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Posts da categoria "amor"

lulu sings

por   /  30/07/2008  /  5:00

eu gosto de lulu santos. lembra tanto meus tempos de colégio, naqueles shows no circo maluco beleza… “eu e memê, memê e eu”, dos idos de 1995, embalou hoooooooras da minha adolescência. tinha “clara como a luz do sol, clareira luminosa nessa escuridão, dunrun”, trilha de “a próxima vítima”, que eu também gostava.

eu gosto de lulu porque ele é sincero, piegas, agrada a qualquer um. vai dizer que tu num te emociona? nem se for pela nostalgia? desce desse salto, tira essa carão e confessa, miguxo!  =)

“me dá um beijo, então aperta a minha mão”? singelo. “deixa ser pelo coração. se é loucura, melhor não ter razão”? a vitória do amor novelesco contra a análise dura e crua dos fatos. “se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer”? melhor que uma pilha de livro de auto-ajuda. “na minha vida ninguém manda não, eu vou além desse sonho”? pra colar na parede ou escrever de batom no espelho do banheiro.  “a vida passa lentamente e a gente vai tão de repente, que não sente saudades do que já passou”? aquilo que a gente espera sentir quando tem que mudar de planos, assim, de repente.

rádiovisual dtmm pra vocês:

amor  ·  analyze this  ·  música

tech toc

por   /  29/07/2008  /  14:51

The will to blog is a complicated thing, somewhere between inspiration and compulsion. It can feel almost like a biological impulse. You see something, or an idea occurs to you, and you have to share it with the Internet as soon as possible.

Emily Gould, via Times, via Serenarena

as grades também soltam

por   /  24/07/2008  /  18:32

maria queiroz é a coisa mais bizarra que já ouvi nos últimos tempos! mesma vibe do wesley willis

saca só:

o dragão da tormenta me tortura e me queima com seu fogo, fogo vermelho
e me leva ao extremo da loucura
e a rua está deserta e escura
minha agonia te procura
não te acha, não te acha
só te afasta dentro de mim, pra mais dentro de mim

a melodia me envolve e me afoga neste mar
este mar é de amor
a salva-vidas tem remédio pra essa dor

me amarraram, me doparam, me olharam
toda coragem da loucura, toda coragem da loucura
me soltaram, me amarraram, me doparam
me despi, despida fiquei

era o fogo do dragão
que minha alma queimava, queimava
água não apagava, não apagava, não apagava

tão sadia e tão insana
num sentido coletivo
insconciente coletivo

outro louco me bateu e bateu tão forte
a arma dele explodiu na minha cabeça
e fez um barulhão dentro de mim
eu não sabia da malícia que havia na psiquiatria

quem te conduz quando se perde a razão
o coração com sua independência
me abrigou em suas mãos
e me acalentou por eu ter um grande amor
pude sentir novamente as minhas lágrimas

que saudade da cachorra e da doutora que me trouxe a vida de volta
não chora quem me ama
aqui é o paraíso
o esquisito deprimido não precisa disso
é a loucura da paixão
que invadiu meu consciente, que ficou ausente, que ficou ausente

você teve sua alta, você teve sua alta
as grandes também soltam (3x)

dica preciosa de zizi

o risco de perder

por   /  24/07/2008  /  15:36

Quantas vezes, para nos protegermos, sacrificamos um princípio que é para nós essencial, algo sem o qual, no fundo, não somos mais aquele “nós” que queríamos proteger?
Quantas vezes os atos com os quais pensamos nos preservar destroem nosso âmago talvez mais do que o perigo contra o qual reagimos?
Os exemplos estão na história de cada um. São as covardias das quais somos capazes em nome de uma necessidade de defesa ou de preservação.
É melhor sermos derrotados, perdermos um emprego, perdermos um amor ou, então, “ganharmos a parada” com um gesto que nos extravia, que nos torna, aos nossos próprios olhos, indignos do amor que queríamos resguardar e conservar ou do poder que queríamos manter ou conquistar?

quem, quem? meu muso contardo

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