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cat power voltou!

por   /  19/06/2012  /  9:20

A minha, a sua, a nossa amada Cat Power está de volta! ♥

Depois de seis anos, ela apresenta “Ruin”, faixa do seu novo disco, “Sun” _que sai em setembro pela Matador Records.

No vídeo dirigido por Austin Conroy, ela aparece de cabelos curtos, como no comecinho da carreira. Ao Stool Pigeon ela disse que fez isso depois de acabar o namoro com o ator Giovanni Ribisi:

“Eu cortei meu cabelo três dias [após o rompimento], peguei um avião para a França e terminei [essa] merda”, disse. “Está tudo bem, você sabe. Eu amo muito a pessoa. Eu realmente amo muito este disco, também. Estou muito orgulhosa dele.”

E eu tô feliz de ouvir a voz dela de novo!

Mais em > http://www.catpowermusic.com/

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buquê de presságios

por   /  19/06/2012  /  9:10

Buquê de presságios, de Marcelo Montenegro

De tudo, talvez, permaneça
o que significa. O que
não interessa. De tudo,
quem sabe, fique aquilo
que passa. Um gerânio
de aflição. Um gosto
de obturação na boca.
Você de cabelo molhado
saindo do banho.
Uma piada. Um provérbio.
Um buquê de presságios.
Sons de gotas na torneira da pia.
Tranqueiras líricas
na velha caixa de sapato.
De tudo, talvez, restem
bêbadas anotações
no guardanapo.
E aquela música linda
que nunca toca no rádio.

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A foto é de Pomeroy Gigantic

Obrigada, Bressane, por resgatar esse poema lindo!

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rompimentos

por   /  18/06/2012  /  8:58

Rompimentos, por Renata _do Tantos Clichês

Já passei por alguns rompimentos, dos dois tipos que há.

Tem aqueles em que a gente não consegue respirar sem o contato. Insiste em e-mails, mensagens, lembranças, telefonemas como quem não quer nada, só pra dizer que eu vi um filme que me lembrou você, num fingimento de amizade e naturalidade que a gente insiste em encenar porque quer ser madura. Ou então sufoca o quanto pode, pede por favor, não deixa de me amar, faz vergonha. Esgota até o último bocadinho de amor. Fica ali até secar – até você secar, até não restar nada. E se engana dizendo que nunca mais vai amar. Esses são os mais dolorosos.

E tem aqueles rompimentos em que é fácil sumir. Não procurar ou ser procurada parece até natural. Sim, outra vai ocupar o seu espaço. Outro vai ocupar o espaço dele. Pra que se agarrar ao que acabou? Não tem como jogar a culpa em ninguém. Como a gente faz pouca falta. É espantoso ver como pode ser fácil esse processo de se desvencilhar de alguém a quem se é tão apegada. Esses são os mais amargos.
Que gosto ruim tem isso de ver como era frouxo o nó.
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A foto é de Eleanor Hardwick
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