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“A quietude é a chave”, de Ryan Holiday

por   /  08/03/2020  /  9:00

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Tem uns livros que caem nas nossas mãos quando precisamos. “A quietude é a chave” (@intrinseca) é um desses. Escrito pelo filósofo Ryan Holiday, tem como mote nos ensinar sobre a habilidade de desacelerar e encontrar um lugar de paz em nós mesmos. Em uma era de distrações, como a gente faz pra se conectar com o que importa? Uma frase de Sêneca resume bem: “Podes estar seguro de que estás em paz contigo mesmo quando nenhum ruído chega a ti, quando nenhuma palavra te arranca de ti, seja ela lisonja ou ameaça, ou meramente um som vazio zumbindo à tua volta com um barulho sem sentido.” Outra do autor também: “Construa uma vida da qual você não precise fugir”.
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Um dos grandes desafios da minha vida é entender o tempo. O que faço com o meu? Como posso viver sem tanta ansiedade? Como posso não encarar a vida como uma eterna lista de tarefas? Ou como posso entender que a lista não tem fim e relaxar? Holiday fala da importância da presença, da limitação de estímulos, de cultivar o silêncio, manter um diário, dormir bem, aprender a lidar com a raiva, escolher estar em um relacionamento, encontrar um hobby, caminhar, aprender a dizer não (para poder dizer sim para o que importa), construir uma rotina que vire ritual, buscar solitude, entre outras coisas. Sempre com base em ensinamentos de nomes como Confúcio, Thich Nhat Hanh, Nietzsche, além de exemplos de figuras, como Churchill, que se beneficiaram desse caminho.
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“Nós não vivemos neste momento. Nós, na realidade, tentamos desesperadamente sair dele – pensando, fazendo, falando, nos preocupando, lembrando, esperando, seja o que for. Pagamos somas enormes para ter em nosso bolso um aparelho que garanta que nunca fiquemos entediados. Inscrevemo-nos em inúmeras atividades e assumimos um sem-fim de obrigações, corremos atrás de dinheiro e realizações, tudo com a crença ingênua de que no fim disso haverá felicidade.” E a gente sabe que não é isso, né? Quando a gente tá feliz é tudo tão mais simples. O que temos basta, a vida flui. Aprender a cultivar esses espaços parece ser a busca de uma vida toda. E esse tipo de leitura dá uma animada na missão. #bibliotecadonttouch