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130 anos da brooklyn bridge

por   /  31/05/2013  /  10:02

Em 1883 foi inaugurada a Brooklyn Bridge, até então a maior ponte suspensa do mundo, que tinha sido construída ao longo de 13 anos, ao custo então exorbitante de US$ 15,5 milhões.

O Curbed compilou uma série de fotos históricas dessa icônica ponte ao longos dos anos. O acervo veio do Museum of the City of New York e da Library Congress.

Atravessem > http://ny.curbed.com/archives/2013/05/22/130_years_of_brooklyn_bridge_photos_decade_by_decade.php

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you look so heavenly

por   /  30/05/2013  /  9:23

Sempre gostei de Blondie, mas agora virou uma história de amor.

Deixem “One way or another” e “Heart of Glass” um pouco de lado e ouçam “Pretty Baby” e “11:59” eternamente no repeat.

Mas só vale se vocês fizerem isso ao menos 10 vezes por dia, como eu faço há algumas semanas, hehe! ♥

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nothin’ but time

por   /  28/05/2013  /  10:35

A Matador divulgou o teaser do videoclipe de “Nothin’ But Time”, de Cat Power.

Dirigido por Aaron Rose, o clipe terá ao menos onze minutos e mostra as irmãs Jade e Hazel Altheide, que moram em Albuquerque, New Mexico, e amam se aventurar em cima de bicicletas BMX.

A música da Chan Marshall é forte e épica, daquelas que fazem a gente acreditar que vai dar tudo certo no fim. O vídeo me parece fashionista demais (muitas trocas de roupa, será?), mas é lindo. As paisagens, uow, de tirar o fôlego!

When we arrived, we met the Altheide family, quickly got our gear together and hit the trails. All I can say is wow! The girls were absolutely beautiful and the surrounding landscape (as you can see) was beyond magnificent. Coincidentally, as we were making this, Cat Power had just dropped her new record SUN. I was listening to it on the rental car radio as we cruised through the mountains of New Mexico and it just really fit the vibe of what we were making. If you’ve ever been to NM, you know. How much sun they have…TONS! The song featured in this video is called “Nothin’ But Time” and I think it just fits perfectly. The way Chan screams “I wanna live!” just fits the freedom of jumping bikes and bombing down hills so perfectly. It was a match made in heaven. The upcoming long-form film will include the entire eleven minute version of “Nothin’ But Time”. We’re making it now. So excited to get this out. Stay tuned.

Vejam! ♥

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mixmágoa

por   /  24/05/2013  /  10:13

Pensei me vários nomes pra essa mixtape. Mas tudo soava dramático demais. Resumi em Mixmágoa, que junta músicas para aquela fase em que a relação terminou, mas o amor ainda não acabou 100% nem você alcançou a plenitude da solidão no domingo à noite.

São músicas tristes, é verdade, mas que carregam a vontade de que uma hora tudo fique civilizado e carinhoso. Porque acontece. Mais dias, menos dias. Ou mais anos, menos anos, hehe.

Tem Jards Macalé, The XX, Cake, Roy Orbinson, Rodriguez, Nick Cave, Frank Ocean, Morphine, Leonard Cohen, PJ Harvey, Caetano Veloso e Otis Redding.

Se eu fosse você, ouvia! ♥

A foto é do Seditions.

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várias vidas na brevida de juliana amato

por   /  21/05/2013  /  17:01

Juliana Amato, 25, escreveu um dos melhores livros de estréia que já li, o “Brevida”. Gosto de surpresa, de não saber o que eu vou encontrar quando viro a página, e ela me deixou sem acreditar no que ia lendo quando inventou Crianço, a Mamãe Biscate, a Assistente Social e depois os juntou em contextos inimagináveis.

O jeito como ela escreve surpreende, incomoda, deixa a gente querendo mais. Se fosse um filme, ia precisar de continuação, por mais que elas sejam sempre arriscadas, na vida e na ficção.

Como o livro é curto, 65 páginas, o fim da leitura deixou aquela sensação de “e agora?”,  logo resolvida com o Google, que me levou ao blog dela, o Microclima.

Depois de devorá-lo, passei a ter o comportamento normal de quem acompanha blogs e fui lendo os posts na medida em que eles apareciam. Surgiram alguns intitulados Diário Aleatório. Um tempo depois, ela falou que o diário seria lançado na Feira Plana, que aconteceu em abril no MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo.

Em vez de papel, desta vez ela fez um site com os trechos do diário, que é “uma coleção de dia estranhos”, desses que a gente entende mais profundamente do que queria.

Ainda na vontade de ler mais coisas que ela escreve, fiz uma entrevista. Espero que vocês leiam e, também, comprem o livro, que é excelente! ♥

– Quando você descobriu que queria escrever?

Juliana Amato: Eu não sei muito bem. Na verdade, fazendo um pouco de charme, rs, acho que ainda nem descobri isso. Mas lembro bem de uma vez que escrevi dois poemas – eu devia ter uns 15 anos – que achei muito bonitos. Eu fiquei muito orgulhosa deles e saí mostrando para alguns amigos. Acho que, depois desses dois poemas – que eu nem sei de onde vieram – eu não parei. Comecei a freqüentar grupos, jornais independentes, cursos.

Antes disso, talvez minha mente escritora já pirava com as Barbies. Eu criava muita historinha.

E minha família sempre diz que, bem antes de saber ler, com um aninho, dois, sei lá, eu pegava os livros e ficava inventando historinhas com base nas figuras. Acho que toda criança faz isso, né? Mas, sabe como é, mãe é mãe.

– Você escreveu o “Brevida” para o concurso da Edith [editora que tem entre seus criadores o escritor Marcelino Freire] ou ele já tava pronto antes?

Já estava pronto. Eu escrevi ele logo que pedi demissão do restaurante [onde foi garçonete]. Daí até chegar o concurso passou, mais ou menos, um ano, um ano e meio. Eu ficava só mandando pra um monte de amigo.

– Você ganhou um concurso disputado, o Só Escritoras [feito pela Edith em 2011]. Imaginava?

Não imaginava. Porque era um concurso para mulheres, e eu não acho assim o “Brevida” muitomulher. Por um lado, pensei: “isso pode me diferenciar”, mas, por outro, achei que o monte de palavrão e o tema, meio delicado, poderiam fazer o “Brevida” ser desclassificado rapidão.

– De onde veio o Crianço?

Ah. Eu sei dizer exatamente de onde veio a Mamãe Biscate, mas o Crianço… Bem, ele veio do nome dele. Um dia eu pensei que o masculino de criança é crianço. Aí, logo em seguida, pensei que esse era um nome muito legal prum personagem. Mas como seria esse personagem chamado Crianço? Aí ele foi vindo…

– E a Mamãe Biscate então?

A Mamãe Biscate veio de observar algumas clientes que frequentavam o restaurante. Sabe aquelas mulheres mais maduras, meio malhadas, com luzes, perfume forte e superchiques, anéis e tal? Então.

Elas iam lá com seus esposos, de camisa polo e mocassins sem meia. Daí olhando para elas um dia eu pensei “Mamãe Biscate”.

– Quais são suas referências e influências? E o que você tá lendo agora?

Acredito que os textos que mais me impressionaram foram “O Monstro” e “As cartas não mentem jamais”, os dois do Sérgio Sant’anna. Acho incrível a atmosfera que ele cria. E Ana Cristina Cesar, e Hilda Hilst. Gosto dessas mulheres intensas e obsessivas com as palavras, com a comunicação.

Agora agora eu estou mais vendo. Descobri que gosto muito de escrever pensando em cenas, em situações – atmosfera. E gosto muito de cinema e de TV. Gosto do Eric Rohmer pelos temas, e pela construção da relação entre os personagens, ambígua. Gosto da Lucrecia Martel pela maneira como ela prende os personagens, como se eles não pudessem estar fazendo outra coisa, ou melhor – como se não houvesse nada a fazer. Gosto do Woody Allen, porque ele é engraçado demais, captando o ridículo de si mesmo, de nós mesmos. Gosto da Lena Dunham (descobri “Girls” e viciei), porque acho ela muito muito sincera. E da Miranda July, pelo inesperado.

De livros, gostei muito do “Hotel Mundo”, da Ali Smith, que li ultimamente. E também do “A Visita cruel do tempo”, da Jennifer Egan. E da Verônica Stigger e da Angélica Freitas. Putz, tudo mulher.

– Já fez outro depois do “Brevida”?

Não. Tenho me juntado com muita gente pra criar coisas junto, e participado de coletâneas e tal. Fiz o Diário Aleatório com a Thany Sanches e um livretinho chamado “Jo Quem Pô para Adultos”, com o Nelson Provazi. Mas tenho outras coisas em andamento, tudo no meio de uma multidãozinha.

Eu até já tenho um livro em mente, que quero muito escrever. Mas acho que ele só vai ficar pronto quando eu tiver uns 50, 60 anos. O tema é muito delicado.

– Qual é?

Não quero falar o tema, porque senão não acontece. Só digo que é sobre: casais – que, ok, já descobri e assumo, é uma leve obsessão.

– E o Diário Aleatório? Como os posts viraram o site?

Eu fui escrevendo dia a dia e ia colocar no Microclima. Mas pensei que eles poderiam se perder muito ali, já que fazem parte de uma coisa só, e o blog não iria reunir essa “coisa só”. Então sentei com a Thany e pensamos nisso. Em não ser linear, cronológico, em juntar com imagens que traduzissem esses textos. Ela foi a responsável por todas as montagens de texto com as fotos, que ficaram lindas. Eu só coloquei minha caligrafia. Lançamos pela cuco, um “coletivo editorial cinematográfico” que estamos montando. Foi bem esquisito ver todo mundo lendo esses textos e “curtindo”, mas foi muito importante escrevê-los.

– Você vive ou espera viver da sua literatura? Nesse meio tempo, você trabalha com literatura de alguma forma? Ou em uma coisa completamente diferente?

Não vivo dela, e não sei se espero viver dela um dia. Ainda não consigo imaginar ainda ficar escrevendo com prazo, com tema, com “compromisso”. Gosto muito de escrever e faço isso sempre que posso, penso em textos o dia todo, e gosto que isso seja um prazer.

No momento eu trabalho com edição de texto, tradução, revisão. E estudo roteiro. Não tem como fugir do texto.

[Juliana se formou em Letras pela USP, em 2010]

– Você escreve mais e/ou melhor quando tá feliz ou triste?

Quando eu estou.

– Quando você coloca um livro no mundo, espera o quê?

Não só com livros, mas qualquer novo texto que eu coloco no Microclima (ou mesmo na timeline do Facebook, rs). Bem, eu espero que as pessoas leiam, que gostem – claro – e que se sintam alguma sensação nova, diferente – que sintam uma possibilidade, talvez.

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