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Posts da categoria "amor"

danuza, minha musa

por   /  15/10/2007  /  3:11

Fazendo as pazes

Supondo que ele te traiu; difícil, perdoar a traição. No início são aquelas intermináveis conversas pela madrugada; depois, os silêncios. Ele, que traiu, não sabe o que dizer; você sofre, tem vontade de matar, não tem coragem de se separar porque ainda ama, tenta conservar a cabeça fria, mas não dá para ser a mesma de sempre.
Até tenta; fala das coisas que foram manchete no jornal, evitando de todas as maneiras citar o caso Renan Calheiros e Monica Veloso, mas tudo é forçado, sem alegria, sem espontaneidade, pois quem foi traído fica imaginando seu grande amor nos braços da outra. E na hora de irem dormir, viram um de costas para o outro e apagam logo a luz do abajur para não ter que falar, ou repetir tudo que já foi dito, até porque sabem que não adianta.
Quando as crianças estão por perto, pior ainda; elas não devem saber do que está acontecendo, e só Deus sabe o que é fingir que está tudo bem. Os dias vão passando, você não pensa em outra coisa e ele, que traiu -nem foi por paixão, apenas uma dessas coisas que acontecem-, quer se matar, dizer mil vezes que aquilo não significou nada, mas não há clima para isso nem para nada.
Tentar um contato físico, nem pensar. Cada tentativa é um fracasso, e por aí é que não é. Chegar levando flores jamais, se chamar para jantar num restaurante, vai ter como resposta um não, e se sair à noite para escapar do clima pesado da casa, é perigoso: pode dar a impressão de que vai encontrar com a outra. Ah, essa história de trair é complicada, e pode render meses, isso quando não há uma separação imediata. Se ele pudesse voltar atrás teria resistido, mas quem pensa nisso quando bate a vontade? Agora já foi, e é agüentar as consequências, a cara amarrada, o mau humor e às vezes um toque seu que é pior do que uma facada pelas costas. Ah, se arrependimento matasse.
Mas existe o tempo, e só ele, para curar certas feridas. Um dia chegam uns amigos e a conversa flui quase como antes; quando vão embora vocês trocam algumas palavras sobre como fulana estava bonita, sicrano mais gordo, e vislumbra-se uma trégua, até porque não há ninguém que consiga ficar sofrendo por uma traição para o resto da vida.
As coisas vão melhorando, vocês passam a viver numa certa harmonia, já conversam normalmente, mas o contato físico continua zero. E ele lá tem coragem de tentar, levar um não e voltar tudo ao que era antes?
Mas um sábado qualquer, um sábado comum, com um sol lindo, vocês resolvem sair e dar uma caminhada num parque da cidade. A caminhada acaba virando uma corrida, e quando chegam em casa, suados, comentam como foi bom terem conseguido correr, que devem fazer isso mais freqüentemente, pois faz bem ao corpo e à alma.
Nesse momento ele sente que é a hora -e é mesmo; chega mais perto e abre os braços para um grande abraço. É a hora do perdão, do -sobretudo- não se fala mais nisso; um abraço bem generoso, bem demorado, bem apaixonado, e a paz volta a reinar no universo.
Porque, pensando bem, não há nada melhor na vida do que um abraço bem sincero, bem apertado, bem encaixado, melhor do que todos os beijos na boca do final dos filmes.

amor  ·  analyze this

in my humble opinion

por   /  11/10/2007  /  22:42

“so when rayanne graff told me my hair was holding me back, i had to listen. ‘cause she wasn’t just talking about my hair. she was talking about my life.” – angela chase

my so-called life é um dos melhores seriados de todos os tempos. angela chase, interpretada por uma claire danes em começo de carreira, conquista o coração de qualquer espectador com suas angústias, seu talento para ver beleza em coisas pequenas (como a dobra da camiseta do menino por quem está apaixonada) e suas considerações sobre uma fase tão hiperbólica que é a adolescência. 

apaixonada por jordan catalano, um garoto rebelde, nem aí, daqueles que fazem a gente ficar de queixo caído, angela tentar entender seus processos de mudança, em plenos anos 90. embalados por bufallo tom, ramones, lemonheads e julianna hatfield, angela e jordan (vivido por jared leto, numa época em que ele era delicioso e não ficava pagando de rockstar tardio) interpretam fragmentos de adolescente que a gente já foi um dia.

agora, a grande notícia: my so-called life sai em dvd, na gringa, no próximo dia 30 de outubro, pela shout!factory. seis dvds, 19 episódios, um livro comemorativo e todos aqueles extras que fazem 70 doletas se transformarem em satisfação garantida. quero a minha caixinha agora!

amor  ·  etc

happening

por   /  11/10/2007  /  19:12

eu espero
acontecimentos
só que quando anoitece
é festa no outro apartamento

todo amor
vale o quanto brilha
e o meu brilhava
e brilha de jóia e de fantasia

o que que há com nós dois, amor?
me responda depois
me diz por onde você me prende
por onde foge
e o que pretende de mim

era fácil
nem dá prá esquecer
e eu nem sabia
como era feliz de ter você

como pode
queimar nosso filme
um longe do outro
morrendo de tédio e de ciúmes

o que que há com nós dois, amor?
me responda depois
me diz por onde você me prende
por onde foge
e o que pretende de mim

antonio cícero

amor  ·  música

companhia no almoço

por   /  11/10/2007  /  17:56

when she sits on your lap
try to pretend to laugh
when she does stupid things
just like i used to do
do no hate her
don’t you even try
for to leave her is to love her
the same as you and i
I love you
and i miss you too
i really do love you
and i really miss you too
but i don’t know you
and i don’t need you
and i don’t want you anymore

amor  ·  música

poinguipingui

por   /  09/10/2007  /  0:13

mariana fontes é tendência. sob a alcunha de gigia miroxinha, ela espalha e-mails contando alguma jogação de britney ou falando sobre o que você precisa saber para ter um perfil bombator no orkut. para animar isso aqui, ela responde três perguntinhas.

1. o que faz uma noite de segunda-feira ficar completa?

num tô conseguindo pensar em nada que tenha preenchido meus dias ultimamente. mas amanhã sai o j-lo novo e até o fim do ano ainda vai ter cassie, mary j. blidge, mariah, britney, alicia, celine… vai ser tanta diva que eu num vou ter tempo pra mais nada, amiga. graças a deus.

2. que coisa proibida te dá o maior prazer, wando?

ai, amiga, proibido, proibido acho que num tem… tem só umas paradas que eu curto q são meio moralmente/ higienicamente duvidáveis, né? mas tb num vou me queimar aqui…

3. quem você queria ser se pudesse trocar de coração?

dolly parton. aí eu ia cantar aquela música que ela fala que o coração dela é tipo uma bargain store [http://youtube.com/watch?v=yONHOQxsO1Y] e ia vender pedacinhos bem caros no e-bay.

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enquanto houver amor

por   /  07/10/2007  /  21:24

contardo fez uma surpresa em pleno domingão. em pesquisa do datafolha, ele fala sobre um novo tipo de casamento, o da aliança sentimental sem paixão.

Talvez não procuremos mais o amor-paixão (note-se que a vida sexual satisfatória como item necessário para a felicidade da união ficou com um triste 2%), mas um amor companheiro e amigo, “um amor tranqüilo”, como diz a música.

Talvez, em suma, esteja aparecendo um novo tipo de casamento moderno, baseado, como deve ser, nos sentimentos, mas não no ideal do amor-paixão romântico nem do da satisfação sexual: uma espécie de aliança sentimental para a vida.

Ia terminar comentando que essa transformação do casamento não seria um mal. A verdade é que ela já está em curso, nas inúmeras uniões que continuam e persistem numa amizade em que, às vezes, parece que o amor se perdeu, quando, de fato, é nessa amizade que ele se transformou. 

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