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don’t touch my mixtape: músicas para ler notícia, por a. mariotti

por   /  20/09/2013  /  13:30

Depois do sucesso que foi a primeira mixtape, o Augusto Mariotti nos dá outra de presente!

Desta vez o mote é o seguinte:

São músicas que tenho colocado pra ouvir nas manhãs de sábado ou domingo e que acompanham minha leitura semanal das minhas revistas favoritas.

Na seleção, Bodi Bill, Seapony, Massive Atack, Ariel Pink, Thee Oh Sees e mais um monte de música gostosa!

A foto é de Adelaide Ivánova.

Se eu fosse você, ouvia! ♥

Augusto Mariotti, 32, é publicitário de formação, mas profissional de moda com paixão. É diretor de conteúdo da Luminosidade, empresa que criou e produz o São Paulo Fashion Week, comanda o site FFW.com.br e é viciado em descobrir novas bandas, viajar pelo mundo atrás dos festivais de música e discotecar as descobertas em festas de amigos. Abriu o tumblr http://theaugustos.tumblr.com/ para documentar suas andanças por aí.

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como encontrar o trabalho da sua vida, por roman krznaric

por   /  18/09/2013  /  10:15

Há quase um ano, troquei a certeza de um emprego com carteira assinada em uma empresa de prestígio pela aventura de me dedicar 100% ao meu próprio negócio – a Contente, empresa de projetos pra internet que faço com a minha amada sócia Luiza Voll há quase três anos.

Sempre achei que fosse fazer duas coisas na vida profissional. Nunca me identifiquei com o discurso de quem falava que tinha encontrado sua vocação e queria se dedicar integralmente a ela pelo resto da vida. Eu pensava: trabalho é trabalho, é todo dia, é repetitivo, eu quero é ter a chance de não me entediar no meio do caminho.

Descobri (e descubro todo dia) na prática o que significa ter uma empresa. Eu e a Lu brincamos que somos tudo: de office boy a secretária, passando por telefonista, vendedora, gerente de crise. E fazemos tudo com um prazer tão grande! As dificuldades aparecem – tantas vezes! As incertezas, também. Mas o que conta muito mais é a alegria de acordar todo dia e trabalhar no que a gente gosta e acredita.

Quando soube que o Roman Krznaric, um dos fundadores da The School of Life, viria ao Brasil este mês, quis conversar com ele. Afinal, ele é autor do livro “Como Encontrar o Trabalho da Sua Vida” (ed. Objetiva), título que traduz a vontade de ao menos 80% dos meus amigos e conhecidos no momento.

Todo mundo quer fazer o que ama, mas ainda tem dúvidas se troca o certo pelo incerto, se vai conseguir grana pra pagar as contas, se a saída é apostar no novo mesmo. Vivemos um momento de muita dúvida e de muito questionamento sobre o modelo de trabalho tradicional, em que a lógica do patrão é que você passe ao menos oito horas dando expediente, mesmo que muitos desses momentos sejam de procrastinação no Facebook.

Roman vem ao Brasil neste mês para dar um sermão dentro da programação da The School of Life no Brasil. O primeiro acontece no próximo domingo (22/9), às 11h, no Teatro Augusta, em São Paulo (os ingressos estão esgotados; há lista de espera). No dia 29/9, ele fala no Rio sobre empatia (ainda há ingressos). Ele também aproveita para lançar “Sobre a Arte de Viver” (ed. Zahar).

Em entrevista ao Don’t Touch, o filósofo australiano surpreende ao advogar contra a lógica tradicional de ser muito cuidadoso e fazer um planejamento detalhado antes de chutar o balde pra ir buscar o trabalho dos sonhos. “Em vez de pensar pensar e agir, primeiro você precisa agir e, depois, pensar. Em outras palavras, comece a experimentar tentando outras carreiras, sendo voluntário, um estagiário se você puder, para tentar sentir um gosto de realidade. Claro que não estou dizendo que nós devemos ser completamente imprudentes e não nos preparar totalmente. Mas, se você está procurando um trabalho que o preencha, todas as evidências dizem para agir primeiro e pensar depois.”

Leiam a entrevista completa logo abaixo. Foi um prazer conversar com um cara que tem respostas tão precisas sobre questões que nos rondam tanto! ♥

– Não sei se é porque fiz isso, mas nunca vi tanta gente querendo largar seus empregos tradicionais e querendo investir no trabalho dos sonhos. Esse movimento realmente está acontecendo no mundo?

Completamente. Esse movimento é um das grandes revoluções do nosso tempo. A insatisfação com o trabalho bateu níveis recordes nos Estados Unidos. Na Europa, cerca de 60% dos trabalhadores estão infelizes com seus empregos e gostariam de trocá-los. E isso se espalhou para o Brasil também. Aqui vai uma estatística maravilhosa: em 2004, 12% dos brasileiros queriam trocar de emprego. Hoje esse número aumentou para 56%

– O que as pessoas precisam fazer quando tomam essa decisão? É preciso se preparar antes, fazer uma poupança, por exemplo?

A abordagem tradicional para trocar de emprego é ser muito cuidadoso e fazer muito planejamento. Preparar-se com antecedência, pesquisar possibilidades profissionais, fazer testes de personalidade, poupar dinheiro e procrastinar. Eu sou um defensor da abordagem oposta: em vez de pensar pensar e agir, primeiro você precisa agir primeiro e pensar depois. Em outras palavras, comece a experimentar, tentando outras carreiras, sendo voluntário, um estagiário se você puder, para tentar sentir um gosto de realidade. Claro que não estou dizendo que nós devamos ser completamente imprudentes e não nos prepar totalmente. Mas se você está procurando um trabalho que o preencha, todas as evidências dizem para agir primeiro e pensar depois.

– Outra coisa que percebo é que, hoje em dia, todo mundo tem um projeto paralelo, o que é ótimo, mas como é que esse projeto vai virar um trabalho de verdade, que dê dinheiro para pagar as contas?

Projetos paralelos são uma ótima maneira de trocar de emprego. Existe um mito de que para fazer a mudança a gente precisa entrar no trabalho na segunda de manhã e renunciar dramaticamente. Mas não. Em vez disso, tente manter o seu emprego existente e fazer o que eu chamo de “branching projects” (algo como projetos ramificados, como ensinar ioga em uma tarde de quinta-feira ou fazer um frila de webdesign no fim de semana. E o que você faz é gradualmente passar mais e mais tempo nos projetos paralelos que você gosta até que as duas coisas aconteçam. Uma, você percebe que você consegue ganhar o suficiente para pagar as contas. Dois, você criou a confiança necessária para mudar. Com projetos assim, pequenos passos levam a grandes resultados.

– Aliás, falando em dinheiro… Qual é a importância dele na equação de satisfação com o trabalho?

Ah, dinheiro! O dinheiro foi o maior motivador nos últimos 500 anos. Mas ao menos nas duas últimas décadas pesquisas mostram que ele está se tornando menos importante. Então o que importa para os trabalhadores hoje? Coisas como autonomia (ter liberdade para tomar as próprias decisões no trabalho e como usar o seu tempo) e respeito (sentir que é tratado como um indivíduo valioso, não um engrenagem na máquina). Claro que nós ainda precisamos ganhar dinheiro suficiente para pagar as contas e alimentar nossos filhos, mas dinheiro está se tornando fora de moda como uma fonte de satisfação no trabalho.

– Quando falamos em buscar o trabalho dos sonhos, ninguém nos avisa que vai ser preciso encarar burocracias, aprender a fazer um plano de negócios. Você acha que existe mais idealização do que ação?

Você não deve pensar que ter um trabalho dos sonhos necessariamente vai ser fácil e só diversão. Trabalhos dos sonhos são, geralmente, extraordinariamente exigentes. Um século atrás, a cientista franco-polonesa Marie Curie, que ganhou dois prêmios Nobel por seu trabalho, encontrou seu trabalho dos sonhos fazendo pesquisas sobre radiação. Mas ela trabalhou extremamente duro. Hoje, seu trabalho dos sonhos pode exigir que você passe a noite acordado fazendo modelos de negócio. Felizmente, os seres humanos prosperam em desafios.

– Mesmo que seja o trabalho dos sonhos, trabalho é trabalho. O que a gente deve fazer para manter a empolgação sempre no alto?

Um pequeno conselho é tentar maximizar o fluxo na sua experiência. Fluxo é um conceito psicológico que envolve estar completamente presente e completamente absorvido em qualquer coisa que você esteja fazendo. É o que significa para os atletas quando eles dizem que estão “in the zone”. Como você entra nesta zona? Prepare tarefas para você que sejam desafiadoras e criativas, mas não tão desafiadoras que você se preocupe em falhar, e não tão fáceis a ponto de você ficar entediado. A excitação está justamente em ficar fora da sua zona de conforto.

– Existe realmente um trabalho dos sonhos ou temos que aprender a desdobrar nossos interesses para atender às demandas de um mercado que muda tanto e em que as vagas para algumas áreas vão ficando cada vez mais escassas?

Não acredito que exista um único trabalho dos sonhos esperando lá fora para que a gente o descubra. Nós temos múltiplos eus, muitas identidades, e diferentes trabalhos vão satisfazer diferentes partes do que somos em diferentes momentos das nossas vidas. Claro que faz sentido desenvolver habilidades quando o mercado de trabalho está ficando maior, e não menor. Mas depois tudo se resume a saber se você quer trabalhar como um meio para um fim (ganhar dinheiro) ou como um fim em si mesmo (encontrar sentido).

– Alguém da geração que tem 30 anos hoje vai se aposentar tradicionalmente, depois de completar 30 anos de carreira? Ou vai ser mais corriqueiro ver as pessoas saltando de um trabalho para outro?

Meu pai trabalhou para a mesma empresa por 51 anos. Essa era já foi. Os trabalhadores de hoje estão trocando de trabalho, em média, a cada quatro anos. E como a nossa vida de trabalho vai aumentando (as pessoas estão se aposentando mais e mais tarde por conta de restrições financeiras), nós estamos suscetíveis a mudar de emprego várias vezes ao longo da vida.  Essa é mais uma razão para pensar muito sobre as melhores maneiras de fazer isso, e não apenas deixar-nos à deriva através de nossas vidas profissionais.

– O que a gente pode aprender com a história e com a evolução do trabalho?

Obrigada por perguntar isso, é um dos meus temas favoritos! No geral, a grande mudança história é do destino à escolha. Há poucos séculos, a maioria das pessoas tinham que trabalhar por uma questão de necessidade e destino – elas nasceram para ser um agricultor ou eram filhas de um escravo, então estavam destinadas à escravidão também. Hoje em dia, a maioria das pessoas (embora longe de todas) têm muito mais chances à sua frente. Antes do surgimento da industrialização, havia apenas cerca de 30 postos de trabalho padrão. Agora existem websites listando mais de 12.000. O problema é que fazer escolhas pode ser difícil.

– Quais são as perguntas que você mais costuma ouvir em relação ao tema? E aquelas que você adoraria responder, mas nunca te perguntam?

A pergunta que ouço mais frequentemente é se devemos procurar trabalhos pelo dinheiro ou pelo significado. E o que nunca me perguntam? Quase nunca me perguntam sobre o que nós podemos aprender com a história do trabalho. Mas você mudou isso!

– Como você encontrou o trabalho dos seus sonhos?

Tenho abordado minha vida de trabalho como um experimento. Fui um professor universitário, mas deixei de ser para virar um jardineiro profissional. Fui jornalista, mas mudei para tentar carpintaria. Também já atuei como professor de inglês, treinador de tênis e agente comunitário. No momento sou mais um escritor – e me sinto muito realizado fazendo isso. Mas espero ter coragem para mudar de novo – talvez quando meus interesses ou minhas paixões mudarem. Talvez minha visita ao Brasil neste mês vá me inspirar a treinar como um chef especializado em cozinha brasileira!

– Quais foram as principais dificuldades que você enfrentou no processo? E quais as maiores alegrias que você teve e tem até hoje?

O maior obstáculo têm sido as opiniões dos amigos, colegas e pares. Quando eu era um professor universitário, todo mundo que eu conhecia disse: “Como você pode deixar um grande trabalho em uma universidade? Você está louco!”. Quando eu era um jornalista todos disseram a mesma coisa. Mas, felizmente, eu ignorei os conselhos. Nosso grupo de pares forma nossa visão de mundo, e isso pode ser uma luta para mudar nossas mentes e fazer algo inesperado ou aparentemente insensível. Mas é aí que a emoção da vida está – no sentimento maravilhoso que você está fazendo a mudança, aproveitando as oportunidades, quebrando convenções e imerso em um estado radical de vitalidade.

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moon, de thiago pethit

por   /  17/09/2013  /  14:30

Cada vez mais o Thiago Pethit mostra como é um artista completo. Ele não apenas canta e compõe mas também inventa de transformar um videoclipe em um curta-metragem.

“MOON” é sua mais nova empreitada. É um clipe e é um filme, dirigido por Heitor Dhalia (de filmes como “À Deriva”, “O Cheiro do Ralo” e “Gone” e do aguardado “Serra Pelada”), com roteiro do próprio Thiago e da Vera Egito.

Filmado em São Paulo, “MOON” conta a história de um jovem casal que vê a paixão dar lugar a surpresa, ciúme e confusão quando a menina descobre que seu namorado é garoto de programa. Cenas quentíssimas se misturam ao submundo paulistano, com figurinos inspirados nos anos 1990 e em ícones como Joe Dallesandro, um dos musos de Andy Warhol.

Vejam o clipe! ♥

Em entrevista ao Don’t Touch, Pethit conta mais sobre “MOON”:

– Como foi que vocês tiveram a idéia pra ele? E como foi ser roteirista também?

Nos encontramos diversas vezes ao longo do ano para conversarmos, eu, Heitor e Vera Egito, sobre o que seria o vídeo-clipe-filme de “MOON”. Primeiro surgiram os lobos. Depois foi a temáticoAdos garotos perdidos e, por fim, a questão do triângulo amoroso e da vida desses meninos. Fomos juntando ideias e cenas nas conversas e, ao fim, escrevi um pequeno conto amarrando tudo isso às mensagens que serviriam de argumento pra Vera reescrever e transformar aquilo num roteiro de verdade.

Não é a primeira vez que me “intrometo” no roteiro, sempre o fiz de algum jeito. Mas, dessa vez, foi mais sério e ainda mais prazeroso.

– Você filmaram onde?

Filmamos em quatro locações diferentes, sempre em busca de fugir dos clichês sobre as história da cidade de SP que já conhecemos. A locação principal foi a entrada do viaduto Minhocão, por debaixo da Praça Roosevelt. Depois, o topo do Edíficio Planalto, um apartamento no mesmo prédio e um motel no centro da cidade.

– E como chegaram nesse casting?

O casting foi uma colaboração dos queridos Edu Piva e Carminha, da ETC Elenco, para construir os personagens coadjuvantes e a maravilhosa atriz Nara Chaib, que interpreta a garota principal do triângulo. Os dois garotos principais, Lucas Veríssimo e Vini Uehara, foram descobertas feitas através do Facebook, por indicações e entre milhares de trocas inbox até o dia da entrevista com o Heitor, que selecionou o elenco, junto com a Kity Féo (a incrível assistente de direção) e eu.

As fotos que ilustram esse post são do Gianfranco Briceño.

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o melhor da art rio

por   /  06/09/2013  /  14:45

Nunca tinha ido a uma feira de arte e confesso que achei difícil apreciar as obras naquele esquema. Mas eis os meus preferidos da Art Rio 2013, que acontece no Rio de Janeiro até o próximo domingo (8/9).

Pra começar, um trabalho de Dan Flavin dedicado a Henri Matisse. Não sei quando foi que alguma coisa mudou em mim, mas ultimamente tenho gostado tanto de coisas que eu não gostava antes… Essa obra é um exemplo. Poderiam ser só umas lâmpadas fluorescentes coloridas, mas tem algo a mais, que eu não sei explicar, mas que me faz passar uns bons minutos olhando, contemplando… Acho lindo como essas luzes parecem uma pintura! ♥

Já o Norman Parkinson fez uma foto que, desde sempre, eu iria gostar muito. Adoro o menino de branco olhando pra gente, a mãe maravilhosa, dona de si, procurando alguém, a casinha verde que me lembra uma de Playmobil que meu irmão tinha quando a gente era pequeno. Demais!

Gosto muito ver os desenhos do Picasso, longe da fase cubista, que aprecio, mas já vi tanto na vida… Gosto da simplicidade dos traços, das cores. E de ter lembrado da música dos Modern Lovers > http://www.youtube.com/watch?v=Kc2iLAubras

Volpi é sempre bonito. E achei engraçado quando duas amigas disseram seguidamente: “queria uns dois desses pra pôr lá em casa”.

Graciela Sacco foi a melhor descoberta do dia! A fotógrafa usa suportes muito diferentes pra colocar suas fotos. É uma alegria ver fotografia sem ser naquelas molduras enormes, suntuosas, com cara de que foram escolhida pra combinar com o sofá… Adorei o jogo de esconde-esconde que ela fez no trabalho acima, em que os retratados aparecem por trás de uma janela iluminada.

Outra que adorei foi a Sandra Gamarra, uma artista peruana faz pinturas belas e um tanto sombrias.

E, pra terminar, uma belezinha perfeita para fazer vídeo no Instagram! A obra é do Juan Fontanive.

Ah, as fotos do post fui eu que tirei.

Mais em > http://www.artrio.art.br/

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encontros de arte, forma e flexibilidade

por   /  05/09/2013  /  14:15

Os movimentos naturais do corpo servem de inspiração para a exposição “Natureza Amplificada”, que a Nike exibe no Rio de Janeiro até o próximo domingo (8/9), na programação paralela da Art Rio 2013. Explorando conceitos como forma, flexibilidade e liberdade, a marca exibe objetos, vídeos e instalações desenvolvidas pelos brasileiros Gisela Motta e Leandro Lima, pelo estúdio inglês Universal Everything e pela dupla italiana Quayola + Sinigaglia.

Ao entrar no Armazém da Utopia – nome temporário para o armazém 6 do Cais do Porto do Rio de Janeiro -, o visitante se depara com uma linha de evolução dos tênis da Nike, acompanhada por um esqueleto enorme.

Ao dobrar à direita, uma imensidão azul surpreende o olhar. “Zero hidrográfico”, da dupla paulistana Gisela Motta e Leandro Lima, busca inspiração nas ondas do mar, no biomimetismo [área que estuda a biologia e as suas funções, procurando imitar a natureza em áreas da ciência e da tecnologia] delas. Os artistas buscaram criar uma referência instável sobre o mar, fazendo relação com o conceito de flexibilidade, a partir de um objeto formado por lâmpadas azuis fluorescentes.

A obra reproduz aquela sensação de calmaria de quando contemplamos o mar, ao mesmo tempo em que intriga por suscitar isso a partir de um material resistente como uma lâmpada, oposto à fluidez da água. Dá para passar vários minutos olhando para as ondas mecânicas, se imaginando em vários lugares distantes dali.

Zero hidrográfico, explicam, é o nível do mar relativo, que varia de acordo com o clima e sofre alterações com o aquecimento global e o desgelo. “A gente criou um mecanismo com 36 hastes que movem os vértices desse grid e, a partir do caos, gera um movimento orgânico”, diz Leandro. “Quando a gente instala o trabalho, ele está totalmente reto, em um plano. Uma pequena resistência, uma voltagem, um parafuso mais apertado ou não acaba criando uma diferença de sincronia, gerando um movimento caótico, que está acontecendo naquele momento”, diz Gisela. “E ele não se repete, porque não está escrito, programado, e sim analógico. Apesar de ser extremamente mecânico é totalmente vivo”, completa.

Já o estúdio inglês Universal Everything criou uma daquelas obras que fazem a gente se misturar com o que vê. “Fit” é uma série de quatro vídeos que só acontecem se o espectador interagir com eles. Funciona assim: você se posiciona diante do vídeo e começa a fazer movimentos, que estimulam os elementos que compõem a instalação. O resultado é que sua silhueta se transforma em linhas coloridíssimas, que ganham mais vida quanto mais você se esforçar na sua performance.

Dá pra passar vários minutos explorando as mudanças que o corpo da gente provoca na tela. Você vai criando uma dança que mistura seus movimentos à espécie de espelho coloridíssimo que aparece na tela. Em certos momentos, o corpo forma pontos coloridos que parecem uma centrífuga, puxando você praquele arco-íris em movimento. Em outros, os pontos parecem risquinhos, que se movem rapidamente ao seu redor. Uma bela viagem para os sentidos!

A terceira obra que completa a exposição foi criada pela dupla italiana Quayola + Sinigaglia e traduz os conceitos de elasticidade e liberdade. Intitulada “Flexure”, a vídeo instalação é descrita como “uma escultura digital atemporal”.

Traduzindo, é uma tela gigante que não pára de se transformar, explorando as conexões entre som e imagem. Você vê as imagens se transformando em retângulo, espiral e cilindros bem rapidamente, enquanto o som vai mudando também. Em alguns momentos, parece que o som traduz com precisão uma imagem “se rasgando”. Bem interessante!

 

“Natureza Amplificada: A Arte + Ciência da Forma, Flexibilidade + Liberdade”

Armazém da Utopia (av. Rodriguês Alves – Armazém 6, Cais do Porto, Rio de Janeiro)

Até domingo 8/9

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O Don’t Touch My Moleskine viajou a convite da Nike.

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don’t touch my mixtape: músicas para pegar a estrada, por augusto mariotti

por   /  03/09/2013  /  9:30

Tem coisa melhor do que fazer uma mixtape para pegar a estrada?

O Augusto Mariotti partiu desse ponto para criar uma seleção especial para o Don’t Touch.

Ele explica:

É pra ouvir no carro, pegar a estrada, descer pro litoral, colocar a música alta, cantar e deixar o vento bater no rosto.

Na seleção, Beaches, Kurt Ville, Deerhunter, Django Django, Wolf Alice, Metronomy e muito mais!

A foto que escolhi pra combinar com a seleção é do Rolf Sachs.

Se eu fosse você, ouvia! ♥

Augusto Mariotti, 32, é publicitário de formação, mas profissional de moda com paixão. É diretor de conteúdo da Luminosidade, empresa que criou e produz o São Paulo Fashion Week, comanda o site FFW.com.br e é viciado em descobrir novas bandas, viajar pelo mundo atrás dos festivais de música e discotecar as descobertas em festas de amigos. Abriu o tumblr http://theaugustos.tumblr.com/ para documentar suas andanças por aí.

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o que inspira a contente?

por   /  03/09/2013  /  8:15

O que inspira a Contente?

Respondemos a essa pergunta em um vídeo para o projeto #meinspira, da Petrobras em parceria com o YouPix!

Vejam o vídeo! ♥

Mais em > http://youpix.com.br/meinspira/entusiasmo-paixao-e-o-que-mais-inspira-dani-arrais-e-luiza-voll-do-instamission-meinspira/

Do YouPix:

Se você tem Instagram (e usa muito), já deve ter se deparado por aí com uma hashtag chamada #Instamission, que convida os usuários fanáticos do aplicativo a tirar fotos dentro de um mesmo tema ou missão.

1a missão, lançada no Instagram pela jornalista Dani Arrais e pela publicitária Luiza Voll em 2011, pedia que os participantes fotograssem um sorriso. Só isso! 🙂

Vários sorrisos depois, o Instamission virou negócio e mudou completamente a vida da Dani, da Luiza e de todos que participam do projeto a cada semana (alguns temas chegam a reunir mais de 12 mil fotos), construindo um mural colaborativo de emoções e sensações.

No #meinspira de hoje, elas contam de onde saiu a ideia pra criar o projeto, a importância de manter o entusiamo no meio da correria do dia-a-dia e o valor que olhar pra dentro de você mesmo tem no processo de inspiração.

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dont touch my mixtape: viagem latina, por flávia durante

por   /  30/08/2013  /  9:50

Vamos ouvir mais uma mixtape gostosa?

Desta vez a convidada é a Flávia Durante, jornalista e DJ que anda apaixonada pelos artistas latinos.

Ela explica:

Sempre gostei de artistas latinos, mas depois que voltei a estudar espanhol essa paixonite voltou com tudo. Então, além das bandas, comecei a fuçar as cantoras. E me deparei com várias mulheres encantadoras: algumas mais doces, outras mais invocadas, mas todas muito talentosas.

Várias dessas cantoras são da Colômbia, meu país-obsessão do momento. Espero conhecer otras más na viagem que vou fazer para lá [a Flávia está em Bogotá agora e foi lá onde ela fez a foto que ilustra o post].

Na seleção, Ana Tijoux, Nina Rodriguez, Bomba Estereo, Julieta Venegas e muito mais!

Se eu fosse você, ouvia! ♥

Flávia Durante é jornalista interneteira, part-time DJ, 36 anos, atualmente editora dos sites da Trip e da Tpm e DJ da festa Make Me Up, que acontece uma vez por mês na Casa 92, em Pinheiros. Mantém desde 2000 o semi-abandonado Blah Blah Blog, onde fala sobre várias dessas descobertas e obsessões musicais > www.flaviadurante.blogspot.com.br

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