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entrevista: thiago pethit

por   /  28/01/2009  /  1:10

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thiago pethit brotou, como acontece de tempos em tempos. no dia do show do will oldham, era ele quem ia abrir _perdi porque fiquei bebendo no bar ao lado. numa folk, ele tocou _eu acho que tinha plantão. um ou outro já tinha me falado do garoto paulistano que veio se chegando na cena folk. mas ele deixou de ser só um nome pra mim quando chegou aqui em casa um cd tão caprichado (projeto gráfico lindíssimo de erica ferrari) quanto o som que eu descobriria segundos depois

em seu ep de estréia, “em outro lugar”, pethit se vale de letras bonitas e arranjos refinados para colocar na rua _ou no computador mais próximo, já que está tudo disponível em www.thiagopethit.com _ sua música influenciada por chanson française, tango argentino, leonard cohen, filmes de louis malle,dança de fred astaire, livros de cortázar .. numa mistura de português, inglês e francês, para atestar o caráter cosmopolita da coisa

a música de abertura, “em outro lugar”, não me pegou _a voz dele tá boa, mas muito pomposa pro meu gosto. mas bastou “birdhouse” começar pra eu lembrar até de andrew bird _e não foi pela questão passarinho da coisa, ok? =) lembrei de rufus wainwright, também, mas faz tanto tempo que ele saiu da minha playlist… melhor substituir por um leonard cohen aqui, um beirut ali, e até por uma pitadinha de caetano

quando pethit convida tiê pra cantar “essa canção francesa”, a primeira coisa que a gente pensa é: quero ser seu gainsbourg, be my bardot. em “o último a saber”, pethit mostra que um ano em buenos aires pode fazer diferença na vida de alguém. ou, quem sabe, isso se deva ao som, ouvido ou imaginado, que vem dos bálcãs… a canção tem melancolia, tem pegada, tem sutileza e esconde, ainda, um poema declamado em español porteño! abram as portas pra faceta latin-lover-folk desse menino   =)

e, vocês sabem, quando eu gosto de uma coisa, quero que essa coisa venha parar aqui no don´t touch. às vezes, de forma sucinta. em outras, com foto e entrevista. confiram aí:

AH, MAS ANTES: hoje, quarta (28/2), tem show do pethit no studio sp, de graça, a partir das 22h: http://studiosp.org/

* que caminho o pequeno pethit percorreu até chegar na música? conta um pouco sobre você (de onde é, que idade tem, onde mora, o que faz/fazia até lançar o disco…)

aos 6 fui ilustrador, aos 10 eu era crítico de cinema, assistia de Hitchcock a Fellini e escrevia minhas anotações num caderninho. com 12 escrevia contos sobre os bailes de carnaval dos anos 40. tudo guardadas suas devidas proporções! (risos) com 15 decidi ser ator e aos 18 me formei como tal e trabalhei mais 7 anos no teatro, cheguei a experimentar direção, e fiz cenários para o show de Cabaré do Dudu Tsuda e da Tiê. finalmente, com 24 ingressei de vez na música, indo estudar canto e composição de tango em Buenos Aires, onde morei por quase um ano. nunca quis fugir com o circo. eu sempre montei meu circo particular. (risos) com 26 já estava de volta a são Paulo,

* quais foram as músicas, os cantores e/ou as bandas que te fizeram pensar: “pô, eu quero fazer isso da vida um dia”?

quando eu assistia os musicais do Fred Astaire, eu tinha certeza que era aquilo que eu queria pra minha vida. depois via o Mick Jagger, tinha a mesma sensação e nunca sabia como é que eu poderia juntar uma coisa com a outra. o Leonard Cohen, a Piaf, o Gardel, Nora Ney… a questão era: se é o que eu vou fazer, como vou fazer?

* e os filmes, livros, pinturas e quaisquer outras coisas que te despertaram pra esse lado?

os filmes da nouvelle vague, do Louis Malle, com a Jeanne Moreau caminhando perdida nas ruas, e o Miles Davis tocando de fundo… isso é muito inspirador. os olhos arregalados nos filmes do Fellini. a idéia de começar por qualquer capítulo no “jogo da amarelinha” do Cortázar.

* como é que você começa a criar uma música?

não tenho uma técnica estabelecida ainda. às vezes é só de cantarolar alguma coisa que me dá na telha. às vezes é de ficar brincando de combinar acordes e tempos no violão. às vezes porque quero cantar alguma coisa triste. às vezes, feliz


capa

* como foi o processo de gravação do disco? você tinha milhões de músicas e escolheu seis, ou, desde o começo, queria um registro mais enxuto?

o processo começou com a idéia de ter um ep menor ainda, só com três canções e um “spokenword”. sendo que uma das canções nem tinha letra ainda. convidei os produtores, e durante o tempo em que ficamos arranjando e produzindo, outras canções foram pintando e eu não conseguia resistir a não gravá-las. no fim, poderiam ser sete canções até. mas tirei uma que não se encaixava muito bem com as outras seis.

* quem você chamou pra tocar com você? como surgiu o convite pra tiê?

chamei o Tatá Aeroplano para produzir “The Souvenir Song” e o Cérebro Eletrônico para tocar, o Maurício Fleury produziu “Em Outro Lugar” e “Essa Canção Francesa”, e contei com a participação de muitos amigos, como a Tulipa Ruiz e a Tiê, que é minha parceira de longa data já. conhecemos-nos um pouco antes deu decidir que queria mesmo trabalhar com música. ela ainda fazia um show com o Dudu Tsuda, chamado “Cabaré de Duar tsu & Tiê Bireaux”. eles me convidaram para dirigir o show, depois decidi fazer um cenário que eu mesmo costurei, depois virei mestre de cerimônias e no fim já ia cantar uma música com eles. o show foi cancelado um dia antes da estréia, porque a prefeitura fechou a casa pela “lei do psiu”. a frustração rendeu grandes amizades

* você tem uma estratégia pra divulgar o cd? como está a agenda e quais são os planos pra 2009?

conto muito com a divulgação “boca a boca” do disco. mando o EP pra gente que acho bacana e que por sorte gostam do trabalho, e a divulgação acontece por si só. estou recebendo bastante apoio do Studio SP, aonde venho me apresentando no projeto “Aposta – Cedo e Sentado”, desde o ano passado, quando fiz a abertura do Folk-se com Will Oldham. estou começando a filmar o clipe de “Essa Canção Francesa”, com direção do Rafael Barion e animação do Adams Carvalho, de quem sou muito fã. deve ser lançado em março ou abril, junto com um single virtual de uma música nova, que eu começo a gravar semana que vem. ainda vou gravar mais um clipe com o trabalho do Adams e estou conversando com o Fabiano Liporoni para ele dirigir um. e enquanto isso, quero ir fazendo muitos shows. não tem jeito melhor de aproximar as pessoas do meu trabalho e do disco.

* o que você diria pra alguém que ainda não ouviu sua música? o que diria pra fazer a pessoa ficar com vontade?

hahaha que difícil! eu diria www.myspace.com/lepethitprince já!

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amor

por   /  28/11/2008  /  15:26

i number the friends & the family that love me
i welcome the ring of the moonlight above me
and i wander, and lay in whatever old bed
with good, earthly music singing into my head
there’s a path
there’s a beach
there’s a horseshoe crab
there’s my brothers, my girlfriends
my mom, and my dad
& there’s me
and that’s all there needs to be
now there is just one way
i stretch out my arms & cry to that
just one day

bonnie prince billy, em homenagem ao show lindíssimo de ontem. fiz uma entrevista com ele por telefone. começou meio tenso e depois ficou tão legal que parecia que ele era meu amigo há um tempão  =) leiam na ilustrada

Bonnie “Prince” Billy mostra seu folk misterioso

Cultuado por PJ Harvey e Tortoise, músico americano Will Oldham faz show hoje com seu projeto no Studio SP

Com fama de esquisito e recluso, artista, que gravou música de Milton Nascimento, segue em turnê por Salvador e Porto Alegre

DANIELA ARRAIS
DA REPORTAGEM LOCAL

Para uma pergunta óbvia (“Qual é a sua expectativa sobre o Brasil?”), uma resposta certeira: “Aprendi na minha vida a não criar nenhuma expectativa em relação às coisas sobre as quais eu nada sei”.
A frase de Will Oldham, o Bonnie “Prince” Billy, cantor que se apresenta hoje no Studio SP, serve tanto para dizer o que ele espera em sua primeira vinda ao Brasil quanto para dar pistas sobre a música que faz: letras e melodias que buscam despertar no ouvinte algo até então desconhecido.
“Tento colocar em uma música aquilo que eu sinto e que nunca foi expressado antes. Busco juntar as palavras de um jeito que gostaria que alguém as tivesse colocado para mim”, afirma Oldham, músico com fama de esquisito, recluso, enigmático e avesso a entrevistas. Nascido em 1970, em Louisville (EUA), Oldham é figura cultuada no meio alternativo e tem fãs ilustres como a cantora PJ Harvey e a banda Tortoise.
Entre suas idiossincrasias, está o fato de se apresentar sob diferentes nomes: Palace Brothers, Palace Songs, Palace e Palace Music. Desde 1998, se apresenta como Bonnie “Prince” Billy, inspirado em referências tão dispares quanto Billy the Kid, o lendário fora-da-lei do Oeste americano, e Nat King Cole.

Canções densas e soturnas
Com influências como Leonard Cohen e Everly Brothers, Oldham teve a música “I See a Darkness”, uma de suas mais conhecidas, gravada por Johnny Cash. “Me senti muito recompensado. Foi um momento inacreditável ter uma conexão desse tipo com alguém que tem tanto significado em minha vida”, afirma.
Após SP, o músico segue para Salvador e Porto Alegre. O repertório dos shows, em parceria com Emmet Kelly (voz e violão), é decidido na hora. Mas o foco deve ser em “Is It the Sea?”, seu disco mais recente -também haverá espaço para outras canções, densas e soturnas, que marcam seus 16 anos de carreira, influenciada por música de raiz norte-americana, folk, country e cultura celta. Do Brasil, ouve artistas dos anos 60 e 70, como Novos Baianos e Milton Nascimento, de quem gravou “Cravo e Canela”.
Nos últimos anos, Oldham conta que sentiu urgência em fazer músicas e gravar discos, devido às mudanças proporcionadas pela tecnologia. Ele não se sente 100% confortável com a distribuição de músicas pela internet “porque existem mais pessoas que não têm acesso à internet, que não têm cartão de crédito para comprar músicas”.
“Não tenho certeza se quero fazer parte disso”, diz o cantor.

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game boys

por   /  27/10/2008  /  11:41

Garotos com olhar de contemplação, iluminados por uma claridade que o espectador não sabe de onde vem. O close no rosto não dá pistas sobre o que eles olham com tanta concentração. A indicação, no entanto, está nos nomes que os acompanham: Halo 2, Enter the Matrix, Crash Bandicoot, títulos de jogos de videogame.

Os retratos fazem parte da série “Game Boys”, da fotógrafa norte-americana Shauna Frischkorn, 46. Por mais de dois anos, ela recebeu em seu estúdio garotos aficionados por videogames, em uma tentativa de captar a expressão deles enquanto jogavam.

“Logo no primeiro dia, soube que tinha algo único. O jeito como os garotos se comportam, a expressão deles enquanto estão jogando… Eles não mudam nunca! Mesmo após três horas jogando o mesmo jogo, eles têm a mesma expressão congelada”, disse em entrevista por telefone à Folha.

“Comecei, então, a prestar atenção nas nuances da expressão deles. Quando faziam alguma coisa que os deixavam alegres, dava para ver um sorriso minúsculo”, afirmou Shauna, que disponibilizou Playstation 2 e Xbox para os garotos.

As fotos -que ilustraram revistas como a “Time” e hoje fazem parte do acervo da Microsoft Art Collection- já foram comparadas a imagens renascentistas. “Disseram que a série tem a ver com êxtase, com pessoas olhando para o céu e esperando a descida de anjos.”

Para Shauna, um dos méritos das fotos é evitar o julgamento. “Qualquer coisa feita com moderação é legal. E, para alguns meninos, videogames são um alívio, ajudam a desenvolver a coordenação. Mas claro que não devem ser usados como babá eletrônica”, aconselha.

texto meu na folha da semana passada. vejam mais na folha online =)

entrevista: bill callahan

por   /  10/09/2008  /  20:06

tem texto meu na ilustrada de hoje, sobre bill callahan: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1009200821.htm

aqui, a entrevista na íntegra   =)

* Você tem mais de 20 anos de carreira. Qual é o segredo para manter um trabalho tão constante, com a mesma essência?

Tenho um desejo de fazer. Como o desejo do sexo, o desejo da comida etc. É realmente natural para mim, não penso muito sobre isso. Está na minha cabeça quando acordo.

* Você já foi descrito como uma das mais importantes figuras do indie rock norte-americano nos anos 90. Como você se sente em relação a isso?

Não sinto que as coisas tenham mudado. Estou no centro do que eu faço. Quando me concentro para fazer uma música, sinto como se fosse a primeira vez, ou a décima vez, ou a quadragésima vez. O lugar e a sensação nunca mudam. Não acho que eu tenha nenhuma honra dentro da indústria. Quando escrevo, estou só. Quando estou no estúdio, toco, junto com a banda, para mim mesmo e para eles e para o engenheiro. Tocar ao vivo é como um sonho, talvez dure tanto quanto um sonho, e não existe nada antes ou depois. Você vai para um lugar onde as pessoas estão e toca, então acaba e as pessoas vão embora. Mas você tem a memória disso, como tem de um sonho. As pessoas vão embora com suas próprias nuvens de memória daquele sonho. Para algumas pessoas é como um sonho bom, para outras é um pesadelo.

* O que você conhece de música brasileira?

Tem muita coisa. Eu meio que tentei focar no Caetano Veloso e no Tom Zé porque eles têm muitos álbuns. Eu amo o “Transa”.

* O que mais influencia você na forma de você contar histórias em suas músicas?

Eu mesmo, acho. Quando você está começando, você presta muita atenção na forma como as pessoas fazem as coisas, como elas contam as histórias. Com o tempo, você acaba achando sua própria voz, seu próprio centro.

* Quais são suas principais influências? Cantores, bandas, escritores…

[O cantor de rap] Lil Wayne tem sido bastante inspirador ultimamente. A maneira como ele é destemido e faz o que quer fazer.

* É a sua primeira vez no Brasil? Você pensa em tomar caipirinhas e ver alguma apresentação de samba, ou tem outros planos?

Acho que não teremos tanto tempo. Acho que passaremos a maior parte do tempo que teremos na América latina dentro de um avião. Na maioria das vezes, o que gosto de fazer em outros países é beber um café ou uma cerveja numa calçada e observar todos os tipos de pessoas que passam, as esquisitas, bonitas, feias, engraçadas, gentis, confusas, solitárias, empolgadas.

* Como você se comporta no show? Qual é a melhor coisa de tocar ao vivo? E a pior?

O mais difícil é, talvez, o fato de você estar à mercê de forças que vão além do seu controle. Estar em turnê é uma coisa muito física, viajar muito pode destruir seu corpo e sua mente. A parte boa é que eu gosto de cantar, gosto de estar com uma banda que toca bem junto. E gosto de ver pessoas sorrindo na platéia.

entrevista: cecilia giannetti (casino)

por   /  18/07/2008  /  0:22

e daí passei a semana escutando todas as faixas do casino. quando foi hoje, mandei umas perguntas pra cissa, que deu as melhores respostas. e sabe o que eu queria mesmo? que ela gravasse umas músicas novas e mostrasse pra gente…  =)

* quando tu começou a cantar?

eu sempre cantei, desde pequena, e escrevia também. tanto letras de músicas, que não tinha como tocar porque não tinha instrumentos, até livros. fazia capa pra estes, grampeava. todo um showbusiness infantil sem público.

quando consegui ganhar meu primeiro violão, entrei pra aula e não gostei. o que toquei no casino inventei tudo, assim como o christiano menezes fazia na guitarra e no teclado. tanto que hoje esquecemos como se toca. eu não sei mais tocar nenhuma música. não pego num violão desde que comecei a escrever a sério.

* e como foi que surgiu o 4track? e como foi a experiência com a banda, passando pela transformação em casino e tudo mais?

surgiu entre mim e um amigo de infância, o menezes, já citado. ele hoje também não tem tempo pra música. fez a capa e as ilustrações pro meu livro. faz coisas pra programas de tv. todo mundo teve que ir trabalhar. é isso.

4track e casino eram quase a mesma coisa, casino talvez um pouco mais bem ensaiado às vezes.

* e, uow!, vocês abriram pra minha musa cat power. como foi?

num suportava aquela mulher. minha mãe roncou na primeira fila do show dela, eu fiquei lá do lado de fora. cat power não é minha praia.

nosso show, dizem, foi o melhor que já fizemos. eu não sei porque estava fora do meu corpo.

* teu cérebro tem ou tinha um lado pra escrever música e outro pra escrever literatura? ou tu vê tudo como uma coisa só?

escrevia música quando era corna. agora que sou coisa mais grave que isso na cadeia alimentar-coronária, escrevo romance, novela, roteiro, conto.

* quem são tuas divas e gênios musicais da vida?

eu não ouvia muita mulher pra não estragar meu “paladar”. só gostava de imitar homem cantando. tentva imitar, quando tava aprendendo sozinha a cantar, todas as vozes dos Beatles – conseguia alcançar algumas imitações bem idênticas de Paul e até do Ringo na adolescência (não é uma coisa atraente pruma adolescente fazer).

claro que adoro as cantoras de jazz, as icônicas, principais. mas fico com os beatles até hoje. e com elliott smith. uns poucos e bons.

* tu vai voltar a cantar logo, logo?

cantar é fácil. junta um dj e canto em cima. difícil é tempo. cada brincadeira dessas escrevendo se passa fácil dois anos na frente do computador. imagina se há hora pra ensaio?

valeu pela entrevista. que coisa estranha. volta e meia umas músicas do casino voltam a circular… na época que a banda existia, uns desses produtores chamados fodões ouviram e disseram ‘nhe’. acho que faltava laquê em nóis.

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entrevista: babe, terror

por   /  06/07/2008  /  23:15

babe, terror mora aqui do lado. mas foi a “new yorker” e o pitchfork que descobriram o cara e falaram coisas do tipo “parece animal collective”, ou, então:

On “Nasa Goodbye” Terror dials up a weird choir, juxtaposing sighs over a booming bass syllable that will give you hope that Danjahandz isn’t the only artist taking cues from Timbaland. Or think low-petrol TV on the Radio stripped of skillful execution but left with all of their wiliest lycan instincts. Terror adds something approximating a verse (sung, presumably, in Portuguese), but the star of the show is the deliberate, wordless tone-drip, an IV of night noises. Whoever, or whatever, “Nasa” is, consider he/she/it appropriately eulogized.

depois de ver dago twittando sobre isso, entrei no myspace, ouvi o som e mandei umas perguntas pra babe, terror, ou melhor, claudio, um cara lacônico que, quando perguntei por que ele escolheu esse nome, me respondeu: “gosto das duas palavras, aí juntei com vírgula”.

* o que é babe, terror? quem é o babe, terror?

babe, terror é uma banda que sou eu, claudio. sou compositor e uso principalmente minha voz e meu computador.

* qual é o tipo de som que você faz?

acho que eu faço algum tipo de psicodelia lo-fi. me disseram que faço pós-lo-fi, que seria quando a música caseira tenta ir para o espaço sideral e se perder. é claro que estou comprando isso.

* você mora em sp? já tocou em algum lugar?

moro em são paulo, em perdizes, quase na pompeía. nunca toquei ao vivo.

–> ele não tem selo, mas prepara um ep que deve ter, no máximo 80 cópias feitas em um esquema caseiro

* quais são suas influências? e aqui pode entrar mais do que bandas…

minhas influências reais são coisas (além música) das quais consigo falar muito mal, precisaria de um belo tempo pra isso. mas o que faço deve nascer de uma raiz que é o amor (prefiro o verbo amar a influenciar) por coisas como beach boys, pop barroco em geral, música negra drônica e suja, música negra extrema em geral, clube da esquina em transe até 1979 e flaming lips.

–> no myspace, dá para ver que ele curte Aaron Copland, Ariel Pink, Tião Carreiro, Beach Boys, Paulinho da Viola, J.S Bach. e que a música que ele faz soa como “Quatro noites da mais vasta claridade nuclear de um apocalipse do qual quem sobrou fomos eu e vc juntos na vila protegida por pinhieros plantados por um jardineiro assustador que ateou fogo nas crianças em 1905. Agora fala bem rápido.”

* e essas fotos? é você ou são referências?

são personagens das músicas. deixaram de ser quem eram, embora tenham trazido, claro, essas cores bonitas de fins de semana memoráveis e intermináveis na década de 80.

eu 2.0

por   /  25/06/2008  /  15:32

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por   /  25/06/2008  /  15:26

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