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achados da national geographic

por   /  14/03/2013  /  8:59

Para comemorar seus 125 anos, a National Geographic criou um Tumblr com fotos que mostram culturas e momentos do passado. Várias imagens nunca foram publicadas!

We hope to bring new life to these images by sharing them with audiences far and wide. Their beauty has been lost to the outside world for years and many of the images are missing their original date or location.

Acompanhem > http://natgeofound.tumblr.com/

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o legado de leonílson

por   /  14/03/2013  /  8:06

Daigo Oliva tem Leonílson tatuado na pele. E assim começa sua reportagem sobre o artista:

Nascido em Fortaleza, mas criado em São Paulo, o genial artista completaria 56 anos se estivesse vivo. Vítima da Aids, em 1993, faleceu precocemente aos 36. Visceral, vibrante, poético, irônico, sonhador… Faltam adjetivos para classificar Leonílson.

O traço simples, por muitas vezes infantil, tinha o poder de comunicar usando poucas linhas e palavras soltas. Tudo era um suporte artístico para Leó, como era carinhosamente chamado. Dos papéis de cadernos e agendas, dos bordados vazios que dizem tanto e as pinturas de rios, vulcões e corações dilacerados por sentimentos que exploram a boca e o olhar, Leonílson construiu um universo particular que o projetou como um dos nomes mais importantes da arte contemporânea brasileira.

Mas o artista não pode ser compreendido apenas através de sua obra. Deve ser lido também a partir de sua família, suas anotações, suas gravações, seu humor, suas brincadeiras e seus amigos.

Daigo é fotógrafo, também escreve e é um dos autores do blog Entretempos, da Folha de S.Paulo. Foi lá que ele publicou o texto, que é acompanhado de uma ótima entrevista com Lenice de Fátima Dias Fonseca da Silva, irmã de Leonílson.

Leiam > http://bit.ly/Wm3M5T

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expressas dtmm

por   /  13/03/2013  /  13:38

– Foto linda de Leonardo Cisneiros, acompanhada por um texto triste: “Foto clichê hoje à tarde, curtindo o banzo daquela reunião ridícula, na qual nem um teatro de diálogo sem tentou fazer, sentado na beira do rio, admirando essa cidade tão linda e tão filha da puta. O Recife que a gente ama, mas não nos corresponde.”

– Elke Maravilha encarna Marylin Monroe nesta foto maravilhosa de David Zinggs. Cassiano Elek Machado, em seu blog Elekistão, apresenta o colossal talento do americano na arte do retrato. “Isso em mim provoca imensa dor, mas tudo indica que Tom Jobim também desafina. A história está até numa enciclopédia: num bar de Ipanema, o compositor advertiu um americano branquela que cogitava mudar para o país: ‘David, o Brasil não é para principiantes’. Zingg, o David em questão, poderia ser quase qualquer coisa, menos principiante. Ex-piloto de bombardeios B-17 na Segunda Guerra Mundial, ex-plantador de bananas em Honduras, amigo de John Fitzgerald Kennedy, Ph.D em dry martinis bem secos e em hambúrgueres suculentos, o jovem astro do jornalismo americano David Drew Zingg estava pronto para tudo. Ipanema estalou os dedos, e ele veio correndo atender seu chamado. Zingg não foi mais o mesmo, mas nosso país tampouco.”

– A incrível Maria Popova encontrou ilustrações antigas do corpo humano no livro The Sexual Study of the Male and Female Human Body in Color Pictures e fez GIFs a partir deles. Demais!

– A internet esvaziou as bibliotecas, e a Miami Ad School veio com uma solução (que ainda é um projeto). A Underground Library se vale do fato de que nos metrôs a conexão não funciona e incentiva o uso de um bem público. Você aponta para a estante de livros e recebe trecos de um best-seller no seu smartphone. Depois que sai do metrô, recebe um aviso de que pode continuar lendo o livro de graça, basta retirá-lo na New York Public Library. Muito legal, né?

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vivendo com menos. bem menos

por   /  13/03/2013  /  9:15

Graham Hill vive em um apartamento de menos de 40 metros quadrados, dorme numa cama que sai da parede, tem seis camisetas e 10 tigelas que usa para servir saladas e pratos principais. Não tem CDs ou DVDs e dos livros que já havia acumulado, sobraram 10%.

Depois de anos consumindo tudo o que queria (e muito do que nunca quis), viu que tinha duas casas gigantes e cheias de coisas, de eletrônicos a gadgets, passando por carros, e percebeu que as coisas que ele consumia o haviam consumido.

No artigo Living With Less. A Lot Less, o criador do Life Edited conta como descobriu que esses excessos não o preenchiam. Foi quando se apaixonou por Olga que a relação dele com as coisas materiais se desfez. Eles foram pra Barcelona, quando o visto dela expirou, viveram em um apartamento pequeno, na base do amor. Com algumas roupas, produtos de higiene pessoal e um par de laptops, pegaram a estradam e viveram em Bangkok, Buenos Aires e Toronto, fazendo várias paradas no meio do caminho. Ele continuou trabalhando e criou empressas como o Tree Hugger.

Minha vida era cheia de amor e aventura e de trabalho com o qual eu me importava. Senti-me livre e eu não senti falta do carro, dos gadgets, da casa, em vez disso, senti que tinha parado um trabalho sem fim. A relação com Olga eventualmente terminou, mas a minha vida nunca mais pareceu a mesma. Eu vivo com menos e viajo mais leve. Tenho mais tempo e dinheiro. Além do meu hábito de viajar – que eu tento manter sob controle, minimizando viagens, combinando outras e comprando créditos de carbono – sinto-me melhor porque minha pegada de carbono é significativamente menor do que na minha vida anterior supersized. Intuitivamente, sabemos que as melhores coisas da vida não são coisas, e que relações, experiências e trabalho significativo são as bases de uma vida feliz.

Leiam o texto completo > http://nyti.ms/WlYAPj

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Em 2011, fiz uma matéria pra Galileu sobre o assunto! > http://donttouchmymoleskine.com/viver-com-menos/

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3 clipes

por   /  13/03/2013  /  8:47

Vamos ver três clipes beeeem legais?

O primeiro é o lindíssimo “Defiant Order”, do Birdy Nam Nam, um grupo de DJs franceses. O vídeo tem altas manobras radicais, uma menina linda apaixonada pelo cara exibido e uma fotografia UOW! A direção é de Nico Dvnl.

O segundo é “Demon to Lean On”, do Wavves, uma banda de San Diego meio surf, meio rock. O clipe é bem aventura da juventude que não tem medo de se meter em roubada.

Nesses tempos de like, like, like, o amor pode acabar muito rapidamente. O Copacabana Club canta um pouco disso em “Love is Over”, clipe bonito e dançante dirigido por Thales Banzai.

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20.000 pessoas

por   /  12/03/2013  /  10:48

Queridos, vocês me dão alegria todos os dias. Fazer esse blog é, sem dúvida, uma das melhores coisas da minha vida. Foi por ele que conheci as fotos, as artes, os textos, as músicas de um monte de gente. Foi por ele que conheci um monte de gente!

Nem sempre consigo responder com rapidez todos os emails de vocês, mas leio tudo e fico extremamente feliz cada vez que alguém conta alguma história com o Don’t Touch, diz que começou a escrever por causa do Fratura, que mandava posts do blog para aquele paquera que um dia se tornou marido.

E aí essa semana, pra minha grande alegria, a fanpage do Don’t Touch no Facebook chega ao impressionante número de 20.000 pessoas!

O nome disso é felicidade! Muito, muito obrigada! ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

refazenda

por   /  11/03/2013  /  8:50

Refazenda, por Bárbara Castro

tanta gente sonha em PÁ ter uma oportunidade para se refazer, quando tudo o que eu queria era uma trajetória linear. não vista de fora, mas vista de dentro. não vista do futuro, do longo termo, mas do presente, do curto prazo. porque eu estou vivendo agora, né? talvez linear nem seja a melhor palavra. ininterrupta. aí sim. ininterrupta. porque por mais encantadores que sejam os pontos de respiro que a vida nos oferece pra gente recomeçar, eu não acho muito fácil viver de ponto e vírgula. talvez depois eu aprecie. agora não.

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A foto é de Rowena Waack.

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fratura exposta, por déborah de brito

por   /  11/03/2013  /  8:03

As cores, por Déborah de Brito

Vermelho, azul, amarelo, laranja, rosa, roxo e verde. Essas eram as cores que você pintava os meus olhos para te enxergar. Nada de cores frias ou tons que se assemelham a despedidas e à frase que todos temem “precisamos da um tempo”, e sim cores de alegria e de “amo você” e “sinto sua falta”.

Todas aqueles dias de sol, de cor laranja quase se avermelhando, que passamos juntos se foram na velocidade de um soluço de choro, baixinho, desesperado, quase adormecendo e deixando cada gota de lembrança no travesseiro. É incrível como o sentimento de gostar de alguém faz com os dias passem depressa, o emprego pareça aturável, as filas de banco, divertidas, dias de chuva serem perfeitos e problemas financeiros parecerem bobagem, afinal, você tem todas as cores de que você precisa para derramar em cima desses problemas, e é aí que a cor lilás aparece e grita de uma forma doce: ”Sou seu. Você é minha.”

Mas e o que fazer quando te roubam essas cores?

Aquelas cores que ficavam estampadas no meu rosto todos os dias em que você acordava, olhava para o lado e eu não me sentia culpada de me atrasar para o trabalho mais uma manhã, só para ficar cinco minutinhos observando a sua fonte de cores dormir.

Quando os tons de despedidas chegam, as pessoas chegam a relutar diante do sentimento e do discurso sufocante: “Não! Não me conformo. Mas como isso foi acontecer comigo, com a gente? Justo com a gente, hein? Como você pode desistir/preferir a minha ausência a continuar caminhando nos caminhos que trilhamos de alegria, companherismo, mãos dadas, corpos quase que entrando um no outro, noites acordando para te preparar um chá para o seu estômago que sempre anda mal (você precisa ir no médico, cara.), compras e arrependimentos de gastar dinheiro assim que a notinha sai da maquininha, risadas, dancinhas improvisadas dentro do carro com qualquer música que a rádio nos desse. Ah! Como você pode querer isso?”

E é aí que começamos a recolher as tintas, pincéis, molduras, aventais e aquarelas.

Eu só queria te dizer que eu gostaria muito que você voltasse a pintar os meus olhos e deixasse eu pintar os teus.

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A foto é de Shelby Tanner.