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encontros de arte, forma e flexibilidade

por   /  05/09/2013  /  14:15

Os movimentos naturais do corpo servem de inspiração para a exposição “Natureza Amplificada”, que a Nike exibe no Rio de Janeiro até o próximo domingo (8/9), na programação paralela da Art Rio 2013. Explorando conceitos como forma, flexibilidade e liberdade, a marca exibe objetos, vídeos e instalações desenvolvidas pelos brasileiros Gisela Motta e Leandro Lima, pelo estúdio inglês Universal Everything e pela dupla italiana Quayola + Sinigaglia.

Ao entrar no Armazém da Utopia – nome temporário para o armazém 6 do Cais do Porto do Rio de Janeiro -, o visitante se depara com uma linha de evolução dos tênis da Nike, acompanhada por um esqueleto enorme.

Ao dobrar à direita, uma imensidão azul surpreende o olhar. “Zero hidrográfico”, da dupla paulistana Gisela Motta e Leandro Lima, busca inspiração nas ondas do mar, no biomimetismo [área que estuda a biologia e as suas funções, procurando imitar a natureza em áreas da ciência e da tecnologia] delas. Os artistas buscaram criar uma referência instável sobre o mar, fazendo relação com o conceito de flexibilidade, a partir de um objeto formado por lâmpadas azuis fluorescentes.

A obra reproduz aquela sensação de calmaria de quando contemplamos o mar, ao mesmo tempo em que intriga por suscitar isso a partir de um material resistente como uma lâmpada, oposto à fluidez da água. Dá para passar vários minutos olhando para as ondas mecânicas, se imaginando em vários lugares distantes dali.

Zero hidrográfico, explicam, é o nível do mar relativo, que varia de acordo com o clima e sofre alterações com o aquecimento global e o desgelo. “A gente criou um mecanismo com 36 hastes que movem os vértices desse grid e, a partir do caos, gera um movimento orgânico”, diz Leandro. “Quando a gente instala o trabalho, ele está totalmente reto, em um plano. Uma pequena resistência, uma voltagem, um parafuso mais apertado ou não acaba criando uma diferença de sincronia, gerando um movimento caótico, que está acontecendo naquele momento”, diz Gisela. “E ele não se repete, porque não está escrito, programado, e sim analógico. Apesar de ser extremamente mecânico é totalmente vivo”, completa.

Já o estúdio inglês Universal Everything criou uma daquelas obras que fazem a gente se misturar com o que vê. “Fit” é uma série de quatro vídeos que só acontecem se o espectador interagir com eles. Funciona assim: você se posiciona diante do vídeo e começa a fazer movimentos, que estimulam os elementos que compõem a instalação. O resultado é que sua silhueta se transforma em linhas coloridíssimas, que ganham mais vida quanto mais você se esforçar na sua performance.

Dá pra passar vários minutos explorando as mudanças que o corpo da gente provoca na tela. Você vai criando uma dança que mistura seus movimentos à espécie de espelho coloridíssimo que aparece na tela. Em certos momentos, o corpo forma pontos coloridos que parecem uma centrífuga, puxando você praquele arco-íris em movimento. Em outros, os pontos parecem risquinhos, que se movem rapidamente ao seu redor. Uma bela viagem para os sentidos!

A terceira obra que completa a exposição foi criada pela dupla italiana Quayola + Sinigaglia e traduz os conceitos de elasticidade e liberdade. Intitulada “Flexure”, a vídeo instalação é descrita como “uma escultura digital atemporal”.

Traduzindo, é uma tela gigante que não pára de se transformar, explorando as conexões entre som e imagem. Você vê as imagens se transformando em retângulo, espiral e cilindros bem rapidamente, enquanto o som vai mudando também. Em alguns momentos, parece que o som traduz com precisão uma imagem “se rasgando”. Bem interessante!

 

“Natureza Amplificada: A Arte + Ciência da Forma, Flexibilidade + Liberdade”

Armazém da Utopia (av. Rodriguês Alves – Armazém 6, Cais do Porto, Rio de Janeiro)

Até domingo 8/9

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O Don’t Touch My Moleskine viajou a convite da Nike.

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