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Posts da categoria "amor"

vivendo com menos. bem menos

por   /  13/03/2013  /  9:15

Graham Hill vive em um apartamento de menos de 40 metros quadrados, dorme numa cama que sai da parede, tem seis camisetas e 10 tigelas que usa para servir saladas e pratos principais. Não tem CDs ou DVDs e dos livros que já havia acumulado, sobraram 10%.

Depois de anos consumindo tudo o que queria (e muito do que nunca quis), viu que tinha duas casas gigantes e cheias de coisas, de eletrônicos a gadgets, passando por carros, e percebeu que as coisas que ele consumia o haviam consumido.

No artigo Living With Less. A Lot Less, o criador do Life Edited conta como descobriu que esses excessos não o preenchiam. Foi quando se apaixonou por Olga que a relação dele com as coisas materiais se desfez. Eles foram pra Barcelona, quando o visto dela expirou, viveram em um apartamento pequeno, na base do amor. Com algumas roupas, produtos de higiene pessoal e um par de laptops, pegaram a estradam e viveram em Bangkok, Buenos Aires e Toronto, fazendo várias paradas no meio do caminho. Ele continuou trabalhando e criou empressas como o Tree Hugger.

Minha vida era cheia de amor e aventura e de trabalho com o qual eu me importava. Senti-me livre e eu não senti falta do carro, dos gadgets, da casa, em vez disso, senti que tinha parado um trabalho sem fim. A relação com Olga eventualmente terminou, mas a minha vida nunca mais pareceu a mesma. Eu vivo com menos e viajo mais leve. Tenho mais tempo e dinheiro. Além do meu hábito de viajar – que eu tento manter sob controle, minimizando viagens, combinando outras e comprando créditos de carbono – sinto-me melhor porque minha pegada de carbono é significativamente menor do que na minha vida anterior supersized. Intuitivamente, sabemos que as melhores coisas da vida não são coisas, e que relações, experiências e trabalho significativo são as bases de uma vida feliz.

Leiam o texto completo > http://nyti.ms/WlYAPj

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Em 2011, fiz uma matéria pra Galileu sobre o assunto! > http://donttouchmymoleskine.com/viver-com-menos/

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daniel johnston

por   /  07/03/2013  /  10:54

Sabe um daqueles shows que você acha que não vai ver na vida? O do Daniel Johnston era um deles. Sendo que isso vai mudar no sábado, quando o artista se apresenta no Beco, em São Paulo, em mais uma edição do Popload Gig.

Daniel Johnston fez “True Love Will Find You in the End”, e só por isso justificou a existência de uma vida inteira.

Enquanto escrevia esse post, o Palugan me avisou: o show foi cancelado  :(

Do Popload:

O risco era grande e existia. O genial e cultuado artista Daniel Johnston, que se apresentaria no próximo sábado no Beco 203, em mais uma edição do festival Popload Gig, não conseguiu embarcar para a América do Sul na noite de ontem. Johnston, herói do underground americano, que há anos sofre de transtorno bibolar e esquizofrenia, desembarcaria primeiro no Chile para um show hoje, tocaria ainda na Argentina amanhã e depois viria a São Paulo. O músico, que vive sempre recluso mas nos últimos tempos arriscou uma volta bastante comentada aos palcos, chegou a ir ao aeroporto de Houston e teve as malas despachadas para Dallas, onde faria conexão à América Latina. Mas, confuso, aparentando insegurança e com febre, demoveu seu agente da ideia de embarcar.

Nos resta, então, assistir de novo ao documentário “The Devil and Daniel Johnston”, que mostra a luta dele contra a esquizofrenia e o transtorno bipolar, enquanto escreve e compõe suas genialidades, como se buscasse redenção ♥

The Devil and Daniel Johnston (El Diablo y Daniel Johnston – Jeff Feuerzeig, 2005) from Tlatoani Ortíz on Vimeo.

Abaixo, o cartaz de Eduardo Belga pro show que não vai mais acontecer agora.

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romance virtual

por   /  05/03/2013  /  8:11

Romance Virtual é uma reportagem de Emily Witt, publicada na revista Piauí deste mês, que fala sobre sites de relacionamento como o OK Cupid, em que milhares de pessoas tentar se achar para ter uma relação. Para isso, elas preenchem questionários com perguntas como “Você acha que fumar é repugnante?” ou “Deixando de lado quaisquer planos para o futuro, o que é mais interessante para você neste momento: o sexo ou o verdadeiro amor?”.

No texto, a repórter conta suas experiências, aventuras e frustrações e fala como o namoro pela internet destruiu a noção que ela tinha de si mesma como alguém que conhece, compreende e consegue se expressar em palavras.

Abaixo, um trecho:

Fui a uma palestra do escritor Ned Beauman, que comparou a experiência no OkCupid com as ideias do astrônomo Carl Sagan, quando falava dos limites da nossa capacidade de até mesmo imaginar um tipo de vida extraterrestre não baseada em carbono. Isso sem falar que nem iríamos perceber se esse tipo de vida estivesse nos enviando sinais.  Você sai jogando a rede no OkCupid para tentar pegar aquilo que você acha que quer – mas e se não formos capazes nem sequer de enxergar os sinais que estão nos enviando, e muito menos de interpretá-los?

O OkCupid dava uma impressão muito forte de ser aquele banco de dados com que Kremen havia sonhado: escolha ilimitada. Mas isso tem suas desvantagens. Como escreve a socióloga Eva Illouz emO Amor nos Tempos do Capitalismo, “a experiência do amor romântico se relaciona a uma economia da escassez, o que por sua vez permite a novidade e a emoção”. Em contraste, “o espírito que preside a internet é a economia da abundância, na qual a pessoa precisa escolher e maximizar suas opções, e é obrigada a usar técnicas de eficiência e custo-benefício”. No começo foi até divertido, mas, depois de alguns meses, os problemas começaram a aparecer. Acabei achando bem verdadeiro o que Beauman diz sobre a nossa incapacidade de avaliar o que poderia ser atraente.

Leiam a reportagem completa > http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-77/questoes-tecnoafetivas/romance-virtual

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fratura exposta (profissional)

por   /  22/02/2013  /  9:39

A Ana Luiza Gomes escreveu uma Fratura Exposta com foco no profissional. É um ótimo texto, principalmente pra quem mudou, está mudando ou quer mudar de trabalho para fazer o que ama completamente.

Leiam > http://www.anamappe.com.br/blog/2013/02/20/fratura-exposta-profissional/

Vai me dizer que você não escutou ainda de algum amigo quando reclamou das horas extras que fez no trabalho: “você têm que fazer o que ama!”. Quem largou o emprego chato e foi buscar trabalhar “com o que ama” é o novo modelo de felicidade completa!

Eu conheço alguns e comprovo, nunca os vi tão felizes (e enriquecendo). Já outros, com seus empregos enfadonhos, estão desesperados em busca de um encontro com esse tal amante chamado trabalho. Se enfiam em leituras, se aventuram em freelas malucos, começam a fazer cursos de tudo que é diferente, ou seja, se arriscam em vários blind dates. O restante até trabalha com o que gosta e, por isso mesmo, vive o sufoco da rotina aniquilando seus corações – e bolsos –, do hobby à profissão, do amante à esposa, da paixão ao peso de um compromisso eterno.

Já passei por vários destes estágios e não, definitivamente, não estou enriquecendo (ainda, rs). Já li alguns bons livros sobre, inclusive a bola da vez The School of Life, “Como encontrar o emprego da sua vida”. E digo, o autor, Roman Krznaric, me vendeu direitinho o príncipe no cavalo branco: a vocação em encontro com as necessidades do mundo. Terminei o livro com a sensação de ter lido algum clássico da Disney. Romance, aventuras, encontros, desencontros e uma pitada de mágica com destino! Esse amor profissional promete mais que qualquer aliança.

A melhor leitura com certeza foi um livro sobre arte contemporânea chamado “Are you working too much?”. Uma coletânea de textos críticos do e-flux (que você tem acesso de graça aqui) que eu li nas férias de 2011! Entre uma análise sobre a crise dos modelos tradicionais de emprego, estudos sobre a vida profissional de um artista contemporâneo e debates sobre o tal “trabalho imaterial”; pontuar as novas questões do comportamento e do mundo, na minha visão, sempre é bem mais incrível pela arte. Eu já indiquei a leitura aqui no blog de dois desses artigos, um do Boris Groys e outro do amado Diedrich Diederichsen.

Depois destas leituras, de fazer cursos – vários inúteis e alguns excelentes – depois de tentar, em vão, tornar este blog em algo rentável, depois de tentar me reiventar num cargo novo dentro do meu próprio emprego, não, eu não tenho a resposta. Eu sou a própria fratura exposta profissional. O que eu aprendi, como todos em busca de seu grande amor, é que a busca é bem interessante e válida. Ao invés de só reclamar que o trabalho te cansa, ele vira algo mais dinâmico, vivo, cheio de histórias e até divertido algumas vezes.

De todas essas tentativas, confesso que a mais importante tenha sido esta: quando começo um projeto novo, eu sempre parto de algum ponto muito pessoal. Seja a perda da minha avó para fazer o #vovomeinspira ou a minha inquietação sobre o meu próprio país para pesquisar #obrasilcoms. Eu canalizo todos os meus questionamentos e os transformo em projetos como um recurso para pensar a vida. E compartilhar tudo isso é das formas mais belas de se aprender.

Vai ver esse amante chamado emprego não esteja muito distante de um encantamento pela própria vida, por um dia a dia que merece ser muito mais que um trabalho pesado, por uma vida mais leve em que os amores se confundam, em que esse profissional e pessoal sejam eternos namorados.

*Para quem não conhece o “Fratura Exposta” do blog amado Don’t Touch, descubra! E confira alguns projetos interessantes sobre o tema no site da Contente.

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pôsteres cubanos

por   /  16/02/2013  /  10:22

Os pôsteres feitos em Cuba são lindos!

O país é famoso por seu investimento em cultura, por sua escola de cinema que leva gente te todo o mundo para estudar lá. Os pôsteres de cinema, aliás, feitos em grande parte em serigrafia, são maravilhosos!

Tenho um do filme “O que terá acontecido a Baby Jane?”

O projeto Cuban Poster Art – The New Generation quer mostrar, como o próprio nome diz, a nova geração de artistas do país, além dos cigarros, dos carros americanos antigos e das camisetas de Che Guevara.

Bem legal, né?

Mais em > http://cuba.slanted.de/

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