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#galeriadonttouch: Daigo Oliva

por   /  20/08/2015  /  12:00

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Quais são as fotos preferidas dos fotógrados? Daigo Oliva (@daigooliva) responde para a #galeriadonttouch!

Daigo Oliva, 30, é editor-assistente da “Ilustrada”, da @folhadespaulo, e edita o blog sobre fotografia Entretempos.

A primeira é do Stephen Shore.

“Não são as fotos que eu mais gosto na vida. Fiz a seleção a partir de fotógrafos que usam a cor como um eixo de suas obras, e não apenas um elemento da cena. Fui desde os clichês clássicos de William Eggleston e Martin Parr até nomes mais novos como Ricardo Cases e Viviane Sassen. A ideia é pegar gente que trata a cor como um personagem, como algo que salta de imagem, mais do que assuntos, enquadramentos etc.”

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Luigi Ghirri

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Saul Leiter

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Martin Parr

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Ricardo Cases

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Viviane Sassen

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William Eggleston

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#galeriadonttouch: Filipe Redondo

por   /  19/08/2015  /  19:00

Richard Avedon, Allen Ginberg's family, 1970

Quais são as fotos preferidas dos fotógrafos? Filipe Redondo ( @filiperama) responde para a #galeriadonttouch!

Filipe Redondo é paulista, tem 32 anos, formou-se em jornalismo e começou sua carreira como fotógrafo na Folha de S. Paulo em 2006. Faz parte do coletivo Trëma, cujo trabalho mais recente vocês podem ver em #lagoadaconfusaowanderlandia.

A primeira é Allen Ginberg’s family, de #RichardAvedon, feita em 1970. “Na verdade são duas fotos que formam um mural. Cada vez que me deparo com essas fotografias perco um bom tempo admirando. São tantos personagens, poses, expressões diferentes a serem exploradas, e é tudo tão fluído, que fica difícil não imaginar sobre cada uma dessas pessoas.”

Jim Goldberg, 1983

 

 

Jim Goldberg, 1983. Foto do livro “Rich and Poor”. “A vontade de parecer algo que não é na fotografia e a sinceridade nas palavras é angustiante. Acho lindo, poesia pura. Pra mim, uma linda síntese sobre fotografia e sobre e a vida que levamos.” . “Tem uma frase do #RichardAvedon que eu li recentemente, sobre cachorros que pegavam emprestados pras fotos do álbum da família dele, “todas as fotografias do nosso álbum de família são construídas em algum tipo de mentira sobre quem éramos, e revelavam uma verdade sobre o que queríamos ser’. Acho isso maravilhoso, como a foto do #JimGoldberg, diz muito sobre nós…”

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Woody Allen falando da vida e do cinema

por   /  04/08/2015  /  13:00

Damon Winter:The New York Times

 

Quanto menos penso em mim mesmo, melhor fico. Se começar a ler que sou maravilhoso ou horrível, essas coisas grudam na mente e causam perda de tempo. Não penso sobre isso e não leio críticos ou entrevistas comigo. É mais saudável assim.

O trabalho do artista, na minha visão, é mostrar as pessoas que tudo que vocês estão fazendo é insignificante e que tudo vai desaparecer um dia. Então, aproveitem a vida. Se há um lado positivo, acho que falhei em encontrar nos meus 45 filmes. A minha maior contribuição é tentar distrair as pessoas por duas horas, fazê-las esquecer como a vida pode ser terrível e dos problemas. Meus filmes são como um copo de água gelado em um dia quente de Verão.

Você aprende certas coisas e acredita que se tornou mais tolerante com as pessoas, menos rabugento e compreende que as pessoas têm os mesmos problemas e inseguranças que você tem. Então, ficamos melhor neste sentido, porque fica consciente do sofrimento alheio e tende a se importar mais com as pessoas. Mas não aprendemos muito. Falando de cinema, você aprende tudo que precisa ao fazer dois filmes apenas. No primeiro, eu não sabia fazer nada e (o montador) Ralph Rosenblum e (o diretor de fotografia) Gordon Willis me ensinaram tudo. Você aprende fácil e, quando tem uma boa ideia, as coisas tendem a fluir tranquilamente.

Woody Allen em entrevista a Rodrigo Salem, ontem na Ilustrada.

Mais em > “Meu sentimento é de que não influenciei ninguém”, diz Woody Allen

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