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Posts da categoria "#galeriadonttouch"

#galeriadonttouch: Cassiana Der Haroutiounian

por   /  28/10/2015  /  18:30

jh engstrom

#galeriadonttouch: Cassiana Der Haroutiounian

“Fotografia pra mim sempre foi poder entrar em diferentes camadas de realidade e de mim mesma. Fotos que eu vejo, fotos que me atravessam. Adoro ver tudo, de todos os cantos e de todos os estilos. Mas preciso sentir as imagens pra querer guardá-las e deixar naquela caixinha de coisas boas e de inspirações. Penso em um sentimento, lembro de uma foto. Penso em um projeto, acesso a gavetinha das imagens e saem mais ideias. Sou movida por elas. O tempo todo, em tudo. Essas escolhidas são das queridinhas por tudo isso e teria todas, todinhas nas paredes da minha casa”, diz ela.

Mais sobre ela > O mundo dos sonhos de Cassiana Der Haroutiounian

No Catarse, sua campanha para rodar um filme > Corpo-espelho

A primeira foto é de JH Engstrom.

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Henri Cartier-Bresson

duane michals

Duane Michals

malick sidibé

Malick Sidibé

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Nan Goldin

anders petersen

Anders Petersen

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Hervé Guibert

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Elina Brotherus

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Aida Chehrehgosha

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Ren Hang

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Robert Mapplethorpe

Sasha Kurmaz

Sasha Kurmaz

wolfgang tillmans -fstop oct1st essay - hug

Wolfgang Tillmans

#galeriadonttouch  ·  amor  ·  arte  ·  especial don't touch  ·  fotografia

#vitrinedonttouch: Mariana Sales

por   /  09/10/2015  /  8:08

@marianaonete

No #vitrinedonttouch de hoje vamos conhecer a Mariana Sales, artista visual cuja poética está ligada ao feminino, à expressão do corpo e à existência.

“Venho trabalhando com arte desde de 2012, fazendo ilustrações para capas de disco, livros, exposições (coletivas e individuais). Também participei como quadrinista dos projetos Zine xxx e Mulheres nos Quadrinhos.”

Mais em > www.cargocollective.com/Mariana-Sales + www.facebook.com/marioneteillustrations

 

@marianaonete2 @marianaonete3

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#vitrinedonttouch  ·  amor  ·  arte  ·  especial don't touch

#vitrinedonttouch: Vital Lordelo

por   /  10/09/2015  /  16:00

Vital Lordelo 2

No #vitrinedonttouch de hoje, vamos conhecer o trabalho de Vital Lordelo, artista brasiliense que adora espalhar suas artes pela cidade que escolheu para morar, Porto Alegre.

“A inspiração está em tudo. De detalhes de um azulejo a textura da asa de pequenos insetos, conversas soltas no centro da cidade, cafeterias e uma música que tocou no rádio do táxi ou no elevador. Tudo está em tudo”, diz ele. “Meu trabalho retrata as relações como um grande catálogo sentimental. Sinto e tenho me permitido conectar e reavivar a simbologia do que pode ser o sentimento. Tenho elaborado cartazes e humanizado o concreto armado, fazendo eco nos vidros espelhados. A quem passa declaro essas representações desse presente ausente”, completa.

Mais em > www.facebook.com/pages/Vital-Lordelo + www.flickr.com/photos/dom_vital + www.instagram.com/domvital

 

Vital Lordelo 0

 

Vital Lordelo 1  Vital Lordelo 6

Vital Lordelo 5Vital Lordelo 7

amor  ·  arte  ·  especial don't touch

Lendo sobre fotografia

por   /  09/09/2015  /  10:00

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Desperate crossing, uma reportagem porrada do New York Times sobre o drama dos regufiados

Kodak

“This was more than just a camera,” said Mr. Sasson who was born and raised in Brooklyn. “It was a photographic system to demonstrate the idea of an all-electronic camera that didn’t use film and didn’t use paper, and no consumables at all in the capturing and display of still photographic images.” The camera and the playback system were the beginning of the digital photography era. But the digital revolution did not come easily at Kodak. “They were convinced that no one would ever want to look at their pictures on a television set.”

Em 1975, um funcionário da Kodak inventou a câmera digital. Os patrões o fizeram escondê-la

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Faço minha a frase de um fotógrafo norte-americano chamado Philip-Lorca diCorcia, que disse: “Fotografia é uma língua estrangeira que todo mundo acha que sabe falar”. Em certo nível, todo mundo é fotógrafo e, ainda assim, se você realmente acredita no potencial do meio, não há uma relação de um para um entre o que uma foto retrata e o que ela significa. Esse entendimento da diferença entre o tema de uma foto e a intenção artística por trás dela – que pode ter a ver com o tema ou não – muda um pouco as coisas. Uma foto do meu cachorro no meu celular opera em um nível diferente do que fazem fotógrafos com intenções artísticas sérias, expressando-se através da fotografia. Dito isso, vivemos um ótimo momento na fotografia, porque todos tiram fotos, e o tema está em voga. O bom é que as pessoas também andam interessadas na materialidade da imagem, em sua apresentação, em suas características físicas. Isso, a meu ver, está relacionado com a enxurrada de imagens que vem às nossas telas nos dias de hoje e que são materiais. Outra coisa que noto é um interesse dos jovens na história da fotografia, em sua espinha teórica. Tudo isso me dá uma grande esperança para o futuro, porque acredito na relevância da fotografia também como objeto estético. Faz total diferença estar diante de uma fotografia emoldurada do que só vê-la através de uma tela. Por isso, é essencial que os museus existam e as colecionem, para que as pessoas sejam transformadas por elas – ainda que isso soe ingênuo.

Entrevista com a Sarah Meister, curadora de fotografia do MoMa (Museum of Modern Art de Nova York), ao El País

Marcelo Min

Marcelo Min morreu na última quinta-feira (27/8). E eu ainda não posso afirmar que isso de fato aconteceu. Aqueles que amamos morrem devagar dentro da gente, e a qualquer momento eu sinto que ele vai chegar com aquele jeito meio tímido, com aquele sorriso inteiro bom, e dizer: “Oi, Eliane”. E depois faríamos alguma reportagem em que invariavelmente alguém o chamaria de “japonês”. E nós dois riríamos por causa dessa sina de que no Brasil todos os descendentes de orientais viram “japonês.” Min era descendente de coreanos. Mas ele morreu. E quando me pediram para escrever um texto sobre ele, minha reação imediata foi dizer: “não consigo”.  Como escrever sobre o Min quando a morte dele me rouba todas as palavras? Naquele momento, eu me sentia como uma criança que ainda não sabia onde as palavras moravam. Agora, algumas horas depois, volto a ser adulta. Sei onde as palavras moram, mas sei também algo que jamais vou superar: as palavras são faltantes, não dão conta da vida. Então, Min, me perdoa por me faltarem palavras para contar da falta que você nos faz. (…) Ailce, a mulher que acompanhamos no seu morrer, nos ensinou que pensar sobre a morte é pensar sobre a vida. E pensar sobre a vida é pensar sobre o tempo. Ailce havia adiado demais e um dia descobrira que seu tempo tinha acabado. Ensinou, a mim e a Min, que o tempo é a delicadeza inegociável. Acho que Min aprendeu esse ensinamento essencial, talvez o mais profundo, melhor do que eu, que agora me resto a lamentar todas as vezes em que adiei para o dia seguinte o encontro que me levaria até ele. Não há dia seguinte. Não há nem mesmo hoje. Há esse instante, agora, em que tecemos nosso tempo. E sobre isso não podemos negociar, não há o que vender ou comprar. O tempo nem mesmo se aluga. O tempo tem de ser nosso. Já. Tomado de quem nos tomou, para ser tecido em nossos próprios termos.

Rodopiando em Min, texto da Eliane Brum sobre o fotógrafo Marcelo Min

Nick Ut

Artless but honest pictures can still change our perceptions of the world. The self-delusion is to imagine that our own prejudices and desires play no part in their creation or their power. Wouldn’t images of young men with their heads blown off have ended the first world war sooner? Should we have seen pictures of the 116 dead children as they were pulled from the mudslide of Aberfan? Why aren’t there well-known images of the thousands of children who were charred in Dresden and Hiroshima? We pick and choose among the images that might horrify us, always believing that our intentions are good.

Can images change history?

FUTURE

Computational photography draws on all these resources and allows the visual image to create a picture of reality that is infinitely richer than a simple visual record, and with this comes the opportunity to incorporate deeper levels of knowledge. It won’t be long before photographers are making images of what they know, rather than only what they see. Mark Levoy, formerly of Stanford and now of Google puts it this way, “Except in photojournalism, there will be no such thing as a ‘straight photograph’; everything will be an amalgam, an interpretation, an enhancement or a variation – either by the photographer as auteur or by the camera itself.” (…) The twist is that new forces will be driving the process. The clue is in what already occurred with the smartphone. The revolutionary change in photography’s cultural presence wasn’t led by photographers, nor publishers or camera manufacturers but by telephone engineers, and this process will repeat as business grasps the opportunities offered by new technology to use visual imagery in extraordinary new ways, throwing us into new and wild territory. It’s happening already and we’ll see the impact again and again as new apps, products and services hit the market.

The next revolution in photography is coming

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Ed Weston, photographic pioneer of American Modernism, referred to the photograph (in 1932) as a “willful distortion of fact,” and this was long before Photoshop… and the debate as to whether photography was a mechanical reproduction of the real world or whether it was a medium for artists is as old as the technology itself. Photography has always been enmeshed with technology, but it has never been about it. The changes that Mayes is noticing are nothing new, even if they are dramatic and represent some amazing shifts in what photography can be and who can use it. Photography has also always been a very democratic medium, particularly after 1900. It’s one of the beautiful things about it. (…) Photography has always had many practical uses—none of this changes with shift from silver to silicon, or the addition of depth information, LIDAR, biometrics, geotags, and so forth, even as our tools for manipulation of images intensify. If anything it’s just another less gentle reminder that photography has always had the potential for utility, always been malleable in the hands of the photographer. Photography, in addition to all its pragmatic uses, has always been an artform of manipulating and painting with light, where artists show us something true, even if it isn’t always real.

The future of photography

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#galeriadonttouch: Ilana Lichtenstein

por   /  25/08/2015  /  12:00

Lieko Shiga Irana

Quais são as fotos preferidas dos fotógrafos? Ilana Lichtenstein (@ilanalichtenstein) responde para a #galeriadonttouch!

A primeira é “Irana”, de Lieko Shiga. “Gosto da sensação nítida de que no universo que a #LiekoShiga desenvolve não há limitação. Acho que os limites são todos mentais e ela vai vertiginosamente longe, para dentro e para o alto, no desenho da luz. Além de tudo, essa foto específica se chama Irana, não faço ideia do porque. Mas é como se pronuncia o meu nome em japonês e, por uma linda ironia que cada vez faz mais sentido para mim, esse nome soa sempre muito próximo, e toda vez que pronuncio se confunde com a palavra japonesa ‘iranai’: desnecessário.”

Gabriel Orozco My hands are my heart

A segunda foto escolhida pela @ilanalichtenstein é “My hands are my heart”, de Gabriel Orozco. . “As mãos e o coração são os elementos do corpo que mais me guiam na fotografia e, junto com a pele, três das palavras que mais voltavam, circularmente, quando tinha o costume de escrever. Esse artista #GabrielOrozco coleciona uma simplicidade que espanta muito. Da primeira vez que vi alguma coisa sua, sem conhecer nada, a exposição extensa não se anunciava de início, começava por uma sala quase vazia com só quatro potes de iogurte e depois uma caixa de sapato.. Não exibia toda a variedade e força de suas tramas de cara. E no percurso, também por uma frase que estava na parede bem mais adiante, fui saber que ele mesmo contava: dizia achar importante decepcionar o espectador. Pois só assim, depois de decepcionado, pode se abrir verdadeiramente para um encontro, limpo. Penso na frase da Clarice Lispector, dentro de ‘A Hora da Estrela’: ‘Que ninguém se engane, só consigo a simplicidade através de muito trabalho’. Acho que é um trabalho de limpeza, esse de se livrar de tudo o que dispersa. E, por fim, essa coisa das mãos, do barro e do coração, uma junção tão simples, ficam para mim como uma imagem-presente de um poema de Manoel de Barros.”

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#galeriadonttouch: Daigo Oliva

por   /  20/08/2015  /  12:00

1 stephen_shore

Quais são as fotos preferidas dos fotógrados? Daigo Oliva (@daigooliva) responde para a #galeriadonttouch!

Daigo Oliva, 30, é editor-assistente da “Ilustrada”, da @folhadespaulo, e edita o blog sobre fotografia Entretempos.

A primeira é do Stephen Shore.

“Não são as fotos que eu mais gosto na vida. Fiz a seleção a partir de fotógrafos que usam a cor como um eixo de suas obras, e não apenas um elemento da cena. Fui desde os clichês clássicos de William Eggleston e Martin Parr até nomes mais novos como Ricardo Cases e Viviane Sassen. A ideia é pegar gente que trata a cor como um personagem, como algo que salta de imagem, mais do que assuntos, enquadramentos etc.”

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Luigi Ghirri

3 saul_leiter

Saul Leiter

4 martin_parr

Martin Parr

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Ricardo Cases

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Viviane Sassen

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William Eggleston

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