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“Um coração sem fechadura”, de Silvia Guimarães

por   /  24/05/2018  /  18:00

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“As coisas difíceis da vida vêm pra fazer a gente melhor, não pra acabar com a gente.”
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Sil (@designdebaunilha) é uma dessas amigas que eu mais marco de ver do que encontro de verdade. Ainda assim, estamos há anos nos acompanhando, frequentando uma festinha de aniversário aqui, um show ali, falando nas DMs. A cada ano que passa eu vejo essa amiga desabrochar, se abrir pro mundo, se entender, colocar na vida e no trabalho o tanto que aprende. É tão bonito!

Um dos episódios que marcaram a vida dela é o assunto desse post aqui. Há 8 anos, Sil deu à luz Matias, seu filho caçula. Matias nasceu com uma cardiopatia congênita. E mudou tudo na vida de sua mãe – e de todos ao seu redor.
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A história dele é contada no livro “Um coração sem fechadura”, que está em processo de financiamento coletivo. A primeira meta já foi atingida, e a ideia agora é dobrar a meta. Vamos ajudar a espalhar essa história preciosa?

www.catarse.me/umcoracaosemfechadura

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Sil, que também faz o Design de Baunilha, conta sobre o livro:

“Passei a vida ouvindo as pessoas dizendo pras mulheres grávidas “não importa se é menina ou menino, o que importa é que tenha saúde”. Em 2010 eu tive um filho que tinha um problema no coração e pensava nessa frase todo dia, perdida, martelando ‘E agora? O que é que importa?’.

Meu primeiro passo foi me vitimizar. Passei por esse passo com força e com vontade. Minha segunda frase favorita nessa época era ‘o que é que eu fiz pra merecer isso?’, e tudo o que eu consegui com ela foi passar um ano sem dormir. E o menino lá, se recuperando, sendo feliz, vivendo, e eu sofrendo porque nada daquilo estava sendo como eu tinha imaginado.

E então eu escrevi um livro. Que é um livro pra criança, mas é um livro pra adulto também. Ele fala sobre medo, fala sobre como a gente quer controlar o incontrolável. Fala sobre encontrar dentro da gente a sabedoria de quem já veio pra esse mundo com um passinho na frente, entendendo que fechando o coração pra vida a gente não vai muito longe não.

E o que eu mais quero agora é que esse livro exista, é que essa história chegue nas pessoas. É mostrar que tudo bem ser diferente. Que as coisas difíceis da vida vêm pra fazer a gente melhor, não pra acabar com a gente.”

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#bibliotecadonttouch: Clarissa Galvão

por   /  08/11/2017  /  9:09

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É tão bom acompanhar umas pessoas no Instagram e ir descobrindo o que faz parte dos seus dias. Com a Clarissa Galvão, ou @clarissag, é assim. Ela posta imagens poéticas, muitos #tbts do tempo em que morou na Holanda, momentos com o amor, com os amigos, muitas flores e luz e sombra. No meio de tudo, sempre tá com um livro poderoso no colo. E foi por isso que a convidei para mostrar alguns dos seus trechos preferidos na seção #bibliotecadonttouch.

“Estou desde o ano passado fazendo meu Leia Mulheres, assim sozinha mesmo… E assino também um clube do livro cuja curadoria é das fundadoras do Leia Mulheres no Brasil. Então todo mês recebo um novo livro escrito por uma mulher. É bem legal. Ledusha, por exemplo, conheci através delas. E é incrível”, nos conta ela.

Vamos ler o que tem na biblioteca dela?

O primeiro, que abre este post, é da Ana Martins Marques, em “O livro das semelhanças”.

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Noemi Jaffe, em “O que os cegos estão sonhando”.

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Adelaide Ivánova, em “O Martelo”.

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Ledusha, em “Risco no Disco”.

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Rebecca Solnit, em “A mãe de todas as perguntas”.

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Wislawa Szymborska, “Um amor feliz”.