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Posts da categoria "escreve escreve"

privacidade na internet

por   /  14/11/2007  /  18:47

uma questão de privacidade: na surdina, empresas colhem dados sobre a vida dos internautas; conheça os riscos da exposição on-line e saiba os cuidados a tomar

exposição na rede é natural, diz marimoon

jovens compartilham on-line sua vida particular

exposição on-line traz riscos ao usuário

são paulo: chips em carros serão obrigatórios

perfil serve para publicidade no facebook

empresas monitoram até pelo celular

bom senso é principal dica de prevenção

navegador torpark protege privacidade

* a foto é do rafael hupsel

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por   /  13/11/2007  /  3:52

e na montanha-russa que era aquela vida, ela já nem sabia mais o que era passar dias seguidos em paz. já tinha se acostumado a felicidades tão profundas quanto a mais desesperada angústia. era o padrão. mesmo que soubesse que aquilo ali envelhecia não só as linhas de expressão do rosto como a cabeça e coração, pensava: tenho que parar.

mas parecia que ela tinha sido atingida pela maldição do “passaporte da alegria”, aquele que na época do colégio custava 12 reais e dava direito a diversão infinita _mesmo que nenhum infinito durasse mais do que cinco horas de repetidos rodopios, viradas de cabeça pra baixo e subidas e descidas frenéticas em brinquedos que são acintes à gravidade.

ela esperava ansiosa por aquele friozinho na barriga. quando chegava no topo da montanha, ah, que paraíso. no looping, ops, até que tá legal, mas chega logo na linha reta, porra! ok, voltamos… sobe de novo, ah, o céu, tão perto, que lindo.. mais um looping infernal, ai, ai ai. isso sim é capaz de desestruturar qualquer mínima sanidade.

dormindo, sonhou que caía. sentia aqueles movimentos insanos que enchiam seu peito de felicidade, para, segundos depois, deixarem um vazio enorme. prometeu que ia para com aquilo. mas como criança que sabe o êxtase que é passar um dia inteiro em um parque de diversões, cogitou que talvez quisesse mais… sabia que o repeteco ia ir e vir e vir e ir até que ela sentisse: tô velha, cansada, me amarra em cima de uma cama que eu não posso mais com essa brincadeira que é o amor.

* foto do flickr de patrice beaudouin 

fail and live

por   /  31/10/2007  /  6:16

ela tinha uns 17 anos e nem sabia o que era amor. mas já tinha ouvido demais sobre ele. em músicas, principalmente. ah, aquele amor que tudo supera, que tudo alcança, por ser únicoverdadeiroautênticoesuficiente. mais queria sentir do que efetivamente tinha borboletas no estômago. e quando, depois de poucos meses veio a rejeição, ela viu que era hora de tirar aqueles discos de nick drake da prateleira, arriscar uns lexotans e chorar nuvens de lágrimas sobre os olhos de ninguém, como uma boa adolescente.

voltando de um passeio, ouviu gal cantar “sua estupideeeez não lhe deixa ver que eu te amooooo”. queria entender aquilo. as amigas até ajudavam, dizendo pra ela lutar por aquele relacionamento, porque o amor valia a pena. ela tentou. queria sentir aquelas tantas coisas que havia aprendido pelas canções. mas aquela música, apesar de tão sincera, não lhe dizia nada.

foi preciso que um ano se passasse e outro e mais outro e mais alguns se completassem para que a estupidez ligada ao amor fizesse sentido. e, finalmente, a música lhe falou tudo o que tinha tentado dizer naquele tempo passado. angustiada, ela só pensava em pegar o telefone e dizer o mais convicto “volta, meu bem”. mas o lirismo necessário estava perdido entre desilusões, decepções e tentativas fracassadas. o que lhe restava agora era o vazio. e aquela bendita música no repeat.

amor  ·  design  ·  escreve escreve

quero ser van gogh

por   /  09/10/2007  /  19:35

moleskine project –> mostre para o mundo o que você desenha no seu moleskine! dica de gonzo.

quem compra ou ganha um moleskine, sabe que o caminho é sem volta. nenhum caderninho da tilibra vai conseguir ter suas linhas ou desenhos de volta. para muitos, é uma besteira: papel é papel e num rola pagar alguns euros por um caderno só porque hemingway escrevia nele. e outra: você num vai escrever mais ou melhor porque tem um moleskine. mas eu, um moleskine na gaveta e outro na bolsa, companheiro de todas as horas, garanto: depois do primeiro, você vai querer outro, outro, outro e outro. é que nem elma chips, com perdão da adaptação: impossível ter um só.

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