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A potência das fotografias de Helen Salomão

por   /  25/07/2018  /  7:30

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Muito impactada pelo trabalho da Helen Salomão, puxei uma conversa pra conhecê-la mais.

Acompanhem esta mulher! > @helesalomao

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Sempre fui apaixonada por arte, mas as pessoas diziam que a arte não era para mim, e eu levei essa afirmação muito a sério. Só decidi que iria me dedicar a ela quando me decepcionei com a profissão que eu almejava. Meu sonho era ser advogada, até eu entrar para estagiar como Jovem Aprendiz no fórum da minha cidade e perceber que naquele momento eu seria infeliz se escolhesse essa profissão. E então decidi me dedicar à arte.

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Comecei a estudar para passa na faculdade pública para cursar design. Nesse meio tempo já tinha comprado uma máquina semiprofissional e estudava sozinha fotografia. Comprei a máquina sem pretensões, só queria me aproximar da arte. Sem conseguir passa em design, entrei num curso de arte e tecnologia. Foi nesse curso que me tornei artista e me dediquei inteiramente à fotografia. E descobri que ela seria minha aliada para mostrar e discutir minhas ideologias, para ser uma artivista e poder ser o meio para que outras pessoas pudessem se mostrar e contar suas histórias.

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Minha fotografia é muito sentimento, é o momento que passo, junto com o espaço ou pessoa que compõe a foto. Minhas referências: a rua, as pessoas, a minha família.

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Abordo aquilo que está no meu cotidiano e a minha vida. Acredito que é importante retratar para além de um tema, sempre penso em mostrar o que me toca, o que pode ajudar o outro, a autoestima, a felicidade, o poder e por aí vai.

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Do Projeto Fotopoético Casa Corpo Pele Parede, que conta vivências de mulheres, focando nas experiências do seu corpo, marcadas na pele.

Débora Ester, 22 .
“Minha pele tem tendência a manchar por qualquer eventualidade. Seja uma espinha, cravo ou ferimento. Futucada ou não, ela sempre marca. Eu não tinha estrias, porém, durante a gravidez, elas começaram a aparecer. A pele em volta da barriga esticou bastante, além de aparecer aquela famosa listra negra fazendo divisão. Quando minha bebê nasceu, a barriga diminuiu, ficando bem flácida, mole e escura. Aos poucos, ela está voltando para o lugar e clareando. Ainda tenho vergonha de algumas manchas e, agora, das estrias, mas estou trabalhando minha autoestima para lidar e me aceitar. Faz 40 dias que minha Maria nasceu e o corpo está normalizando bem, a barriga murchou bastante e as estrias estão sumindo. Com tudo que aconteceu, amo demais meu corpo e amo ser eu, amo residir no corpo em que estou e aprender com as mudanças que acontecem nele.”

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[O que faz o seu trabalho reverberar?] É a minha verdade junto ao que retrato.

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[Ser mulher no meio da fotografia] É perceber que alguns homens ainda continuam falando e mostrando nossas particularidades sem nenhum cuidado, vendo os homens ainda fazendo mais jobs que nós e sentindo na pele o desrespeito por simplesmente ser mulher.

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Dona Maria.
Você é boa.
Você é bonita.
Você é importante.
Você é inteligente.
#historiasquenaoestavamnoslivros

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