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A comparação constante das redes sociais

por   /  22/05/2020  /  9:00

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Chega a ser quase impossível manter constantes o gás e a confiança se você passa duas horas navegando aleatoriamente no Instagram, dando uma passadinha em cada uma das 20 lives que estão acontecendo por volta das 19h, olhando IGTVs e dezenas de posts. Parece que tá todo mundo fazendo muita coisa, agora que aprendemos a conviver um pouco com a pandemia (sem deixarmos de nos espantar diariamente com tudo, claro). As redes sociais são plataformas de comparação constante. A gente já sabe disso, mas não é doido que isso nos afete em dias que largamos um pouco o navegar com consciência e passamos minutos aleatórios rolando a tela? Dá para entender porque muita gente ainda resiste em se expressar por aqui. Há um tempo venho falando pra uma amiga que ela devia postar no feed, mostrar o que tá fazendo, criar seu canal de comunicação. Recentemente, ela deu esse passo. Não sem antes duvidar se tinha algo pra falar, se iam gostar, se ela iria conseguir manter frequência. Fico pensando como nos sentiríamos se houvesse aqui um mecanismo diferente, se as redes não operassem com base em volume, frequência e comparação. Ainda não sei dizer como, mas fiquei pensando que se até o Jornal Nacional muda e faz com que o William Bonner quase conduza uma meditação guiada um dia e no outro clame para que ninguém deixe de prestar atenção às vidas perdidas é porque estamos precisando de lembretes na hora de ver informação, né? Entre um post e outro poderíamos ser impactados por mensagens do tipo: “você só está vendo uma parte da história”; “pare de comparar sua vida a de quem você adora stalkear, mesmo que não admire tanto”; “cuida do seu caminho, é isso que importa”; “lembra de respirar”. Eu ia gostar de ter essa experiência, seria muito #ainternetqueagentequer.

#escrevescreve #diáriodaquarentena

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