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de pernambuco para o brasil com s

por   /  13/12/2012  /  12:00

Fiz uma mixtape com músicas de Pernambuco para O Brasil com S, projeto que discute a diversidade da identidade brasileira, feito por Mayra Fonseca e Ana Luiza Gomes.

Fiz com todo o amor do mundo, e é a maior mixtape em linha reta da América Latina.

Ouçam! ♥

Escrevi um textinho pra acompanhar e escolhi essa foto linda de Deco Vicente pra ilustrar!

Pernambuco é o lugar mais maravilhoso do mundo. Pelo menos se você resolve falar de música, como é o meu caso. As outras discussões a gente deixa pro momento apropiado.

Gosto sempre de fazer mixtapes com 13 músicas, é superstição. Mas foi impossível. Poderia fazer uma mixtape de frevo, outra de manguebeat, outra de brega.

Os pernambucanos vão achar clichê e colocar defeito (se não fosse assim não seriam tão pernambucanos). O resto da galera é capaz de gostar.

Da minha parte, é de todo coração e tem de tudo, é a maior mixtape em linha reta da América Latina! De Eddie a Luiz Gonzaga, passando por A Banda de Joseph Tourton, Profiterolis, Alessandra Leão, Otto, Lula Côrtes, Mundo Livre, Mestre Ambrósio. São 24 músicas, desculpem o exagero, mas é muito amor. Ouçam, coloquem no iPod e comprem uma passagem pra Carneiros ou pro Carnaval. Se vocês não gostarem, nem sei!

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querida cat power

por   /  08/11/2012  /  15:10

Querida Cat Power,

Estou preocupada com você. Você não me conhece, mas eu acho que te conheço profundamente.

Primeiro por conta das suas músicas que eu tanto amo e com as quais tanto me identifico em diferentes momentos da vida. Segundo porque acompanho sua vida pelo Instagram. E terceiro porque li uma biografia sua; não autorizada, é verdade, mas uma jornalista não ia mentir do começo ao fim. Sei que você era apaixonada pelo seu pai, que era músico e não deixava você brincar no piano, sei que você tem medo de ter esquizofrenia, como sua mãe. Sei também que o que você mais queria na vida era um amor que transformasse essa coisa de ser cantora num hobby, numa atividade esporádica, enquanto você ficaria em casa entre afazeres domésticos, cuidando dos meninos que não iam parar de brincar.

Há uma semana, te vi ao vivo. Acho que pela quinta ou sexta vez. Te vi no Tim Festival, no interior de São Paulo, em umas duas casas de show por lá. Dessa vez foi em Nova York, a cidade pra qual você escreveu “Manhattan” e já antecipou o que vou ouvir depois de morar aqui, fazer amigos, conhecer cada pedacinho e perceber que tudo muda muito rapidamente.

A casa estava cheia, antes de você entrar um cara do Occupy Wall Street falou sobre como a gente deve parar de procurar um herói quando se olha no espelho. Bob Dylan te dava as boas vindas através da caixa de som. Você entrou com seu novo cabelo moicano, descolorido, calça preta, jaqueta azul marinho, botas e uma canequinha que parecia de chá. Sua voz estava meio rouca, de quem está gripada e toma xarope e remédio há uns dias. O cenário era lindo, tinha um pedaço de um triângulo que recebia diversas projeções, ora com imagens de crianças, ora com desertos, ora com explosão de cores.

Você tentava cantar. E quando conseguia era tão bonito! Mas na maior parte do tempo você parecia brigar com o som, com você mesma. É como se você tivesse fazendo MUITO esforço pra estar ali. Nos seus olhos, a tristeza era tão grande que fez a gente chorar junto. As revistas sabem ser uma chatice, e uma delas nos contou que o seu ex-namorado casou com uma modelo quatro meses depois que vocês terminaram. Ninguém se recupera disso rapidamente. E a impressão que dá é que você voltou a ser a Chan de antes do “Jukebox”, a Chan dos excessos (de droga, de bebida?), que sempre deixava o público sem saber se o show seria maravilhoso ou uma porcaria.

O seu foi maravilhoso e muito triste. Você tem uma força enorme e emociona a gente quando faz uma versão parecida com a do disco pra “Manhattan” e outra quase irreconhecível pra “I don’t blame you”. Você reclama do som, é como se quisesse a perfeição na hora de se mostrar, pra que ninguém veja que você está em pedaços. Dá medo, porque parece que a qualquer momento você pode deixar de conseguir cantar, de subir em um palco. E a gente não quer isso.

Por isso te escrevo essa carta, na esperança de que você encontre essas palavras bobas e pense no quanto tanta gente ama você nesse mundo. Fica boa, fica forte. Daqui a gente espera que esse amor chegue no seu coração e traga alegria e serenidade.

Se cuida, Chan, você é fantástica.

Um beijo,

Dani

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Escrevi essa carta depois de ver o show da Cat Power na última semana de outubro no Manhattan Center Hammerstein Ballroom, em Nova York.

A revista Noize publicou a carta. Vão lá ver! > http://noize.virgula.uol.com.br/carta-aberta-para-cat-power-enviada-por-daniela-arrais/

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direto de ny: depois de sandy

por   /  30/10/2012  /  15:15

#Sandy #Frankenstorm passou e está tudo bem! Por aqui foi só um dia de chuva e vento forte.

A internet caiu à noite, mas voltou pela manhã. Nem luz faltou!

Agora saindo pra ver a rua, encontramos essa árvore caída bem na esquina (e um monte de gente instagramando a mesma cena).

Já tem gente cortando o tronco e em pouco tempo a rua ficará livre.

Obrigada, cosmos e Brooklyn!

E todo mundo que ficou aí torcendo pra que tudo ficasse bem ♥

direto de ny: antes de sandy chegar

por   /  29/10/2012  /  19:37

O vento continua forte, mas nada mudou muito até agora.

Por volta do meio-dia, saímos pra comprar mais água e comida.

Acima, a vista da rua, no Brooklyn Heights.

Parada pra fazer uma refeição decente: fomos ao Building on Bond, que estava aberto, mas com cardápio reduzido.

O restaurante estava quase lotado; todo mundo matando um hambúrguer com fritas antes de Sandy chegar.

No Wallgreens, as estantes de água, suco e refrigerante pareciam saqueadas. Deu pra comprar umas garrafas.

Mas já entendi que um cálculo foi errado: compramos apenas um pack de cerveja… I’ve already drank half of my supplies! (referência:  @jeremyscahill no Twitter)

As prateleiras de chocolate tavam ainda piores. Ô povo junkie! (me sinto em casa)

Na saída, um cachorro muito fofo fazia focinho de preocupado.

Acima, o que temos de comida pra esses dias. Como se pode ver, a preocupação com elementos nutritivos norteou as compras…

direto de ny: furacão sandy

por   /  29/10/2012  /  18:00

Estamos aqui, diretamente de Nova York, dentro de casa, à espera do furacão Sandy!

Se tudo o que a mídia está dizendo for verdade, vejo vocês daqui a uns dias, porque a cidade vai inundar, uma falha de eletricidade pode durar semanas, não sei pra onde vai dar pra ir, já que o transporte público pode demorar dias pra voltar (desde ontem à noite metrôs e ônibus já não funcionam).

A situação é tensa, viu?

Mas tô preferindo pensar que os americanos são hiperbólicos e que vai ser só um susto.

Hoje de manhã ainda deu pra andar pelo bairro (Brooklyn Heights), comprar umas coisas no Wallgreens (não tinha mais lanterna, só umas velas enormes) e perder dois guarda-chuvas em um intervalo de dez minutos.

O vento tá forte (teve uma hora que até dei uma seguradinha numa árvore), e a previsão é que Sandy chegue somente em oito horas.

Já que num dá pra fazer nada da programação intensa que tínhamos preparado, vamos ficar na internet, né?

Vou ficar postando umas coisas por aqui (relacionadas e não relacionadas ao furacão). E lá no Twitter (@daniarrais) coloco mais coisas sobre a Frankenstorm.

Pra começar, um texto do David Carr, colunista do New York Times, sobre como a TV faz um looping de antecipação desde sexta-feira. Em certa altura do texto, ele fala:

“Worse than Irene” was trending on-air Monday, as was, “Get out now!” “Monster storm” is becoming a trademark of Sandy coverage, in part because it makes a natural event sound like a movie and partly owing to its size, duration and area of impact. Makes you wonder what will be left in the bank of hyperbole for tonight when Sandy actually makes landfall.

Leiam o texto > http://nyti.ms/UaSkEZ

inhotim, um lugar que você precisa conhecer

por   /  26/09/2012  /  10:35

Bem-vindos a Inhotim

Inhotim é um deslumbre, um daqueles lugares que a gente vai e quase não acredita que existe de verdade. Simplesmente porque tudo por lá é grandioso, hiperbólico. As obras existem num cenário que mistura arquitetura, paisagismo e natureza deslumbrantes, que transformam a maneira como a gente vê, contempla, sente e se emociona com trabalhos de arte contemporânea.

No começo do mês, fui convidada* para conhecer os novos pavilhões do instituto. Fiz uma viagem rápida, de um dia e meio, e revi algumas obras pelas quais eu tinha me apaixonado da primeira vez que fui lá, há uns três anos, e me encantei com as novas.

Lygia Pape, Cristina Iglesias, Tunga e Carlos Garaicoa são os artistas que ganharam novos pavilhões no maior instituto de arte contemporânea do Brasil _e um dos maiores do mundo. Artistas como León Ferrari e Mateo Lopez passam a dividir a Galeria Mata com outros nomes.

Eles se juntam a artistas como Adriana Varejão, Matthew Barney, Chris Burden, Janet Cardiff e Dave Aitken no lugar criado por Bernardo Paz em 2002 e aberto ao público em 2006 _e cujo acervo é avaliado em R$ 400 milhões.

Localizado na cidade de Brumadinho, a 6o km de Belo Horizonte, Inhotim ocupa 225 hectares (sendo 110 visitáveis, ou o equivalente a mais de 100 campos de futebol). No ano passado, recebeu mais de 245 mil visitantes, e a expectativa para esse ano é bater os 400 mil.

Os números são mesmo impressionantes: Inhotim tem cerca de 130 artistas de 32 nacionalidades em seu acervo, totalizando 600 obras em acervo e 80 em exposição.

Nos planos futuros, há ao menos duas galerias em andamento: uma para Olafur Eliasson e outra para Anish Kapoor.

Se eu fosse você, aproveitava o próximo fim de semana, um feriado ou as férias e corria pra lá pra ver de perto tudo isso!

Vamos conhecer os novos pavilhões?  =)

Lygia Pape

Por fora, o concreto parece retorcido. Você entra no pavilhão e se depara com a escuridão quase total. Uma luzinha na altura do pé tenta desfazer a sensação de cegueira momentânea. Alguns passos e lá está a “Ttéia número 1”, obra de Lygia Pape (1927-2004) finalizada em 2002.

Com seus fios dourados, a obra estimula uma experiência sensorial muito forte _não só pela beleza do trabalho, de sua geometria, mas porque a perspectiva fica difusa, você vê algumas linhas de perto, mesmo que não esteja tão perto assim.

O trabalho tem aquela simplicidade das coisas grandiosas de verdade. Consiste em fios dourados, meio elásticos, meio metálicos, batidos no chão com pregos, e luz.

O pavilhão, feito pelo escritório Rizoma, buscou fazer dois quadrados, um em cima do outro, mas deslocados. E é assim que a gente fica quando vê a obra de Lygia Pape de perto, sem saber direito onde estamos.

“O prédio que envolve a obra possui uma certa distorção em sua estrutura, o que permite ao visitante, uma vez frente ao trabalho, perder a capacidade de orientação diante da obra”, disse Jochen Volz, curador e diretor artístico de Inhotim.

Cristina Iglesias

Imagine andar pelo meio de uma mata e dar de cara com uma clareira onde foi erguida um construção toda espelhada? “Vegetation Room”, de Cristina Iglesias, provoca surpresa e convida a gente a explorar seus labirtintos.

O trabalho da artista espanhola se insere na natureza e quer ser um pouco dela também. O quadrado espelhado, feito de aço inoxidável polido, guarda em seu interior paredes cobertas com relevos de padrões vegetais _e que convidam a gente a passar a mão, a sentir a textura que parece tão real.

O quarto tem quatro entradas _três são labirintos, que não levam a lugar nenhum. Você tem que errar algumas vezes até chegar na entrada “certa”, onde existe uma abertura no chão por onde passa uma fonte. No meio daquilo que é um corpo estranho na natureza, existe uma fonte de água que jorra em velocidade variável e acaba deixando tudo integrado.

“A artista criou um espaço que se aproxima de uma estrutura arquitetônica, mas que também é escultura e lida diretamente com a representação de elementos da natureza”, disse o diretor adjunto de programas artítiscos e culturais, Rodrigo Moura.

Tunga

Tunga tem o maior pavilhão de Inhotim, com cerca de 2.600 metros quadrados, que abriga oito grandes instalações e esculturas. Entre as obras do artista pernambucano radicado no Rio, estão “Lézart”, de 1989, e “Palíndromo Incesto” (1990-1992), além do filme-instalação “Ão”, de 1980.

“Quando esse prédio foi projetado, quando Bernardo Paz me convidou para colocar juntos momentos diversos do meu trabalho, eu pensei que era pertinente trazer outras obras, algumas efêmeras, como performances, outras menores, que tivessem signifcado não só por si, mas que criassem conectividade com o que tem aqui”, disse o artista.

E falou mais sobre o espaço: “É a concretização de uma conjunção de  ideias, como num sonho, que são oriundas de tempos, momentos, reflexões diversos, mas constituem uma totalidade. Essa totalidade quem dá é a subjetividade, que se manifesta na arte de modo a construir através de uma expressão de um sujeito aquilo que tem em todo mundo. O que se tem aqui é uma experiência comum de uma imagem que nos pertence e passa a nos pertencer”.

Galeria Mata

Para este ano, a Galeria Mata recebe obras de Edward Krasinski (Polônia), João José Costa (Brasil), Juan Araujo (Venezuela), Léon Ferrari (Argentina), Luisa Lambri (Itália) e Mateo López (Colômbia).

Todo ano, Inhotim realiza mostras temporárias de sua coleção em quatro galerias. O objetivo, segundo o instituto, “é oferecer novos recortes e interpretações sobre o acervo, sejam novas aquisições ou obras já apresentadas, em leituras que priorizam o diálogo entre gerações, linguagens e nacionalidades”.

Gostei muito do trabalho “El Palacio de Papel”, de Mateo López. E dos desenhos do León Ferrari. São heliogravuras, obras gráficas realizadas no fim dos anos 1970, quando ele passou pelo Brasil. Os desenhos têm muito de arquitetura _parecem plantas. Mas no lugar de detalhes de uma casa, o artista representa situações humanas repetidas à exaustão.

Carlos Garaicoa

A obra de Carlos Garaicoa foi a que menos me entusiasmou. O artista cubano mostra em Inhotim a instalação “Now Let’s Play to Disappear 2” (2002), que é uma mesa ocupada por miniaturas de edifícios famosos, como o Empire State, transformados em velas que são acesas todos os dias.

A ideia foi uma reação aos acontecimentos do 11 de setembro, em Nova York. “À medida que o fogo vai consumindo, a obra vai desaparecendo. O trabalho lida com o aspecto efêmero da escultura. É uma escultura que se consome no espaço”, explicou o curador Rodrigo Moura.

* Obrigada pelo convite, Agência Lema!

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inhotim | lygia pape

por   /  26/09/2012  /  10:25

Pavilhão de Lygia Pape, em Inhotim.

Obra “Ttéia número 1”, que é linda demais!

Vejam o vídeo > http://www.youtube.com/watch?v=2rGYukikoeY&feature=share&list=UL2rGYukikoeY

As fotos são de Daniela Paoliello.

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inhotim | cristina iglesias

por   /  26/09/2012  /  10:20

“Vegetation Room”, de Cristina Iglesias.

Faça um tour pela obra no vídeo abaixo:

As fotos são de Daniela Paoliello.

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inhotim | pelo instagram

por   /  26/09/2012  /  10:15

Durante a viagem para Inhotim (vejam o post completo aqui), publiquei muitas fotos no Instagram, usando a hashtag #donttouch_inhotim.

Quem tiver um perfil por lá basta procurar a hashtag (ou o meu perfil, @daniarrais) pra ver tudo!

O dia estava LINDO!

“Ttéia número 1”, de Lygia Pape

“Vegetation Room”, de Cristina Iglesias

Eungie Joo, a nova curadora de Inhotim, no pavilhão do Tunga

Detalhe no pavilhão do Tunga

Trabalho de Mateo Lopez

Bonequinhos de León Ferrari

O maravilhoso pavilhão de Adriana  Varejão

Detalhe do pavilhão

Azulejo de Adriana Varejão

A grandiosidade de Matthew Barney

“True Rouge”, de Tunga

Menina feliz. Foto que fiz pra outra série, chamada #retratosanônimos

Menino lindo, também para o #retratosanônimos

Um coração involuntário

Fim de uma tarde maravilhosa!

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o que é ser original e criativo na internet?

por   /  03/09/2012  /  8:57

O que é ser original e criativo na internet? Foi com essa pergunta que o YouPix me convidou pra escrever um textinho, que reproduzo abaixo.

E tive ótimas companhias: Mentor Muniz Neto, Juliana Cunha, Fabrício Carpinejar e Carlos Merigo também deram suas opiniões!

Leiam > http://youpix.com.br/fights/youpix-chat-o-que-e-ser-original-e-criativo-na-internet/

O que é ser original e criativo na internet?

A internet é linda, e eu estou particularmente apaixonada por ela nessas últimas semanas. Graças aoPinterest, ao Rdio, ao Pulse. No primeiro, pino frases para o Autoajuda do dia. No segundo, ouço as músicas que adoro, descubro as que vou amar logo mais, repito obsessivamente as faixas de “Estrela Decadente”, de Thiago Pethit. No último, organizo minhas leituras diárias de uma forma gostosa –uma imagem grande vem acompanhada de uma ou duas linhas e já me dá o teaser do que vou encontrar logo mais.

Dias de otimismo e empolgação sempre vêm acompanhados de alguma “noia”. A da vez é: pra que manter perfis em absolutamente todas as redes sociais que já foram criadas? Orkut, MySpace, Last.fm, Blip.fm…. Been there, done that: dos testemonials emocionados à discotecagem que durava o dia inteiro, passando pela checagem das estatística de quantas vezes fui capaz de ouvir a mesma música do Pulp.

Olhando hoje essas redes que um dia já fizeram parte de todos os meus dias, por tantas horas, penso: deve ser muito difícil inventar um site ou um produto, vê-lo crescer, ganhar seguidores, matérias em jornais e revistas de tecnologia, receber grana de investidores e, depois, perceber que o público fiel de ontem migrou para uma versão bem melhorada do que você criou.

Porque o Pinterest é um Ffffound super melhorado. O Rdio, tudo aquilo que o Grooveshark poderia ser. O Pulse, o que o Google poderia ter feito do seu Reader. Cada um deve ter seu público, vai que eu tô colocando num mesmo balaio coisas que nem se misturam tanto. Mas tudo isso me leva a pensar: a gente tem que explorar todas as possibilidades de uma ideia, principalmente se ela saiu do papel e conquistou 10, 100, 1 milhão de adoradores.

Ser original e criativo na internet é cuidar do seu projeto, do seu site, do seu produto de um jeito tão apaixonado e próximo que não sobre espaço pra que alguém venha pegar sua ideia e transformá-la numa coisa ainda melhor. Afinal, você sempre pode fazer melhor. É também saber pra quem você fala, como você fala, onde quer chegar. Porque nada pior do que ser apaixonado por alguma coisa e vê-la de mãos dadas com outro –nesse caso, TANTOS outros.

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