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Posts por "Dani Arrais"

#galeriadonttouch: João Arraes

por   /  04/10/2017  /  18:18

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João Arraes constrói imagens de moda e gosta de fotografar sem necessariamente falar de roupa. Suas imagens compõem timelines, catálogos, campanhas e revistas. Tem muito de beleza. E diversão. Essa semana, aliás, ele virou hit na internet quando foi publicada uma matéria falando sobre as fotos com pé na pia que ele e os amigos postam no Instagram.

Conversei com esse meu primo torto sobre sua profissão. #galeriadonttouch

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Sou o João, leonino, nascido e criado em Recife, amante da praia. Fotografo desde os 16 anos (agora estou com 28). Eu não consigo muito bem me definir, sou um inquieto sempre na busca de um novo jeito de me comunicar.

Fotografar é a maneira que encontrei de me comunicar. É como expresso meus vários eus. É meu ganha pão, meu prazer, meu trabalho, meu hobby.

Minha paixão não vem tanto da resposta [para as minhas fotos], nem sei nem se de fato espero por resposta, vem do ato de fotografar. O momento que aperto o disparador é o mais importante. Posso ter uma equipe de mil pessoas (que são super importante na construção de uma imagem), mas o momento do click é só meu e da pessoa (ou objeto) em questão, a atenção e a troca são só nossas.

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[Sobre as fotos dele mais marcantes] A primeira é a campanha que fiz para Nike X Pedro Lourenço. Primeiro pela liberdade artística que tive, segundo pela linguagem que pude trazer. Estava fotografando moda sem falar de roupa, sabe? Eles meio que me mandaram ir para rua e fotografar o que eu quisesse, com algumas palavras chaves de mood.

A segunda não é uma foto, e sim uma história. Quando comecei a passar mais tempo que São Paulo e viajando fora de Recife, criei junto com um amigo uma história chamada areia. Era essa minha busca por praia mesmo longe. Falamos de praia de uma forma escura, não tem uma moda focada em tendência. Eram surfistas tirados de casa.

A terceira foto é quando pude falar de futebol sem ser sexista, fiz a foto para um cliente durante a Copa no Brasil. Meu futebol era jogado por uma mulher linda, negra, forte – e que, além de fazer tudo, ainda tinha que cuidar do filho.

Mais João Arraes > joaoarraes.com

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Trilha: Para ouvir com seu amor

por   /  30/09/2017  /  9:09

aaaaa

Para ouvir com seu amor é outra playlist que esqueci de colocar aqui. Tá no @spotifybrasil e é 😻.

Começa com a versão de Charles Bradley para “Heart of gold”, termina com “Caminhoneiro”, de Roberto Carlos. No meio tem Maria Bethânia, Mutantes, Christopher Owens e mais.

Ouçam juntinho! @spotifybrasil#trilhadonttouch.

A foto é da Nan Goldin.

#trilhadonttouch  ·  amor  ·  especial don't touch  ·  música

Trilha: coração partido

por   /  26/09/2017  /  9:09

aaaa

Às vezes esqueço de contar pra vocês das playlists do @spotifybrasil. A desta foto se chama Coração Partido – e é puro drama.

Começa com Angela Ro Ro, tem Bonnie Tyler, Fagner e Maysa no meio e termina com “Se eu morresse amanhã de manhã “, de Dircinha Batista, que canta assim: “Ninguém telefona, ninguém/Ninguém me procura, ninguém/Eu grito, e um eco me responde: ninguém.”

Ouçam! @spotifybrasil

#trilhadonttouch

A foto é de Charles-Antoine.

#trilhadonttouch  ·  amor  ·  especial don't touch  ·  música

IMS Paulista, uma nova paixão para São Paulo

por   /  14/09/2017  /  11:11

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São Paulo ganhará no próximo dia 20/09 o Instituto Moreira Salles da avenida Paulista. Depois de 4 anos de obras e de expectativa, a cidade recebe um presente – e o público, um lugar maravilhoso para apreciar fotografia, arte, música, cinema. Ontem, na apresentação para a imprensa, fizemos uma visita guiada pelo prédio e suas exposições. E posso dizer sem dúvida: nasce um novo hit na cidade. Um daqueles lugares que vão ficar apinhados de gente, ainda mais com a Paulista aberta aos domingos.

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O IMS Paulista começa com cinco exposições, além da célebre videoinstalação “The Clock”, de Christian Marclay, que recebeu o Leão de Ouro na Bienal de Veneza, em 2011, tem 24 horas de duração e conta com milhares de cenas de TV e cinema que fazem referência ao horário do dia.

“Você sempre tem uma tensão em relação ao tempo. Quando você vai ao cinema, relaxa e sabe que vai sentar e ficar ali por duas horas. Aqui não. Você está sempre pensando no tempo de alguma maneira. O que cria essas pequenas narrativas que são sempre interrompidas é o som”, diz Heloísa Espada, coordenadora de artes visuais e curadora dessa exposição.

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O IMS exibe pela primeira vez no Brasil “Os americanos”, de Robert Frank, um dos ícones da fotografia. A série faz parte do repertório de quem ama fotografia, e ver ao vivo as 83 imagens que compõem o livro é um deslumbre. Entre 1955 e 1957, Frank percorreu os Estados Unidos para fazer retratos de todo tipo de gente. Fez mais de 28 mil fotos, que são um verdadeiro retrato da América profunda.

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Com auxílio do célebre fotógrafo Walker Evans, a viagem também rendeu um livro, que ganha versão brasileira publicada pelo IMS, em parceria com a editora alemã Steidl, celebrada por seu acervo de fotografia. “Pra mim é um verdadeiro curto circuito temporal. Me sinto devolvido para os anos 1950 nos Estados Unidos e, no momento seguinte, me sinto devolvido para esse presente tão conturbado, misturado, confuso que é agora dos Estados Unidos, mas também é do Brasil – e dessa própria avenida”, diz Samuel Titan Jr., um dos curadores da exposição.

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A mostra conta também com fotos inéditas que Frank fez em Manaus. Ele estava em uma viagem pelo Peru, que também originou um livro, e deu um pulo no Brasil. “A relação que ele estabelece com Brasil naquele momento. E também em 1956, que inclui fotos do Pierre Verger”, diz Sérgio Burgi, coordenador de fotografia e curador da exposição.

A mostra conta ainda com uma série de fotos de 24 livros de Frank impressas em formato banner, tomando a parede. Frames de filmes, várias edições do livro célebre e de mais outros. O IMS também vai exibir uma retrospectiva da filmografia de Frank, com 25 títulos, entre curtas, médias e longas-metragens. É emocionante ver as imagens de Frank ao vivo. Elas viraram referência de fotografia de rua, em que a técnica importa menos do que a expressão de quem é retratado, o momento que diz tanto ao ser congelado.

Brasil

“Corpo a corpo” mostra sete trabalhos desenvolvidos por artistas e coletivos brasileiros em parceria com Thyago Nogueira, coordenador de fotografia contemporânea do IMS e editor da revista Zum. Os artistas foram convidados a pensar como as imagens podem nos ajudar a enxergar os conflitos sociais que emergiram no Brasil nos últimos anos. “O mote da exposição é o uso do corpo como um elemento de representação social e atuação política – seja pela presença física e simbólica nos espaços públicos, seja como o veículo condutor da câmera, seja como lugar de expressão da individualidade, que aproxima e separa os indivíduos”, diz o IMS.

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Pra mim os destaques são os trabalhos de Bárbara Wagner. Em “À procura do quinto elemento”, ela retrata os candidatos de um concurso de MCs de uma famosa produtora de funk de São Paulo. São 52 fotografias e um vídeo que nos fazem pensar na música como passaporte para uma vida radicalmente da que eles têm.

Em “Terremoto Santo”, ela e o parceiro Benajmin de Burca fazem uma espécie de musical sobre cortadores de cana da zona da mata de Pernambuco que sonham em gravar um videoclipe gospel. É sensacional!

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“Eu, mestiço”, de Jonathas de Andrade, parte de uma pesquisa dos anos 1950 da Unesco em que fotografias de pessoas com diferentes tons de pele eram usadas como base de um questionário sobre quem parecia mais bonito, rico ou inteligente. O artista fez uma série de retratos com gente de diferentes partes do país para pensar sobre a relação que estabelecemos com a imagem.

A mostra conta ainda com trabalhos do coletivo Mídia Ninja, que exibe transmissões feitas entre 2013 e 2017 de vários protestos no país; “A máscara, o gesto, o papel”, de Sofia Borges, que mistura bocas e gestos de políticos do Congresso Nacianal; “Postais para Charles Lynch”, do coletivo Garapa, que surgiu a partir de notícias sobre linchamentos no Brasil e pesquisa de vídeos no Youtube sobre o tema.

Biblioteca

Pra completar, o IMS Paulista conta, ainda, com uma biblioteca maravilhosa dedicada à fotografia. Começa com 6.000 títulos, deve dobrar de capacidade em breve e tem espaço para 30 mil. Além de aquisições e doações, o acervo conta com coleções especiais de nomes como Stefania Bril, uma das primeiras críticas de fotografia do Brasil, Thomaz Farkas Iatã Cannabrava, Paulo Leite. Gerhard Steidl doou um conjunto completo de livros produzidos por sua prestigiada editora.

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O IMS conta ainda com ateliês e laboratório para cursos, workshops e oficinas, cinema, livraria e o restaurante Balaio, do chef Rodrigo Oliveira, do Mocotó. O prédio de 7 andares fica entre as ruas Consolação e Bela Cintra. Sua obra custou R$ 150 milhões. O IMS foi fundado em 1992 pelo banqueiro Walther Moreira Salles. É uma entidade civil sem fins lucrativos, vive de um fundo e não se vale de incentivos fiscais e patrocínio.

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IMS Paulista

Avenida Paulista, 2424

De terça a domingo, das 10h às 20h. Às quintas, até 22h

Entrada gratuita

ims.com.br

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Letrux em Noite de Climão

por   /  11/08/2017  /  13:28

@leticialetrux em Noite de Climão. Que show foda! Ouçam o disco, vejam o show assim que puderem. Sempre me encanto com a potência que é a Letícia no palco. Performática, divertida, misteriosa, dona de um timing perfeito pra responder aos gritos ouriçados da plateia. Plateia maravilhosa, aliás, com a nata de quem faz música boa hoje no Brasil and um monte de gente novinha – muito bom ver o público que ela tá formando. E todo mundo cantando junto, o que é impressionante, uma vez que o disco acabou de ser lançado. Pura energia!

Com o adendo de que show no @centroculturalsp é legal demais. E ainda começa na hora, essa coisa civilizada que eu amo. Parabéns pela curadoria, @trabalhosujo, voltarei mais vezes! #trilhadonttouch

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Jemima Kirke e a honestidade da vida real

por   /  10/08/2017  /  9:09

Jemima Kirke, a Jessa do seriado “Girls”, em uma entrevista tão honesta para o StyleLikeU. O projeto convida mulheres a se despirem em frente a uma câmera – e quando elas fazem isso é tão menos sobre a roupa e tão mais sobre mostrar de verdade, olhando pra dentro, pra toda vulnerabilidade que todas nós carregamos. Fiquei encantada.

“Uma das razões pelas quais fui contratada para o ‘Girls’ era a minha personalidade – e algum tipo de brilho que eles queriam. Não era uma habilidade que eu tinha. Isso me fez me sentir uma merda, e também inflou meu ego.”

Quando perguntada se tem alguma insegurança em que ainda está trabalhando, ela fala: maternidade. “Para muitas pessoas parecia que estava tudo certo na minha vida. A culpa me atingiu no segundo momento em que ela saiu de mim. Eu era sua mãe. ‘Meu deus, o que acabei de fazer? Eles vão me dar um bebê’. (…) Eu não estava pronta para ficar em casa todas as noites. E não tinha paciência porque ainda era muito autocentrada.”

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