O trabalho de Nick Cave, o artista plástico (e não o cantor, de quem gosto muito também), é muito bom!
Tem uma coisa de folclore, de magia, de Carnaval. Ele faz umas figuras que são meio gente, meio animal. E essas figuras são feitas de pano, pelúcia, adornadas com retalhos, brilhos, tanta coisa!
É bonito de ser ver, ainda mais quando elas entram em movimento. O artista dá vida quando faz com que elas dancem.
Até os 23 anos a gente tem uma necessidade gigante de se afirmar e de mostrar pro mundo todas as referências que a gente acumulou nesse pouco tempo de vida (que, na ocasião, parece uma eternindade).
A gente pecisa conhecer todas as bandas, todos os artistas, saber completar a fala de alguém que tá querendo falar de algum assunto da cultura pop.
Ao ver o novo clipe da Azealia Banks, essa rapper que faz videoclipe com a velocidade que a gente posta uma foto no Instagram, pensei: ela quer colocar todas as referências do mundo nos dois minutos de “Atlantis”.
O que a diferencia de um jovem normal de 23 anos não é só o fato de ela ainda ter 21, mas o de fazer essa mistura toda dar certo!
Ela dá um ácido pro David Lynch, joga ele na Jamaica, arma uma festa de Miami Bass e pronto: o que você vê na tela é uma viagem tão grande que logo me fez pensar que essas imagens devem ser incluídas no próximo volume do “Stoner coffee table book”.