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Posts por "Dani Arrais"

#asmúsicasdeamor: Guilherme Gatis

por   /  17/01/2018  /  10:10

gui

Na mesma linha da playlist anterior (#asmúsicasdeamor: Sininho), essa outra vem com a alegria de uma amizade de muitos anos. Gui e Mateus gravavam pra mim fitas K7 com músicas de bandas que eu nunca tinha ouvido: Sonic Youth, Pavement, Weezer. Meu mundo adolescente mudou tanto depois disso! A gente fazia festas pra ninguém, ia na Non Stop, falava de tudo o tempo todo, compartilhava pipoca Karintó e salgadinho Torcida no recreio, jogava RPG e fazia aula de teatro. Nos achávamos diferentes dos outros, daquele jeito meio blasé de quem ainda sabe pouco da vida mas anda cheio de si. De algum jeito a gente já comemorava o fato de ter se encontrado.

Ele explica o que o fez escolher essas músicas. “Sempre fui daqueles que tinha essa visão estreita de que só se ama de um jeito, que o “tempo de amor” já tinha passado, que já tinha atingido minhas cotas e que, daqueles arrebatamentos amorosos superintensos e melodramáticos da adolescência tardia, só restavam uma vaga lembrança que eu tentava encaixar sem sucesso em novas histórias. Mas, ainda bem, quando menos esperava ela veio, abriu a janela e a cortina sem dó, inundou tudo de luz, tirou o mofo e me apresentou um amor solar, desses bem novos, que vem desconstruindo e me levando pra caminhos totalmente diferentes, uma aventura que antes sequer me permitia participar. Daí quando chegou teu convite de pensar músicas de amor tudo o que quis foi transmitir, nas escolhas, esse verão do amor com reggaes, clichês de Pepeu e Alceu, Caetano dizendo que sim, quero um baby seu, com o prato de flores da Nação Zunbi ou com as meninas do Warpaint que tão bem cantaram sobre isso de enxergar noutra pessoa essa constante empolgação de uma música massa que a gente acabou de conhecer.”

Guilherme é pai de Vicente, jornalista, DJ e dono do Músicas de Sexta, em que, toda sexta, ele cria playlists temáticas.

A foto é de @huihu_.

#asmúsicasdeamor + #trilhadonttouch

#asmúsicasdeamor: Sininho

por   /  10/01/2018  /  10:10

sino

Ter amizades de quase 20 anos é um presente. Além de toda a coisa de acompanhar a vida, estar junto em tantos momentos, dos triviais aos que são a base de quem a gente é, se essa amizade é muito pautada em música aí é que a coisa fica ainda mais legal. Sino é minha amiga desde que tinha 11 anos. Agora ela acabou de fazer 30. É tanta vida juntas que nem sei.

Pedi, e ela fez uma playlist tão maravilhosa! A seleção tem tantas das músicas da minha vida que chega me emociono.

Ela conta das escolhas: “Música pra mim é algo religioso que possui poder mágico de mudar as pessoas e as coisas. Eu ouvi todas essas canções no repeat. Elas me ajudaram a entender e a construir a ideia que tenho sobre o que é o amor. Da glória à desgraça. Da plenitude ao desespero. Algumas são recentes, outras roubei do meu pai, de uma tia que amava Sarita Montiel, de um filme que vi, da minha mulher, de um esbarrão no meio da rua, das tardes no meio dos discos da fonoteca do CPM. Achei e roubei muita música nessa vida e as tornei minhas. Fazer essa seleção foi um passeio nessas histórias que vi, vivi e imaginei.”

Sino é Sininho, ou Raquel Ferraz. Trabalha com inovação. E ainda vai chegar o dia em que ela vai fazer produção musical. Paixão por música e ouvido afiado ela tem de sobra.

A foto é da @floramac.

#asmúsicasdeamor + #trilhadonttouch

#bibliotecadonttouch: Julia Arraes

por   /  09/01/2018  /  10:10

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Julia Arraes não é minha prima, mas reza a lenda que os Arraes e os Arrais fazem parte da mesma família. Então nada melhor do que celebrar possibilidades quando a gente encontra alguém legal demais, né? Ela é uma jornalista super talentosa que  trocou Recife por São Paulo e São Paulo pelo Rio. Gosta de se cercar de amigos, do amor, dos livros e de muitas festas divertidas em casa (me divirto com seus stories! hehe).

Ela é a convidada de hoje no #bibliotecadonttouch.

Vamos conhecer alguns de seus livros preferidos?

O paraiso sao os outros Valter

“O paraíso são os outros”, de Valter Hugo Mãe.

Rainer Maria Rilke Cartas do poeta sobre a vida.

“Cartas do poeta sobre a vida”, de Rainer Maria Rilke. “Esse daqui tá sempre na bolsa e é quase terapia. um título não muito popular. são trechos de cartas que Rilke mandou ao longo da vida. ele fala, como ninguém, sobre trabalho, solidão, infância e, claro, sobre o amor.”

ju

Clarice Lispector.

#bibliotecadonttouch: Amanda Luz

por   /  23/11/2017  /  9:09

+ Miss Behave, da Malebo Sephodi (ativista sul-africana) 1

A conversa sobre livros com a Amanda Luz começou quando fiz um post perguntando se alguém sabia de um lugar para montar uma biblioteca (este mês, aliás, comecei a criar uma!). Ela me chamou no inbox e disse que queria me contar sobre seu novo trabalho. Um mês depois, sentamos para conversar. Sabe quando o papo rende por mais de 3 horas? E você fica encantada com o fato de ver alguém com a energia lá em cima por ter encontrado exatamente o que quer fazer da vida? Pois então. Saí de lá com a certeza de que essa jornalista vai fazer coisas grandiosas – e que eu quero acompanhar de perto.

Pedi pra ela uma seleção de alguns de seus trechos de livros preferidos. Essa #bibliotecadonttouch fica muito mais legal quando a gente sabe um pouco da pessoa, de suas andanças, de suas referências, né?

Eis aqui os trechos escolhidos.

+ Vozes do Deserto, Nélida Piñon

“Vozes do Deserto”, de Nélida Piñon.

+ Longe da Árvore, Andrew Solomon

“Longe da Árvore”, de Andrew Solomon.

+ Sobre a Tirania, do Timothy Snyder

“Sobre a tirania”, de Timothy Snyder.

+ Miss Behave, da Malebo Sephodi (ativista sul-africana) 3

A foto acima e as duas abaixo são do livro “Miss Behave”, dea Malebo Sephodi, ativista sul-africana.

+ Miss Behave, da Malebo Sephodi (ativista sul-africana) 2

#asmúsicasdeamor: Henrique Neto

por   /  20/11/2017  /  9:09

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Estava no lançamento de “Breve história do homem”, da Ivana Arruda Leite, quando comecei a conversar com o Henrique Neto. Em poucos minutos ele sacou um fone da mochila e me fez perceber o quanto tô escutando música de um jeito inadequado. Próximo passo é comprar um fone incrível para superar isso!

A conversa sobre música se alongou, e eu pedi pra ele uma playlist com#asmúsicasdeamor.

“Quando a Dani me convidou para fazer uma playlist com músicas de amor, ato contínuo, me veio à cabeça as canções que embalaram paixões. Mas por que também não apreciar a beleza contida nas canções que falam dos amores imperfeitos, desfeitos, quase concretizados? A seleção da playlist  traz belas canções que narram com a mesma paixão amores desfeitos”, diz ele.

Henrique faz o projeto Risco no Disco, que resgata histórias por trás da música brasileira. “O projeto surgiu da minha paixão por esse universo, muitas pesquisa e, de tanto contar bastidores para os amigos, fui encorajado a botar meu bloco na rua.” Conheçam: instagram.com/risconodisco.

E ouçam essa playlist de rasgar o coração!

#asmúsicasdeamor + #trilhadonttouch

Uma viagem pelo México

por   /  14/11/2017  /  8:08

Graciela Iturbide 1

Fizemos recentemente missões super especiais no @instamission para promover a cultura mexicana. A ideia era falar do Taco Tuesday, movimento gastronômico que tem como desejo trazer a cultura mexicana para São Paulo. Como eles fazem isso? Oferecendo tacos e margaritas em dobro às terças-feiras entre setembro e dezembro. Nossa proposta contemplava uma missão cujo prêmio é uma viagem para o México, uma missão com influenciadores, um guia no @vailasp, além de uma breve pincelada sobre a arte mexicana aqui no @donttouchmymoleskine.

Pra começar, temos playlist. E aqui preciso contar da primeira vez que fui ao México, há uns 6, 7 anos. Fui pela Folha cobrir um evento do Google. Nos intervalos, bati perna, comi todas as delícias, vi uma lucha libre. Passando por uma loja de CDs, adorei a capa de um. Era da Paquita la del Barrio. Um CD triplo, que ouvi muito. Foi ela o ponto de partida dessa trilha, que é composta majoritariamente de mulheres mexicanas – ou que moraram lá, têm alguma relação. Há alguns homens também, porque “Amorcito corazón” é outra música que me acompanha há um tempo.

Vamos ouvir?

Agora vamos conhecer algumas maravilhosas fotógrafas mexicanas?

– Graciela Iturbide

“Aonde quer que nós vamos, queremos encontrar o tema que carregamos dentro de nós mesmos.” A frase é de Graciela Iturbide, um dos maiores nomes da fotografia mexicana. Nascida em 1942, ela percorreu o país para fotografar o papel e as condições das mulheres mexicanas na sociedade. Também fotografou a intimidade de Frida Kahlo em “El baño de Frida”, refugiados na Colômbia e no México, uma vendedora de iguanas que compôs uma imagem tão forte que virou icônica. “A câmera é só um pretexto para conhecer o mundo.”

Sobre Frida, ela disse em entrevista para o LA Times: “Foi muito intenso. O banheiro tinha sido fechado por ordem de Diego Rivera, certamente porque continha todas as coisas dela. E, de fato, havia cartas e outros objetos pessoais. Era muito interessante. Foi como entrar em um espaço proibido, congelado no tempo – com alguns cheiros terríveis. Imagine um banheiro fechado há 50 anos. Eu não era uma Frida-maníaca, nem o sou agora. Hoje em dia ela é praticamente ‘Santa Frida’. Mas lá eu aprendi que ela era uma mulher maravilhosa que suportava muita dor. Eu tenho uma imagem do Demerol – a morfina que ela costumava tomar. Ela teve muita dor. Mas ela continuou pintando. A pintura era sua terapia. Sinto que tenho que conhecê-la melhor.”

Mais em: gracielaiturbide.org

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– Eunice Adorno

Começamos com Eunice Adoro, nascida em 1982, jornalista e dona de um trabalho que mergulha na intimidade de mulheres das comunidades de Nuevo Ideal, Durango e Onda Zacatecas que abriram as portas de suas casas, deixando-a fotografar  seus espaços íntimos e seus eventos diários. “A cumplicidade mútua e os relacionamentos emocionais que se formam entre elas são parte dessa série de imagens em que a vida cotidiana nos distrai da ideia dominante da vida conservadora dessas mulheres. Essas comunidades isoladas foram, para mim, vidas extraordinárias. O mundo dessas mulheres parece fascinante, enigmático. Essa viagem foi para mim, em que eu mesma me isolei do meu mundo cotidiano e, partindo por estradas empoeiradas, encontrei a minha própria história”, diz ela sobre o projeto “Mujeres flores”.

Mais em: euniceadorno.com/work/works/mujeres-flores

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– Mariela Sancari

Mariela nasceu na Argentina em 1976, mas desde 1997 vive no México. Seu trabalho parte de investigações pessoais para desenvolver seus trabalhos. Aqui mostramos “Moisés”, uma série em que ela busca em desconhecidos a figura do seu pai, que se matou quando ela e a irmã gêmea tinham 14 anos. As adolescentes não chegaram a ver o corpo, era como se ele tivesse desaparecido. Restou só o silêncio. As irmãs entraram em negação e procuravam o pai pelas ruas. “Imaginávamos ele com uma nova família, ou como um homem sem casa, vivendo na rua. Eventualmente, decidi fazer essas fantasias virarem realidade”, disse ao Guardian.

Mais em: marielasancari.com

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– Ruth Pietro Arenas

Ruth Pietro Arenas conta as histórias de mulheres que migraram do México para os Estados Unidos na série “Safe heaven”. Ela fotografa intimidade, usa muita cor e faz um retrato de uma das questões mais importantes da contemporaneidade. “O que acontece uma vez que você atravessa a fronteira? Essas mulheres são corajosas. Com a situação social no México, a pobreza, essas mulheres decidiram atravessar, dizendo: ‘Se eu morrer, morro.’ Quando eles não têm mais nada a perder, elas conseguem a força para cruzar. E, uma vez que eles estão aqui, eles têm que ter grande força de vontade de cuidar de tudo.” Forte.

Mais em: lens.blogs.nytimes.com/2013/05/09/across-the-border-live-and-in-color

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