escreve escreve



//

don’t touch my karaoke #1 | pélico

Um dos meus programas preferidos da vida é cantar em karaokês. Quando chego em um, logo pego a carta de músicas, escolho um Zezé di Camargo e Luciano pra começar, aguardo ansiosamente a minha vez e, quando ela chega, solto a voz como se soubesse cantar _o que, definitivamente, não corresponde à realidade.

Karaokê pra mim é lugar de alegria, de memória afetiva, de celebração. Sempre que passo a noite em um, acabo fazendo amigos que duram o tempo daquelas conversas entre uma canção e outra, da vibração a cada resultado mostrado na telinha com imagens de lugares paradisíacos.

Outro dos meus programadas preferidos da vida é ver shows. E sou tão apaixonada por música que não me contento só de ouvir o que já está pronto. Passo horas pensando no quanto seria legal ouvir tal cantor interpretando uma música que não faz parte do repertório original dele.

E foi juntando as duas coisas que surgiu o Don’t Touch My Karaoke, o mais novo projeto do Don’t Touch My Moleskine! ♥

Já digo pra vocês: ficou sensacional! Sabe por que? Porque artistas super talentosos que eu adoro toparam fazer versões maravilhosas para clássicos do karaokê!

E também porque eu tenho a sorte de ter amigos incríveis, que fizeram o projeto acontecer: Theo Lambert (edição), Romero Cavalcanti (direção, imagens e fotografia), Léo Barbalho e Eugênio Vieira (imagens e fotografia), Felipe S. (som), Maria Antunes (produção) e todos que deram sugestões e acompanharam a gravação dos primeiros vídeos!

Pra começar, Pélico canta “Depois do prazer”, de Alexandre Pires! ♥



//

a internet se transformou numa grande ‘a praça é nossa’

Escrevi um textinho pro caderno Tec, da Folha, por ocasião da grande polêmica da semana passada _a compra do Instagram pelo Facebook. E acabei falando sobre mais coisas também.

Leiam!  =)

A internet se transformou numa grande “A Praça é Nossa” > http://www1.folha.uol.com.br/tec/1077050-a-internet-se-transformou-numa-grande-a-praca-e-nossa.shtml

A ilustração é de Adams Carvalho > http://adamscarvalho.com/



//

noize #51



//

eu te dedico

A Mariana Gogu tem um projeto novo, o Eu te dedico, que reúne dedicatórias em livros!

Adoro livro, adoro dedicatórias, acho lindo encontrá-las perdidas por aí  =)

Acompanhem > http://eutededico.tumblr.com/

Lembrei do texto que escrevi pro Suplemento Pernambuco > http://donttouchmymoleskine.com/escrever-e-dedicar/

 



//

rooney é mara

Entrevistei a Rooney Mara, a Lisbeth Salander da trilogia “Millenium”, no ano passado. O texto saiu na Serafina, da Folha de S.Paulo, de janeiro!

Rooney é mara!

Lembra da menina que deu o fora em Mark ZuckerbeRg em “A Rede Social”? Agora ela é Lisbeth Salander, da saga “millenium”, versão Hollywood

Por Daniela Arrais, de Nova York

Um dos grandes prazeres de ler um livro comprado por Hollywood antes de o filme ser lançado é imaginar quem você gostaria de ver em cada papel.

Com o best-seller “Os Homens Que Não Amavam as Mulheres” é ainda mais divertido porque o autor, o sueco Stieg Larsson, inventou tipos como Lisbeth Salander, uma hacker de 24 anos, cheia de piercings e tatuagens, supersexual, vulnerável e vingativa.

Numa manhã de fim de verão, em Nova York, a melhor tradução da Lisbeth Salander do livro se personificou na minha frente, na pele da atriz Rooney Mara, 26. Ainda com o corte de cabelo assimétrico e roupas que pertenceriam facilmente à personagem (menos as sobrancelhas descoloridas), a atriz incorporou a fala, os gestos contidos e os trejeitos de Lisbeth.

“O filme mudou a maneira como eu me visto”, disse. “Antes eu era mais ‘girlie’, romântica, feminina, usava mais vestidos. Mas gostei da praticidade de colocar uma calça, uma bota e uma camiseta. Gostei de ser um menino em 2011.”

Ser Lisbeth Salander significa não só uma mudança no visual, que a atriz vai ter que carregar por alguns anos (a Sony Pictures divulgou que fará outros dois filmes), mas em sua carreira. Até então,

Rooney Mara tinha participado de um remake de “A Hora do Pesadelo”, fez um papel pequeno em “A Rede Social” e só. Foi aí que conheceu o diretor David Fincher (“Zodíaco”), de “Os Homens Que Não Amavam as Mulheres”.

Ser praticamente desconhecida a favoreceu. “Uma das razões pelas quais as pessoas gostam tanto dessa personagem é porque ela é um mistério, um enigma”, aposta a intérprete.

SUCESSO PÓSTUMO

O filme é a adaptação para o cinema do primeiro livro da trilogia “Millenium” (nome da revista editada pelo protagonista Mikael Blomkvist), escrita por Stieg Larsson. Ele morreu de infarto aos 50 anos, em novembro de 2004, sem desfrutar do sucesso dos livros -o primeiro, “Os Homens Que Não Amavam as Mulheres”, foi publicado em 2005. A trilogia tem ainda os títulos “A Menina Que Brincava com Fogo” e “A Rainha do Castelo de Ar” e já vendeu mais de 50 milhões de exemplares no mundo todo, 338 mil deles no Brasil.

A história começa nos anos 1960, quando a sobrinha de um empresário rico desaparece. O corpo nunca é encontrado e o tio acredita que o crime foi cometido por alguém da família. Contrata o jornalista Mikael Blomkvist (vivido por Daniel Craig), para a investigação.

Mikael se alia a Lisbeth, uma hacker reclusa, bissexual e muito arredia, que esconde por trás do jeito punk de adolescente uma inteligência e uma frieza fora do comum. Entre muito suspense e violência, começa um romance entre os dois investigadores de ocasião.

DRAGÃO TATUADO

A trilogia “Millenium” fez de Stieg Larsson um dos autores mais vendidos do mundo, e a saga do jornalista e da hacker viraram filmes e seriado de TV na Suécia antes de Hollywood pegar carona.

Na versão europeia, o título do primeiro livro foi mantido, “A Garota com Tatuagem de Dragão”, e a atriz sueca Noomi Rapace fez o papel de Lisbeth. Sua interpretação é considerada um dos pontos altos dos filmes. “Stieg foi corajoso, escreveu sobre assuntos que gostamos de ignorar. Na Suécia, todo mundo tem essa superfície perfeita, é educado e controla seus sentimentos”, disse Noomi ao jornal inglês “Daily Telegraph”.

Assim que surgiu a notícia sobre o remake hollywoodiano com novo elenco, Noomi Rapace foi fina: “David Fincher é um grande diretor, deve ter feito uma boa escolha”, afirmou ao jornal “LA Times”.

A nova adaptação é ambiciosa. A ideia é que vire um sucesso como a série “Harry Potter” ou a saga “Crepúsculo”, mas voltada para adultos com estômago forte. “Acho que vai ter muita controvérsia, mas isso não é ruim”, diz Rooney.

Na vida real, o drama continua. A viúva do escritor, Eva Gabrielsson, 57, anunciou que possui mais de 200 páginas inéditas de um quarto volume da série. Ela disputa na Justiça os direitos sobre a obra do marido, um milionário póstumo. Pelas leis da Suécia, como ela não era legalmente casada com o escritor, não recebe nada. Sem testamento nem filhos, os direitos acabam indo para o pai e para o irmão do autor, que tentam um acordo com ela.

Eva escreveu um livro de memórias, “Millennium, Stieg and Me” (Millenium, Stieg e eu), em que diz que “Lisbeth se liberta aos poucos de seus fantasmas e inimigos”. Em entrevistas, afirma que pode terminar o quarto volume, já que frequentemente escrevia com o marido.

UMA VIDA MENOS ORDINÁRIA

Em Nova York, Rooney conta que, desde que começou a treinar para viver Lisbeth Salander, sua vida parece cada vez menos real. “Me senti sugada física e emocionalmente.”

Antes de atuar no cinema, a garota nascida em Bedford, Nova York, em uma família milionária, dona de dois times de futebol americano (entre eles o New York Giants), estudou psicologia, fez cursos sobre organizações sem fins lucrativos e viajou pelo mundo. “É bom ter outras coisas na vida pela qual você é apaixonado.”

E, apesar da pouca experiência sob os holofotes, já sabe que o melhor lugar para uma atriz é longe deles. “Quanto menos as pessoas sabem sobre um intérprete, mais acreditam nos personagens que ele escolhe.”

Até aqui, pelo menos, a atriz parece estar no caminho certo para conquistar os fãs de uma dose de mistério.



//

feliz aniversário, são paulo!

Hoje é aniversário de São Paulo, essa cidade que inspira amor e ódio quase na mesma proporção ♥

O Ig me convidou pra escrever um textinho sobre Qual é a São Paulo ideal.

O resultado tá aqui, ó > http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/artigo-aqui-e-a-casa-que-escolhi-pra-viver-e-ser-feliz-diz-recif/n1597596422386.html



//

noize, 5 anos

Escrevi sobre histórias de amor e música para a edição 50 da revista Noize, que comemora cinco anos  =)

Leiam! > http://issuu.com/noize/docs/noize_50_dezembro_2011/48?mode=window&backgroundColor=%23222222



//

o amor que for

Escrevi um textinho pra revista Gloss deste mês!

A ilustração linda é da Alessandra Kalko >  http://alekalko.tumblr.com/

Comprem a revista, viu? =)  > http://gloss.abril.com.br/

O amor que for

A gente passa a vida com medo. Medo de morrer, de ficar tempo demais no emprego errado, de não ter o colo dos amigos quando a gente mais precisa, de não fazer as viagens dos sonhos, de não conseguir comprar a casa própria, de não encontrar alguém para casar e ter filhos.

De todos os medos, o que mais me aflige é o de não conseguir amar. Porque vamos combinar: depois de um, dois, três corações partidos, fica fácil pensar que nada vai dar certo, que as relações viram DRs intermináveis que culminam em mágoas quase eternas.

Nos livros, nos filmes, nas músicas que a gente passa o tempo todo lendo, vendo e ouvindo, todo mundo sofre por amor. E a gente acha lindo, se identifica, quer viver aquela avalanche de paixão, de tesão, de loucura.

Quando chega a vida real, ah aí, não: todo mundo quer o conto de fadas. Quer encontrar no outro a imagem da perfeição, alguém sem um passado que diga muito, alguém que mal tenha um presente ( só se for com você) e cujo futuro esteja inevitavelmente atrelado ao seu e comece a ser planejado imediatamente.

Não, gente, menos! É preciso entender que a gente é a soma de tudo o que viveu, principalmente de tudo o que viveu com outras pessoas. São as histórias de amor que deixam a gente do jeito que é: às vezes mais madura, às vezes mais medrosa, às vezes mais otimista para buscar de novo, mas sempre diferente e mais experiente.

O que a gente é hoje é o que importa. A gente faz o que pode _e, na maioria das vezes, é de todo o coração.

Para o fim do ano que se aproxima, eu e 90% da população já começamos a fazer um balanço do que se passou. E cada vez mais acredito que os pedidos-clichês são os que a gente realmente necessita: paz, saúde e amor. Tudo para aguentar os furações. Afinal, por mais que o medo insista em se instalar, ainda vale mais uma paixão louca do que um coração congelado.



//

obra aberta da pinacoteca de sp

Fui convidada para participar do projeto Obra Aberta, da Pinacoteca do Estado de São Paulo!

Uma vez por mês, uma equipe escolhe uma das obras do acervo e pede para artistas, escritores e jornalistas criarem uma reinterpretação. Nesta primeira edição, o trabalho escolhido foi “Saudade”, de Almeida Júnior.

Escrevi um textinho sobre cartas de amor, que vocês conseguem ler na fanpage da Pinacoteca > https://www.facebook.com/PinacotecaSP/posts/148467745255773

E sabe o que é mais legal? Tive como companhia nesta edição do Obra Aberta os queridos Pedro Jansen, Ana Guadalupe e Cecília Gianetti!

Mais > https://www.facebook.com/PinacotecaSP



//

24h em são paulo

Escrevi pra revista Criativa um roteirinho do que fazer em São Paulo em 24 horas!

Leiam > http://revistacriativa.globo.com/Revista/Criativa/0,,EMI268263-17375,00-H+EM+SAO+PAULO.html