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kim deal solo

por   /  28/10/2013  /  9:00

Linda demais a música “Are You Mine?”, que a Kim Deal fez pra mãe, que tem Alzheimer. A cantora deixou o Pixies, continua no Breeders e prepara um disco solo. ♥

Are you mine?
Are you my baby?
I have no time
I have no time
For nothing but love
Are you mine?
How you see me lately?
I have no time
I have no time

Mais em > http://kimdealmusic.com/

A foto tirei do Pitchfork.

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the xx, um esquenta para o show

por   /  23/10/2013  /  11:00

Quando me apaixonei pelo The XX, vivia um daqueles grandes amores que trazem alegria e aperreio quase na mesma medida.

Quando, pela incontável vez, tudo acabou, ouvi “Sunset” sem parar. Porque nunca alguém havia traduzido tão bem o que eu sentia: I always tought it was sad the way we act like strangers… After all that we had we act like we had never met.

Na paixão, no amor, no sofrimento, na mágoa e na (tentativa de) volta por cima, The XX tem sempre uma música pra confortar o meu coração.

Pra celebrar, fiz uma mixtape com muitas músicas da banda inglesa e mais outras tantas de cantores, cantoras e bandas que eu acho que têm a ver com o som deles. Da óbvia influência do Cure ao Passion Pit fazendo um cover do Cranberries, passando por Portishead, Grimes, XXYYXX, King Krule, Jay Jay Johanson, Metronomy, James Blake, Gil Scott-Heron e mais um monte de coisas que amo muito.

A foto é do Lukasz Wierzbowski. A da banda é do Matthias Clamer.

Se eu fosse você, ouvia no repeat! ♥

The XX é a atração principal do Popload Festival, que acontece no próximo sábado (26) no HSBC Brasil. Mais em > http://popload.blogosfera.uol.com.br/tag/the-xx/

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os ombros suportam o mundo

por   /  15/10/2013  /  21:53

Carlos Drummond de Andrade em Os ombros suportam o mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

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A foto é do Ren-Hang.

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