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#portfoliodonttouch: A busca pela pureza na fotografia de Bruna Valença

por   /  20/07/2015  /  19:00

Bruna Valença 1

Bruna Valença tem 24 anos e fotografa há pelos menos 10, desde que ganhou uma câmera do seu pai. A fotógrafa pernambucana também virou videomaker e acumula um currículo o trabalho em curtas metragens e a cobertura de semanas de moda como as de São Paulo, Paris e Nova York – além do prêmio People’s Choice Award 2011, da See.Me Institution, dos Estados Unidos.

Na entrevista abaixo, ela conta o que a motiva a fotografar e divide também seu processo e mais detalhes de sua trajetória.

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A minha vontade de fotografar vem muito de dentro. Tem dias que eu acordo com a cabeça lotada de ideias, de sonhos, de pensamentos, de vontades súbitas de montar uma imagem.

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Creio que as minhas imagens tenham em comum essa sensação de efemeridade, de linguagem do sonho, do subconsciente, pois a fotografia é realmente uma extensão de tudo que penso, é a melhor maneira que encontro para me expressar.

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A maioria das minhas ideias surgem à noite, e é aí que eu perco o sono mesmo. Escrevo, estudo imagens de referência e já saio marcando nas minhas agendas possíveis datas para projetos específicos. Eu tenho muita agonia se não concretizo uma ideia logo, sabe? Então sempre quando surge alguma, já quero fotografar no dia seguinte, se possível! Às vezes o tema brota mesmo. Por causa de alguma sensação ou sentimento, ou por algum filme que assisto que me inspira. Também acontece de fotografar algo do nada, e isso também é muito gratificante, pois me tira da zona de conforto totalmente.

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Eu sempre gostei muito de observar as coisas, as pessoas ao meu redor. E no fundo, sentia uma necessidade de registrar, interpretar aquilo na minha própria maneira. Comecei a fotografar aos 14 anos com uma câmera compacta que ganhei de aniversário do meu pai e realmente não parei mais. Não me recordo de nenhuma época após em que eu tenha ficado sem fotografar.

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Os temas foram variando com os anos, mas eu sempre me fascinei em fotografar pessoas. Inseridas ou não em algum contexto. Acho que foi aí que a fotografia se tornou algo palpável pra mim. Comecei fotografando em digital, e depois que eu descobri o analógico, o vício se concretizou mesmo. Comecei fotografando shows, fotos para bandas de conhecidos, registrando o meu cotidiano e situações inusitadas da minha turma de amigos, a câmera realmente se tornou uma extensão de mim e a minha forma de dialogar com as pessoas.

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Comecei a trabalhar como videomaker fazendo vídeos para marcas de moda de Recife e logo após fiz uma série autoral de “fashion films” com modelos locais. Uma coisa levou a outra, e naturalmente comecei a conseguir trabalhos a partir da estética que desenvolvi, filmando casamentos e uma série de outros trabalhos com propaganda e videoclipes. Comecei a desenvolver o meu lado autoral com a fotografia analógica, pois é um formato que me dá muita liberdade na hora de clicar.

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Às vezes as respostas vem na hora que eu clico, às vezes dias, anos depois, quando revejo as fotos, quando as revelo, pego na mão e analiso. Muitas vezes sinto a necessidade de colocar uma ideia pra fora e só descubro o que aquilo significou pra mim depois. Mas o que eu sempre busco é a pureza. Quero produzir imagens que me tragam paz, sempre.

Veja os demais posts da série #portfoliodonttouch:

A fotografia sentimental de Juliana Rocha + #retratosanônimostakeover por @rochajuliana

Paulo Fehlauer e a fotografia guiada por sensações + #retratosanônimostakeover por @fehlauer

A noite sem filtros de Luara Calvi Anic + #retratosanônimostakeover por @luaracalvianic

Corpo em desclocamento na fotografia de Patricia Araújo + #retratosanônimostakeover por @patiaraujo

O mundo dos sonhos de Cassiana Der Haroutiounian

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