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Posts por "Dani Arrais"

de família

por   /  09/10/2007  /  22:44

você quer uma meia feita no capricho pela vovó, mas a sua mora longe ou já não consegue mais fazer esse tipo de coisa? as net grannys resolvem seu problema. elas são 15 avós que tricotam e vendem meias on-line. você escolhe as cores e as estampas ou deixa a decisão nas mãos delas. em duas semanas, recebe o pedido em casa. uma fofura, né? 

etc

quero ser van gogh

por   /  09/10/2007  /  19:35

moleskine project –> mostre para o mundo o que você desenha no seu moleskine! dica de gonzo.

quem compra ou ganha um moleskine, sabe que o caminho é sem volta. nenhum caderninho da tilibra vai conseguir ter suas linhas ou desenhos de volta. para muitos, é uma besteira: papel é papel e num rola pagar alguns euros por um caderno só porque hemingway escrevia nele. e outra: você num vai escrever mais ou melhor porque tem um moleskine. mas eu, um moleskine na gaveta e outro na bolsa, companheiro de todas as horas, garanto: depois do primeiro, você vai querer outro, outro, outro e outro. é que nem elma chips, com perdão da adaptação: impossível ter um só.

arte  ·  escreve escreve  ·  ilustracao  ·  moleskine

poinguipingui

por   /  09/10/2007  /  0:13

mariana fontes é tendência. sob a alcunha de gigia miroxinha, ela espalha e-mails contando alguma jogação de britney ou falando sobre o que você precisa saber para ter um perfil bombator no orkut. para animar isso aqui, ela responde três perguntinhas.

1. o que faz uma noite de segunda-feira ficar completa?

num tô conseguindo pensar em nada que tenha preenchido meus dias ultimamente. mas amanhã sai o j-lo novo e até o fim do ano ainda vai ter cassie, mary j. blidge, mariah, britney, alicia, celine… vai ser tanta diva que eu num vou ter tempo pra mais nada, amiga. graças a deus.

2. que coisa proibida te dá o maior prazer, wando?

ai, amiga, proibido, proibido acho que num tem… tem só umas paradas que eu curto q são meio moralmente/ higienicamente duvidáveis, né? mas tb num vou me queimar aqui…

3. quem você queria ser se pudesse trocar de coração?

dolly parton. aí eu ia cantar aquela música que ela fala que o coração dela é tipo uma bargain store [http://youtube.com/watch?v=yONHOQxsO1Y] e ia vender pedacinhos bem caros no e-bay.

amor  ·  música

enquanto houver amor

por   /  07/10/2007  /  21:24

contardo fez uma surpresa em pleno domingão. em pesquisa do datafolha, ele fala sobre um novo tipo de casamento, o da aliança sentimental sem paixão.

Talvez não procuremos mais o amor-paixão (note-se que a vida sexual satisfatória como item necessário para a felicidade da união ficou com um triste 2%), mas um amor companheiro e amigo, “um amor tranqüilo”, como diz a música.

Talvez, em suma, esteja aparecendo um novo tipo de casamento moderno, baseado, como deve ser, nos sentimentos, mas não no ideal do amor-paixão romântico nem do da satisfação sexual: uma espécie de aliança sentimental para a vida.

Ia terminar comentando que essa transformação do casamento não seria um mal. A verdade é que ela já está em curso, nas inúmeras uniões que continuam e persistem numa amizade em que, às vezes, parece que o amor se perdeu, quando, de fato, é nessa amizade que ele se transformou. 

amor  ·  analyze this  ·  música

ah, o amor

por   /  07/10/2007  /  18:39

o amor é uma companhia.
já não sei andar só pelos caminhos,
porque já não posso andar só.
um pensamento visível faz-me andar mais depressa
e ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
e eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
todo eu sou qualquer força que me abandona.
toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.

alberto caeiro

friday night

por   /  06/10/2007  /  8:31

foto de marco monteiro, do flickr

e, de pára-quedas, caí no show de paula toller. intitulado “sónós”, o espetáculo de duas horas embala um público misturado, formado por órfãos do kid abelha e por coroas que aprenderam a curtir a fase solo da carioca, repleta de letras e melodias de fácil assimilação. e ela, do alto dos seus 45 anos de vida e 25 de carreira, sabe bem como agradar a todos: mistura as músicas do disco novo, como “meu amor se mudou pra lua”, a sucessos de antigamente, como “grand hotel” e “nada por mim”.

na platéia, casais acima de trinta dividem a promoção de vinho chileno + tábua de frios, a r$ 80. com suas câmeras de celular com menos de dois megapixels, tentam, a uma distância de 500 metros, fotografar um pontinho dourado no meio do palco.

pontinho dourado, aliás, que foi o grande tchan do show: o vestido absurdo de paula-eu-sei-que-eu-sou-bonita-e-gostosa-e-sento-no-piano-pra -você-ver-minhas-pernas-bem-torneadas. pena que num “ornô” com o sapato, pesado demais. num sei de quem era o vestido (é esse da foto aí em cima). segundo gê, tava na última edição da são paulo fashion week.

acompanhada por jam da silva (percussão e vocal), adal fonseca (bateria e percussão), jorge aílton (baixo e vocal), caio fonseca (piano, teclados, violão e vocal) e coringa (guitarra, violão, bandolim e vocal), paula domina o palco, com marcações ensaiadas e provocações idem. se esbalda de rir se ouve um “n-e-c-e-s-s-á-r-i-a” gritado por algum fã da platéia.

quando deixa de lado o ar sexy e sedutor e faz as vezes de mãe, parece atingir o melhor momento do show. “gabriel” e e “barcelona 16” têm aquela capacidade de emocionar até mesmo aquelas que nem de longe sabem o que é ser ter um filho.

quando inventa de prestar homenagens, paula também se sai bem. mistura rita lee (“saúde” ou “me cansei de lero-lero…”) e claudinho & buchecha (“só love), homenageia caetano e torquato neto com “mamãe coragem”, célebre na voz de gal, ataca de “1.800 colinas”, arrisca uma norah jones e cai na coreografia com carmen miranda, em “e o mundo não se acabou”, de assis valente.

show legal. não desperta grandes emoções, é verdade. paula é comedida, sua voz é quase sempre igual e as letras não são de querer sair cantando empolgadamente ou cortando os pulsos por aí. mas vale a pena assistir ao show se você ganhar um convite, principalmente pela banda que acompanha a moça, pela maturidade dela como compositora e cantora e pela antropologia, sempre ela, que nos faz perceber que em reduto de ex-abelhete, homem com mais de 35 cochila tanto que parece até ter problema nas pálpebras.

p.s.: o vestido é de carlos tufvesson, diz fabi!