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Posts da categoria "amor"

Corpo em deslocamento na fotografia de Patrícia Araújo

por   /  27/07/2015  /  19:00

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Patrícia Araújo busca desvendar o universo da intimidade. A fotógrafa cearense, radicada em São Paulo desde 2009, dedica-se a pesquisas em arte contemporânea e “investiga as relações do corpo diante de situações de borda (situações de fronteira) em contextos de viagens e deslocamentos”.

A série Patagônia, destaque deste post, mostra bem isso ao inserir pedaços de um corpo, ou de vários, em meio a cenas em que a natureza surge pronta para ser contemplada. Quais histórias emergem desse encontro?

Em entrevista para o Don’t Touch, a fotógrafa fala sobre a sua trajetória e o seu encantamento pela fotografia.

Mais em > patriciaaraujo.net + situacaodeborda.tumblr.com + edicoesaderiva.org

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Há algum tempo a fotografia vem tomando outro rumo no meu trabalho. Me dedico a pesquisas em arte contemporânea e cada vez mais venho trabalhando com outros suportes: vídeo, desenho, cartaz, performance, texto. A fotografia caminha lado a lado à essa produção como companheira do dia adia, registrando meu mundo afetivo, quase como um diário. Geralmente depois de alguns processos intensos de produção para algum trabalho eu também paro para olhar as fotos que foram feitas naquele período. Edito, entendo a história que desejo contar e transformo esses registros em pequenas publicações que costumo chamar de livros-diário.

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Comecei a fotografar “de cara” na redação de um jornal em Fortaleza. Passei 3 anos lá atuando como fotojornalista. Transitava da editoria de polícia a cultura e essa experiência foi muito importante para o meu amadurecimento como pessoa dentro desse mundo louco. Mudei para São Paulo em 2009 e aqui passei 2 anos na Folha de S. Paulo (na revista da Folha). Foi quando comecei a me dedicar quase 100% a retratos – que amo fazer!

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No mesmo período entrei no mestrado em artes visuais na ECA e resolvi me dedicar mais a pesquisa que estava fazendo. Hoje desenvolvo projetos em arte contemporânea em que investigo as relações do corpo diante de situações de borda (situações de fronteira) em contextos de viagens e deslocamentos. Desde 2010 me afastei um pouco do fotojornalismo “hard”, mas continuei e continuo atuando como freelancer na área de fotografia e vídeo. Hoje toco a Aterro Filmes, uma produtora de vídeo e foto, em parceria com o videomaker Raphael Villar. Também lancei este ano em parceria com o artista Haroldo Saboia a Edições à Deriva, uma editora de publicações independente.

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[Sobre a série Patagônia] Esse trabalho é um conjunto de fotografias trocadas por dois amantes apaixonados. Como cartas, eles trocavam fotografias em viagens e se fotografavam quando juntos. O livro é de autoria mista com fotografias minhas e outras apropriadas. Conta a história de um lugar que nunca existiu, do encontro de dois corpos em segredo e sussurros.

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[Sobre o que espera de resposta para suas fotos] Respostas, reações – sejam elas de que natureza for. A ausência de reação, a impossibilidade de troca ou embate é que me frustra. 



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Fase rosa

por   /  27/07/2015  /  9:00

1 @cicaduarte

Quem acompanha o @donttouchmymoleskine no Instagram sabe que eu tive uma fase rosa. Só postei rosa, rosa, rosa, o feed ficou um deslumbre de tão lindo. Como o mundo não é sempre cor de rosa, voltei à programação normal… Essa semana, no entanto, tive uma recaída, haha.

Neste post, fotos de @cicaduarte, @ashleysophiaclark, @portablesera, @legrandbazar, @telegramgallery, @stepheneichhorn, @lascoleccionistas, @selfpublishbehappy.

Acompanhem por lá! > www.instagram.com/donttouchmymoleskine

2 @ashleysophiaclark 3 @portablesera 4 @legrandbazar 5 @telegramgallery 6 @stepheneichhorn 8 @lascoleccionistas 9  @selfpublishbehappy

E um roxinho pra dar uma quebrada, regram da @barbaracunha.

10 @barbaracunha

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Minha Carta de Amor faz edição ao vivo, na rua

por   /  23/07/2015  /  15:00

MCdA 1

Quando o amor chega, arrebata. Transborda. Às vezes na forma de um beijo, às vezes como um fluxo de palavras. Com o Minha Carta de Amor, transbordar virou um verbo recorrente, que aparece a cada email recebido, a cada comentário. Pensando nessa emoção, tivemos uma ideia: e se a gente se encontrasse ao vivo na rua para caligrafar as cartas de vocês?

No próximo sábado (25/07), leve sua carta, seu bilhete, sua declaração. O @fabiomaca vai caligrafar o seu amor ao vivo e em cores! Que presente, hein? Tudo isso das 16h às 20h na rua do House of Learning (@houseofwork – rua Virgílio de Carvalho Pinto, 47, Pinheiros, São Paulo), com trilha sonora especial feita pelo DJ Tiago Guiness.

O Minha Carta de Amor é um projeto da Contente, de @daniarrais e @luizavoll, e do calígrafo @fabiomaca, com fotos de @pedrinhofonseca.

Esperamos vocês!

#minhacartadeamoraovivo

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#retratosanônimostakeover por Bruna Valença

por   /  21/07/2015  /  19:00

Bruna Valença Takeover

Tem novidade no @retratosanonimos: #retratosanônimostakeover! Durante uma semana, um fotógrafo vai tomar conta do perfil, fotografando e postando cenas que encontrar por aí! A primeira convidada é a @brunavalenc, que mostra suas fotos e conta sua história no post A busca pela pureza na fotografia de Bruna Valença.

Vai lá acompanhar? ♡

www.instagram.com/retratosanonimos

A busca pela pureza na fotografia de Bruna Valença

por   /  20/07/2015  /  19:00

Bruna Valença 1

Bruna Valença tem 24 anos e fotografa há pelos menos 10, desde que ganhou uma câmera do seu pai. A fotógrafa pernambucana também virou videomaker e acumula um currículo o trabalho em curtas metragens e a cobertura de semanas de moda como as de São Paulo, Paris e Nova York – além do prêmio People’s Choice Award 2011, da See.Me Institution, dos Estados Unidos.

Na entrevista abaixo, ela conta o que a motiva a fotografar e divide também seu processo e mais detalhes de sua trajetória.

Mais em > Fotografia Bruna Valença

Bruna Valença 2

A minha vontade de fotografar vem muito de dentro. Tem dias que eu acordo com a cabeça lotada de ideias, de sonhos, de pensamentos, de vontades súbitas de montar uma imagem.

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Creio que as minhas imagens tenham em comum essa sensação de efemeridade, de linguagem do sonho, do subconsciente, pois a fotografia é realmente uma extensão de tudo que penso, é a melhor maneira que encontro para me expressar.

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A maioria das minhas ideias surgem à noite, e é aí que eu perco o sono mesmo. Escrevo, estudo imagens de referência e já saio marcando nas minhas agendas possíveis datas para projetos específicos. Eu tenho muita agonia se não concretizo uma ideia logo, sabe? Então sempre quando surge alguma, já quero fotografar no dia seguinte, se possível! Às vezes o tema brota mesmo. Por causa de alguma sensação ou sentimento, ou por algum filme que assisto que me inspira. Também acontece de fotografar algo do nada, e isso também é muito gratificante, pois me tira da zona de conforto totalmente.

Bruna Valença 5

Eu sempre gostei muito de observar as coisas, as pessoas ao meu redor. E no fundo, sentia uma necessidade de registrar, interpretar aquilo na minha própria maneira. Comecei a fotografar aos 14 anos com uma câmera compacta que ganhei de aniversário do meu pai e realmente não parei mais. Não me recordo de nenhuma época após em que eu tenha ficado sem fotografar.

Bruna Valença 6

Os temas foram variando com os anos, mas eu sempre me fascinei em fotografar pessoas. Inseridas ou não em algum contexto. Acho que foi aí que a fotografia se tornou algo palpável pra mim. Comecei fotografando em digital, e depois que eu descobri o analógico, o vício se concretizou mesmo. Comecei fotografando shows, fotos para bandas de conhecidos, registrando o meu cotidiano e situações inusitadas da minha turma de amigos, a câmera realmente se tornou uma extensão de mim e a minha forma de dialogar com as pessoas.

Bruna Valença 7

Comecei a trabalhar como videomaker fazendo vídeos para marcas de moda de Recife e logo após fiz uma série autoral de “fashion films” com modelos locais. Uma coisa levou a outra, e naturalmente comecei a conseguir trabalhos a partir da estética que desenvolvi, filmando casamentos e uma série de outros trabalhos com propaganda e videoclipes. Comecei a desenvolver o meu lado autoral com a fotografia analógica, pois é um formato que me dá muita liberdade na hora de clicar.

Bruna Valença 8

Às vezes as respostas vem na hora que eu clico, às vezes dias, anos depois, quando revejo as fotos, quando as revelo, pego na mão e analiso. Muitas vezes sinto a necessidade de colocar uma ideia pra fora e só descubro o que aquilo significou pra mim depois. Mas o que eu sempre busco é a pureza. Quero produzir imagens que me tragam paz, sempre.

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Matilde Campilho

por   /  07/07/2015  /  14:00

Matilde2

A gente é construção e não adianta fingir. A gente está aqui neste lugar lindo, com pessoas lindas, incríveis, mas o mundo está todo arrebentado. Aqui, na Europa, na Síria, nos nossos quartos, está tudo difícil. (…) A poesia, a música, uma pintura não salvam o mundo. Mas salvam o minuto. Isso é suficiente. A gente está aqui para dançar um pouquinho sobre os escombros. Não deixar que a poeira dê alergia nos olhos. Cada um faz como pode. O cirurgião vai tentar salvar todas as vidas que puder. A gente vai tentando salvar os segundinhos — da minha vida, da vida de todos meus amigos e de alguém que lê uma estrofe. E já é bom.

Matilde Campilho, poeta, autora de “Jóquei”, durante mesa na Flip.

Mais em > A poesia não salva o mundo, mas salva o minuto

Legal também o vídeo com ela na TV Folha > Sucesso na Flip, Matilde Campilho divide o coração entre Rio e Lisboa

E a entrevista que a Clara Cavour fez com ela, logo abaixo:

RETRATOS | MATILDE CAMPILHO from clara cavour on Vimeo.

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Só o tempo

por   /  07/07/2015  /  13:00

Paulinho

Largo a paixão
Nas horas em que me atrevo
E abro mão de desejos
Botando meus pés no chão
É só eu estar feliz
Acende uma ilusão
Quando percebe em meu rosto
As dores que não me fez

Ah, meu pobre coração
O amor é um segredo
E sempre chega em silêncio
Como a luz no amanhecer
Por isso eu deixo em aberto
Meu saldo de sentimentos
Sabendo que só o tempo
Ensina a gente a viver

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