Favoritos

Posts da categoria "amor"

A vida amorosa da Chloë Sevigny

por   /  03/07/2015  /  18:00

 

Chloe1

A atriz Chloë Sevigny fez um zine que é uma coleção de seus amores, do pai ao primeiro, passando pelas paixonites. Tão bonitinho!

Well, it’s titled No Time For Love. It’s a collection of photos of me with the boys/men I’ve loved through my life. From my father to my first true love to my biggest crush, etc. There’s also a small sampling of gossip about me that’s appeared on page six in the New York Post.

Mais em > Chloë Sevigny shares her love life in a new zine

Chloe2 Chloe3

amor  ·  cinema  ·  fotografia  ·  literatura

Patti Smith falando de religião

por   /  03/07/2015  /  16:00

dalailama-pattismith-855x581

Patti Smith, que já cantou “Jesus died  for somebody’s sins, but not mine”, fala da sua relação com religião em um podcast do Huffington Post. Tão bom de ouvir!

I look at these things as the beauty of man’s imagination. However, no matter how many times it’s said or simplistic it sounds, everything stems from love. If someone wanted to understand Christ’s teachings for instance, it’s based on love and to love one another. Everything else could fall away: the dogma, the art, the churches, everything. It’s basically to love one’s self, to love one another, to love the earth. But the imagination and the mind of man is so interesting and captivating. So I am attracted to religious arts from all faiths, from the poetry that comes from it. I’m attracted to the prayers and the vestments that people where, but I don’t mistake these things for the absolute principle.

 

amor  ·  despertar  ·  fotografia  ·  música  ·  vida

Fragmentos de Susan Sontag

por   /  03/07/2015  /  15:00

sontag

Pedimos tudo do amor. Pedimos que seja anárquico. Pedimos que seja o elo que une a família, que permite que a sociedade seja ordenada, que permite que todos os tipos de processos materiais sejam transmitidos de uma geração para a outra. Mas acredito que a conexão entre amor e sexo é muito misteriosa. Parte da ideologia moderna do amor consiste em assumir que amor e sexo andam sempre juntos. Acho que eles podem andar juntos, mas acredito mais numa coisa em detrimento da outra. Talvez o maior problema dos seres humanos seja o fato de as duas coisas simplesmente não caminharem juntas. E por que as pessoas querem se apaixonar? Isso é muito interessante. Em parte, as pessoas querem se apaixonar da mesma maneira como voltam a uma montanha-russa -mesmo sabendo que seu coração vai se partir.

O que quero é estar totalmente presente na minha vida -ser quem você realmente é, contemporânea de si mesma na sua vida, dando plena atenção ao mundo, que inclui você. Você não é o mundo, o mundo não é idêntico a você, mas você está nele e presta atenção nele. O escritor faz isso -presta atenção no mundo. Sou contra essa ideia solipsista de que está tudo na nossa cabeça. Mentira, há um mundo lá fora quer você esteja nele ou não.

Ler é minha diversão, minha distração, meu consolo, meu pequeno suicídio. Quando não consigo suportar o mundo, me enrosco a um livro, e é como se uma nave espacial me afastasse de tudo. Mas minha leitura não é nada sistemática. Tenho muita sorte de conseguir ler rápido, acho que, comparada à maioria das pessoas, sou uma leitora veloz, o que me dá uma vantagem grande de poder ler bastante, mas também tem suas desvantagens porque não me envolvo muito com aquilo, apenas absorvo e deixo digerindo em algum lugar. Sou muito mais ignorante do que as pessoas pensam. Se você me perguntar o que significa estruturalismo ou semiologia, não saberei dizer. Sou capaz de me lembrar de uma imagem numa frase de Barthes e ter uma ideia geral daquilo, mas não entender muito bem.

Meu desejo era ter diversas vidas, e é muito difícil ter diversas vidas quando temos um marido -pelo menos no tipo de casamento que eu tinha, algo inacreditavelmente intenso. [...] Por isso digo que, em algum momento da nossa trajetória, precisamos escolher entre a Vida e o Projeto.

Eu amo fotografias. Não tiro fotos, mas observo, gosto, coleciono, sou fascinada por elas… é um interesse antigo e muito apaixonado. Comecei a ter vontade de escrever sobre fotografia quando percebi que essa atividade central refletia todos os equívocos, contradições e complexidades da nossa sociedade. Esses equívocos, contradições ou complexidades definem a fotografia, a maneira como pensamos. E considero interessante que essa atividade, que para mim envolve tirar fotografias e também observá-las, encapsula todas essas contradições -não consigo pensar em outra atividade em que todos esses equívocos e contradições estejam tão incorporados.

As pessoas dizem o tempo todo: “Ah, não posso fazer isso. Tenho 60 anos, estou velha demais”. Ou: “Não posso fazer isso, tenho 20 anos. Sou nova demais”. Por quê? Por que dizer isso? Na vida você quer manter o máximo possível de opções abertas, mas é claro que quer poder ser livre para fazer escolhas verdadeiras. Quer dizer, não acho que você possa ter tudo, e é preciso fazer escolhas. Os americanos tendem a pensar que tudo é possível, e eu gosto disso nos americanos [rindo]; nesse sentido me sinto muito americana.

Legal demais o texto da Ilustríssima do último domingo com trechos de uma entrevista que o jornalista Jonathan Cott fez com a Susan Sontag para a revista Rolling Stone. A íntegra sai em breve no Brasil.

Leiam mais > Encontros com Susan – Fragmentos de uma entrevista de 1978

amor  ·  fotografia  ·  literatura  ·  vida

Para ouvir: Papooz

por   /  03/07/2015  /  12:00

Papooz

Adoro quando amigos me apresentam a bandas novas! Sino fez isso me mostrando Papooz, uma dupla francesa que faz músicas bem gostosas de ouvir. Eles se definem como tropical garage, têm um vídeo dirigido pela Soko e pontuam super bem no quesito vibe. Trilha delícia para essa sexta chuvosa!

Ouçam > https://soundcloud.com/papooz

amor  ·  música

Mary Ellen Mark

por   /  03/07/2015  /  11:00

mary-ellen-mark-001_custom-3cbb1d504b3bfbbf9a47464e69d9744251b3a8ed-s1600-c85

O que aconteceu com a menina de 9 anos fumando na foto clássica de Mary Ellen Mark?

In 1990, Mark had been sent to rural North Carolina by Life magazine to cover a school for “problem children.” Ellison was one of those children. “She’s my favourite,” Mark told British Vogue in 1993. “She was so bad she was wonderful, she had a really vulgar mouth, she was brilliant.”

Mark added: “I was something of a problem kid. I was emotional, wild, rebellious at school. I’m very touched by kids who don’t have advantages; they are much more interesting than kids who have everything. They have a lot of passion and emotion, such a strong will.”

Ellison openly concedes she was a “wild” child, but she says she was just emulating the adults in her life, all of whom by her memory were drug-addicted, residing in a low-income housing complex nicknamed “Sin City.” It was around that time that she began to smoke.

“If I couldn’t get [cigarettes], if somebody wouldn’t give them to me, yes, I’d steal a pack of cigarettes and be gone,” she says. “I’d sit in the woods and smoke ’til they were gone.”

amor  ·  arte  ·  fotografia

Mal-entendido em Moscou, de Simone de Beauvoir

por   /  02/07/2015  /  11:00

Simone de Beauvoir

“Mal-entendido em Moscou” é um livro de Simone de Beauvoir até então inédito no Brasil. Fala de amor e de envelhecimento. De estar com alguém, sentir plena cumplicidade e, por uma coisa mínima, pensar em jogar tudo fora – o que contribui pra um pensamento que eu tenho de vez em quando, de que não mudamos tanto assim com o passar do tempo. Temos angústias, medos e questionamentos que se repetem, são cíclicos, e nos assemelham a uma adolescente de 13 anos, não importa se já passamos dos 60.

O livro é um companheiro, desses que deixam saudade quando vão embora. Como as vozes dos narradores se intercalam, a gente consegue sentir bem o quanto o que nos aflige tantas vezes é exatamente igual ao que perturba o outro. Pena que na vida real a gente nem sempre consiga aprofundar tanto assim. Se você quiser acrescentar novas nuances à sua própria crise existencial, corra pra livraria e aproveite.

Deixo vocês com uns trechos:

Diziam isto constantemente: a senhora tem um ar jovem, vocês são jovens. Elogios ambíguos que anunciam futuros penoso. Manter a vitalidade, a alegria e a presença de espírito é continuar jovem. Logo, são próprios da velhice a rotina, a melancolia, a caduquice. Dizem: a velhice não existe, não é nada; ou então: é muito bonita, muito tocante; mas, quando a encontram, fantasiam-na em palavras mentirosas.

Seria lindo, pensava ele constantemente, se o passado fosse uma paisagem na qual se pudesse passear a seu bel-prazer, descobrindo pouco a pouco todos meandros e recantos. Mas não era o caso.

Ela disse a si mesma: “Vou ter tempo, todo o tempo do mundo para mim, que sorte!” Mas não é uma sorte quando não se encontra nada para fazer. E, além disso, ela se dava conta, a abundância de lazer nos empobrece.

Em Paris, somos ligados por uma rede de hábitos tão estreita que não sobra espaço para nenhuma interrogação. Mas, debaixo dessa carapaça, o que sobra entre nós de verdadeiro e vivo? Saber o que ele é para mim não me diz o que sou para ele.

Nicole se encontrava de mãos vazias, sem ter nada no mundo além de André, que de repente ela não tinha mais. Contradição atroz da raiva nascida do amor e que mata o amor.

Para saber mais sobre o livro, vale ler este texto do Estadão > O desencanto de Simone de Beauvoir está em livro inédito no Brasil

amor  ·  escreve escreve  ·  especial don't touch  ·  fotografia  ·  literatura

O mundo dos sonhos de Cassiana Der Haroutiounian

por   /  01/07/2015  /  9:00

IMG_9630

Cassiana de Haroutiounian faz fotos oníricas, cheias de silêncio e poesia. Em entrevista para o Don’t Touch, ela conta como começou, fala de sua trajetória e divide suas motivações para fotografar.

Leiam abaixo, acompanhando suas belas imagens!

IMG_9642

Acho que em todas as minhas fotos eu tento mostrar uma outra realidade, algo mais perto do onírico, do sonho e de um tempo ausente, suspenso. Todas possuem uma luz muito parecida, não digo em suas formas, mas existe um branco predominante em quase todas elas. É como se o tempo todo eu estivesse sendo cegada por esses clarões.

IMG_3831

A fotografia veio… Nem sei por onde começou… Foi no colégio, eu decidi estudar foto à tarde e foi indo. Era um prazer indescritível. Depois a faculdade, os trabalhos, as referências, os encontros certeiros na vida com pessoas incríveis que só foram me dando mais e mais referências. E essa vontade de transformar em imagens uma sensação. Porque eu vejo uma imagem e isso mexe comigo. Mesmo. Preciso de silêncio, de um tempo sozinha para digerir o que vejo, que logo é o que eu sinto.

IMG_0347

O meu processo com a fotografia passa muito mais pela minha emoção do que só pela técnica. Não busco a luz perfeita, ou o enquadramento perfeito (mas também, o que é o perfeito, né?!). Eu estudei bastante, tenho referências e isso acho que está grudado em mim. E acaba sendo uma coisa meio instintiva, intuitiva. E também preciso estar no mood certo. Se não estiver, rola uma chavinha que trava tudo. Tem que passar por algum brilho nos olhos, por aquele frio na barriga.

IMG_0310

Estudei fotografei e sempre adorei captar esse mundo bem particular. Mas desde que morei na Armênia por 4 meses, em 2014, acho que tenho me libertado bem mais para ver, sentir e clicar. As coisas parecem mais intuitivas (buscando as gavetinhas internas). Com o celular, geralmente são coisas do dia a dia, pequenas sensações e barulhos em imagens. Mas também tenho meus projetos pensados, mais estudados. Agora, por exemplo, estou no processo de edição do meu livro que tratará de mim e dos territórios femininos daquela terra, que deve ser lançado no fim de setembro. Fiz um catálogo de moda recentemente e agora um editorial de moda da Serafina. Tudo com a mesma linguagem.

IMG_1362

Desde o colégio fiz todos os cursos do Senac de fotografia. Cursei dois anos de cinema na FAAP, me formei em fotografia no Senac, embarquei pra Barcelona para a pós em fotojornalismo na Universidade Autônoma de Barcelona e desde então mais e mais mergulhos na fotografia. Sempre fui apaixonada pela imagem e pelo que ela pode causar e te transformar. Eu sou muito sensorial. Uma trilha sonora me lembra uma imagem, um texto me faz pensar em imagens… E tudo isso são sensações. Meio malucas, meio sei lá o que.

IMG_2134

Sou editora do blog Entretempos junto com o Daigo Oliva. E também editora de foto da revista Serafina há 3 anos. Nunca me desconectei do lado fotógrafa. Acho só que ele está mais silencioso nos últimos anos. Eu adoro estar por trás do trabalho dos outros, editando, criando. Acho que tantos anos olhando imagens, frequentando festivais, mostras de cinema, foram lapidando o meu olhar e hoje posso dizer que tenho uma cara. Quer dizer, que encontrei um caminho e tenho gostado de descobrir e mergulhar nele. Além disso, fiz um documentário sobre a Armênia (“Rapsódia Armênia”), em 2012. Ganhador de 3 prêmios, passado na Mostra e em cartaz por um mês e meio no Reserva Cultural.

IMG_0746

O que espero que as pessoas sintam quando veem as minhas fotos? Que elas sintam?! Que se sintam suspensas por pelo menos um segundo?! Respostas?! Será que tem respostas pras fotos? Não sei…

IMG_2585

amor  ·  entrevistas  ·  especial don't touch  ·  fotografia