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Posts da categoria "amor"

cha cha

por   /  18/01/2008  /  17:48

nem posso dizer que billie holiday sabia das coisas, porque a bichinha sofreu demais, era submissa a ponto de não se importar com uma marca de batom no colarinho do cônjuge. mas, porra, “don´t explain” redime qualquer coisa, está no top das melhores músicas do mundo. e, agora, ganha versão da minha musa cat _tão clássica quanto, eu digo, sem medo de ser hiperbólica. fechem os olhos (até porque não dá pra ver nada) e ouçam:

amor  ·  música

construção

por   /  07/01/2008  /  19:06

rita lee, em build up, não só está gorgeus como com o coração partido. serve de trilha perfeita para almas em desalento. 

SINTOOOOO, mas tudo que eu quero
é só FUGI-I-I-I-I-R de você
calma, calma baby
a vida é tão LONGA-A
calma, calma baby

é que EU,
EU quero esse lindo sol
e eu NÃO VOU MAIS
viver ao lado de NINGUÉM

bye, bye
aqui eu me DESPEÇO
bye, bye
não vá se aborrecer, não
bye, bye
aqui eu me DESPEÇO

amor  ·  música

fragmentos

por   /  07/01/2008  /  10:46

o amor ti deixa em cacos
metade da mesada em fichas
todos os corações ocupados

——————————

pavor que tenho
é de amor sem susto

——————————-

onde lia-se desejo
leia-se despejo

não quero mais essa vertigem de vogais
– tantos ais –
como se fossem consoantes

de ledusha

por   /  29/11/2007  /  17:33

Segunda leitura: o protagonista descobre que a mulher ao seu lado é a própria ilha desconhecida que ele procurava e que a verdadeira viagem é o encontro com um outro amado. Faz todo sentido, pois o amor e a viagem, em princípio, têm isto em comum: ambos nos fazem descobrir em nós algo que não estava lá antes. O outro amado nos transforma. Tanto quanto a chegada numa terra incógnita, ele nos revela algo inesperado em nós.

Por isso, aliás, o viajante e o amante podem esbarrar em problemas análogos: às vezes, ao sermos transformados pela viagem ou pelo amor, não gostamos do que encontramos, não gostamos dos efeitos em nós do amor ou da viagem. Essa é, em geral, a única razão séria para se separar ou para voltar da viagem.

Moral dessa coluna (e talvez da fábula de Saramago): os outros não são nenhum inferno, são uma viagem. Agora, para amar, como para viajar, é preciso ter determinação e coragem.

ele

amor  ·  analyze this

sms

por   /  27/11/2007  /  17:11

 

– porra, eu quero um amor com rotina.

– isso não existe, menina. relacionamento com rotina, aí é outra coisa. amor é tipo loucura, ninguém entende nada.

porra, contardo

por   /  22/11/2007  /  22:17

Problema: em geral, o modelo do amor graças ao qual seríamos “alguém” (que sempre significa “alguém muito especial”) é o momento em que, pendurados ao peito materno, ou melhor, com a mãe pendurada aos nossos lábios, estaríamos ao centro de um mundo controlado por nós: basta chamar, chorar etc. para que ela apareça e nos faça felizes.

Logicamente, com esse sonho narcisista encravado no nosso âmago, torna-se difícil lidar com separações, frustrações etc. E, infelizmente, o mundo é um pouco mais cruel do que a mãe-padrão e sempre muito mais cruel do que a mãe mítica e escrava que gostaríamos de ter tido.

À força de brincar com cobertores e chupetas, a gente deveria aprender a 1) dispensar cobertores e chupetas, 2) lidar com a precariedade da presença e do amor dos outros. Mas não é tão simples assim, até porque, nessa tarefa, o mundo não nos ajuda.

a coluna inteira aqui ó!

amor  ·  analyze this