderia ser canalizada na busca por coisas que se quer alcançar. “Assim, você consegue essas coisas com mais sucesso.” Ensinamento simples, mas eficaz se colocado em prática. Para ela, toda prática de meditação é “extremamente rica e misteriosa em seus benefícios”. “Acredito que o fato de parar o que se está fazendo, diminuir o ritmo, silenciar-se, voltar-se para dentro e olhar para si não somente influencie a saúde mental, mas também a saúde física de alguém.”

A designer Carol Vinagre, 28 sempre gostou de buscar autoconhecimento pela literatura. “Acho que todo tipo de literatura é um pouco terapêutica, de autoajuda, mesmo quando não é enquadrada nisso”, diz a carioca. O interesse por Deepak Chopra surgiu depois que ela leu uma resenha sobre o livro A realização espontânea do desejo. “Eu estava em busca de mim mesma (uma constante) e de meu lado sombrio. Acabei lendo esse livro e, depois, As sete leis espirituais do sucesso. O que aprendi com esses livros foi a escutar mais a mim mesma e a olhar mais atentamente para o meu corpo, para o lado psicológico e o espiritual de uma maneira mais inteira, e não fragmentada.”

Para ela, Chopra se tornou um fenômeno por usar uma linguagem fácil e aliar ciência e espiritualidade de uma maneira muito interessante. “(A abordagem dele) vem de encontro ao vazio que encontramos atualmente em um mundo exacerbadamente capitalista, fragmentado. Ele sugere como poderíamos juntar esses fragmentos.”

As críticas negativas que o guru recebe são resultado dessa mistura, segundo Carol. “A questão da espiritualidade é colocada, quase sempre, no mesmo pacote da autoajuda. É claro que existe o mercado dessa literatura fácil, de receita de bolo. Os ensinamentos do Dalai Lama são autoajuda? Outros autores de que gosto muito e que escrevem muito bem sobre espiritualidade são o teólogo Leonardo Boff e o monge Anselm Grun. Seriam eles escritores de autoajuda? Para mim, não. Eles refletem sobre a vida e as relações humanas.”

Para Luciano, aquele que começou a buscar o som primordial, os questionamentos em relação a Deepak Chopra podem ser fruto de sua habilidade de “conseguir comunicar para uma cultura ocidental, contemporânea e materialista conceitos que venha de uma cultura milenar oriental espiritualista”. “Penso que existe muita coisa que precisamos conhecer sobre nós e sobre nossa relação com o divino e seu poder de cura. Faz sentido para mim que muitas doenças e desequilíbrios de saúde que vivemos hoje possuam uma origem psicossomática”, atesta.

Mesmo sendo um entusiasta das práticas milenares, Luciano acredita que as críticas são saudáveis. “É do dever de quem se interessa pelo assunto estudar, praticar e discernir sobre o que interessa para cada um.”

Para Bruna, a que faz cinema, “qualquer pessoa que se encoraje a apresentar uma alternativa à maneira de viver da grande maioria das pessoas terá que aguentar um bocado de críticas”.

“Eu sou como uma pessoa que está cantando no banheiro e está se divetindo e algumas pessoas estão ouvindo a música e elas gostam”, já disse o guru, simplificando de maneira perspicaz todo o verbo que gastam com ele. Verdade ou não, melhor a gente se juntar a Bruna, Carol, Luciano, Jhanayna e Márcia – e, claro, Madonna, Demi Moore, Michael Douglas, Winona Ryder e tantos outros – para tentar descobrir se tanta vontade de mudar a vida é suficiente para mudá-la de fato. Se der errado, lembremos do mesmo Deepak Chopra: afinal, cantar debaixo do chuveiro é a maior diversão.

brainstorming não funciona

por   /  17/11/2011  /  12:10

Bem interessante essa matéria do Wall Street Journal > Why brainstorming doesn’t work

We’ve all been there. The boardrooms with flip charts at the front of the room and candy on the table. The all-hands emergency meetings to come up with ideas to fix the latest mess. And of course, the offsites in drab hotel ballrooms that are supposed to somehow spark creativity.

Such efforts at brainstorming are well intended, of course. The problem? They rarely work. While leaders hang onto the idea that bringing together a big group of people will produce truly innovative ideas, it’s rare that actually happens.

Evidence has long shown that getting a group of people to think individually about solutions, and then combining their ideas, can be more productive than getting them to think as a group. Some people are afraid of introducing radical ideas in front of a group and don’t speak up; in other cases, the group is either too small or too big to be effective.

But according to a recently published study, the real problem may be that participants’ get stuck on each others’ ideas. On Monday, the British Psychological Society highlighted a recent study by Nicholas Kohn and Steven Smith, two researchers at the University of Texas at Arlington and Texas A&M University. They asked undergraduate students to contribute ideas for improving Texas A&M, both individually and in collective groups. They shared the ideas on a computer, either in small chat groups or alone, but combined together after the fact. As expected, the “nominal” groups, or those made up of individual ideas that were later pulled together, outperformed the real chat groups, both with the number of ideas and the diversity of them.

Kohn and Smith believed the cause might be due to “cognitive fixation,” or the concept that, when exposed to group members’ ideas, people focused on those and blocked other types of ideas from taking hold. They experimented with this by manipulating the number of ideas participants saw in their chat windows, with some getting a few cues and others getting more. Their hypothesis was right: When exposed to many cues, the undergrads offered up less creative, diverse ideas. The numbers improved when the students were given a five-minute break during the exercise.

As with all such studies, there’s plenty of pretty obvious common sense to this research. But it’s a helpful reminder of how unhelpful it can be when managers dump people in a room together, thinking it will result in creative big ideas. Somehow, a belief in the power of group brainstorming sessions persists, despite evidence that it doesn’t work. Great minds can come up with their own ideas, but sometimes the problem is they think too much alike.

internet  ·  jornalismo

janela internacional de cinema

por   /  17/11/2011  /  12:00

Lindas demais as projeções da Janela Internacional de Cinema do Recife!

Numa empreitada experimental, o IV Janela Internacional de Cinema do Recife joga luz (literalmente) sobre a temática da relação entre cinema e espaço urbano fazendo uma intervenção simbólica. Nesta segunda, 7/11, a ação Cinema de Rua irá realinhar o potente projetor digital pela janela do edifício Duarte Coelho, do Cinema São Luiz. A projeção irá atravessar o Rio Capibaribe e encontrar o edifício Trianon do outro lado, ‘acendendo’ a Cidade e sua paisagem urbana com o cinema.

Resgantando a vocação cinematográfica do Trianon, que já foi uma das principais sala de cinema da Cidade, a  iniciativa reforça um dos pontos de irradiação audiovisual e cultural no Recife, o São Luiz, e materializa o esforço de expandir o contato entre o Cinema e a Cidade, imprimindo na fachada do Trianon imagens do próprio Recife e do cinema como um todo.

“A projeção conecta esses dois edifícios emblemáticos do centro por cima do rio, que compartilha com eles a potência e o silêncio na dinâmica e na história da cidade”, afirma a arquiteta Cristina Gouvêa, que, junto ao montador André Antônio, assina o conteúdo da projeção.

Mais Janela > http://www.janeladecinema.com.br/

Mais fotos > http://www.flickr.com/photos/janeladecinema/

inventário de tipos humanos

por   /  15/11/2011  /  17:05

Verônica tem apenas 16 anos, mas carrega no coração e na palma da mão toda a vontade de entender o mundo.

Ela faz isso a partir de desenhos que são quase como retratos de gente que existe. Mas é tudo imaginação. Junto aos desenhos, ela coloca um textinho curto, mas poderoso, que é capaz de fazer a gente imaginar uma vida inteira, como se estivéssemos vendo um filme.

Com seu Inventário de Tipos Humanos, Verônica me lembra a maravilhosa Maira Kalman, que fez um dos meus livros preferidos da vida, o “The Principles of Uncertainty”.

Se com apenas 16 ela já faz isso, imagina daqui a uns anos? Quero acompanhar de perto! ♥

Apreciem > http://inventariodetiposhumanos.tumblr.com/

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