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Posts da categoria "#asmúsicasdeamor"

#asmúsicasdeamor: Juliana Alves

por   /  31/01/2018  /  10:10

'Two towels' by Alec Sloth copy

Na #ainternetqueagentequer, a gente conhece pessoas porque elas têm blogs e colocam nele um pouco daquilo que mais gostam: um quadro, uma foto, um punhado de música, um look, uma frase. A Ju Alves fazia isso com o Azar o seu, querida, e foi por ali que eu a conheci um pouco. Depois, em uma festinha ou outra, em um happy hour tomando drinks. Sabe aquelas pessoas que, sempre que você vê, acaba pensando “por que a gente não é mais amiga?”. Pois é. A Ju é assim. Luminosa e cheia de bom gosto, good vibe que irradia por onde passa.

“Assim que tu me pediu a playlist eu pensei que não queria que ela contasse uma história só, mas várias, e que não falasse só de amor romântico, mas de amor fraterno, amor de amigo, amor de pai pra filho, etc. Só que a medida que eu ia ouvindo e escolhendo as músicas elas é que foram me levando por um passeio nostálgico pela minha vida amorosa, sabe? E no fim foi esse passeio que foi ‘escolhendo’ e montando a playlist. Naturalmente boa parte dela é trilha sonora do meu relacionamento atual (afinal já são sete anos de músicas de amor!), mas também tem umas lembranças no meio, de histórias de amor que foram construindo o caminho até aqui. porque acho que é isso, né? ‘First love, last love/ only love, it’s only love’ e ‘é sempre amor, mesmo que mude’ etc.”

A foto é do Alec Soth.

Quando a vida é uma euforia: o Carnaval de Joana Lira

por   /  23/01/2018  /  12:00

jojo

Joana Lira é o Carnaval. Uma artista gráfica que personifica, no trabalho e na vida, a paixão pela maior de todas as festas. Ela é amor, suor, brilho e euforia. Euforia esta que é traduzida em suas aparições por Olinda. E que, por 10 anos, foi o fio condutor para que ela “vestisse” a folia do Recife com suas criações.

Sou apaixonada pelo Carnaval de Joana Lira muito antes de conhecê-la. Ao atravessar as pontes do Recife em meio a seus bonecos gigantes, vendo a cidade em outra dimensão, com um colorido de encantar. Ao olhar Joana de longe pelos blocos de Olinda, sempre maravilhosa em suas fantasias. Há poucos anos, nos encontramos em uma prévia do Eu Acho é Pouco ao som da bateria e de Lala K. Brincamos o dia todo com um espelho. E o que era admiração de longe se tornou um bloco de amor – de Carnaval e dia a dia.

Com muita alegria e um trabalho de seis anos pra colocar tudo de pé, Joana materializa seu legado com a exposição “Quando a vida é uma euforia”, que será aberta hoje no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Com curadoria de Mamé Shimabukuro, a mostra mistura obras documentais e imersivas sobre histórias e personagens da festa. Que sentimentos e emoções esses quatro dias suscitam? É o que a gente vai descobrir logo mais à noite. Convido vocês a conhecerem do Carnaval que é uma explosão para tantos de nós.

Antes disso, uma conversa com essa musa.

Joana Lira, exposição “Quando a vida é uma euforia”, carnaval 2010_JOSIVAN RODRIGUES_1 Joana Lira, exposição “Quando a vida é uma euforia”, carnaval 2009_JOSIVAN RODRIGUES_4

– Conta um pouco da tua relação com o Carnaval? Qual é a memória mais antiga que tu tem dessa festa na tua vida? E a mais inesquecível?

O Carnaval funciona pra mim como um combustível, uma injeção de vida. Mas não é qualquer Carnaval, tem que ser o carnaval de Pernambuco. Minha memória mais antiga é de ir pro Galo da Madrugada, ainda muito pequena, com meu pai. Sempre amei me fantasiar e sempre tive muitas fantasias, até hoje… rs. Tenho muitas memórias lindas, mas uma que me fez chorar foi me deparar, por puro acaso, numa noite já voltando pra casa, com o exuberante desfile do bloco Elefante de Olinda e poder ver de muito perto todo seu cortejo elegante e mágico. Parecia um sonho.

– Conta um pouco da tua trajetória como artista? Aquela coisa de se apresentar pra quem ainda não te conhece.

Nasci numa família cheia de dons artísticos e com gosto estético bem aguçado. Me formei em design gráfico em Recife em 1997, mesmo ano que fiz minha primeira exposição individual. Trabalhei com suportes diversos e pra mim isso sempre foi um encanto: estamparia, cerâmica, ilustrações de livros. Em 1999 me mudei pra São Paulo. Três anos depois, estava fazendo parte da equipe que criava a cenografia do carnaval do Recife, trabalho que desenvolvi por 10 anos e me jogou para o mundo. Com dele, lancei livro e participei de exposições dentro e fora do país. Fui convidada por grandes empresas a fazer linhas de produtos assinados de várias naturezas. Parcerias que conservo até hoje e que inclusive me apoiaram para eu poder realizar esta exposição. Já há algum tempo tenho repensado minha trajetória e tenho tido desejo de voltar a realizar meus projetos de artes visuais. Inclusive já comecei pôr em prática.

Joana carnavalesca - foto arquivo pessoal 10_low

Joana carnavalesca - foto Gilvan Barreto 1_low Joana carnavalesca - foto Gilvan Barreto 2_low

– E fazer o Carnaval do Recife por tantos anos, como foi a experiência? O que de mais precioso tu guarda disso?

Foi um aprendizado imenso, e ainda é, mesmo depois de já passados 7 anos que parei de fazer. Tem percepções que acontecem com a maturidade da vida e com o tempo. Antes eu acreditava que a maior mudança que este trabalho havia me dado era a de perceber que a força de um desenho é imensurável. Já hoje percebo que o que foi mais importante de verdade foi ter a oportunidade de criar obras onde pessoas de todas as classes sociais podiam ter acesso.

– Carnaval é euforia, mas também renovação e um monte de coisa mais. O que o Carnaval te ensinou e ensina?

Carnaval é tanto, né? É brincadeira, é transformação, é cultura, é todo mundo junto, é extravaso, é autoestima, é persona e personagem, é gastança de energia, é beijo na boca, é suor, é alma, é encontro, é riso, é cor, é aperto, é dor nas pernas, é reafirmação, é choro, é se deixar, é brilho, é paixão no talo, é comichão, é entender a dança da multidão… Como definir tanta emoção e aprendizado?

– Qual é seu roteiro imperdível em Olinda?

Faz anos que repito o mesmo roteiro. Este ano quero mesmo é me perder na multidão pra me achar de verdade.

Joana Lira, exposição “Quando a vida é uma euforia”, carnaval 2009_JOSIVAN RODRIGUES_1

Exposição: Quando a vida é uma euforia

Instituto Tomie Ohtake (rua Coropés, 88, Pinheiros, SP)

Abertura: 23/01, às 20h

Até 04/03 – grátis

De terça a domingo, das 11h às 20h (fechado no Carnaval do dia 10 ao dia 14 de fevereiro, ao meio-dia)

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Joana Lira, exposição “Quando a vida é uma euforia”, carnaval 2009_BETO FIGUEROA_3

Joana Lira, exposição “Quando a vida é uma euforia”, carnaval 2007_TIAGO LUBAMBO_2

Joana Lira, exposição “Quando a vida é uma euforia”, carnaval 2008_TIAGO LUBAMBO_3

Joana Lira, exposição “Quando a vida é uma euforia”, carnaval 2009_BETO FIGUEROA_1

Joana Lira, exposição “Quando a vida é uma euforia”, carnaval 2009_BETO FIGUEROA_2

Joana Lira, exposição “Quando a vida é uma euforia”, carnaval 2009_JOSIVAN RODRIGUES_3

Joana Lira, exposição “Quando a vida é uma euforia”, carnaval 2010_JOSIVAN RODRIGUES_1

Joana Lira, exposição “Quando a vida é uma euforia”, carnaval 2010_JOSIVAN RODRIGUES_2

Joana Lira, exposição “Quando a vida é uma euforia”, carnaval 2010_JOSIVAN RODRIGUES_3

Joana Lira, exposição “Quando a vida é uma euforia”, carnaval 2009_JOSIVAN RODRIGUES_3

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#asmúsicasdeamor: Guilherme Gatis

por   /  17/01/2018  /  10:10

gui

Na mesma linha da playlist anterior (#asmúsicasdeamor: Sininho), essa outra vem com a alegria de uma amizade de muitos anos. Gui e Mateus gravavam pra mim fitas K7 com músicas de bandas que eu nunca tinha ouvido: Sonic Youth, Pavement, Weezer. Meu mundo adolescente mudou tanto depois disso! A gente fazia festas pra ninguém, ia na Non Stop, falava de tudo o tempo todo, compartilhava pipoca Karintó e salgadinho Torcida no recreio, jogava RPG e fazia aula de teatro. Nos achávamos diferentes dos outros, daquele jeito meio blasé de quem ainda sabe pouco da vida mas anda cheio de si. De algum jeito a gente já comemorava o fato de ter se encontrado.

Ele explica o que o fez escolher essas músicas. “Sempre fui daqueles que tinha essa visão estreita de que só se ama de um jeito, que o “tempo de amor” já tinha passado, que já tinha atingido minhas cotas e que, daqueles arrebatamentos amorosos superintensos e melodramáticos da adolescência tardia, só restavam uma vaga lembrança que eu tentava encaixar sem sucesso em novas histórias. Mas, ainda bem, quando menos esperava ela veio, abriu a janela e a cortina sem dó, inundou tudo de luz, tirou o mofo e me apresentou um amor solar, desses bem novos, que vem desconstruindo e me levando pra caminhos totalmente diferentes, uma aventura que antes sequer me permitia participar. Daí quando chegou teu convite de pensar músicas de amor tudo o que quis foi transmitir, nas escolhas, esse verão do amor com reggaes, clichês de Pepeu e Alceu, Caetano dizendo que sim, quero um baby seu, com o prato de flores da Nação Zunbi ou com as meninas do Warpaint que tão bem cantaram sobre isso de enxergar noutra pessoa essa constante empolgação de uma música massa que a gente acabou de conhecer.”

Guilherme é pai de Vicente, jornalista, DJ e dono do Músicas de Sexta, em que, toda sexta, ele cria playlists temáticas.

A foto é de @huihu_.

#asmúsicasdeamor + #trilhadonttouch

#asmúsicasdeamor: Sininho

por   /  10/01/2018  /  10:10

sino

Ter amizades de quase 20 anos é um presente. Além de toda a coisa de acompanhar a vida, estar junto em tantos momentos, dos triviais aos que são a base de quem a gente é, se essa amizade é muito pautada em música aí é que a coisa fica ainda mais legal. Sino é minha amiga desde que tinha 11 anos. Agora ela acabou de fazer 30. É tanta vida juntas que nem sei.

Pedi, e ela fez uma playlist tão maravilhosa! A seleção tem tantas das músicas da minha vida que chega me emociono.

Ela conta das escolhas: “Música pra mim é algo religioso que possui poder mágico de mudar as pessoas e as coisas. Eu ouvi todas essas canções no repeat. Elas me ajudaram a entender e a construir a ideia que tenho sobre o que é o amor. Da glória à desgraça. Da plenitude ao desespero. Algumas são recentes, outras roubei do meu pai, de uma tia que amava Sarita Montiel, de um filme que vi, da minha mulher, de um esbarrão no meio da rua, das tardes no meio dos discos da fonoteca do CPM. Achei e roubei muita música nessa vida e as tornei minhas. Fazer essa seleção foi um passeio nessas histórias que vi, vivi e imaginei.”

Sino é Sininho, ou Raquel Ferraz. Trabalha com inovação. E ainda vai chegar o dia em que ela vai fazer produção musical. Paixão por música e ouvido afiado ela tem de sobra.

A foto é da @floramac.

#asmúsicasdeamor + #trilhadonttouch

#bibliotecadonttouch: Julia Arraes

por   /  09/01/2018  /  10:10

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Julia Arraes não é minha prima, mas reza a lenda que os Arraes e os Arrais fazem parte da mesma família. Então nada melhor do que celebrar possibilidades quando a gente encontra alguém legal demais, né? Ela é uma jornalista super talentosa que  trocou Recife por São Paulo e São Paulo pelo Rio. Gosta de se cercar de amigos, do amor, dos livros e de muitas festas divertidas em casa (me divirto com seus stories! hehe).

Ela é a convidada de hoje no #bibliotecadonttouch.

Vamos conhecer alguns de seus livros preferidos?

O paraiso sao os outros Valter

“O paraíso são os outros”, de Valter Hugo Mãe.

Rainer Maria Rilke Cartas do poeta sobre a vida.

“Cartas do poeta sobre a vida”, de Rainer Maria Rilke. “Esse daqui tá sempre na bolsa e é quase terapia. um título não muito popular. são trechos de cartas que Rilke mandou ao longo da vida. ele fala, como ninguém, sobre trabalho, solidão, infância e, claro, sobre o amor.”

ju

Clarice Lispector.

#bibliotecadonttouch: Amanda Luz

por   /  23/11/2017  /  9:09

+ Miss Behave, da Malebo Sephodi (ativista sul-africana) 1

A conversa sobre livros com a Amanda Luz começou quando fiz um post perguntando se alguém sabia de um lugar para montar uma biblioteca (este mês, aliás, comecei a criar uma!). Ela me chamou no inbox e disse que queria me contar sobre seu novo trabalho. Um mês depois, sentamos para conversar. Sabe quando o papo rende por mais de 3 horas? E você fica encantada com o fato de ver alguém com a energia lá em cima por ter encontrado exatamente o que quer fazer da vida? Pois então. Saí de lá com a certeza de que essa jornalista vai fazer coisas grandiosas – e que eu quero acompanhar de perto.

Pedi pra ela uma seleção de alguns de seus trechos de livros preferidos. Essa #bibliotecadonttouch fica muito mais legal quando a gente sabe um pouco da pessoa, de suas andanças, de suas referências, né?

Eis aqui os trechos escolhidos.

+ Vozes do Deserto, Nélida Piñon

“Vozes do Deserto”, de Nélida Piñon.

+ Longe da Árvore, Andrew Solomon

“Longe da Árvore”, de Andrew Solomon.

+ Sobre a Tirania, do Timothy Snyder

“Sobre a tirania”, de Timothy Snyder.

+ Miss Behave, da Malebo Sephodi (ativista sul-africana) 3

A foto acima e as duas abaixo são do livro “Miss Behave”, dea Malebo Sephodi, ativista sul-africana.

+ Miss Behave, da Malebo Sephodi (ativista sul-africana) 2