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rooney é mara

por   /  02/02/2012  /  10:08

Entrevistei a Rooney Mara, a Lisbeth Salander da trilogia “Millenium”, no ano passado. O texto saiu na Serafina, da Folha de S.Paulo, de janeiro!

Rooney é mara!

Lembra da menina que deu o fora em Mark ZuckerbeRg em “A Rede Social”? Agora ela é Lisbeth Salander, da saga “millenium”, versão Hollywood

Por Daniela Arrais, de Nova York

Um dos grandes prazeres de ler um livro comprado por Hollywood antes de o filme ser lançado é imaginar quem você gostaria de ver em cada papel.

Com o best-seller “Os Homens Que Não Amavam as Mulheres” é ainda mais divertido porque o autor, o sueco Stieg Larsson, inventou tipos como Lisbeth Salander, uma hacker de 24 anos, cheia de piercings e tatuagens, supersexual, vulnerável e vingativa.

Numa manhã de fim de verão, em Nova York, a melhor tradução da Lisbeth Salander do livro se personificou na minha frente, na pele da atriz Rooney Mara, 26. Ainda com o corte de cabelo assimétrico e roupas que pertenceriam facilmente à personagem (menos as sobrancelhas descoloridas), a atriz incorporou a fala, os gestos contidos e os trejeitos de Lisbeth.

“O filme mudou a maneira como eu me visto”, disse. “Antes eu era mais ‘girlie’, romântica, feminina, usava mais vestidos. Mas gostei da praticidade de colocar uma calça, uma bota e uma camiseta. Gostei de ser um menino em 2011.”

Ser Lisbeth Salander significa não só uma mudança no visual, que a atriz vai ter que carregar por alguns anos (a Sony Pictures divulgou que fará outros dois filmes), mas em sua carreira. Até então,

Rooney Mara tinha participado de um remake de “A Hora do Pesadelo”, fez um papel pequeno em “A Rede Social” e só. Foi aí que conheceu o diretor David Fincher (“Zodíaco”), de “Os Homens Que Não Amavam as Mulheres”.

Ser praticamente desconhecida a favoreceu. “Uma das razões pelas quais as pessoas gostam tanto dessa personagem é porque ela é um mistério, um enigma”, aposta a intérprete.

SUCESSO PÓSTUMO

O filme é a adaptação para o cinema do primeiro livro da trilogia “Millenium” (nome da revista editada pelo protagonista Mikael Blomkvist), escrita por Stieg Larsson. Ele morreu de infarto aos 50 anos, em novembro de 2004, sem desfrutar do sucesso dos livros -o primeiro, “Os Homens Que Não Amavam as Mulheres”, foi publicado em 2005. A trilogia tem ainda os títulos “A Menina Que Brincava com Fogo” e “A Rainha do Castelo de Ar” e já vendeu mais de 50 milhões de exemplares no mundo todo, 338 mil deles no Brasil.

A história começa nos anos 1960, quando a sobrinha de um empresário rico desaparece. O corpo nunca é encontrado e o tio acredita que o crime foi cometido por alguém da família. Contrata o jornalista Mikael Blomkvist (vivido por Daniel Craig), para a investigação.

Mikael se alia a Lisbeth, uma hacker reclusa, bissexual e muito arredia, que esconde por trás do jeito punk de adolescente uma inteligência e uma frieza fora do comum. Entre muito suspense e violência, começa um romance entre os dois investigadores de ocasião.

DRAGÃO TATUADO

A trilogia “Millenium” fez de Stieg Larsson um dos autores mais vendidos do mundo, e a saga do jornalista e da hacker viraram filmes e seriado de TV na Suécia antes de Hollywood pegar carona.

Na versão europeia, o título do primeiro livro foi mantido, “A Garota com Tatuagem de Dragão”, e a atriz sueca Noomi Rapace fez o papel de Lisbeth. Sua interpretação é considerada um dos pontos altos dos filmes. “Stieg foi corajoso, escreveu sobre assuntos que gostamos de ignorar. Na Suécia, todo mundo tem essa superfície perfeita, é educado e controla seus sentimentos”, disse Noomi ao jornal inglês “Daily Telegraph”.

Assim que surgiu a notícia sobre o remake hollywoodiano com novo elenco, Noomi Rapace foi fina: “David Fincher é um grande diretor, deve ter feito uma boa escolha”, afirmou ao jornal “LA Times”.

A nova adaptação é ambiciosa. A ideia é que vire um sucesso como a série “Harry Potter” ou a saga “Crepúsculo”, mas voltada para adultos com estômago forte. “Acho que vai ter muita controvérsia, mas isso não é ruim”, diz Rooney.

Na vida real, o drama continua. A viúva do escritor, Eva Gabrielsson, 57, anunciou que possui mais de 200 páginas inéditas de um quarto volume da série. Ela disputa na Justiça os direitos sobre a obra do marido, um milionário póstumo. Pelas leis da Suécia, como ela não era legalmente casada com o escritor, não recebe nada. Sem testamento nem filhos, os direitos acabam indo para o pai e para o irmão do autor, que tentam um acordo com ela.

Eva escreveu um livro de memórias, “Millennium, Stieg and Me” (Millenium, Stieg e eu), em que diz que “Lisbeth se liberta aos poucos de seus fantasmas e inimigos”. Em entrevistas, afirma que pode terminar o quarto volume, já que frequentemente escrevia com o marido.

UMA VIDA MENOS ORDINÁRIA

Em Nova York, Rooney conta que, desde que começou a treinar para viver Lisbeth Salander, sua vida parece cada vez menos real. “Me senti sugada física e emocionalmente.”

Antes de atuar no cinema, a garota nascida em Bedford, Nova York, em uma família milionária, dona de dois times de futebol americano (entre eles o New York Giants), estudou psicologia, fez cursos sobre organizações sem fins lucrativos e viajou pelo mundo. “É bom ter outras coisas na vida pela qual você é apaixonado.”

E, apesar da pouca experiência sob os holofotes, já sabe que o melhor lugar para uma atriz é longe deles. “Quanto menos as pessoas sabem sobre um intérprete, mais acreditam nos personagens que ele escolhe.”

Até aqui, pelo menos, a atriz parece estar no caminho certo para conquistar os fãs de uma dose de mistério.

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sem loção na sexta

por   /  02/02/2012  /  10:07

Uma das melhores festas pernambucanas volta a fazer sua edição em São Paulo nesta sexta! Vamos na Sem Loção dançar ao som de Lala K, Rebel K, Original DJCopy e dos queridos convidados Tiago Guiness e Cris Naumovs? Não perco por nada!

Mais em > http://on.fb.me/wvcaBq

11ª edição (primeira de 2012) da Festa Sem Loção

Data: 03 de fevereiro, a partir das 23:00 hs até as 06:00 hs

Endereço: Rua 13 de maio, 409 – Bixiga

Preço: R$ 35 de entrada. Pagamento da entrada só em dinheiro. Pagamento de bebidas em dinheiro, redeshop e visa electron. Não aceita cheque. Proibida a entrada de menores de 18 anos. Se beber não dirija. A organização da festa recomenda a ir e voltar de táxi.

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o amor e os livros

por   /  02/02/2012  /  10:05

Camilla Costa escreveu um texto lindo sobre o amor e a divisão de livros ♥

O teste da estante, por Camilla Costa

Não começa com o banheiro, nem com a escolha do lado na cama, nem com a divisão do guardarroupa. A vida a dois começa com uma estante.

Pouco depois que a estante nova chegou, corremos para arrumá-la com o entusiasmo de quem constrói um castelinho de areia juntos na praia. Um faz o fosso enquanto o outro arruma a ponte. Certos de que tudo vai ficar a contento no final.

Mas arrumar uma estante a dois, assim como fazer o castelo de areia, significa considerar que ela um dia pode se desfazer. Tirar os carimbos ex libris de cada um das caixas e definir com cuidado o que é de quem, contemplar o fim do amor, deixar para depois a decisão sobre o que faremos com os livros comprados em conjunto porque aí também já é demais.

Mal sabíamos que a marcação de território era o começo de uma série de decisões desafiadoras sobre a vida a dois.

Um dia li um livreto que falava sobre o fato de termos livros demais, que me apaziguou com relação aos meus tantos comprados e ainda não lidos. A biblioteca pessoal é um projeto, dizia o autor. Nela consta também, e sempre, e principalmente, o que queremos ler. A biblioteca também é algo que se mostra, para despertar o interesse nos visitantes. E quem disser que nunca pensou nisso está mentindo.

Aqui em casa, felizmente para os projetos de leitura e de impressionamento de visitas, temos gostos parecidos – mas não parecidos demais – e um interesse mútuo pelos gostos do outro. Funcionou assim com quadros, móveis, roupas de cama, tintas de parede. Mas para arrumar a estante também foi preciso compreender que nem sempre seria. Nem todos os livros dele combinavam com os meus. As lógicas de organização, que até então pareciam, na maior parte das vezes, harmônicas, caminhavam em direções completamente distintas.

Brigamos pela arrumação dos quadrinhos (por autor! por tamanho? por cores…). Pela colocação dos bibelôs. Pela função que deveria prevalecer na hora de organizar os livros nas prateleiras do escritório – estética ou prática. Ele me acusou de não deixá-lo imprimir sua marca em nenhuma das pilhas de livros. Eu o acusei de estar sendo injusto, mas mal o deixei imprimir sua marca nas pilhas de livros.

Eu disse que ele estava mais preocupado em como os livros iam parecer na estante do que como funcionariam para mim. Ele insistiu que do seu jeito era melhor. O clima ficou tenso, as palavras rarearam. A coisa se apaziguou um pouco quando ele me ensinou um método bonito e eficiente de guardar a coleção de Piauís.

Perseveramos, fazendo um esforço calculado e silencioso para escolher os objetos da prateleira superior. Discutimos um pouco mais. Deitamos de cara amarrada e pouco satisfeitos com o resultado. Eu dormi mal, ele também.

No dia seguinte, eu mal olhei a estante. Ele trocou a mesinha de canto e a luminária de lugar. Fomos vê-la juntos. Talvez tenha sido a noite o que ela precisava para que os livros se colocassem em seus lugares, talvez seja a nova iluminação. Talvez sejamos nós. Ficou linda.

Começou com uma estante, não importa agora como vai terminar.

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mi, música independente

por   /  01/02/2012  /  13:03

Raul Luna apresenta MI – Música Independente em Pernambuco, um projeto que envolve uma revista impressa, que sai em março, e uma mixtape com artistas como D Mingus, Profiterolis, Trio Eterno e outros.

Um tipo de som bem diferente do que a gente tá acostumado a ouvir quando se fala em Pernambuco _e tão bom quanto, pra não perder a fama de bairrista que a gente tem  =)

Para ouvir > http://mionline.com.br/site/01/

Mais em > http://mionline.com.br/

(Obrigada, Albie, por mostrar!)

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quando a amizade acaba

por   /  01/02/2012  /  10:10

Amizade é um tema pelo qual me interesso diariamente. Já perdi amigos por vontade minha ou por vontade deles, parece que é uma coisa natural da vida. Mesmo constatando isso, o processo nunca é fácil. Sempre achei que era bom que existisse algum cuidado e um pouco de carinho quando a gente se afasta de alguém _e quando alguém se afasta da gente, também. Portanto, foi uma alegria encontrar este texto que fala sobre as diferentes maneiras de terminar esse tipo de relação que, de tão forte, quando chega ao fim é até comparada a um pequeno divórcio.

It’s not me, it’s you, de Alex Williams > http://nyti.ms/wc8ycR

Abaixo, alguns trechos:

Is there a right way to tell a friend it is time to go?

Thanks to Facebook, the concept of “defriending” has become part of the online culture. With a click of a mouse, you can remove someone from your friends roster and never again see an annoying status update or another vacation photo from a person you want out of your life.

Not so in the real world. Even though research shows that it is natural, and perhaps inevitable, for people to prune the weeds from their social groups as they move through adulthood, those who actually attempt to defriend in real life find that it often plays out like a divorce in miniature — a tangle of awkward exchanges, made-up excuses, hurt feelings and lingering ill will.

Even the most omnivorous collectors of friends acknowledge that sometimes it is necessary to cross out some names from their little black book.

(…)

Psychologists consider it an inevitable life stage, a point where people achieve enough maturity and self-awareness to know who they are and what they want out of their remaining years, and have a degree of clarity about which friends deserve full attention and which are a drain. It is time, in other words, to shed people they collected in their youth, when they were still trying on friends for size.

(…)

Psychologists consider it an inevitable life stage, a point where people achieve enough maturity and self-awareness to know who they are and what they want out of their remaining years, and have a degree of clarity about which friends deserve full attention and which are a drain. It is time, in other words, to shed people they collected in their youth, when they were still trying on friends for size.

(…)

This is not, however, an issue that arises only as the temples start to gray. People approaching 30 — many of them dealing with life changes like marriage and a first child — often tend to feel overwhelmed with responsibility, so they lose patience with less meaningful friends, said Dr. Carol Landau, a clinical professor of psychiatry at Brown University’s medical school.

(…)

But when the impulse is not mutual, it helps to undertake it with careful consideration.

“The first step before you end a friendship is to consider, very carefully and seriously, if you want to end a particular friendship or if you just want to wind it down,” said Jan Yager, a friendship coach and author of “When Friendship Hurts: How to Deal With Friends Who Betray, Abandon, or Wound You” (Simon & Schuster, 2002). “It will usually be a lot more pleasant to just pull away, and stop sharing as much privileged information.”

(…)

TO avoid backbiting and lingering bad feelings, many relationship experts recommend the same sort of direct approach that one would employ in a romantic breakup. To get around nagging questions, an honest letter, or even an e-mail, is the minimum (forget texting; that’s just cruel). A heartfelt face-to-face talk is better, said Erika Holiday, a clinical psychologist in Encino, Calif., who has discussed relationship issues on television shows like “Dr. Phil.”

“Schedule a time where you can sit down with them,” Dr. Holiday said. “It’s not about putting the other person down, but telling them, ‘You don’t fit into my life, you’re not on same path as me.’ ”

(…)

(Obrigada, Kimura, por compartilhar!)

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