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fratura exposta, por carolina couto

por   /  23/01/2013  /  11:19

Sumir pra valer, por Carolina Couto

De novo você sumiu e deixou a minha saudade sem notícia. Que consegue ser pior do que a saudade contada nos constantes emails me falando que você continua a passar muito bem, obrigado. Sempre com esse obrigado, com essa educação excessiva e quase irritante que só alguém tão longe daqui poderia ter.

Dessa vez eu cheguei a me pegar pensando que talvez pela primeira vez eu quisesse de fato te esquecer. Pensei que ia ser doído, mas melhor do que continuar a viver aqui, nesse meio do caminho.

Aí a noite cai e as coisas a noite sempre parecem muito piores. Que se foda o que é melhor ou não, só queria encontrar notícias tuas de surpresa numa manhã qualquer.

Você roubou tanta coisa. Tantas músicas, tantos lugares. Roubou minha memória pra ocupar com lembranças só tuas, e olha que não são muitas. Mas eu fico aqui vivendo em um eterno looping do passado.

Você roubou meu presente. Porque várias vezes é simplesmente impossível estar aqui. Eu to sempre lá. Imaginando todo o cenário a minha volta modificado caso houvesse sua presença. Até alguém aparecer com uma cerveja e me fazer engolir esse outro mundo que não existe.

Eu sei que se algum dia eu saísse na rua e encontrasse alguém que me olhasse do jeito como você me olhou naquele dia – passando todo afobado com mil equipamentos em baixo do braço – então tudo estaria certo de novo. Mas isso nunca mais aconteceu e só o que faço é provar pra mim mesma que ninguém é suficiente. E essa situação também não é.

Não sei como vai ser. Não sei como eu vou resolver. Pelo menos uma vez por dia eu lembro da mesma cena: nós dois deitados na cama depois de toda aquela comida que você preparou no jantar. Uma latinha de cerveja na mão de cada um.

E o que me faz voltar pra esse exato momento sempre é a sensação. Eu não me lembro de ter me sentido tão bem, tão feliz e principalmente tão confortável com mais ninguém em muito tempo. Será que tava chovendo lá fora?

A gente só ficou lá, junto, sentado meio bebado e conversando sobre todas as coisas do mundo, como a gente sempre costuma conversar. Meus pés estendidos por cima das suas pernas. Eu vestida com sua camiseta verde e velha e os jeans da tua irmã. E o Dodger aparecendo vez ou outra pra tornar a espalhar pelo e tomar o lugar dele.

Minha partida era no dia seguinte, logo pela manhã. Mas não tinha espaço pra pensar nisso. Nunca teve. Tudo o que tava ali era tão suficiente que não sobrou tempo pra nada que não fosse bom.

Se for pra sumir dessa vez, então faz isso pra valer, por favor. Pra me dar uma nova chance de poder me apaixonar pelo cachorro velho e peludo de outra pessoa.

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A foto achei aqui.

achados humanos

por   /  22/01/2013  /  10:40

A Camila Svenson tem um projeto novo, o Achados Humanos.

Ela faz uma coisa que eu amo fazer também: parar desconhecidos no meio da rua e tirar fotos deles.

O legal é que ela pega de uma criancinha fantasiada a um senhor sisudo, fazendo uma compilação diversificada e super interessando de tipos humanos.

Acompanhem > https://www.facebook.com/achadoshumanos

A Camila já apareceu por aqui com uma foto acomapanhada por um texto > http://donttouchmymoleskine.com/um-segundo/

E também como parte do Coletivo Mona > http://donttouchmymoleskine.com/coletivo-mona-camila-svenson/

fratura exposta, por antonio la carne

por   /  21/01/2013  /  14:10

Amante babaca, por Antonio La Carne

Plantei a florzinha da paixão guardada no peito e você veio de mansinho e cortou o mal pela raiz, como se eu fosse um vilão de novela, ou um robô de sentimento plastificado. Aí não curei a mágoa do coração aos pedaços. Enchi a cara de cerveja e te liguei quando tudo era tão tarde, quando a noite foi a melhor amiga. Amanheci ao léu de mim mesmo, cutuquei onça com vara curta, aluguei os amigos com os dramas da solteirice e o choro preso na garganta. Surtei de segunda a segunda. Exagerei no cigarro, marquei um pacto com a solidão, me tranquei no banheiro, dediquei 14 noites ao baixo astral que não me salvou de você: tão babaca e sem um pingo de sensibilidade. Então 2013 deu o ar da graça e pude então traçar planos, pensar em mim como sobrevivente do amor que não deu certo. Acordei livre do passado e dos arranhões. Aquele lance do “quando casar, sara”. Mas eu só queria uma coisa, que você me amasse pra caralho.

be my valentine

por   /  21/01/2013  /  10:29

O Rob Ryan fez cartões LINDOS para o dia dos namorados gringo, que acontece em 14 de fevereiro. ♥

Nas imagens, casais formado por um homem e uma mulher, uma mulher e outra mulher, um homem e outro homem. Porque o mundo é assim, né? Então os cartões também têm que ser!

No texto, o seguinte:

There is no such thing as free time.
There is no such thing as work time.
There is no such thing as play time.
There is no such thing as down time. 
There is no such thing as spare time.
There is no such thing as quality time.
There is no such thing as the right time.
There is no such thing as the wrong time.

There is only time.

The rarest and most precious gift I can give you seems to be the one thing I never have enough of to spare, but I promise to give you as much as I have and will make even more + more to give you. Can these seconds and minutes slowly grow into hours and days and perhaps weeks, months and years? In the name of St. Valentine can you be mine? 14th February 2013.

Mais em > http://rob-ryan.blogspot.com.br/2013/01/valentines-print-2013-every-year-we-do.html

(Obrigada, Luiza Voll, por mandar essa coisa tão linda!)

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